Como falar de emoções com crianças

Emoção é a linguagem do nosso corpo para se comunicar conosco. Da mesma maneira que precisamos aprender português para falarmos com as pessoas à nossa volta, ou mesmo Libras para comunicação com deficientes auditivos, a alfabetização emocional deveria ser nosso foco antes mesmo de pensarmos em estudar uma língua estrangeira, porque – mais importante do que compreender estrangeiros – precisamos aprender a entender a nós mesmos.
A questão é: quando iniciar essa compreensão das emoções? Quando devemos aprender a interpretar o que elas estão querendo nos dizer?
Desde que começamos a sentir as emoções, já precisamos começar a observá-las com olhar curioso e acolhedor, para que possamos compreender nossa capacidade de sentimentos e encontrar a maneira de comunicar adequadamente o que estamos REALMENTE precisando. Ou seja, desde a infância!
Mas por que é importante sabermos interpretar as emoções desde pequenos?

Basta olhar para a criança que faz birra. A birra é a criança tentando comunicar ao adulto uma dor que ela mesma não consegue compreender e, se ela não consegue compreender, não tem como comunicá-la efetivamente ou controlá-la. Dessa forma, ela fica refém de uma reação emocional.

Então por onde começar?

1 – Aprenda a acolher as emoções de seu filho. Tudo começa com um ambiente onde seu filho se sente validado em seus sentimentos: quando percebe que o que ele sente tem valor, ele se permite sentir mais livremente. Dessa forma, a criança se sente menos sufocada e não precisa de outros meios para expressar sua angústia, como a fuga para os jogos e televisão ou rompantes agressivos.

2 – Seja exemplo. Aprenda a falar de você e como você se sente, conte suas histórias da infância para eles e diga como você se sentia – e não precisa apenas contar histórias de bons sentimentos. Quando comunicamos às crianças um leque variado de sentimentos e mostramos que nós sentimos todos eles, elas passam a se reconhecer nos sentimentos dos adultos e a perceber que sentir algo não é errado.

3 – Converse com seus filhos sobre seus sentimentos diários. Conte-lhes o que você sentiu no seu trabalho para, depois, perguntar a eles o que eles sentiram na escola. Ensine-os os nomes das emoções e o significado delas. Conte para eles como você lida com as suas emoções e o que o ajuda. Crie oportunidades para falar sobre sentimentos. Faça um diário emocional com as crianças. Ajude-os a pensar sobre como se sentiram. Estimule o olhar para dentro com interesse. Autoconhecimento pode começar desde cedo e se reverberar em atitudes de maior maturidade emocional na puberdade.

4 – Sempre mantenha uma postura empática sobre o que seu filho está sentindo. Nós, adultos, tendemos a julgar as reações emocionais infantis como menos importantes – afinal, seu filho ficou com raiva SÓ por causa de uma borracha. Quando começamos a minimizar o que eles sentem, é quando eles começam a esconder o que sentem e a se distanciar dos adultos que não o entendem.

5 – Dentro de casa, não basta a empatia com ele. Se você invalida emocionalmente seu cônjuge ou os outros adultos da casa, a criança verá em você incongruência e se sentirá manipulada. A atitude empática e a abertura para sentir precisa ser entre todos as pessoas que convivem com a criança, para que ela perceba que o papo emocional não é só na teoria, é na prática do dia a dia. Tratar com acolhimento o adulto que sofre do seu lado é a maior lição que você pode dar para a criança de que a empatia existe e que está tudo bem sentir, ficar triste e chorar.

6 – Mostre a eles que errar é normal. Acolha-os em suas frustrações e elogie-os quando eles se superarem. Elogie-os quando eles conseguirem falar de seus sentimentos e desabafar. Faça perguntas quando a emoção negativa estiver sendo exposta pela criança, perguntas de possibilidades: ‘como você poderia lidar com isso de outra forma?’, ‘qual é a outra alternativa para lidarmos com isso?’. Você não precisa dar as respostas. Fazer a criança pensar ajuda com que ela mesma aprenda a reconhecer e controlar o que está acontecendo dentro dela.

7 – Se a criança estiver muito feliz, celebre com ela ao invés de pedir para ela parar de gritar. E quando ela chorar, jamais diga que ela precisa parar ou que não é para tanto. Tristeza e alegria são estados emocionais que precisam ser explorados – eles precisam de atenção, mas não supervalorização. Ao invés de reprimir, ofereça-se para apoiar na tristeza, e curta com seu maior sorriso na alegria.

8 – Na hora da birra, contenha o impulso de brigar ou castigar. Ao invés disso, mostre que entende a frustração. Coloque-se no mesmo nível da criança: ajoelhe-se, abaixe-se, mostre que está junto dele. Diga que também sente muito e que gostaria que fosse diferente. Jamais faça promessas que não irá cumprir ou ameaças que invalidem o sentimento de frustração da criança. A birra é uma manifestação emocional das mais desafiadoras de lidar, e é quando seu filho mais precisa de você.

9 – Respeite o tempo do seu filho – algumas crianças conseguem falar mais abertamente sobre o que sentem, outras levam mais tempo para se sentirem seguras para se abrir emocionalmente. O trabalho de alfabetização emocional infantil é um trabalho diário e valioso, que exige tempo e empatia dos adultos para com as crianças. Não force os pequenos a falar se você também ainda não aprender a falar do que sente, mas não desista da caminhada. É possível que tanto seu filho quanto você possam crescer emocionalmente com este exercício.

O maior objetivo desta alfabetização emocional desde a infância é que desde cedo a gente aprenda a entender o que acontece dentro da gente. Afinal, não precisamos deixar só para a fase adulta a capacidade de ter maior inteligência emocional e controle de nossas reações. É possível trilhar esta caminhada desde muito cedo, tendo assim posturas mais adequadas e emocionalmente maduras.
Afinal, nossos rompantes de raiva, vícios em álcool e drogas, fuga através da comida e alienação em redes sociais nada mais são do que nossas birras infantis e emoções reprimidas que não foram validadas na infância.

Por Priscila Bastos – Diretora de Instrução do IE Brasil.

O abismo que há entre o que as pessoas dizem que sentem e o que verdadeiramente sentem

Certa vez, recebi uma aluna que disse sentir muita raiva. A indignação era tão grande que sua paciência havia acabado: ela não tolerava mais nem olhar para seu esposo. Era o fim.

Aprofundando a conversa, busquei compreender a origem daquela raiva, o que estava disparando aquela rigidez e por que ela acreditava que seu relacionamento estava no fim. Para ajudá-la, eu precisava entender qual tinha sido o gatilho que tinha disparado aquele comportamento.

E então a pessoa começou a explicar que seu marido não demonstrava afeto, mesmo eles estando juntos há 14 anos. A postura dele em não dar acolhimento a deixava desconfiada de que ele não a amava. Ele nunca havia feito nada de errado, mas o fato de nunca ter sido claro em sua demonstração de carinho e amor a deixava tão insegura que não conseguia conviver mais com essa imensa dúvida interna.

Perguntei sobre sua autoestima e ela comentou de sua dificuldade em confiar em si mesma. Ela se percebia dependente de orientação e de validação externa para tomar os mais variados tipos de decisão, das mais simples às mais complexas.

Questionei também como ela se sentia quando não tinha o controle de alguma situação, e aí vieram diversas histórias de como ela buscava saber sobre absolutamente tudo que acontecia em sua empresa: criava processos e checagens, verificava o que seu time fazia a todo tempo e não conseguia delegar a parte financeira para ninguém.

Há anos, ela tentava encontrar uma maneira de sua empresa funcionar sozinha, mas a sua necessidade de controle a fazia pular cedo toda manhã e passar o dia verificando e revalidando tudo que era feito em sua empresa. Sua equipe era desengajada e isso também a tirava do sério! Simplesmente não conseguia entender como a equipe estava desengajada se tudo que precisava ser feito na empresa estava devidamente desenhado no documento de processos da empresa, que tinha mais de 400 páginas detalhando cada procedimento.

Aquela mulher simplesmente não estava com raiva, não era esse o problema. O problema nem mesmo era o marido. Muito menos sua equipe que não seguia fielmente as regras e processos da empresa. A questão era dentro dela o que ela sentia era MEDO, não raiva.

O alto nível de insegurança, fazendo-a desconfiar até mesmo de suas próprias decisões, fazia com que esta mulher projetasse nas outras pessoas as suas próprias desconfianças, inseguranças e dúvidas. E o que ela precisava era entender o que estava dentro dela, como ela funcionava e de onde nasciam aquela insegurança.

Um dos erros que podemos cometer quando não nos conhecemos é não conseguirmos discernir de onde estão brotando nossos comportamentos. Quando isso acontece dentro de nós, fica um abismo entre o que sentimos e o que dizemos que sentimos. E, no fim, nunca chegamos a uma solução para o que estamos passando porque não conseguimos cruzar o abismo que existe dentro de nós.

Autoconhecimento é também criar pontes para atravessar estes abismos. Entender a origem de nossos comportamentos é também entender a história que fizemos de nossas vidas, mas é principalmente a oportunidade de fazer algo de diferente a partir de novas escolhas mais conscientes.

Por Priscila Bastos – Diretora de Instrução.

Eneagrama e a ansiedade de cada perfil

Sabia que todos os perfis do Eneagrama podem ter um certo tipo de ansiedade?

Ela não necessariamente vai se manifestar com uma inquietação no corpo, nem mesmo o frio na barriga comum de quem está ansioso. A ansiedade pode ser silenciosa, e a melhor maneira de entendê-la é compreendendo a sua origem.

A ansiedade tem origem na sensação de medo e, ao nos sentirmos ameaçados, prontamente ativamos nossas defesas e ficamos ansiosos enquanto a ameaça não passar. Em cada perfil, o medo vai ser manifestar por motivos diferentes e de maneiras bastante opostas.

O medo do tipo 1 é de errar ou ser mau. Então, a ansiedade do tipo 1 se manifesta quando há uma ameaça de erro. Além disso, enquanto houver coisas para terminar ou por fazer, o tipo 1 fica ansioso para finalizá-las.

O medo do tipo 2 é o medo de desagradar. Portanto, quando percebe que sua decisão ou ação vai aborrecer alguém, ele começa a ficar ansioso tentando encontrar uma maneira de garantir que continuará sendo amado.

O medo do tipo 3 é o de não valer nada, por isso passa a buscar valor pessoal por meio de conquistas na carreira. Assim, quando o sucesso está ameaçado, a ansiedade vai lá em cima e o coloca em um frenesi na busca por resultado.

O medo do tipo 4 é o de não ter identidade. Sendo assim, quando ele precisa se adequar ou atender às expectativas alheias, sua identidade fica ameaçada e a ansiedade para voltar a ser quem se é começa a se manifestar.

O medo do tipo 5 é o de ser incompetente – daí a sua busca por compreender o mundo para poder ser eficiente. Quando percebe que não entende sobre algo, a ansiedade em obter conhecimento aparece e o isola em seu mundo mental.

O medo do tipo 6 é o de não contar com apoio ou orientação para as decisões. Então, quando não existem regras definidas ou alguém para deixá-lo seguro de uma decisão, a ansiedade assume o controle, deixando-o preocupado com o futuro.

O medo do tipo 7 é o de sofrer dor ou privações. Por isso, sempre que há a ameaça de uma situação dolorida, como uma briga ou um problema delicado, a ansiedade domina e o leva a escapar da situação.

O medo do tipo 8 é o medo de ser ferido ou controlado por outras pessoas. Assim, sempre que alguém passa a tentar impor algo para ele, a ansiedade para retomar o domínio da situação toma conta e ele passa por cima.

O medo do tipo 9 é o medo de perder o vínculo com as pessoas. Portanto, sempre que suas decisões ou sentimentos podem levar alguém a abandoná-lo, a ansiedade vem e o faz engolir seus sentimentos e tolerar a situação.

Em todos os casos, para lidar com a ansiedade (que se manifesta de maneiras diferentes), o caminho é um só.

1 – Compreenda o funcionamento da sua personalidade;

2 – Entenda a origem do medo presente no seu ego;

3 – Acolha a existência desse medo. Não o negue nem o rejeite. Acolha-o como parte de si;

4 – Comece a observar, no seu dia a dia, este medo agindo de maneira positiva;

5 – Analise também, no seu comportamento, esse medo sabotando sua comunicação, suas relações e seus resultados;

6 – Escolha uma situação em que esse medo se apresenta de maneira negativa para iniciar uma evolução;

7 – Procure estar sempre atento a esta situação para compreendê-la de maneira mais racional;

8 – Estando atento e racional, neste momento escolha uma nova atitude ou comportamento ideal para solucionar;

9 – Repita todo o processo do passo 5 ao 9 até que todas as situações mapeadas no passo 5 sejam resolvidas.

Seguir processos de mudança também pode gerar medo e consequentemente ansiedade; mas, quando fazemos isso com consciência e vontade genuína de buscarmos nossa melhor versão, encontramos a força necessária para seguir!

Sempre que conseguir evoluir em um destes medos e perceber que sua ansiedade ou suas defesas estão sendo melhor controladas por você, conta pra nós! Publica no seu Instagram e nos marque @ienagramabr. Assim saberemos que nosso propósito de transformar o mundo está sendo cumprido!

O ego vai te levar longe

Essa luta contra nosso ego precisa cair por terra. Ego é mecanismo de defesa infantil para conseguirmos lidar com o mundo. Ele não é um inimigo a ser morto ou uma coisa que precisamos sufocar dentro de nós, mas sim algo a ser compreendido por nós, acolhido como um elemento que faz parte de quem somos e utilizado por nós com consciência.

Alguns egos podem se manifestar de maneira mais individualista, mas existem egos extremamente conectados com o senso de grupo e por isso apresentam mais prestatividade e adequação ao que os outros esperam de si. E este mesmo ego pode nos levar longe, com muitas pessoas ao nosso redor, mas esse “longe” pode ser um lugar a que NÃO QUERÍAMOS CHEGAR.

É necessário compreender também que nem todo ego nos leva para longe: alguns nos levam a rodar em círculos por muito tempo sem saber aonde queremos ir. O ego pode inclusive nos manter a vida toda estagnado no mesmo lugar.
Enquanto estiverem vendendo para você que o problema de sua vida é o seu ego e que você precisa arrumar uma maneira de se livrar dele, estão tirando de você a responsabilidade por seus próprios resultados e tentando fazê-lo se livrar de uma parte de quem você é e que irá acompanhá-lo a vida toda.

O que determina se vamos caminhar com quem amamos e na direção que queremos para nossa vida é a CONSCIÊNCIA de como nosso ego funciona e do que podemos fazer para manifestá-lo de maneira mais alinhada com nossa verdadeira essência.

Faça as pazes com seu ego e ele o levará longe, para aonde você quer chegar, para conquistas que o deixem feliz e com as pessoas que o amam ao seu redor sendo felizes junto com você!

Por Priscila Bastos – Diretora de Instrução IE Brasil

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A crise do Barcelona e o encerramento de ciclos

Um dos clubes de futebol mais vitoriosos da história viu um capítulo amargo ser escrito há alguns dias. A derrota humilhante por 8 a 2 passou como um terremoto pelo Barcelona: o atacante Messi demonstrou que está cogitando a possibilidade de ir embora, mesmo depois de 16 temporadas com o time. E Piqué, zagueiro, admitiu que o clube precisa passar por mudanças e se colocou à disposição para sair, ele próprio, se necessário. “Vergonha, esta é a palavra”. O Barcelona terminou a sua pior temporada em 11 anos.

Seja qual for o destino de Messi, Piqué e outros jogadores do clube, o momento atual revela o fim de um ciclo para um dos maiores clubes do mundo. A goleada sofrida foi apenas a gota d’água que fez transbordar a necessidade de mudanças. Mas o que faz um jogador como Messi, que ganha 50 milhões de euros por ano, querer encerrar um ciclo vitorioso em todos os sentidos? A resposta é: ciclos precisam de recomeços. Mesmo em momentos vitoriosos.

E como você, na sua vida, tem reagido a momentos de tomada de decisão? Messi escancarou o processo de descontentamento e demonstrou atitude e coragem para começar uma nova jornada.

Como você se entrega para novos desafios? Como suas emoções ajudam na leitura do processo de descontentamento interno que você está enfrentando? O que você precisa para tomar uma atitude, ter coragem de mudar e encerrar um período?

Tão importante quanto começar novos ciclos é perceber quando os ciclos antigos devem se encerrar. Você sabe como fazer essas mudanças na sua vida ou precisa levar uma goleada de 8×2 para tomar uma atitude? Você faria o mesmo que Messi?

Como os perfis do Eneagrama reagem ao momento que estamos vivendo?

O mundo está de cabeça para baixo! Paira no ar a sensação de que tudo está fora do lugar. E agora, como encontrar ordem em meio ao caos?

Neste momento, é importante reconhecermos o que realmente estamos sentindo e como reagimos apesar de momentos como este. Somos seres diferentes, pensamos de forma diferente e, acima de tudo, temos reações diferentes a cada situação. Isso significa que, embora algumas pessoas possam estar no auge do estresse com um certo sentimento de impotência frente às consequências do Covid-19, outros, no entanto, podem estar gostando deste momento de isolamento social e aproveitando para ficar em paz consigo mesmo. E tudo bem com isso!

Riso e Hudson, em sua obra “A Sabedoria do Eneagrama”, classificam em três grupos a forma como podemos usar nossas defesas e reagir, inconscientemente, mediante situações de perda e decepções.

Grupo da Atitude Positiva

Como o próprio nome já diz, estas pessoas tendem a reagir aos problemas adotando uma “atitude positiva”, ou seja, “fazendo do limão uma limonada”. São pessoas que têm certa facilidade em ver o lado bom das coisas, são motivadoras e estão sempre prontas para ajudar. Agora, a dificuldade está em reconhecer em si mesmas algo doloroso ou negativo. Equilibrar suas próprias necessidades em relação às dos outros também pode ser tornar desafiador para elas. Pertencem ao grupo de Atitude Positiva os perfis 7, 2 e 9.

Grupo da Competência

As pessoas deste grupo reagem aos problemas invalidando seus sentimentos. Buscam constantemente por objetividade, eficiência e competência, muitas vezes esperando que os outros ajam da mesma forma e, quando isso não acontece, surge a indignação. Este grupo pode ter problemas em relação seguir, ou não, limites (regras) dentro de um sistema. Os perfis 1, 3 e 5 compõem esse grupo.

Grupo Reativo

Devido à sua dificuldade em confiar no outro, os reativos tendem a querer que as pessoas espelhem o seu próprio estado emocional, do tipo “se isso me aborrece, deveria aborrecê-lo também!”. São expressivos, ou seja, quando há um problema isso fica evidente fisicamente. Criam, por vezes, relações de amor e ódio. As pessoas que fazem parte do grupo dos reativos buscam por independência, o que pode trazer certa dificuldade quanto ao reconhecimento da necessidade em serem apoiados ou cuidados pelos outros. Tipos 4, 6 e 8 fazem parte do grupo reativo.

 

Ao analisarmos os grupos mencionados por Riso e Hudson, podemos identificar pelo menos uma reação positiva em cada grupo que, se estiver desequilibrada, pode gerar problemas em nossos relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais.

Agora, analisando o momento pelo qual estamos passando – pandemia, crise na saúde e na economia mundial –, no qual a grande maioria das pessoas está passando por uma situação de instabilidade, seja ela financeira, física ou emocional, minha dica é: pare por um instante e reconheça suas emoções.

Se você tem a sensação de que tiram o chão de baixo dos seus pés, acalme-se. Analise este momento (aqui e agora), coloque no papel suas possibilidades. O que você pode fazer? Como você pode fazer? De que forma pode contribuir? Trace um plano e aja conscientemente a partir do que há de melhor no seu padrão de comportamento.

Por Sandra Iepsen – Diretora IE Santa Cruz do Sul/RS

Como administrar o tempo de forma eficaz nos dias atuais

A gestão de tempo na nossa vida pessoal e no trabalho é essencial, já que tem relação direta com o nosso desempenho e produtividade. Todos nós temos a tendência a utilizar nosso tempo com as coisas que gostamos de fazer. Comentei isso com um senhor muito sábio, de mais de setenta anos, e ele falou a seguinte frase:

– É muito simples administrar o teu dia e ter tempo para tudo: o dia tem 24 horas, não é? Então são 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas para lazer!

Parece simples, não é verdade? Sim, é simples, e ele não está errado.

No entanto, é simples e fácil para algumas pessoas. Já para outras, é extremamente difícil ter essa disciplina diária. Isso acontece porque determinados indivíduos utilizam a maior parte do tempo para o trabalho, enquanto outros, para a família. Só que, ao se utilizar de forma errada ou demasiada, isso pode atrapalhar em ambos os aspectos.

Se pararmos para pensar, muitas vezes não sobra tempo para fazer o que gostamos. A vida corrida do dia a dia, bem como os afazeres pessoais e profissionais, acabam nos ocupam demais. Por isso, a importância da gestão do tempo.

Em uma pesquisa rápida no Google, podemos constatar que os brasileiros passam, em média, quatro a cinco horas por dia em frente ao celular, sem contar as outras horas diante de um computador, no carro ou no sofá. Que ótimo seria se fossem horas produtivas, mas nem sempre elas são. Por isso, seguir algumas dicas para ter uma administração melhor do tempo é fundamental para termos mais desempenho e nos tornarmos mais produtivos.

Que tal começar com alguns passos e torná-los hábitos diários?

1 Planejamento

Separe 30 minutos do seu dia para planejar

2 Agenda

Tenha uma agenda para organizar todos os compromissos e as tarefas

3 Prioridades

Defina quais tarefas são mais importantes a serem feitas no momento, deixando as menos importantes para depois.

4 Ladrões de tempo

Evite distrações com coisas inúteis: não perca o foco com ladrões de tempo, principalmente com notícias fakes.

Mas como seguir essas dicas se elas vão contra o meu padrão de comportamento, contra a minha vontade?

A principal dica é o autoconhecimento. Ao conhecer o meu padrão de comportamento, consigo trazer para a consciência as emoções que predominam em mim, passando a entender exatamente como me comporto em determinadas situações. Assim, crio condições de agir da forma mais adequada.

As nossas emoções estão, também, no controle do nosso tempo. Por vezes, elas nos ajudam e nos apoiam, mas podem também nos atrapalhar e nos tirar do foco, fazendo até com que nossas prioridades sejam esquecidas.

O autoconhecimento é um aliado fantástico também na administração do tempo. Acesse o site ieneagrama.com.br e tenha um pouco desse conhecimento. E você, como administra seu tempo? Conte para nós!

Por Fábio Brião – Diretor e Trainer no IE Zona Sul RS

9 razões para você fazer o Eneagrama da Personalidade

No nosso treinamento você vai receber dicas de neutralização que vão te conduzir para viver uma vida mais consciente, e, consequentemente, te deixar distante do seu vício emocional e em sintonia com seu propósito de vida.

1 – Sabe aquelas cobranças internas que fazem com que você carregue um peso nas costas e culpe ou se culpe por todos os erros? Eneagrama pode te ajudar a aliviar a carga.

2 – Sabe quando você esquece completamente de si de tanto que ajuda as outras pessoas? Com Eneagrama você pode encontrar uma maneira saudável e de equilíbrio entre dar e receber.

3 – Sabe quando você acaba atendendo mais as expectativas do mundo do que seguindo suas próprias vontades? Eneagrama te apoia a resgatar sua verdadeira identidade.

4 – Sabe quando você se sente incapaz ou fica se comparando com outras pessoas e se desvalorizando? Eneagrama pode te ajudar a transformar seus sentimentos a partir de novas atitudes.

5 – Sabe quando você fica racionalizando até sentimentos e estar presente nas relações é um desafio? Eneagrama pode te apoiar a estar mais convicto de si e se libertar.

6 – Sabe quando você vê risco em todas as ações e morre de medo de ser julgado pelo que pensa, sente ou faz? Eneagrama te apoia e encontrar dentro de si maior autoconfiança.

7 – Sabe quando você tem muito entusiasmo mas parece que não consegue consolidar nenhum projeto e tudo fica pela metade? Eneagrama pode te apoiar a direcionar seus talentos.

8 – Sabe quando você tem medo da intimidade e por isso acaba intimidando todos ao seu redor? Eneagrama pode te apoiar a descascar essa casca grossa com a segurança de não ser machucado.

9 – Sabe quando você não faz a menor ideia do que fazer com sua vida e fica indeciso na hora de tomar decisões? Eneagrama pode te apoiar a dar foco e usar sua força com mais objetividade.

Priscila Bastos – Diretora de Formação IEneagrama Brasil

10 dicas para ter uma boa Gestão Emocional e Gestão Financeira

A má interpretação e a má gestão de nossas emoções são grandes causadoras de impactos na gestão financeira. Além de um fato inegável, infelizmente são duas áreas não inclusas em nossa educação tradicional. Mas afinal, o que é a gestão emocional e qual é o maior impacto que ela causa na gestão financeira? A resposta é simples: é a capacidade de controlar seus sentimentos e emoções, para evitar decisões impensadas e impulsivas que podem levá-los às dívidas.

De forma prática, ter Gestão Financeira não quer dizer que você será um economizador, um guardador de dinheiro, mas sim, que você fará a alocação dos recursos de forma mais equilibrada. Assim como ter Gestão Emocional não quer dizer que você deixará de ser emotivo, impulsivo, ou metódico, e sim que você terá maior consciência das emoções que está sentindo e como elas estão influenciando nas suas atitudes. Todas as atitudes, inclusive de gastos e ganhos, devem ser feitas de forma consciente, seguindo ou não a emoção.

A união da gestão financeira e emocional proporciona melhoria nos seus relacionamentos, sejam eles de amizade, familiares, societários ou com clientes, mas, principalmente, com você mesmo. Afinal, o uso inadequado de seus recursos pode ser uma forma de você disfarçar situações mal resolvidas com o seu eu. E, se as suas dificuldades na gestão financeira estão levando-o à falência de relacionamentos, a luz vermelha já acendeu. É hora de resolver isso. Então vamos às estratégias:

 

1 – Elabore um orçamento mensal;

Siga o princípio básico de suas receitas e despesas, lembrando de destacar as receitas fixas e as variáveis para quem trabalha com este formato, assim também com as despesas fixas e as variáveis. Aproveite e faça isso com as emoções. Quais emoções você percebe que sente com maior frequência e aquelas que quase não aparecem? Tomar consciência de nossas dívidas, muitas vezes, gera um desconforto, uma dor que também acontece com as nossas emoções. Por isso, esta etapa é muito importante.

Assim como você faz o acompanhamento do seu orçamento mensal, analisando os resultados, também pode ter seu acompanhamento das emoções, percebendo os reflexos de cada uma delas em suas decisões.

 

2 – Defina objetivos e trace metas realistas;

Ao perceber que a receita está desalinhada com as despesas, é hora de traçar metas para equilibrar. É importante que a meta seja realista, dentro de parâmetros que você se perceba capaz de atingir. Tudo bem se para outras pessoas parecer fácil, o importante é você perceber que é desafiador. A meta é sua e a evolução também. Então compare-se com você no mês anterior e não com seu amigo, irmão ou vizinho. Somente com um olhar baseado na realidade, é possível fazer um bom planejamento financeiro, com objetivos claros e metas que estejam de acordo com a sua capacidade financeira. Esse mesmo olhar realista para sua situação será fundamental para alcançar as suas metas de “fisioterapia” emocional.

 

3 – Trabalhe seu autocontrole;

A velha dica da meditação serve para todos, sendo que os resultados desse tipo de hábito surgem a longo prazo. Por isso, é fundamental ter a calma necessária para esperar, tomar uma atitude baseada em análise e não se precipitar diante de crises. Essas crises podem vir na área financeira e também na área emocional e, nesse momento, manter a mente tranquila é fundamental. Estar atento aos sentimentos gerados pelas emoções, impulsos e vontades durante essa caminhada é essencial para não tomar atitudes precipitadas e saber esperar a hora certa para tomar decisões. As flutuações das nossas emoções requerem ponderação, para que você possa se manter rumo à meta de forma mais adequada, e até mesmo poder colher seus frutos.

 

4 – Seja flexível para lidar com imprevistos;

 A flexibilidade e o auto controle são essenciais para lidar com situações inesperadas, muito comuns no dia-a-dia e, especialmente, quando estamos nos desafiando a novos hábitos. É importante não entrar em desespero quando as coisas não vão bem, não desistir das suas metas nem se desacreditar de suas ideias. Lembre-se: seu maior investimento será em você mesmo. E existe alguém mais importante do que você nesse processo? Aqui a resposta é não. Então utilizar da habilidade da adequação vai apoiá-lo no ajuste da meta ou do método para alcançá-la. Atenção e cuidado para não usar isso como desculpa. Traga para a consciência se essa adequação é mesmo necessária.

 

5 – Seja empático com suas necessidades;

Reconhecer que, por vezes, precisará de apoio é fundamental. Não somos seres criados para viver sozinhos, somos seres que gostamos da conexão. Crie hábitos de falar com pessoas sobre suas dificuldades e ouvir delas as suas também. As vivências do outro podem ser úteis a você e as suas, a ela. A empatia precisa ser praticada e ela começa por você. Nos momentos em que perceber que está difícil demais se manter no controle com foco na meta, permita-se um agrado. Lembrando sempre que isso não é exceção, é um passo importante para fortalecer a caminhada.

 

6 – Evite tomar decisões por impulso;

É aquela velha história de “no calor das emoções, quando vi, já havia feito”. O impulso nos toma quando não temos consciência de nossa condição, e nem mesmo sabemos aonde queremos chegar e a força que isso tem. Precisamos usar de nossas melhores habilidades no poder de negociação, de barganha e até de realização, então ficamos suscetíveis a sermos convencidos para algo que não está de acordo com o que realmente queremos. Mais uma vez a consciência aparece. Se, para você, em um primeiro momento será necessário não andar com o cartão de crédito na carteira ou evitar situações desafiantes, tudo bem. A sua evolução é o que vale.

 

7 – Seja criativo na gestão;

A criatividade é uma qualidade que nos apoia em todos os aspectos, seja para economizarmos financeiramente, seja emocionalmente. A forma como recebemos e adequamos as informações à nossa realidade criam novas formas de fazer, de ser. A criatividade é um processo que precisa de prática e o mínimo de organização. E, por isso, pode ajudá-lo a se desenvolver em novas formas de gerar recursos também. Use e abuse de sua criatividade.

 

8 – Faça acordos;

Acordo pressupõe bom diálogo e entendimento, assim isso fortalece-o em melhores negociações financeiras e também de convivência. As piores negociações são aquelas em que os termos não estão claros para ambas as partes, muitas das vezes porque nem foram discutidos. As partes apenas criaram a expectativa sobre o outro, por experiências anteriores ou simplesmente por “achismo”. Não ache nada, exponha o termo e tenha a concordância da outra parte. Evite prejuízos financeiros e emocionais.

 

9 – Evolua, ajudando outras pessoas;

Promova o bem comum, compartilhando bens e conhecimentos. Se você precisa de um bem para uso temporário, não o compre, tome-o emprestado. Além disso, empreste as suas coisas a outras pessoas, caso não sejam bens de fácil deterioração. Além de tudo, você aprenderá sobre o desapego. Troque objetos antigos, poque isso promove economias saudáveis em seu orçamento e o despertam para outro nível de consciência emocional.

  

10 – Desafie-se;

Provavelmente algumas dicas foram mais desafiadoras para você do que outras. Assim, você deve investir mais energia nas dicas mais desafiadoras, já que são nesses pontos que você precisa de maior evolução e é onde você está tendo maior impacto.

 

As emoções não podem ser o único guia as suas decisões e ações. Essa é a razão de desenvolver a consciência na gestão emocional e financeira, estando atento às suas reações e impulsos e, principalmente, aprendendo a controlá-los. Sinta-se em harmonia com suas decisões, sem a ressaca emocional de decisões inconscientes.

Sabemos que essa não é uma tarefa fácil. E que muitas pessoas chegam a abandonar a caminhada, por não suportarem tantas pressões nem o impacto que elas provocam. No entanto, para evoluir é necessária uma disposição para ceder, baixar a guarda e admitir que as coisas não estão boas e é preciso ajuda. Haja e reaja, até que você chegue nos seus objetivos.

Neuza Ramos – Trainer do IEneagrama Centro Paraná e Ponta Grossa

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Como a emoção da Avareza pode ajudá-lo a evitar momentos de crise

Algumas emoções são mais famosas que outras. Se eu pedir para você listar três, provavelmente você pensará em algo como Raiva, Medo e Orgulho. Isso acontece porque é mais fácil de reconhecê-las: todo mundo já se irritou, já se sentiu ansioso ou não quis dar o braço a torcer alguma vez na vida. Mas esse repertório é mais amplo.

No Eneagrama, vemos a existência de nove emoções: entre elas, a Avareza. Como ela é, talvez, menos conhecida que a Raiva ou o Medo, até estranhamos quando nos deparamos com alguém que a demonstra: certa frieza e distanciamento, uma preferência por atividades solitárias e uma comunicação curta e suscinta.

Por outro lado, quando bem utilizada, a Avareza traz recursos como planejamento a longo prazo, ponderação e análise racional da realidade. Tais habilidades podem ser fundamentais para ajudá-lo a encontrar a saída de um momento difícil. Veja alguns exemplos:

  • Se a sua vida financeira está descontrolada, coloque no papel todos os seus ganhos e todos os seus gastos (incluindo todas aquelas comprinhas inocentes de 10 e 20 reais). Faça uma previsão para os próximos meses: você realmente precisa gastar dinheiro com essas coisas?
  • Se você costuma entrar em negócios sem pensar muito, avalie com mais atenção o nicho em que se envolverá – talvez você se surpreenda com o fato de ele já estar saturado.
  • Se você tem por hábito decidir no calor do momento, respire fundo e reflita durante alguns dias. Assim você não será obrigado a pedir desculpas pelas coisas que disse “sem querer”.

Se você percebeu que a Avareza pode ser um recurso importante para você, o Treinamento Eneagrama da Personalidade pode ajudá-lo a desenvolvê-la.

Angelita Borges – Laboratório e Pesquisa do IEneagrama Brasil

Não se iluda, nada vai mudar!

Você consegue acreditar que todo esse processo de pandemia e quarentena vai fazer com que todas as pessoas sejam mais humanas, tenham mais compaixão, sejam mais gentis e zelosas com o outro a longo prazo?

Isso não vai acontecer. Isso é tão verdade que mesmo durante toda a crise parte das pessoas não modificaram sequer um hábito no seu dia a dia.

Por não conseguirem lidar com mudanças algumas pessoas acabam entrando em processo de negação. Fechar os olhos para não enxergar os reais problemas e continuar apegado à uma maneira de viver. Isso tudo acontece por medo do novo e esse medo é paralisante. A consequência desta atitude é que essas pessoas passam sonâmbulas pela vida e acabam sofrendo na caminhada e vivem angustiadas, mas não entendem o motivo. Apego.

Por medo dos riscos que envolvem a própria saúde algumas pessoas entram em estado de extrema vigilância e modificam seus hábitos relacionados a higiene. Esta mudança é significativa, necessária e imprescindível, mas a partir do momento que as pessoas acabam infectadas e se recuperam do vírus, estes hábitos se dissolvem.

Por medo de falência as empresas passam a fazer planejamentos, direcionam grande atenção ao fluxo de caixa e se reinventam em sua maneira de entregar seus produtos e serviços. Por medo de perder empregos, profissionais buscam conhecimento, mudam posturas e tendem a engajar-se de maneira mais consistente com os objetivos de suas funções. E assim que o caos cessar e os limites de segurança e estabilidade voltarem a ficar mais claros as pessoas voltarão a entrar em sua zona de conforto e operar suas funções e empresas no piloto automático.

Por medo do futuro algumas pessoas podem começar a olhar para suas atitudes e refletir sobre o que realmente importa e incorporam novos comportamentos, passam a olhar a vida de maneira mais humana e buscam uma conexão com um sentido mais profundo sobre viver. Porém, da mesma forma que pessoas acometidas por graves doenças, como câncer, passam por esse período de ressignificação e olhar apreciativo para a vida e geram novos hábitos durante um período, assim que todo o risco da morte passa, aos poucos os velhos hábitos retornam.

A transformação do ser humano não é gerada pelo MEDO, porque MEDO PASSA.

Transformação profunda, consistente e duradoura não tem como ser impulsionada por algo que passa. Ela só pode ser gerada por algo que esteja sempre presente o amor em essência. Por mais invisível que por vezes ele possa se tornar em nossas rotinas, ele é nossa força transformadora, porque AMOR ESSENCIAL NÃO PASSA.

Mas como vivenciar o amor diariamente e deixa-lo reverberar em seus comportamentos? Como trazer para o raso aquilo que no fundo no fundo queremos? Olhando para dentro e entendendo de si, olhando para suas intenções e aprendendo a olhar para as intenções do outro. Olhando para suas dores e para as dores do outro.

Conhecer a si mesmo é um excelente primeiro passo. Entender o que você NECESSITA em essência e compreender como seu ego pode deturpar essa busca essencial, apresentando comportamentos que não refletem sua intenção, é nossa missão com a transformação a partir do Eneagrama.

O mundo será outro após a pandemia. Mas você só será outro quando encontrar dentro de você sua essência que é o amor, e ele se tornar a força que te impulsiona dia após dia. Senão é capaz de em um futuro breve alguém te olhar nos olhos e te dizer: ‘que saudades de quem você era durante a pandemia, tão mais gentil, compreensivo e tão mais humano.’

Máscara emocional: qual é a sua?

Usar uma máscara de proteção, como o próprio nome diz, tem o objetivo de auxiliar na prevenção e propagação de doenças. E atualmente ela tem sido a companheira de muitas pessoas que necessitam sair do isolamento. Veja, máscaras e isolamento social hoje caminham juntos com uma função básica: salvar vidas!

E o que pode haver de comum em isolamento e máscaras quando falamos em emoções?

Existem máscaras que nos acompanham desde a infância. São invisíveis, mas servem para nos proteger da mesma forma. Elas atuam como uma blindagem às dores que vivenciamos desde cedo e, através delas, definimos inconscientemente qual é a melhor forma de nos relacionarmos com o mundo. Cobrimos nossa maneira de pensar e de sentir, e deixamos a encargo de nossas máscaras a expressão distorcida de quem somos.

E, desde a infância, também nos acompanha o isolamento: o isolamento emocional, um lugar dentro de nós onde ficam aquelas questões emocionais mais particulares e doloridas, que evitamos mostrar ao mundo por receio de sermos feridos novamente. Soterramos, nesse lugar de tamanha solidão, tudo aquilo que realmente sentimos e pensamos, deixando de expressar tudo o que há de mais valioso em nossa essência.

Tudo na vida, mesmo que seja para proteção, tem seu lado positivo e negativo. O isolamento, ao mesmo tempo em que nos protege, nos coloca frente a emoções, sentimentos e conflitos que havíamos deixado guardados em uma gaveta em nosso inconsciente. As máscaras cirúrgicas, se não forem bem manipuladas e se não estiverem com tempo de uso adequado, deixam de nos proteger e acabam nos expondo a riscos ainda maiores. Já as máscaras emocionais nos fazem esquecer quem verdadeiramente somos quando não as retiramos nos momentos em que elas não são mais necessárias.

Quando falamos em emoções, as máscaras representam o nosso ego; e o isolamento, as dores que fazem parte de quem somos. Como forma de sobrevivência, vestimos diariamente nossa máscara e ela se torna o nosso eu. É ela quem nos ajuda a encarar o mundo e ficamos tão apegados a ela que acreditamos que somos a máscara. Quantas vezes você teve dificuldade em reconhecer o que de fato queria para sua vida? Ou se percebeu tendo atitudes ou reações que desconhecia em você mesmo? Será que você estava fazendo o que você realmente queria ou era o que a máscara queria?

Será que quando pudermos nos abraçar novamente, dar 3 beijos no rosto e um chamego, conseguiremos tirar não só as máscaras de pano do rosto, mas as máscaras que encobrem nossa alma? Será que conseguiremos honestamente permitir que o mundo nos olhe de verdade nos olhos e possa amar quem nós verdadeiramente somos? Será que conseguiremos retribuir esse mesmo olhar amoroso a quem tiver a mesma coragem de SER?

Estamos aprendendo e experimentando novos hábitos. Mas também estamos sendo convidados a retirar a máscara da infância, sair do isolamento emocional e descobrir quem somos em essência.

Venha fazer essa descoberta conosco!

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Vulnerabilidade: Você vive com todo o seu coração?

É estranho pensar que, muito do que fazemos, é para responder a uma possível situação de risco – fazemos porque temos medo. E nós temos muitos medos. Todos nós! Mas reagimos a eles de formas diferentes: uns paralisam, outros se energizam, alguns se vitimizam e outros vão atrás de senti-lo, mesmo que inconscientemente.

E a diferença de medos e angústias? As angústias pesam, inclusive no nome. Os mais empáticos até se contorcem ao ouvi-la. A angústia vem da incerteza, por exemplo, de não saber o dia que vamos morrer ou de não estar fazendo algo significativo em nossa vida! São dores abstratas. Não há seguro contra uma vida mal vivida – aos 90 anos, você não pode pegar seus anos de volta, caso perceba que tenha vivido uma vida vazia.

E o medo? Medo de perder o emprego, de sofrer um acidente, de magoar alguém, de errar, de ser ferido, ofendido e parecer frágil? Se nossos antepassados tinham medo de não ter comida ou abrigo, hoje todos os nossos medos culminam em um medo único, o medo de não ser bom o suficiente. E o suficiente nunca chega!

Para angústias não há soluções, mas existem estratégias para não perder o emprego: por exemplo, me comunicar de maneira amistosa, demonstrar minha competência profissional e bloquear meus sentimentos para me mostrar forte. Ou seja, para os medos existem caminhos e esses caminhos geralmente seguem o seguinte ciclo: tenho medo > preciso me proteger > escondo minha vulnerabilidade. É por esse medo de sempre estar ficando para trás que nós nos tornamos pessoas que escondem fraquezas e começamos a competir para mostrar quem é o mais forte.

A competição sempre esteve presente em nós, inclusive nos fez sobreviver como espécie. Usamos uma grande energia para competir, demonstrar força e assim garantir sucesso na vida profissional, mas essa energia acaba sendo um desperdício, pois poderia ser usada para sermos pessoas mais inspiradoras, que os outros querem perto, querem ser liderados ou querem dividir uma vida. Mas como dividir uma vida se não consigo dividir minhas fraquezas?

Vulnerabilidade é substantivo feminino e, como toda força feminina, ela vem dotada de uma energia de acolhimento e amor. E não há como falar de vulnerabilidade sem falar de empatia. Nós estamos na era em que grandes líderes estão buscando entender o que é empatia. Afinal, enquanto você está escondendo perfeitamente sua vulnerabilidade e quem você é, seus liderados, familiares e amigos escondem também. E é aí que talvez esteja a resposta do porquê seus liderados não produzem o que deveriam produzir, não se envolvem verdadeiramente com sua causa ou por que seus relacionamentos de amizade e íntimos sejam mais confusão do que felicidade. Não estamos conectados empaticamente através de nossas dores.

É preciso coragem para abraçar a vulnerabilidade. Na era da substituição de grande parte do trabalho por máquinas, fará a diferença quem conseguir ser mais verdadeiro, conseguir se comunicar pela lente do amor e do que nos une, muito mais do que nos separa. Vulnerabilidade é para quem está disposto a fazer o teste de viver sua vida sem perder para seus medos, é para quem deixa de procurar a fraqueza no outro para esconder sua própria fraqueza, é para quem acolhe a vulnerabilidade do outro com empatia. Vulnerabilidade é para quem tem a coragem de agir com o coração, como a palavra diz. E é para quem tem força suficiente para ser ferido e saber que vai se levantar.

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VOCÊ É MUITO MAIS QUE A SUA PERSONALIDADE

No Eneagrama, encontramos nove Tipos de Personalidades, as quais refletem nossa motivação básica, nossas prováveis escolhas, nossas atitudes perante os outros e demais aspectos. E algumas pessoas, assim que ouvem falar sobre isso a primeira vez, já ficam com a curiosidade de saber a qual Tipo pertencem. Esse é de fato um processo interessante, que pode ser muito benéfico e resultar em grandes transformações positivas.

Aliás, o objetivo do Eneagrama é exatamente esse: transformações positivas a partir do ponto em que estamos. Saber o nosso Tipo não é nos colocarmos em uma caixinha, e de nada adiantaria a simples justificativa de maus comportamentos, como “Você sabe o quanto eu sou exigente, afinal sou Tipo 1” ou “Eu me preocupo mesmo, porque sou Tipo 6”. A descoberta do meu Tipo permite reconhecer onde estou, quais qualidades eu já tenho e o que ainda posso desenvolver, de acordo com o meu próprio quadro mental, emocional e prático. É como um mapa, indicando um caminho seguro a partir das emoções que me guiam.

Desenvolvemos uma Personalidade ainda crianças para lidarmos com o mundo. De uma forma ou de outra, todos nós nos assustamos e sentimos a necessidade de nos proteger ainda bem jovens. A Personalidade, de acordo com o Eneagrama, é uma forma de defesa, uma casca. E nós podemos superá-la quando nos conhecemos profundamente, chegando cada vez mais perto da nossa Essência e nos libertando da armadura que nos prende. Por isso, você é muito mais que a sua Personalidade, ou o seu Tipo: você é a sua Essência.

Assim, é importante que você apare seus espinhos e descubra todas as flores que habitam em seu ser. Com menos espinhos, você sofre menos, já que as arestas a serem aparadas vão diminuindo e ficam cada vez menos pontas para se arranhar. Com mais flores, seus relacionamentos se tornam mais leves e agradáveis: quem não gostaria de conviver com pessoas mais conscientes e empáticas, não é mesmo? O caminho de autodescobertas e autodesenvolvimento tende a resultar em grandes insights para a sua vida, seja pessoal ou profissional. Faça o Eneagrama da Personalidade e descubra todo o potencial que existe dentro de você!

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

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5 Dicas práticas para manter o equilíbrio emocional e mental

Ficar em casa parece ser fácil, mas como está sendo ficar com você mesmo?
Já parou para pensar no quanto esse momento pode ser enriquecedor e transformador para você?

Sim, estamos passando por uma experiência jamais vivida! São desafios para os quais não fomos preparados e lições que não nos foram ensinadas. Tudo cai por terra. Já não sabemos mais aquilo que achávamos que sabíamos. O nosso planejamento do ano vai por água abaixo: você olha a sua agenda e já não sabe mais o que vai acontecer na semana que vem. Enquanto isso, o calendário vai passando. Aquelas datas especiais ou compromissos importantes que estavam marcados trazem a sensação de que nossa vida parou.

Estamos estagnados e nos sentindo impotentes.
Diante desse cenário, o único controle que temos é sobre nós mesmos. Tomaremos atitudes ou deixaremos as emoções falarem mais alto?
Por isso, a melhor escolha é não se deixar ser tomado pelas emoções.

Para isso, preparei algumas dicas fundamentais para você manter o equilíbrio emocional nesses tempos tão desafiadores e, ao mesmo momento, tão transformadores:

1 – Não procrastine! 

Chegou a hora de decidir e começar a colocar em prática aquilo que você se propôs.
Olhe seu planejamento pessoal feito no início do ano: há algo que você foi deixando de lado, mas que poderia colocar em prática agora? Quantos planos você fez até hoje? Quantos você concluiu? Quando começamos a agir, colocamos a energia da nossa vida em movimento e nos sentimos mais confiantes. Comece, e isso se tornará um hábito.

2 – Não seja pessimista!

Procure ter uma mentalidade positiva diante da vida! Manter uma saúde mental nesses tempos difíceis vai ser essencial para que você alcance resultados positivos na sua vida pessoal e profissional. Tome conhecimento das coisas que lhe abalam e tiram o foco do positivo. Procure evitá-las. Você tem poder sobre suas escolhas, então faça escolhas que lhe façam bem.

3 – Seja adaptável!

Em situações que não temos o controle, o melhor é se adaptar. Seja adaptável!
Você está aproveitando o momento para desacelerar?
Abra-se para o novo. Aproveite esse momento para se reinventar e desapegar-se de velhos hábitos e de coisas que não lhe servem mais. É importante sair do piloto automático, trazendo profundidade para sua vida e maior consistência nas suas ações. Como você cria o seu piloto automático está criando quem você vai ser daqui a pouco.

4 – Viva o agora!

Que tal viver o agora? Esteja conectado com o momento presente!
Querer prever o futuro, ou querer seguir os planos do jeito que foram desenhados no início do ano para ter controle sobre as coisas, só vai trazer mais ansiedade para sua vida. A escolha mais eficaz e produtiva nesse momento é estar focado no agora.

5 – Não fuja dos seus sentimentos!

Nada de fugir dos sentimentos que lhe incomodam! Acolha suas emoções negativas e aprenda com elas.
Nesse momento em que muitas emoções vêm à tona, a melhor escolha é você não brigar com elas. Aprenda a olhar para seus medos, insegurança e irritabilidade. Tenha neutralidade diante das emoções. Olhe, sinta, mas não seja tomado por ela. Elas falam muitos sobre suas fragilidades e podem ser um caminho para você conhecer potenciais escondidos. Por isso, preste atenção nas suas emoções.
Agindo assim, você não só enfrentará esse momento com muito mais equilíbrio, como também sairá ganhando com tudo isso, com muito mais consciência, autoconhecimento e fortalecimento emocional.

O caminho para dentro de nós mesmos é algo que vale a pena seguir!

Juliana Ristoff Trein                                                                                                                                                                                      Diretora e Trainer do IE Extremo Oeste Catarinense 

Por que devo contratar o Eneagrama In Company?

Enquanto gestores, precisamos aprimorar o nosso olhar em vários cenários, entendendo cada desafio de forma abrangente, e pensando nas consequências de cada novo passo. Além de pensar na empresa e em suas necessidades, um bom gestor sempre está com a antena ligada para esses dois pilares: o grupo e o indivíduo.

A humanidade anda em bando e, por isso, sobreviveu até hoje. Sozinhos, somos frágeis, muitas vezes indefesos e desprotegidos. Juntos, somos os maiores predadores e os maiores benfeitores do planeta. Temos o instinto de grupo há tanto tempo em nosso DNA que fazer alianças é tão natural quanto acordar, dormir, comer. Buscamos o outro e, no outro, aquilo que precisamos para potencializar nosso lugar no mundo.

Mas também já aprendemos que a singularidade de cada indivíduo é essencial para fortalecer o grupo. E é por isso que, nos dias de hoje, equipes multidisciplinares costumam ter melhor performance que times em que todas as pessoas têm o mesmo perfil de comportamento. Aprendemos que além de precisar do outro, também precisamos conviver com o outro, de forma integral, com todas as qualidades e dificuldades que uma vivência exige.

Com essa visão de mercado, muitas empresas investem em treinamentos corporativos. Mas será que um treinamento que visa “nivelar” todo o grupo em uma régua, é eficiente nos dias de hoje?

O usuário quer estar no centro da experiência

Em tempos de protagonismo e usuário no centro da ação (como nas redes sociais ou nos aplicativos de serviço, por exemplo, em que tudo é realizado de forma personalizada), é difícil pensar em uma experiência que todos os membros de um time se sintam contemplados e, com isso, estejam engajados a respeito do tema do treinamento. Há treinamentos de liderança e gestão que, sem dúvidas, trazem um bom panorama de mercado e ferramentas para os líderes do futuro. Mas como ter uma ação engajada, um envolvimento de equipe consistente e que também seja tangível, aplicável no dia a dia?

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Crie experiências personalizadas e intransferíveis

Pensando em potencializar a experiência, uma boa estratégia é criar cenários coletivos em que cada integrante do grupo se sinta protagonista. O eneagrama da personalidade, por exemplo, oferece uma vivência em conjunto que amplia a efetividade do treinamento, mas que também proporciona um impacto individual e intransferível para cada participante.

Mas qualquer empresa pode fazer o treinamento in company?

Sim, não há número mínimo de funcionários para realizar o treinamento na empresa. O que pode acontecer é que esses funcionários sejam convidados a realizar o treinamento junto a uma turma. A soma de experiências e a troca entre pessoas de diferentes cenários é muito rica na construção do treinamento.

O que minha empresa ganha com o eneagrama da personalidade?

O eneagrama da personalidade proporciona autoconhecimento, inteligência emocional e mais segurança à equipe, transformando a maturidade do time em performance e superação. Um time engajado, que acredita no seu próprio potencial, tende a vender mais, a ser mais produtivo e criar novas narrativas dentro da empresa.

Clique abaixo e simule um orçamento de um treinamento in company do eneagrama da personalidade.

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