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Como um vírus invisível torna o essencial visível aos olhos

É hora de olhar para o mundo e nos perguntar: Quem é que vamos ser depois da crise? Ou melhor, quem é que QUEREMOS SER? É hora de o AMOR se espalhar como um vírus, mas nunca mais se tornar invisível.

COVID-19: o nome não é bonito. Carregado de ameaças, ele está gerando diversas inseguranças: adoecer, perder um ente querido, ser demitido, passar necessidades, não conseguir sustentar os familiares ou a de ver sua empresa quebrar por não enxergar qual é a saída em meio ao caos.
E nos sentimos frustrados, desamparados, sozinhos, impotentes e por vezes até céticos, sem querer acreditar no que está acontecendo, agarrados a fiapos de esperança de que nada de ruim irá acontecer.
Nessa circunstância, temos duas opções: ou ficamos presos nesse caos interior que se instala em situações de crise ou podemos olhar para dentro de nós com consciência e buscar compreender estes sentimentos.
E então o vírus nos dá um presente: “Fiquem em casa”.
Sim, é um presente poder estimular questionamentos curiosos sobre nós mesmos, ainda mais em nosso lar. É uma oportunidade de nos conectarmos com os significados que damos para nossa existência. Podemos perceber a maneira que cativamos e nos deixamos cativar por outras vidas, e observamos o sentido no qual caminhamos e escrevemos a nossa história.
Quando uma ameaça mundial nos coloca a olhar para dentro, podemos então nos lembrar do que é essencial. E o essencial são os seres humanos que esquecemos que somos e aqueles que vivem ao nosso redor. Então é hora de ter atitude.
É hora de resgatar a empatia e a compaixão para com o casal de idosos que mora ao lado, com o colega de trabalho que tem uma condição vulnerável e com seus amigos que trabalham nos serviços essenciais. É hora de olhar nos olhos da sua família e dizer o valor que é tê-los ali ao seu lado, sãos e salvos.
É hora de usar as ferramentas online, que sempre nos afastaram, para demonstrar o amor que sempre sentimos pelos avós que moram logo ali, mas nunca temos tempo de visitar. Ou mandar aquele alô para o irmão que está distante e para quem muitas vezes não conseguimos dizer: eu te amo. É aproveitar esse momento para nos conectarmos com aquele amigo que mora fora do país e que passamos meses e meses sem nos lembrar de perguntar: e aí, meu querido, como vai você?
É hora de se perguntar: Quantas vezes eu vou precisar de crises, catástrofes e problemas para voltar a enxergar quem somos em essência? Quantas vezes vou precisar ser lembrado que é o AMOR que importa?
É hora de olhar para o mundo e nos perguntar: Quem é que vamos ser depois da crise? Ou melhor, quem é que QUEREMOS SER?
É hora de o AMOR se espalhar como um vírus, mas nunca mais se tornar invisível.

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