Archives setembro 2020

Eneagrama e a ansiedade de cada perfil

Sabia que todos os perfis do Eneagrama podem ter um certo tipo de ansiedade?

Ela não necessariamente vai se manifestar com uma inquietação no corpo, nem mesmo o frio na barriga comum de quem está ansioso. A ansiedade pode ser silenciosa, e a melhor maneira de entendê-la é compreendendo a sua origem.

A ansiedade tem origem na sensação de medo e, ao nos sentirmos ameaçados, prontamente ativamos nossas defesas e ficamos ansiosos enquanto a ameaça não passar. Em cada perfil, o medo vai ser manifestar por motivos diferentes e de maneiras bastante opostas.

O medo do tipo 1 é de errar ou ser mau. Então, a ansiedade do tipo 1 se manifesta quando há uma ameaça de erro. Além disso, enquanto houver coisas para terminar ou por fazer, o tipo 1 fica ansioso para finalizá-las.

O medo do tipo 2 é o medo de desagradar. Portanto, quando percebe que sua decisão ou ação vai aborrecer alguém, ele começa a ficar ansioso tentando encontrar uma maneira de garantir que continuará sendo amado.

O medo do tipo 3 é o de não valer nada, por isso passa a buscar valor pessoal por meio de conquistas na carreira. Assim, quando o sucesso está ameaçado, a ansiedade vai lá em cima e o coloca em um frenesi na busca por resultado.

O medo do tipo 4 é o de não ter identidade. Sendo assim, quando ele precisa se adequar ou atender às expectativas alheias, sua identidade fica ameaçada e a ansiedade para voltar a ser quem se é começa a se manifestar.

O medo do tipo 5 é o de ser incompetente – daí a sua busca por compreender o mundo para poder ser eficiente. Quando percebe que não entende sobre algo, a ansiedade em obter conhecimento aparece e o isola em seu mundo mental.

O medo do tipo 6 é o de não contar com apoio ou orientação para as decisões. Então, quando não existem regras definidas ou alguém para deixá-lo seguro de uma decisão, a ansiedade assume o controle, deixando-o preocupado com o futuro.

O medo do tipo 7 é o de sofrer dor ou privações. Por isso, sempre que há a ameaça de uma situação dolorida, como uma briga ou um problema delicado, a ansiedade domina e o leva a escapar da situação.

O medo do tipo 8 é o medo de ser ferido ou controlado por outras pessoas. Assim, sempre que alguém passa a tentar impor algo para ele, a ansiedade para retomar o domínio da situação toma conta e ele passa por cima.

O medo do tipo 9 é o medo de perder o vínculo com as pessoas. Portanto, sempre que suas decisões ou sentimentos podem levar alguém a abandoná-lo, a ansiedade vem e o faz engolir seus sentimentos e tolerar a situação.

Em todos os casos, para lidar com a ansiedade (que se manifesta de maneiras diferentes), o caminho é um só.

1 – Compreenda o funcionamento da sua personalidade;

2 – Entenda a origem do medo presente no seu ego;

3 – Acolha a existência desse medo. Não o negue nem o rejeite. Acolha-o como parte de si;

4 – Comece a observar, no seu dia a dia, este medo agindo de maneira positiva;

5 – Analise também, no seu comportamento, esse medo sabotando sua comunicação, suas relações e seus resultados;

6 – Escolha uma situação em que esse medo se apresenta de maneira negativa para iniciar uma evolução;

7 – Procure estar sempre atento a esta situação para compreendê-la de maneira mais racional;

8 – Estando atento e racional, neste momento escolha uma nova atitude ou comportamento ideal para solucionar;

9 – Repita todo o processo do passo 5 ao 9 até que todas as situações mapeadas no passo 5 sejam resolvidas.

Seguir processos de mudança também pode gerar medo e consequentemente ansiedade; mas, quando fazemos isso com consciência e vontade genuína de buscarmos nossa melhor versão, encontramos a força necessária para seguir!

Sempre que conseguir evoluir em um destes medos e perceber que sua ansiedade ou suas defesas estão sendo melhor controladas por você, conta pra nós! Publica no seu Instagram e nos marque @ienagramabr. Assim saberemos que nosso propósito de transformar o mundo está sendo cumprido!

O ego vai te levar longe

Essa luta contra nosso ego precisa cair por terra. Ego é mecanismo de defesa infantil para conseguirmos lidar com o mundo. Ele não é um inimigo a ser morto ou uma coisa que precisamos sufocar dentro de nós, mas sim algo a ser compreendido por nós, acolhido como um elemento que faz parte de quem somos e utilizado por nós com consciência.

Alguns egos podem se manifestar de maneira mais individualista, mas existem egos extremamente conectados com o senso de grupo e por isso apresentam mais prestatividade e adequação ao que os outros esperam de si. E este mesmo ego pode nos levar longe, com muitas pessoas ao nosso redor, mas esse “longe” pode ser um lugar a que NÃO QUERÍAMOS CHEGAR.

É necessário compreender também que nem todo ego nos leva para longe: alguns nos levam a rodar em círculos por muito tempo sem saber aonde queremos ir. O ego pode inclusive nos manter a vida toda estagnado no mesmo lugar.
Enquanto estiverem vendendo para você que o problema de sua vida é o seu ego e que você precisa arrumar uma maneira de se livrar dele, estão tirando de você a responsabilidade por seus próprios resultados e tentando fazê-lo se livrar de uma parte de quem você é e que irá acompanhá-lo a vida toda.

O que determina se vamos caminhar com quem amamos e na direção que queremos para nossa vida é a CONSCIÊNCIA de como nosso ego funciona e do que podemos fazer para manifestá-lo de maneira mais alinhada com nossa verdadeira essência.

Faça as pazes com seu ego e ele o levará longe, para aonde você quer chegar, para conquistas que o deixem feliz e com as pessoas que o amam ao seu redor sendo felizes junto com você!

Por Priscila Bastos – Diretora de Instrução IE Brasil

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Existe emoção ruim?

As emoções são a maneira que a nossa história tem de se comunicar conosco. Elas são tão valiosas quanto a comunicação entre os seres humanos, ou mais, visto que é a comunicação do ser humano consigo mesmo.

Antes de saber se existe ou não emoção ruim, precisamos entender por que as emoções existem no ser humano e para que elas servem.

Quando nascemos, somos limitados em recursos para lidar com o mundo. Isso nos torna vulneráveis ao ambiente, ficamos em uma posição de completa dependência de nossos pais para atender todas as necessidades, como saciar nossa fome ou sede e resolver sensações de calor, frio, dor e saudade. E, naturalmente, por mais que as pessoas ao nosso redor busquem atender tais necessidades, infelizmente muitas delas não são sanadas ou acabam sendo resolvidas de maneira incompleta. E isso gera dor.

Por mais que os responsáveis por garantir nossa sobrevivência busquem fazer de tudo para cuidar de nosso desenvolvimento com atenção, acolhimento e congruência, não está sob poder deles nos proteger da interpretação que temos em relação ao que acontece à nossa volta. Pois, da mesma forma que somos limitados em conseguir cuidar de nós mesmos na infância, a nossa capacidade de discernimento nos primeiros meses de vida também é extremamente ilógica e pautada em sentimentos, o que pode nos levar a interpretações equivocadas do mundo.

 

Essa interpretação de não atendimento de nossas necessidades passa a gerar uma angústia infantil, o que chamamos de ferida emocional, e é aí que as emoções aparecem. Elas são mecanismos de defesa para nos proteger de sermos feridos novamente. Sem as emoções, ficaríamos completamente vulneráveis e seríamos machucados diversas vezes a ponto de adoecermos psicologicamente.

 

Então, quando olhamos para as emoções, precisamos compreender que elas são as nossas melhores aliadas desde nossa infância, pois elas literalmente nos protegeram de sermos feridos novamente.

 

Um exemplo prático para entender essa defesa é olhar para uma criança que, na infância, interpretou o meio à sua volta com uma sensação de traição. Ela não sabia se podia confiar nas pessoas que estavam cuidando dela e precisava encontrar uma maneira de verificar se poderia confiar ou não em alguém. Para resolver essa sensação de traição, a criança começa a adotar a emoção do medo como defesa, mantendo sempre um pé atrás com as pessoas e testando as relações para ver se elas responderiam de maneira congruente. A criança passou a ser mais vigilante e observadora com as pessoas para verificar possíveis discrepâncias de comportamento que poderiam anunciar uma possível nova traição.

O medo começa a assumir o comando do comportamento dessa criança como uma maneira de antecipar possíveis traições, e o mundo à sua volta passa a ser visto com desconfiança. A criança cresce e torna-se um adolescente inseguro que não sabe se pode sequer confiar em si mesmo, porque às vezes ele mesmo sente que não consegue atingir o que havia imaginando de sua performance. Já que suas ideias nem sempre são as melhores, é mais interessante não correr o risco de se expor.

É melhor também não dizer muito o que pensa ou o que sente, pois dessa forma se protege de ser traído nas relações. E quando entra em relações na fase adulta, fica buscando provas de que o amor que recebe é mesmo confiável, genuíno e profundo. E principalmente se a pessoa que está ao seu lado é alguém que não representa uma ameaça. Em sua carreira, pode ter dificuldade de delegar funções, por receio de as pessoas não entregarem conforme combinado, passando a desenvolver controles para checar se as pessoas realmente fizeram o que era combinado. E a vida segue cheia de desconfianças, preocupações, apegos, inseguranças e ansiedade.

Mas a vida também segue com capacidade de fazer planejamentos, avaliações de risco, prudência, cautela, validação de dados, comprometimento, lealdade com as pessoas de seu círculo e profunda conexão com os valores de grupo. Cada passo dado é calculado, fazendo com que suas escolhas sejam mais seguras e palpáveis. Tudo isso se reverbera em um zelo profundo com quem ama, seja família ou amigos, e uma carreira construída com solidez.

Todo esse comportamento, tanto positivo quanto negativo, manifesta-se como uma defesa da ferida emocional gerada na infância. Ou seja, o medo foi o recurso para esta criança LITERALMENTE não se sentir traída novamente.

Acolher as emoções que se apresentam em nosso comportamento e entender o que elas querem nos comunicar é o caminho para se libertar dos comportamentos negativos que elas podem gerar; mas, sem consciência destas emoções, não conseguimos compreender o que nossa criança interior está sentindo e do que ela está tentando nos proteger.

Mesmo quando estamos tristes ou com raiva, desvalorizando-nos, criticando-nos ou fugindo de nós mesmos, tudo isso tem muito valor se APRENDERMOS A DAR OUVIDOS A ESTAS EMOÇÕES, compreendendo o que elas querem nos mostrar.

Quando compreendemos nosso mecanismo de defesa emocional e qual é nossa ferida, podemos amadurecer a maneira como lidamos com ela e abrimos a possibilidade de explorar o potencial de nossas emoções com DIRECIONAMENTO EMOCIONAL, ao invés de sermos reféns de suas escolhas. Afinal, as emoções nos trazem RECURSOS comportamentais, tanto positivos quanto negativos, e o que leva nossas emoções a se manifestarem de maneira mais produtiva e saudável é o AUTOCONHECIMENTO.

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