Cuide das pessoas e elas cuidarão da sua empresa

Pense comigo: quantos setores diferentes existem na economia de um país? Rapidamente, podemos lembrar de educação, saúde, transporte, turismo, segurança, comércio, cultura, indústria, tecnologia. São tantos e tão distintos que parecem ter pouca coisa em comum, não é mesmo? Mas há um fator que perpassa toda e qualquer organização: as pessoas.

Antes de números e recursos físicos, uma empresa é feita de gente. E gente tem emoções, sonhos, esperanças, vontades e objetivos. Não há como separar, emocionalmente, a vida pessoal da vida profissional. Se você já perdeu uma noite de sono pensando no futuro do seu emprego, você sabe do que eu estou falando. É muito difícil deixar as preocupações do trabalho na mesa do escritório, ou as preocupações da casa na mesa da cozinha.

Sendo uma empresa feita de pessoas, é fácil imaginar que suas reações emocionais atinjam diretamente o futuro do empreendimento. Quando uma crise se instala, seja ela local ou global, é de se esperar que as pessoas entrem em estresse e seu desempenho caia drasticamente. Mas você já reparou que nem todo mundo reage do mesmo jeito?

Existem diversos fatores que desencadeiam essa reação automática e inconsciente – sua personalidade é um deles. Também existem várias formas de se portar frente a uma situação estressora. Algumas pessoas negam os fatos, enquanto outras colocam uma carga dramática ainda maior. Tem aqueles que tentam acalmar os ânimos de todos e tem aqueles que não conseguem encontrar uma saída. Quando uma situação de crise chega, lembre-se: está todo mundo estressado, mesmo que não seja o mesmo estresse que o seu.

Por isso, se você é líder de uma equipe, você tem o desafio – agora mais que nunca – de manter a cabeça fria e acalmar as pessoas que trabalham com você. Quando há um propósito claro, uma equipe verdadeiramente unida é capaz de enfrentar todo tipo de obstáculo. Quando um líder se mostra ao lado de sua equipe, a equipe também ficará ao lado do líder. Lembre-se: uma empresa é feita de pessoas. Se você cuidar delas, elas cuidarão da sua empresa.

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

 

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Como controlar sua equipe? Spoiler: isso é impossível

Existe uma caricatura do chefe mandão. Aquele que exige e as pessoas obedecem, de cabeça baixa, sem questionamentos. Com tantas transformações no mundo, está cada vez mais difícil seguir esse estereótipo austero, muito porque, hoje, muitas empresas já conhecem o poder e a importância do diálogo para estruturar o trabalho e a equipe. Além do quê, é um peso muito grande encarar a persona non grata dia após dia, levando o peso disso nas costas e também no coração.

Se você já teve um chefe assim – e a gente sabe que a maioria das pessoas já passou por isso – sabe o quanto isso influencia negativamente a equipe, tornando o cotidiano pesado e solitário. E se os gestores de empresas tradicionais agora vão trabalhar de bermuda, as empresas têm playground e mesa de sinuca, os CEOs são jovens e a cada ano a transformação é mais intensa, talvez não haja mais espaço para esse papel do chefe temido. Hoje, a ideia é compartilhar e para isso é preciso entender que o controle é muito subjetivo.

Controle, no dicionário, significa:

  1. ato ou efeito de controlar(-se).
  2. instituição, órgão, setor etc. ao qual compete monitorar ou fiscalizar.

A verdade é que prazos, métricas e demandas podem ser controladas. Mas controlar as pessoas é uma tarefa impossível. Quando solicitamos uma entrega, precisamos ser claros e objetivos quanto às expectativas, mas também aceitar que quem realizará a demanda tem suas próprias referências e sua própria bagagem. É ingênuo cogitar que podemos controlar atitudes. E, ainda se por fora a equipe for apática, movida apenas pelo que foi exigido, ainda assim, por dentro, vão estar todos opinando, concordando ou discordando. Dificultar o diálogo faz com que todos – equipe, chefe e empresa – percam com a riqueza da troca. E quando isso acontece, todos sofrem.

Liderar não significa mandar. Na verdade, o líder é um facilitador de tarefas. É a figura que impulsiona e possibilita conquistas, tornando o cotidiano mais produtivo e desafiador. Para isso, não é preciso controle. É necessário confiança.

Para começar a medir o seu índice de confiança, faça o seguinte questionamento: você contrataria os integrantes da sua equipe novamente? E, ainda, você se interessaria novamente por uma vaga na empresa em que trabalha? Se essas respostas forem negativas, talvez seja hora de repensar a sua estratégia e, quem sabe, a sua colocação. Afinal, mandar e obedecer já saíram de moda. Mas o bem-estar e a produtividade jamais sairão.

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