Archives abril 2020

Os personagens de La Casa de Papel e Eneagrama

La Casa de Papel da Netflix chega à temporada 4 com muitos fãs.

Vocês pediram e a gente analisou o padrão comportamental de Tókyo, Rio, Oslo, Nairóbi e outros personagens desse grupo charmoso de ladrões e seu professor. Quer saber?

Confira:

Tokyo – 4 Preservação

Idealista, Tokyo desde o início já delimita bem que tipo de vida prefere viver: “Envelhecer na prisão não é para mim. Prefiro fugir. De corpo e Alma. Se eu não puder levar meu corpo, que minha alma escape.” Como um bom Tipo 4 Preservação, é destemida e imprudente. Além dos ideais, fica claro seu anseio de viver uma vida intensa e bem aproveitada, mesmo que curta, ao invés de uma vida longa e sem sentido.

Professor – 5 Social

Reservado e estratégico, o Professor deixa claras suas intenções a longo prazo e é ponderado o suficiente para fazer as coisas andarem de maneira eficiente. Extremamente analítico, apesar de alguns rompantes emocionais, o Professor estrutura sua personalidade no Perfil 5 de Instinto Social, que consegue treinar todo o grupo de assaltantes para a execução do plano pensando em cada detalhe.

Rio – 2 Preservação

Entusiasmado e sorridente, Rio adota o Perfil 2 de Instinto Preservação. Com seu carisma, logo de início conquista o afeto de Tokyo. Conecta-se com ela de maneira profunda e é bastante cuidadoso com ela, além de demonstrar certa inocência ao já imaginar uma vida ao lado da moça. Mostra todo seu lado passional e vingativo quando Berlin expulsa Tokyo da Casa da Moeda, ficando revoltado e contando boa parte do plano deles na frente dos reféns.

Denver – 6 Sexual

Sempre que se sente ameaçado, contrariado ou subjugado, Denver reage de maneira agressiva e sem parar para pensar. Extremamente ansioso, muitas vezes troca os pés pelas mãos em suas reações impulsivas. Mas, muito leal ao grupo, busca protegê-los e cobra que todos andem na linha e cumpram as regras, pois dessa maneira é mais seguro e assim terão o controle das situações.

Arturito – 3 Social

Arturito aproveita sua capacidade de persuasão sedutora para que as pessoas façam aquilo que ele quer. Passa o seriado buscando se tornar o herói que salva a todos. Depois do assalto, ele se torna palestrante motivacional. Seu desejo de ser admirado fica mais explícito ao distorcer alguns pontos da história, fazendo-o parecer mais importante do que realmente foi, dourando e polindo algumas atitudes que teve.

Helsinki – 9 Sexual

Calmo e flexível, busca resolver as situações delicadas com empatia e diálogo. Mesmo quando Berlim se sacrifica pelo grupo, é Helsinki que acalma o professor e cumpre a ordem do Berlim de explodir o túnel. Mesmo bastante calado, demonstra um coração enorme que consegue transmitir afetuosidade, como se colocasse panos quentes na situação. É obediente às regras e comprometido com o objetivo do grupo.

Lisboa – 6 Sexual

Como toda mulher do Tipo 6 Sexual, costuma vestir a armadura de uma mulher forte e não demonstrar suas vulnerabilidades, em especial em ambiente tão masculino. Ela toma as rédeas das situações facilmente e mostra quem é que manda. Suas carências e inseguranças ficam nítidas ao olharmos para suas histórias pessoais de traição. Encontra no Professor um porto seguro, e se joga na adrenalina de mudar de lado no jogo.

Berlim – 4 Sexual

Bastante individualista, Berlim demonstra um certo ar de superioridade e arrogância, em especial com aquilo que é comum ou ordinário. Mas diferente de um individualista frio, Berlim facilmente se conecta emocionalmente com as pessoas e consegue captar, através de sua sensibilidade, os pontos frágeis das pessoas. Cutuca com ironia e muito sarcasmo estas características para desestabilizar quem tente ser a pessoa a atrair maior atenção que ele.

Moscou – 9 Preservação

Tem uma atitude extremamente racional e pautada em ponderação. Claramente em cima do muro, Moscou demonstra que sua tomada de decisões sempre passa pela análise do todo. Bastante calmo e sereno, busca levar ao filho Denver a paciência para lidar com as situações. Claramente prefere acalmar os ânimos frente aos problemas e resolver com diálogo, buscando também cumprir com obediência suas tarefas.

Oslo – 8 Preservação

Fechado e sério, fala o mínimo possível, mas sempre com convicção, objetividade e firmeza. Possui uma força física enorme, necessária para o assalto. Sua força e firmeza acabam por impor respeito. Como um bom Instinto Preservação na Personalidade 8, enquanto não se sente desrespeitado, segue e respeita a hierarquia, cumprindo aquilo que precisa ser feito sem demonstrar qualquer tipo de insegurança.

Alicia – 3 Sexual

É obstinada a ponto de tratar com frieza assuntos que envolveriam muita dor, como a morte do marido e também a própria gravidez. Deixando tudo isso de lado, foca no trabalho. Seu apego à imagem fica mais evidente quando é orientada a assumir sozinha a culpa por descumprimentos graves da lei com relação a torturar presos. Nesse momento, expõe seus superiores e está em busca de salvar sua própria imagem capturando sozinha o Professor.

Estocolmo – 2 Sexual

De maneira um tanto inocente, deixa-se levar pela promessa de Arturito de formar uma família, contentando-se com migalhas de amor. Mas, quando percebe que foi enganada, tira forças de seu Orgulho e acaba por se vingar, engatando um relacionamento com Denver. Utiliza-se de seu carisma e sedução para criar sintonia facilmente com os assaltantes, mudando de lado ao aliar-se com eles.

Nairóbi – 1 Sexual

Uma das primeiras atitudes que mostra sua Personalidade é quando o grupo de assaltantes começa a quebrar as regras, o que a deixa indignada. Nairóbi cumpre o que precisa ser feito sem que precisem direcioná-la. Escalada para conferir a qualidade das notas produzidas, tem um olhar detalhista para o que está sendo feito. Convicta e buscando sempre fazer aquilo que é correto, acaba virando uma régua de coerência no seriado.

Palermo – 4 Sexual

Muito semelhante ao seu grande amigo Berlim, seus traços de personalidade também ficam evidentes ao mostrar-se com a sensibilidade necessária para entender os pontos fracos das pessoas e assim instaurar o caos. Reflete também uma instabilidade emocional interna. Quando se sente deixado de lado, acaba partindo de forma totalmente passional em um plano para se vingar do grupo que acabou aprisionando-o junto aos reféns.

Ángel – 6 Preservação

Já no início da história, quando precisa tomar uma decisão entre atirar ou não em um possível assaltante, fica inseguro e prefere não correr o risco de acabar matando algum refém, visto que todos estão vestidos de forma igual e com máscaras. Ángel é bastante desconfiado, e são suas desconfianças que os levam atrás de pistas do Professor. Suas inseguranças são o que o atrapalham, tanto ao expor o que pensa quanto ao expor o que sente.

 

GESTÃO EMOCIONAL E DESENVOLVIMENTO

Inteligência emocional é um conjunto de competências, que se desenvolvidas, torna-se a capacidade de reconhecer e compreender as emoções em si e aos outros, de pensar com clareza e objetividade sobre as emoções e usar esse conhecimento para gerir seu comportamento e relacionamento.

• Autoconsciência: esse é o nível onde o indivíduo tem a habilidade de se realizar por ele mesmo. Estar autoconsciente significa perceber e sentir o que está causando a si mesmo e aos outros.

• Autogestão: É a capacidade de gerir suas emoções, elevando a capacidade de perceber quais são os seus pontos fortes e fracos e assim administrá-los de forma positiva, tendo maior clareza e equilíbrio entre o pensar, sentir e agir, (e menos reagir), obtendo resultados superiores e, acima de tudo, bem estar.

• Consciência Social: É a capacidade do indivíduo em interpretar os sentimentos, intenções e motivações dos outros através do que chamamos de EMPATIA. Ou seja, aprofundar a visão e compreensão das razões sobre o porquê de uma pessoa ser do jeito que é, interpretando palavras, gestos, objetivos e metas subentendidos em cada discurso.

• Gestão de Relacionamentos: É a capacidade de usar as competências adquiridas para administrar as interações pessoais e profissionais com sucesso.

Existem pesquisas que afirmam sobre a necessidade de exercer a inteligência emocional em todas as áreas da vida, segundo umapesquisada consultoria TalentSmart*, o QE (Quociente Emocional) pode ser mais decisivo para osucessona carreira do que o famoso QI (Quociente de Inteligência).

A consultoria testou a inteligência emocional juntamente com 33 outras habilidades importantes no local de trabalho, e descobriu que a inteligência emocional é o mais forte fator do desempenho, sendo um total de 58% de sucesso em qualquer setor do mercado de trabalho.

O levantamento, com mais de 1 milhão de pessoas, mostrou ainda que cerca de 90% dos indivíduos mais bem avaliados e considerados de sucesso, são habilidosos em administrar suas emoções.

Por que você trabalha?

Há um mês, se alguém lhe dissesse “Oi, como você está?”, sua resposta provavelmente seria “Na correria, como sempre, né? Muito trabalho!”.

Com uma mesa abarrotada de compromissos e um celular que não parava de tocar, estávamos exaustos por correr atrás de uma linha de chegada que só existia na nossa cabeça. E nem por isso deixávamos de correr. Priorizando nosso próprio negócio, não vimos nossos filhos darem os primeiros passos, nossos cônjuges defenderem o trabalho de conclusão de curso, nossos amigos comemorarem o aniversário, nem nossos pets brincarem na grama em um dia de sol. E, mesmo sabendo que não era uma rotina saudável, convenientemente não achávamos tempo para cuidar da nossa saúde.

Até que fomos convidados a repensar toda a nossa vida. Meio a força. Meio a fórceps. Porque, se dependesse de nós, talvez estaríamos no mesmo ritmo alucinado de poucos meses atrás, achando que não havia tempo para nada e ninguém mais além de trabalho, trabalho, trabalho.

Descobrimos que boa parte das profissões que ocupamos pode ser tocada de casa.  Descobrimos que saúde é um bem precioso: sem ela, ninguém fica vivo para trabalhar no dia seguinte. Descobrimos que nossas ações podem ter repercussão em uma cidade inteira. Descobrimos o valor do planejamento financeiro. Descobrimos que as coisas que tomávamos por garantido não eram tão garantidas assim.

Ainda há mais o que descobrir. Ainda há mais para explorar, para inovar, para repensar. Quando outros cenários mais felizes voltarem a aparecer no horizonte, espero que sua resposta não seja mais “Estou na correria, como sempre”. Espero que você possa responder algo que ressoe com o seu coração, com a sua missão de vida e o seu propósito. Por que você trabalha?

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

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Cuide das pessoas e elas cuidarão da sua empresa

Pense comigo: quantos setores diferentes existem na economia de um país? Rapidamente, podemos lembrar de educação, saúde, transporte, turismo, segurança, comércio, cultura, indústria, tecnologia. São tantos e tão distintos que parecem ter pouca coisa em comum, não é mesmo? Mas há um fator que perpassa toda e qualquer organização: as pessoas.

Antes de números e recursos físicos, uma empresa é feita de gente. E gente tem emoções, sonhos, esperanças, vontades e objetivos. Não há como separar, emocionalmente, a vida pessoal da vida profissional. Se você já perdeu uma noite de sono pensando no futuro do seu emprego, você sabe do que eu estou falando. É muito difícil deixar as preocupações do trabalho na mesa do escritório, ou as preocupações da casa na mesa da cozinha.

Sendo uma empresa feita de pessoas, é fácil imaginar que suas reações emocionais atinjam diretamente o futuro do empreendimento. Quando uma crise se instala, seja ela local ou global, é de se esperar que as pessoas entrem em estresse e seu desempenho caia drasticamente. Mas você já reparou que nem todo mundo reage do mesmo jeito?

Existem diversos fatores que desencadeiam essa reação automática e inconsciente – sua personalidade é um deles. Também existem várias formas de se portar frente a uma situação estressora. Algumas pessoas negam os fatos, enquanto outras colocam uma carga dramática ainda maior. Tem aqueles que tentam acalmar os ânimos de todos e tem aqueles que não conseguem encontrar uma saída. Quando uma situação de crise chega, lembre-se: está todo mundo estressado, mesmo que não seja o mesmo estresse que o seu.

Por isso, se você é líder de uma equipe, você tem o desafio – agora mais que nunca – de manter a cabeça fria e acalmar as pessoas que trabalham com você. Quando há um propósito claro, uma equipe verdadeiramente unida é capaz de enfrentar todo tipo de obstáculo. Quando um líder se mostra ao lado de sua equipe, a equipe também ficará ao lado do líder. Lembre-se: uma empresa é feita de pessoas. Se você cuidar delas, elas cuidarão da sua empresa.

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

 

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Você é um farol no meio da tempestade?

Imagine a seguinte cena. É uma noite fria de inverno e uma forte tempestade deixa o mar agitado. As ondas quebram nos rochedos, espalhando água e terror ao longo da costa. O som dos trovões faz a terra tremer nessa noite que parece não ter fim. Mas, praticamente ileso no meio dessa dança violenta, existe um farol. Ele se ergue no topo da encosta e encara serenamente o mar bravio lá de baixo. Não há escuridão que ele não consiga atravessar com a sua luz.

De tempos em tempos, a vida passa por estremecimentos e a gente sente como se o mundo fosse acabar. E, por mais difícil que seja ver a luz por meio de nuvens densas, é preciso se lembrar de que o farol continua brilhando no horizonte: se tudo passa, essa tempestade não seria diferente.

Faça chuva ou faça sol, é muito importante que nossas ações, pensamentos e sentimentos fiquem alinhados na direção de um propósito forte e significativo. Mais do que nunca, a Virtude da Equanimidade pode ser muito útil para nos ajudar a enfrentar as tormentas da vida: ela nos mostra que, independentemente de como está o mundo lá fora, o nosso mundo interior pode se manter equilibrado, apesar dos trovões furiosos que rasgam o céu ou dos passarinhos cujas cantigas nos embalam mansamente.

Quando tudo for escuridão e parecer não haver uma saída, lembre-se de que, acima do rochedo, existe um farol enfrentando as adversidades impostas pelo mundo ao seu redor. Um farol aponta o caminho sem julgar quem o percorre. Um farol recebe com alegria os viajantes que, corajosamente, enfrentam águas bravas e indomáveis. Um farol o ajuda a encontrar a terra firme, para enfim descansar o coração que pula apavorado. A pergunta que fica é: no meio disso tudo, você tem sido um farol para aqueles à sua volta?

TEXTO: Angelita Borges (Diretora de Laboratório do IE Brasil)

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