Archives outubro 2019

Você já tentou mudar a perspectiva e se observar por outro ângulo?

Mudar valores e compreender a si e aos outros é um gesto de carinho. Autoconhecimento evita a falência das relações humanas e te torna o dono legítimo de sua vida.

Talvez nunca as pessoas tenham alcançado um estado de consciência acerca de si, e do mundo que os cerca, como ultimamente. Globalização, pluralidade cultural, capitalismo, consumo, narcisismo, entre outros, são termos bastante conhecidos por todos nós. Somos uma sociedade consciente de sua finitude, donos de uma angústia com relação ao tempo que sempre nos parece escasso. Consequência: mudam-se valores. É o novo, o efêmero, o individualismo que valem.

Zygmunt Bauman, pensador polonês, diz que a era em que vivemos é a era da liquidez. Segundo Bauman, a vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante.

As relações baseiam-se em prazer imediato, onde experiências dolorosas e tristes são motivos para fuga, tanto nos relacionamentos pessoais quanto profissionais. O que se valoriza e se busca incansavelmente é um estado de prazer eterno.

Caso contrário, as relações se desfazem. Que valores e atitudes são esses que transformam nossos relacionamentos de forma líquida como água?

Quem é você senão a soma do meio em que viveu até hoje? Quais fatores externos mostraram a você a melhor perspectiva de enxergar a sua realidade? Quantas pessoas passaram por sua vida e deixaram ensinamentos justamente por te mostrar outro ângulo de visão?

Todos somos pessoas singulares e a auto-expressão é inata. Porém por ironia, ao mesmo tempo tendemos a achar que todo mundo vê as coisas como nós. Da mesma maneira, queremos distância da diferença, pois consideramos que somente o que é igual é bom para nós. Temos dificuldade em interagir com a diversidade de perspectivas, o que nos torna pessoas que buscam relações que sempre proporcionem vantagens imediatas.

A nossa tendência mais comum é querer sempre modificar o outro. Esquecemos a singularidade de cada um e, de forma egoísta, desejamos que o outro mude para se adequar a nossa realidade e é por isso que hoje encontramos tantas dificuldades nos relacionamentos.

Tatiana Rabello, Trainer do Instituto Eneagrama, afirma que o colorido da vida também está nas diferenças e que o autoconhecimento é a melhor forma de lidar com essa questão.

Rabello afirma que o autoconhecimento evita a falência das relações humanas sociais e familiares. Ele nos liberta da prisão de fazermos as coisas sempre da mesma forma. Proporciona a oportunidade de provar coisas novas.

Portanto, por mais doloroso que seja, devemos sempre voltar o olhar para nós mesmos. O autoconhecimento é um gesto de carinho consigo e com quem o cerca. Perceber a sua forma de encarar a vida é dar condições de entender e aceitar as diferenças que – e de quem – o cerca, e diminui a ansiedade, bem como a angústia causada pela compreensão de nossa finitude, e, acima de tudo, torna sólido o que antes era líquido.

Contribuição no texto de Tatiana Rabello, trainer do Instituto Eneagrama Passo Fundo.

É melhor ser introvertido ou extrovertido?

Susan Cain, autora do livro “Silêncio: O poder dos introvertidos num mundo que não se cala “, nesta TED Conference, fala o mundo dos introvertidos.

Susan,que se considera uma introvertida, combate à ideia socialmente imposta de que ser introvertido é negativo e aborda de uma forma bem divertida questões sociais da vida pessoal e profissional de quem tem uma personalidade mais calma.

Mas, não vamos nos deter na questão apenas da personalidade mais reservada, que aborda a conferencista, mas sim na concepção, que ela mesma nos apresenta, de que cada pessoa tem sua personalidade. Isso pode nos parecer óbvio e deveria ser, mas, quantas vezes você precisou se adaptar ao seu ambiente escolar, de trabalho, no convívio com os amigos para que fosse realmente aceito ou estivesse dentro do que era considerado certo?

Susan levanta questões como: por que os extrovertidos são considerados melhores alunos? Ocupam posições de maior destaque? Por que os introvertidos precisam se adaptar a uma nova maneira de enxergar o mundo “em equipe”? E já que estamos nesse mundo onde o grupo é tão valorizado, como você gere sua equipe? Ou como se comporta ao trabalhar em equipe? E como você trata seus amigos? Sua família? Por que nossa dificuldade em aceitar as diferentes formas dos outros fazerem suas escolhas? Quando nos permitimos ficar sozinhos e aceitar quem realmente somos?

Crescemos em um mundo que nos impõe regras, costumes e até mesmo formas adequadas de agir em várias situações de nossas vidas. Compreender que todos têm razão, ou melhor, dizendo, todos têm a SUA razão, facilitaria a forma como vemos os outros, mas principalmente como nos vemos.

Existe uma dúvida que sempre surge em quase a totalidade das turmas de Eneagrama: Existe algum tipo melhor ou mais apto que o outro? A resposta é simples: Não há nenhum tipo melhor ou pior! Todos têm pontos positivos e negativos.

Susan defende que precisamos de um maior equilíbrio, e complementa dizendo que “precisamos de mais Ying e Yang, entre os dois tipos (introvertidos e extrovertidos)”, ou seja, estar consciente de suas capacidades e reais necessidades o torna mais criativo, mais produtivo, feliz e gera um ingrediente importante para o que chamamos de inteligência emocional – o autoconhecimento e o equilíbrio das emoções.

O vídeo tem apenas 20 minutos, assista! Lembre-se, não existe um melhor ou pior do que outro. Depende de cada um de nós conhecermos e aceitarmos nossos pontos fortes e fracos. São nossas potencialidades e fraquezas que nos fazem seres únicos.

Clique aqui e assista!

Você se conhece?

Se hoje fosse seu último dia o que você gostaria de ter feito mais? Você se conhece tão bem a ponto de compreender o que você realmente fez por você durante toda a sua vida?

Essas são perguntas que provavelmente você nunca deve ter se feito e se em algum momento alguém as fez para você, bem possível que você tenha precisado de uns minutos para pensar.

A autora Bronnie Ware, lançou o livro “Antes de Partir: Uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte”, após trabalhar prestando cuidados paliativos a pacientes terminais, a maioria deles com câncer. Através de suas experiências, ela reuniu lições preciosas de vida, nos ensinando que ser quem somos exige muita coragem, que por diversas vezes o que nos falta é a compreensão e aceitação com relação as nossas escolhas e dos outros, que a vida é construída por nós mesmos e que nós somos os únicos responsáveis pela realidade que vivemos.

Ela ainda elencou os 5 maiores arrependimentos de dezenas de pacientes em seu leito de morte.

Tornar consciente para nós mesmos quem somos, o que nos move, o que queremos de fato para nossas vidas, faz com que possamos compreender o mundo que nos cerca, tomar decisões mais claras e de forma que nos complete como seres humanos.

Podemos deixar a vida nos ensinar ou podemos começar desde agora a busca por todas as nossas respostas. Comece por entender quem você é, o eneagrama pode te ajudar!

Conheça as nove emoções que influenciam a sua vida

O eneagrama é o mapa que descreve essas nove emoções e como cada uma delas está diretamente relacionada a um Padrão de Comportamento.

Dessa forma, cada indivíduo possui uma emoção principal que geram seus mecanismos de defesa, que são inconscientes e assumem a maneira como se percebe a realidade.

Raiva, orgulho, vaidade, inveja, avareza, medo, gula, luxúria e indolência são as 9 emoções que influenciam diretamente em nossas vidas e na forma como a realidade é percebida por cada um de nós.

Para que você compreenda, tomemos como exemplo a Raiva, que é uma das emoções investigadas. Quando ela é um mecanismo de defesa, também chamada de Vício Emocional, para o indivíduo, é justificada com a atitude esforçada e auto-imagem virtuosa – Eu estou fazendo a minha parte. É uma pessoa conhecida por tere um alto nível de exigência, constrói uma vida regida pelo esforço voltado ao que é “certo”, tornando-se crítico, julgador, exigente consigo e com os outros. Assim afasta-se do que quer, reprimindo qualquer sentimento que venha em favor disso, em favor do que se “deve querer”. “Tenho vontade de descansar, mas não é certo, devo me esforçar mais” ou “Se eu faço o outro também deve fazê-lo”. Assume uma máscara de disciplina que apenas justifica sua Raiva inconsciente.

Todos nós temos 9 emoções básicas que influenciam diretamente nossas vidas, cada um tem a sua forma de ver e compreender o mundo que nos cerca, por isso que muitas vezes não conseguimos compreender a forma como as pessoas agem, se manifestam e encaram situações.

Compreender que cada um de nós é motivado por uma emoção e que ela é a responsável por nossas atitudes é o primeiro passo para o autoconhecimento e desenvolvimento humano.