Archives junho 2020

Máscara emocional: qual é a sua?

Usar uma máscara de proteção, como o próprio nome diz, tem o objetivo de auxiliar na prevenção e propagação de doenças. E atualmente ela tem sido a companheira de muitas pessoas que necessitam sair do isolamento. Veja, máscaras e isolamento social hoje caminham juntos com uma função básica: salvar vidas!

E o que pode haver de comum em isolamento e máscaras quando falamos em emoções?

Existem máscaras que nos acompanham desde a infância. São invisíveis, mas servem para nos proteger da mesma forma. Elas atuam como uma blindagem às dores que vivenciamos desde cedo e, através delas, definimos inconscientemente qual é a melhor forma de nos relacionarmos com o mundo. Cobrimos nossa maneira de pensar e de sentir, e deixamos a encargo de nossas máscaras a expressão distorcida de quem somos.

E, desde a infância, também nos acompanha o isolamento: o isolamento emocional, um lugar dentro de nós onde ficam aquelas questões emocionais mais particulares e doloridas, que evitamos mostrar ao mundo por receio de sermos feridos novamente. Soterramos, nesse lugar de tamanha solidão, tudo aquilo que realmente sentimos e pensamos, deixando de expressar tudo o que há de mais valioso em nossa essência.

Tudo na vida, mesmo que seja para proteção, tem seu lado positivo e negativo. O isolamento, ao mesmo tempo em que nos protege, nos coloca frente a emoções, sentimentos e conflitos que havíamos deixado guardados em uma gaveta em nosso inconsciente. As máscaras cirúrgicas, se não forem bem manipuladas e se não estiverem com tempo de uso adequado, deixam de nos proteger e acabam nos expondo a riscos ainda maiores. Já as máscaras emocionais nos fazem esquecer quem verdadeiramente somos quando não as retiramos nos momentos em que elas não são mais necessárias.

Quando falamos em emoções, as máscaras representam o nosso ego; e o isolamento, as dores que fazem parte de quem somos. Como forma de sobrevivência, vestimos diariamente nossa máscara e ela se torna o nosso eu. É ela quem nos ajuda a encarar o mundo e ficamos tão apegados a ela que acreditamos que somos a máscara. Quantas vezes você teve dificuldade em reconhecer o que de fato queria para sua vida? Ou se percebeu tendo atitudes ou reações que desconhecia em você mesmo? Será que você estava fazendo o que você realmente queria ou era o que a máscara queria?

Será que quando pudermos nos abraçar novamente, dar 3 beijos no rosto e um chamego, conseguiremos tirar não só as máscaras de pano do rosto, mas as máscaras que encobrem nossa alma? Será que conseguiremos honestamente permitir que o mundo nos olhe de verdade nos olhos e possa amar quem nós verdadeiramente somos? Será que conseguiremos retribuir esse mesmo olhar amoroso a quem tiver a mesma coragem de SER?

Estamos aprendendo e experimentando novos hábitos. Mas também estamos sendo convidados a retirar a máscara da infância, sair do isolamento emocional e descobrir quem somos em essência.

Venha fazer essa descoberta conosco!

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Conheça os tipos de personalidade dos personagens de The Good Place

Cadê os fãs de The Good Place?

A série acompanha a vida após a morte no Bom Lugar, uma espécie de paraíso onde todos desfrutam de felicidade eterna e podem encontrar suas verdadeiras almas gêmeas, pessoas com quem passarão o resto da eternidade. Esse espaço é reservado e exclusivo a pessoas éticas que ajudaram o mundo a ser um lugar melhor enquanto viveram. Disponível no @netflixbr, The Good Place tem quatro temporadas e chegou ao seu final em 2020.

Confira!

Eleanor Shellstrop – Tipo 7 Sexual

Eleanor descobre que está morta, mas que suas boas ações em vida lhe garantiram um espaço no Bom Lugar. Ao perceber que está lá por engano, no entanto, Eleanor usa de toda a sua improvisação para esconder o seu passado e merecer estar no Bom Lugar, embora não fique muito contente com o fato de não poder se divertir lá como se divertia em vida, em Nova Jersey. O medo de ser enviada para o Lugar Ruim é o que causa o seu grande dilema e a faz repensar certas atitudes.

Chidi Anagonye – Tipo 6 Preservação

Gentil e educado, Chidi é um professor de ética e filosofia moral, cuja vida esteve regrada de acordo com seus pensadores favoritos. Mas é a sua indecisão e a sua ansiedade que mais explicam a necessidade que Chidi tem de encontrar um código, um discernimento externo a que pautar as suas ações. Quando descobre que Eleanor não pertence ao Lugar Bom, Chidi se vê dividido entre ajudá-la a ser uma boa pessoa ou contar esse segredo às autoridades.

Tahani Al-Jamil – Tipo 2 Social

Constantemente falando de seus amigos famosos, Tahani se orgulha de todas as boas ações que fez em prol da caridade e de como a sua própria pessoa foi decisiva no curso dos acontecimentos. É considerada uma anfitriã carismática, capaz de organizar eventos exuberantes e de entreter os seus convidados da alta sociedade. Mas a relação que teve com os pais e a irmã, durante a vida, deixou-a com amarguras.

Michael – Tipo 4 Sexual

O Arquiteto do Bom Lugar, Michael é um ser imortal responsável por construir as vilas em que os humanos habitam no pós-vida. Quando as catástrofes começam a acontecer, Michael não tem ideia do que pode ser a causa. Para ajudá-lo, pede ajuda a Eleanor. Podemos ver a sua singularidade e o desejo de fazer algo único, características desse perfil.

Jason Mendoza – Tipo 7 Preservação

Aparentemente um monge equilibrado que fez voto de silêncio, Jianyu é na verdade Jason, um DJ de Jacksonville que também foi enviado ao Bom Lugar por engano. Jason não consegue manter esse segredo por muito tempo e resolve falar com Eleanor. Sua visão otimista, muitas vezes, não o deixa perceber que suas ideias nem sempre são as mais apropriadas. Por isso, acaba se envolvendo em situações de forma destemida e imprudente, tanto em vida como no Bom Lugar, a fim de curtir todos os momentos com alegria e descontração.

Janet

Como ela mesma gosta de frisar, Janet não é humana – mas também não é um robô. A assistente de Michael é responsável por realizar os desejos daqueles que estão no Bom Lugar, além de ter as respostas para todas as perguntas do universo! Por não ser um humano, Janet não tem emoções: suas respostas são mecanizadas, falta-lhe empatia e seu conhecimento é compartilhado doa a quem doer. Será que seríamos assim se não tivéssemos emoções também?

Vulnerabilidade: Você vive com todo o seu coração?

É estranho pensar que, muito do que fazemos, é para responder a uma possível situação de risco – fazemos porque temos medo. E nós temos muitos medos. Todos nós! Mas reagimos a eles de formas diferentes: uns paralisam, outros se energizam, alguns se vitimizam e outros vão atrás de senti-lo, mesmo que inconscientemente.

E a diferença de medos e angústias? As angústias pesam, inclusive no nome. Os mais empáticos até se contorcem ao ouvi-la. A angústia vem da incerteza, por exemplo, de não saber o dia que vamos morrer ou de não estar fazendo algo significativo em nossa vida! São dores abstratas. Não há seguro contra uma vida mal vivida – aos 90 anos, você não pode pegar seus anos de volta, caso perceba que tenha vivido uma vida vazia.

E o medo? Medo de perder o emprego, de sofrer um acidente, de magoar alguém, de errar, de ser ferido, ofendido e parecer frágil? Se nossos antepassados tinham medo de não ter comida ou abrigo, hoje todos os nossos medos culminam em um medo único, o medo de não ser bom o suficiente. E o suficiente nunca chega!

Para angústias não há soluções, mas existem estratégias para não perder o emprego: por exemplo, me comunicar de maneira amistosa, demonstrar minha competência profissional e bloquear meus sentimentos para me mostrar forte. Ou seja, para os medos existem caminhos e esses caminhos geralmente seguem o seguinte ciclo: tenho medo > preciso me proteger > escondo minha vulnerabilidade. É por esse medo de sempre estar ficando para trás que nós nos tornamos pessoas que escondem fraquezas e começamos a competir para mostrar quem é o mais forte.

A competição sempre esteve presente em nós, inclusive nos fez sobreviver como espécie. Usamos uma grande energia para competir, demonstrar força e assim garantir sucesso na vida profissional, mas essa energia acaba sendo um desperdício, pois poderia ser usada para sermos pessoas mais inspiradoras, que os outros querem perto, querem ser liderados ou querem dividir uma vida. Mas como dividir uma vida se não consigo dividir minhas fraquezas?

Vulnerabilidade é substantivo feminino e, como toda força feminina, ela vem dotada de uma energia de acolhimento e amor. E não há como falar de vulnerabilidade sem falar de empatia. Nós estamos na era em que grandes líderes estão buscando entender o que é empatia. Afinal, enquanto você está escondendo perfeitamente sua vulnerabilidade e quem você é, seus liderados, familiares e amigos escondem também. E é aí que talvez esteja a resposta do porquê seus liderados não produzem o que deveriam produzir, não se envolvem verdadeiramente com sua causa ou por que seus relacionamentos de amizade e íntimos sejam mais confusão do que felicidade. Não estamos conectados empaticamente através de nossas dores.

É preciso coragem para abraçar a vulnerabilidade. Na era da substituição de grande parte do trabalho por máquinas, fará a diferença quem conseguir ser mais verdadeiro, conseguir se comunicar pela lente do amor e do que nos une, muito mais do que nos separa. Vulnerabilidade é para quem está disposto a fazer o teste de viver sua vida sem perder para seus medos, é para quem deixa de procurar a fraqueza no outro para esconder sua própria fraqueza, é para quem acolhe a vulnerabilidade do outro com empatia. Vulnerabilidade é para quem tem a coragem de agir com o coração, como a palavra diz. E é para quem tem força suficiente para ser ferido e saber que vai se levantar.

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VOCÊ É MUITO MAIS QUE A SUA PERSONALIDADE

No Eneagrama, encontramos nove Tipos de Personalidades, as quais refletem nossa motivação básica, nossas prováveis escolhas, nossas atitudes perante os outros e demais aspectos. E algumas pessoas, assim que ouvem falar sobre isso a primeira vez, já ficam com a curiosidade de saber a qual Tipo pertencem. Esse é de fato um processo interessante, que pode ser muito benéfico e resultar em grandes transformações positivas.

Aliás, o objetivo do Eneagrama é exatamente esse: transformações positivas a partir do ponto em que estamos. Saber o nosso Tipo não é nos colocarmos em uma caixinha, e de nada adiantaria a simples justificativa de maus comportamentos, como “Você sabe o quanto eu sou exigente, afinal sou Tipo 1” ou “Eu me preocupo mesmo, porque sou Tipo 6”. A descoberta do meu Tipo permite reconhecer onde estou, quais qualidades eu já tenho e o que ainda posso desenvolver, de acordo com o meu próprio quadro mental, emocional e prático. É como um mapa, indicando um caminho seguro a partir das emoções que me guiam.

Desenvolvemos uma Personalidade ainda crianças para lidarmos com o mundo. De uma forma ou de outra, todos nós nos assustamos e sentimos a necessidade de nos proteger ainda bem jovens. A Personalidade, de acordo com o Eneagrama, é uma forma de defesa, uma casca. E nós podemos superá-la quando nos conhecemos profundamente, chegando cada vez mais perto da nossa Essência e nos libertando da armadura que nos prende. Por isso, você é muito mais que a sua Personalidade, ou o seu Tipo: você é a sua Essência.

Assim, é importante que você apare seus espinhos e descubra todas as flores que habitam em seu ser. Com menos espinhos, você sofre menos, já que as arestas a serem aparadas vão diminuindo e ficam cada vez menos pontas para se arranhar. Com mais flores, seus relacionamentos se tornam mais leves e agradáveis: quem não gostaria de conviver com pessoas mais conscientes e empáticas, não é mesmo? O caminho de autodescobertas e autodesenvolvimento tende a resultar em grandes insights para a sua vida, seja pessoal ou profissional. Faça o Eneagrama da Personalidade e descubra todo o potencial que existe dentro de você!

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

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