Category Carreira e Liderança

Você está se comunicando ou apenas impondo a sua opinião nos outros?

Você está se comunicando ou apenas impondo sua opinião aos outros?

Pode até parecer óbvio, mas ter uma boa comunicação e a capacidade de interagir com os colegas de trabalho é uma soft skill que é muito valorizada em profissionais que desejam alcançar posições estratégicas nas empresas – e também para o dia a dia, é claro.

Saber se expressar em diferentes situações e envolver quem está ouvindo no momento certo e com as palavras certas pode te ajudar a convencer clientes, explicar ideias, estabelecer uma estratégia, defender um ponto de vista. 

É bem diferente de impor as suas palavras no outro, manipular ou até mesmo chantageá-lo de alguma forma, no meio da comunicação. E as vezes isso acontece sem perceber! 

A comunicação é o aspecto chave das relações e é fundamental para garantir uma boa troca e evitar desentendimentos!

Pensando nisso, separamos algumas dicas simples que podem ajudar você a aprimorar a sua comunicação:

1. Faça perguntas abertas

São aquelas que permitem uma diversidade de respostas, sem limitar ou restringir os outros a poucas opções, como “sim” ou “não”. Ao invés disso, você pode guiar o outro com perguntas como “você pode esclarecer o seu ponto?” para ter certeza do que ela está querendo dizer.

2. Aprenda a escutar mais

A maior parte das pessoas, enquanto conversa com outras, está focada no que vai dizer e não no que está ouvindo. Escutar é a parte mais importante da comunicação e também a que as pessoas têm mais dificuldade. 

3. Seja empático

A empatia tem o poder de melhorar a comunicação entre as pessoas, pois ela auxilia a compreender melhor a perspectiva do outro, é o que diz Daniel Goleman, psicólogo considerado o pai da Inteligência Emocional.

Mas, para ser empático, antes será preciso praticar a escuta ativa, um não é possível sem o outro.

4. Seja transparente e objetivo

Quase ninguém fica feliz quando está falando com uma pessoa e ela fica simplesmente girando em círculos, no mesmo lugar. Para isso não acontecer é preciso de prática, entender quais são os pontos importantes do que você quer dizer e passar as informações importantes!

É preciso ter assertividade passando as opiniões e as informações necessárias de forma segura, clara e objetiva.

Aqui no IE nós sabemos que o caminho para o futuro está nos relacionamentos e nas pessoas, independente de como está a sua comunicação com o outro agora, ela pode sempre melhorar. 

 

Por que investir na diversidade emocional no recrutamento e seleção?

A busca por mais que um currículo técnico cresce

Muitas empresas já se empenham em buscar profissionais com habilidades que vão além das suas competências técnicas que comumente se enxergam nos currículos: curso tal, com capacitação em tal, com pós graduação em tal… Claro, essas competências são essenciais, mas não são só elas que importam.

Soft skills são tão importantes quanto as hard skills, inteligência emocional é a principal citada quando pesquisamos sobre diversidade de habilidades nas seleções de emprego. As soft skills são habilidades que estão relacionadas com a interação entre as pessoas dentro da empresa, são importantes principalmente quando pensamos no comportamento em equipe. 

Mas muito além das soft skills 

O ponto que queremos endereçar aqui é a diversidade emocional de acordo com cada tipo do Eneagrama

Em muitos treinamentos in company feitos pelo Instituto Eneagrama, foi possível perceber a pouca diversidade de personalidades nas empresas, principalmente nos cargos mais elevados, como diretoria, gestores e líderes. 

Muitas vezes, isso acaba gerando barreiras emocionais, que impedem um bom funcionamento e desenvolvimento das empresas. Essa falta de diversidade pode levar à estagnação, uma vez que o comportamento de todos é similar, não há maneiras de evoluir.

Imagine o cenário: uma determinada empresa resolveu fazer o treinamento do Eneagrama da Personalidade e acabou por descobrir que 60% do seu quadro de diretores e líderes se identificava com o tipo 6 no Eneagrama, que tem como vício emocional o MEDO.

Esse MEDO, por ser um vício emocional, em doses elevadas, pode fazer com que os diretores e líderes se tornem apreensivos, com receio de mudanças, apegados a uma determinada “lei ou ordem” que os levará sempre pelo mesmo caminho, impedindo a empresa de crescer.

Agora, se este quadro tiver, por exemplo, uma porcentagem maior de personalidades como o tipo 7, que são conhecidos por buscarem mais aventuras, mudanças, experiências novas, a empresa pode começar a visualizar outros caminhos para atingir suas metas, podendo obter resultados até melhores em menos tempo!

São tantas as variáveis e questões inconscientes envolvidas no modo de cada colaborador ser e agir, que é desafiador encontrar a origem de suas ações e reações. É uma jornada que, muitas vezes, optamos por não trilhar, diante dos grandes desafios que uma evolução comportamental pode apresentar.

Uma vez que você entende as personalidades do Eneagrama, é possível também alocar as pessoas dentro da empresa, dentro dos projetos e das tarefas, para que cada personalidade possa contribuir com o melhor das suas habilidades. 

Evoluir a inteligência emocional e ter autoconhecimento é o primeiro passo para reconhecer como a diversidade emocional pode auxiliar uma empresa a crescer. 

Empresas inovadoras entendem a importância da inteligência emocional para as pessoas e o impacto que isso gera nos seus resultados. Quando são focadas em performance sabem que uma liderança inteligente emocionalmente é essencial para o sucesso de cada projeto realizado, decisão tomada e estratégia praticada. 

Equipes são potenciais ilimitados que nem sempre recebem a oportunidade de se manifestar. Mas quando estimuladas podem desenvolver relacionamentos produtivos e, por consequência, resultados além do esperado.

Busque a evolução da sua equipe e busque pela diversidade emocional! 

A crise do Barcelona e o encerramento de ciclos

Um dos clubes de futebol mais vitoriosos da história viu um capítulo amargo ser escrito há alguns dias. A derrota humilhante por 8 a 2 passou como um terremoto pelo Barcelona: o atacante Messi demonstrou que está cogitando a possibilidade de ir embora, mesmo depois de 16 temporadas com o time. E Piqué, zagueiro, admitiu que o clube precisa passar por mudanças e se colocou à disposição para sair, ele próprio, se necessário. “Vergonha, esta é a palavra”. O Barcelona terminou a sua pior temporada em 11 anos.

Seja qual for o destino de Messi, Piqué e outros jogadores do clube, o momento atual revela o fim de um ciclo para um dos maiores clubes do mundo. A goleada sofrida foi apenas a gota d’água que fez transbordar a necessidade de mudanças. Mas o que faz um jogador como Messi, que ganha 50 milhões de euros por ano, querer encerrar um ciclo vitorioso em todos os sentidos? A resposta é: ciclos precisam de recomeços. Mesmo em momentos vitoriosos.

E como você, na sua vida, tem reagido a momentos de tomada de decisão? Messi escancarou o processo de descontentamento e demonstrou atitude e coragem para começar uma nova jornada.

Como você se entrega para novos desafios? Como suas emoções ajudam na leitura do processo de descontentamento interno que você está enfrentando? O que você precisa para tomar uma atitude, ter coragem de mudar e encerrar um período?

Tão importante quanto começar novos ciclos é perceber quando os ciclos antigos devem se encerrar. Você sabe como fazer essas mudanças na sua vida ou precisa levar uma goleada de 8×2 para tomar uma atitude? Você faria o mesmo que Messi?

Como administrar o tempo de forma eficaz nos dias atuais

A gestão de tempo na nossa vida pessoal e no trabalho é essencial, já que tem relação direta com o nosso desempenho e produtividade. Todos nós temos a tendência a utilizar nosso tempo com as coisas que gostamos de fazer. Comentei isso com um senhor muito sábio, de mais de setenta anos, e ele falou a seguinte frase:

– É muito simples administrar o teu dia e ter tempo para tudo: o dia tem 24 horas, não é? Então são 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas para lazer!

Parece simples, não é verdade? Sim, é simples, e ele não está errado.

No entanto, é simples e fácil para algumas pessoas. Já para outras, é extremamente difícil ter essa disciplina diária. Isso acontece porque determinados indivíduos utilizam a maior parte do tempo para o trabalho, enquanto outros, para a família. Só que, ao se utilizar de forma errada ou demasiada, isso pode atrapalhar em ambos os aspectos.

Se pararmos para pensar, muitas vezes não sobra tempo para fazer o que gostamos. A vida corrida do dia a dia, bem como os afazeres pessoais e profissionais, acabam nos ocupam demais. Por isso, a importância da gestão do tempo.

Em uma pesquisa rápida no Google, podemos constatar que os brasileiros passam, em média, quatro a cinco horas por dia em frente ao celular, sem contar as outras horas diante de um computador, no carro ou no sofá. Que ótimo seria se fossem horas produtivas, mas nem sempre elas são. Por isso, seguir algumas dicas para ter uma administração melhor do tempo é fundamental para termos mais desempenho e nos tornarmos mais produtivos.

Que tal começar com alguns passos e torná-los hábitos diários?

1 Planejamento

Separe 30 minutos do seu dia para planejar

2 Agenda

Tenha uma agenda para organizar todos os compromissos e as tarefas

3 Prioridades

Defina quais tarefas são mais importantes a serem feitas no momento, deixando as menos importantes para depois.

4 Ladrões de tempo

Evite distrações com coisas inúteis: não perca o foco com ladrões de tempo, principalmente com notícias fakes.

Mas como seguir essas dicas se elas vão contra o meu padrão de comportamento, contra a minha vontade?

A principal dica é o autoconhecimento. Ao conhecer o meu padrão de comportamento, consigo trazer para a consciência as emoções que predominam em mim, passando a entender exatamente como me comporto em determinadas situações. Assim, crio condições de agir da forma mais adequada.

As nossas emoções estão, também, no controle do nosso tempo. Por vezes, elas nos ajudam e nos apoiam, mas podem também nos atrapalhar e nos tirar do foco, fazendo até com que nossas prioridades sejam esquecidas.

O autoconhecimento é um aliado fantástico também na administração do tempo. Acesse o site ieneagrama.com.br e tenha um pouco desse conhecimento. E você, como administra seu tempo? Conte para nós!

Por Fábio Brião – Diretor e Trainer no IE Zona Sul RS

Sou mesmo um líder? Ou sou um faz de conta bem vestido?

Há um imenso abismo entre aquilo que somos e aquilo que demostramos ser, logo, aquilo que somos jamais passará despercebido aos olhos que constantemente nos observam. O líder é aquele indivíduo que não precisa de um cargo, todos sabem que é ele. É nas pequenas atitudes, nas ações e reações inesperadas que o líder tende a mostrar o seu nível moral, de modo que, sobre esta análise gradual, os demais estabelecerão um conceito sobre ele e associarão o seu nome a tais atitudes.

O desafio de todo líder não é ir contra as suas fraquezas; ao contrário disso, uma ação de humildade é considerar suas fraquezas e não se elevar à autossuficiência, uma vez que jamais um homem comum, como você e eu, ou o maior de todos os líderes será capaz de “abraçar o mundo” sozinho. Uma equipe (com capacidades e incapacidades) é indispensável. As fraquezas e incapacidades podem ser bem administradas por se tornar o “ponta pé” motivacional, no qual cada um encontra significado para aquilo que desempenha com excelência.

Mas como todo grande e valente herói possui um inimigo, entre os muitos desafios da liderança, pode-se destacar como grande inimigo pessoal o Ego – e ele está em nós e estará para sempre. É no Ego elevado de um líder que mora o perigo, já que desvia o foco da liderança do grupo para si mesmo, para seus interesses e valorização pessoal. Quanto mais o líder almeja o poder e há ganância sobre sua posição, mais distante se encontra o seu olhar dos interesses interpessoais, dos interesses da empresa em questão e do sucesso coletivo. Aliás, o mantém cada vez mais distante do sucesso e da satisfação pessoal.

Bons líderes têm seu orgulho focado em saber que as coisas funcionam bem, não são egocêntricos em seus sentimentos e permitem que outros também brilhem e sejam elogiados. Estão dispostos a ouvir sugestões e talvez colocá-las em ação. Não possuindo tempo para o próprio ego, estão ocupados e concentrados nas necessidades da organização e de seus liderados. Líderes eficazes são humildes ao ponto de pensar primordialmente nos demais e não em si mesmos.

Líderes em equilíbrio são pessoas comprometidas com a organização e com as pessoas que as servem, tornando-se dispostos a enfrentar problemas, como também a festejar vitórias com os demais. São convictos em seus princípios e transmitem segurança mesmo em tempos de crise.

O que todos desejam para o futuro? Estabilidade. Estabilidade é sobre lealdade, aceitar a responsabilidade, tomar iniciativa e perseverar numa tarefa até que ela seja concluída. No momento em que cada indivíduo puder olhar para o caráter do seu líder e ver nele convicções inegociáveis, ações de humildade e lealdade para com os seus, ele se tornará cativante a ponto de ser seguido, indiferentemente de suas capacidades natas de liderança, pois nele há segurança, credibilidade, motivação, disposição, admiração e uma dezena de outras características que impulsionam o desejo de seguir outro alguém.

Talvez não esteja no DNA as características posturais de um líder. Porém, não há nada que não possa ser apreendido, desenvolvido e transformado em capacitação. A arte de agregar pessoas e influenciá-las como seguidoras em busca de um objetivo único tem como princípio o desenvolvimento de características pessoais capazes de gerar admiração, confiança e lealdade.

Todos, de algum modo, deixam a sua marca na vida de outros e esta é uma escolha pessoal. Deixar um bom legado e uma marca para o mundo é apenas para os líderes eficazes.

Por Rucimeire Freitas Mattana – Trainer IEneagrama Noroeste RS

As emoções impactam na sua capacidade de liderança?

Você que é líder talvez já tenha pensado: “Será que eu falo outro idioma? Ninguém entende o que eu digo!”. Ou ainda, apesar de ter repetido por três vezes como deveria ser realizada determinada tarefa, seu liderado fez totalmente o contrário do que você falou. E você, liderado? Quantas vezes levou bronca, ou pior, ouviu xingamentos por fazer exatamente o que seu líder lhe mandou fazer?

Em momentos como estes, é difícil manter o controle, não é? É como se uma erupção viesse subindo pelo estômago e pela garganta. Você começa a ficar vermelho e é difícil se segurar. Nesta hora, você fala tudo aquilo que está em sua cabeça e, de forma reativa, expressa toda a sua raiva, o seu medo, a sua frustação e a sua indignação. Você grita aos 4 ventos tudo aquilo que está entalado. Ou simplesmente engole seco e, mais uma vez, engole o “sapo”.

Quantas vezes você já saiu de uma reunião frustrado ou estressado, por não conseguir motivar, engajar ou fazer com que sua equipe fizesse o que precisava ser feito? Você já parou para pensar que, talvez, essas situações estão ocorrendo porque você não está consciente de suas emoções?

Como assim, Alex?

Certa vez, fui chamado por um cliente, para o qual eu prestava serviço de consultoria, na intenção de que eu conversasse com um colaborador que seria promovido a um cargo de liderança. Chegando na empresa, já ciente do comportamento dos dois sócios, pedi para conversar com eles antes de ir falar com o candidato a líder.

Então, pedi aos sócios que me explicassem o que esperavam da minha conversa, qual era o objetivo.  Um deles falou que eu deveria prepará-lo para o cargo de liderança, enquanto o outro disse que eu deveria avaliar se ele tinha perfil para esse cargo! Cada um tinha uma expectativa e, notando isso, perguntei se eles  haviam percebido que estavam me pedindo coisas diferentes. No começo, eles não tinham se dado conta, pois um não escutava o outro, mesmo estando frente a frente.

Percebendo que havia “algo no ar” entre eles, pedi para que os dois definissem o objetivo, que deveria ser um só para a primeira conversa. Neste momento, eles começaram a discutir, e logo o tom de voz foi aumentando, como em uma competição de som automotivo: quando um aumentava a voz, o outro aumentava mais ainda. Estava claro que as emoções estavam lhes dominando e eles não raciocinavam completament    e. Cegos pelos egos, cada um defendia o seu próprio ponto de vista.

Dentre as habilidades de um líder, podemos destacar a capacidade de ouvir como uma das principais, senão a principal.        Autores e grandes líderes descrevem-na como uma habilidade essencial! Dale Carnegie, autor do livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, escrito há mais de 80 anos, já falava o quanto é importante para um bom líder saber ouvir verdadeiramente. James Hunter descreve, em seu livro “O Monge e o Executivo”, a filosofia da Liderança Servidora, em que um dos alicerces é saber ouvir. Outros autores renomados como John Maxwell e Stephen Covey, além de líderes como Jack Welch, também falaram sobre como a capacidade de ouvir, vinda de um líder, faz com que ele sirva de inspiração e seja seguido por seus liderados.

Mas como ouvir quando se está cego ou surdo pela raiva, medo, indignação ou estresse? O autoconhecimento e a inteligência emocional são alguns dos caminhos para desenvolver a capacidade de agir e pensar, mesmo em momentos de grande tensão. No Eneagrama da Personalidade, por exemplo, são estudadas as 9 emoções humanas e como elas influenciam os 9 padrões de comportamento. Já no livro “Inteligência Emocional”, do autor Daniel Goleman, é abordado o índice que mede a inteligência emocional do ser humano, o QE – Quociente Emocional.

Um líder com alto nível de inteligência emocional tem as ferramentas necessárias para que, mesmo no meio da tempestade de emoções, consiga agir de maneira consciente. E a consciência, ou presença, é outra habilidade essencial para que possamos desenvolver uma liderança servidora. Afinal, não adianta nada saber a matéria e ter todas as técnicas na memória se, na hora da prova, “dá um branco”.

Em sala, nos treinamentos, muitas vezes os alunos falam: “Mas, Alex, eu estudei o manual para saber como lidar com o perfil do meu liderado e me preparei para a reunião com as informações. Mas, na hora em que ele me falou aquilo, eu não aguentei! Esqueci tudo, levantei o tom de voz e estourei.” Nestas horas sempre conto para meus alunos uma história.

Certa vez, o discípulo perguntou ao mestre:

– Mestre qual mantra eu posso recitar, no momento de estresse, para me acalmar?

Ao que o mestre, em toda sua sabedoria e calma, responde:

– Qualquer um, porque se você conseguir lembrar de algum mantra na hora em que a emoção o sequestra, qualquer um vai servir.

Mas então, se não adianta apenas conhecer as técnicas, o que eu faço para gerenciar as emoções e melhorar a minha liderança?

O desenvolvimento pessoal é como se preparar para uma maratona: você não começa correndo 42 km no primeiro dia. Você vai aumentando a distância, semana após semana, para que, no dia da maratona, esteja preparado para o desafio real.

Em seu livro “Como Evitar Preocupações e Começar a Viver”, Dale Carnegie conta a história do empresário que melhorou seus resultados como profissional, realizando uma reflexão toda semana sobre como foram as suas atitudes naquela semana.

O primeiro passo para que você possa começar a conhecer as emoções presentes no seu dia a dia, e como elas o sequestram em momentos de estresse, é a percepção sobre si mesmo. Um exercício diário de anotar, em um pequeno caderno, ajudou-me a aumentar meu autoconhecimento e estar consciente. Convido você a fazer o exercício. Todo dia, pela manhã ou à noite, faça uma reflexão e escreva, de forma sucinta, quais emoções você percebeu.

  • Raiva, que trouxe indignação?
  • Medo, que trouxe ansiedade, receio ou desassossego?
  • Luxúria, que fez com que você agisse de forma intensa e, por vezes, exagerada?
  • Indolência, que fez com que você tivesse dificuldade de se posicionar e, assim, fez-lhe “engolir sapos”?

Estas são algumas das emoções.

Anote também qual foi o gatilho que acionou aquela emoção: que comportamento, do outro ou seu próprio, fez-lhe agir de forma reativa?

Por fim, comprometa-se consigo mesmo a estar no controle de suas emoções, utilizando-as de forma a não atrapalhar, e sim beneficiar sua capacidade de liderança.

Quer conhecer mais sobre as emoções e como elas impactam diretamente em sua liderança? O Eneagrama das Personalidades é uma ferramenta que pode acrescentar e influenciar muito a sua capacidade de liderança. Acesse: https://ieneagrama.com.br/o-eneagrama/.

Por Alex Sandro R. da Silva – Trainer IE Curitiba/PR

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10 dicas para ter uma boa Gestão Emocional e Gestão Financeira

A má interpretação e a má gestão de nossas emoções são grandes causadoras de impactos na gestão financeira. Além de um fato inegável, infelizmente são duas áreas não inclusas em nossa educação tradicional. Mas afinal, o que é a gestão emocional e qual é o maior impacto que ela causa na gestão financeira? A resposta é simples: é a capacidade de controlar seus sentimentos e emoções, para evitar decisões impensadas e impulsivas que podem levá-los às dívidas.

De forma prática, ter Gestão Financeira não quer dizer que você será um economizador, um guardador de dinheiro, mas sim, que você fará a alocação dos recursos de forma mais equilibrada. Assim como ter Gestão Emocional não quer dizer que você deixará de ser emotivo, impulsivo, ou metódico, e sim que você terá maior consciência das emoções que está sentindo e como elas estão influenciando nas suas atitudes. Todas as atitudes, inclusive de gastos e ganhos, devem ser feitas de forma consciente, seguindo ou não a emoção.

A união da gestão financeira e emocional proporciona melhoria nos seus relacionamentos, sejam eles de amizade, familiares, societários ou com clientes, mas, principalmente, com você mesmo. Afinal, o uso inadequado de seus recursos pode ser uma forma de você disfarçar situações mal resolvidas com o seu eu. E, se as suas dificuldades na gestão financeira estão levando-o à falência de relacionamentos, a luz vermelha já acendeu. É hora de resolver isso. Então vamos às estratégias:

 

1 – Elabore um orçamento mensal;

Siga o princípio básico de suas receitas e despesas, lembrando de destacar as receitas fixas e as variáveis para quem trabalha com este formato, assim também com as despesas fixas e as variáveis. Aproveite e faça isso com as emoções. Quais emoções você percebe que sente com maior frequência e aquelas que quase não aparecem? Tomar consciência de nossas dívidas, muitas vezes, gera um desconforto, uma dor que também acontece com as nossas emoções. Por isso, esta etapa é muito importante.

Assim como você faz o acompanhamento do seu orçamento mensal, analisando os resultados, também pode ter seu acompanhamento das emoções, percebendo os reflexos de cada uma delas em suas decisões.

 

2 – Defina objetivos e trace metas realistas;

Ao perceber que a receita está desalinhada com as despesas, é hora de traçar metas para equilibrar. É importante que a meta seja realista, dentro de parâmetros que você se perceba capaz de atingir. Tudo bem se para outras pessoas parecer fácil, o importante é você perceber que é desafiador. A meta é sua e a evolução também. Então compare-se com você no mês anterior e não com seu amigo, irmão ou vizinho. Somente com um olhar baseado na realidade, é possível fazer um bom planejamento financeiro, com objetivos claros e metas que estejam de acordo com a sua capacidade financeira. Esse mesmo olhar realista para sua situação será fundamental para alcançar as suas metas de “fisioterapia” emocional.

 

3 – Trabalhe seu autocontrole;

A velha dica da meditação serve para todos, sendo que os resultados desse tipo de hábito surgem a longo prazo. Por isso, é fundamental ter a calma necessária para esperar, tomar uma atitude baseada em análise e não se precipitar diante de crises. Essas crises podem vir na área financeira e também na área emocional e, nesse momento, manter a mente tranquila é fundamental. Estar atento aos sentimentos gerados pelas emoções, impulsos e vontades durante essa caminhada é essencial para não tomar atitudes precipitadas e saber esperar a hora certa para tomar decisões. As flutuações das nossas emoções requerem ponderação, para que você possa se manter rumo à meta de forma mais adequada, e até mesmo poder colher seus frutos.

 

4 – Seja flexível para lidar com imprevistos;

 A flexibilidade e o auto controle são essenciais para lidar com situações inesperadas, muito comuns no dia-a-dia e, especialmente, quando estamos nos desafiando a novos hábitos. É importante não entrar em desespero quando as coisas não vão bem, não desistir das suas metas nem se desacreditar de suas ideias. Lembre-se: seu maior investimento será em você mesmo. E existe alguém mais importante do que você nesse processo? Aqui a resposta é não. Então utilizar da habilidade da adequação vai apoiá-lo no ajuste da meta ou do método para alcançá-la. Atenção e cuidado para não usar isso como desculpa. Traga para a consciência se essa adequação é mesmo necessária.

 

5 – Seja empático com suas necessidades;

Reconhecer que, por vezes, precisará de apoio é fundamental. Não somos seres criados para viver sozinhos, somos seres que gostamos da conexão. Crie hábitos de falar com pessoas sobre suas dificuldades e ouvir delas as suas também. As vivências do outro podem ser úteis a você e as suas, a ela. A empatia precisa ser praticada e ela começa por você. Nos momentos em que perceber que está difícil demais se manter no controle com foco na meta, permita-se um agrado. Lembrando sempre que isso não é exceção, é um passo importante para fortalecer a caminhada.

 

6 – Evite tomar decisões por impulso;

É aquela velha história de “no calor das emoções, quando vi, já havia feito”. O impulso nos toma quando não temos consciência de nossa condição, e nem mesmo sabemos aonde queremos chegar e a força que isso tem. Precisamos usar de nossas melhores habilidades no poder de negociação, de barganha e até de realização, então ficamos suscetíveis a sermos convencidos para algo que não está de acordo com o que realmente queremos. Mais uma vez a consciência aparece. Se, para você, em um primeiro momento será necessário não andar com o cartão de crédito na carteira ou evitar situações desafiantes, tudo bem. A sua evolução é o que vale.

 

7 – Seja criativo na gestão;

A criatividade é uma qualidade que nos apoia em todos os aspectos, seja para economizarmos financeiramente, seja emocionalmente. A forma como recebemos e adequamos as informações à nossa realidade criam novas formas de fazer, de ser. A criatividade é um processo que precisa de prática e o mínimo de organização. E, por isso, pode ajudá-lo a se desenvolver em novas formas de gerar recursos também. Use e abuse de sua criatividade.

 

8 – Faça acordos;

Acordo pressupõe bom diálogo e entendimento, assim isso fortalece-o em melhores negociações financeiras e também de convivência. As piores negociações são aquelas em que os termos não estão claros para ambas as partes, muitas das vezes porque nem foram discutidos. As partes apenas criaram a expectativa sobre o outro, por experiências anteriores ou simplesmente por “achismo”. Não ache nada, exponha o termo e tenha a concordância da outra parte. Evite prejuízos financeiros e emocionais.

 

9 – Evolua, ajudando outras pessoas;

Promova o bem comum, compartilhando bens e conhecimentos. Se você precisa de um bem para uso temporário, não o compre, tome-o emprestado. Além disso, empreste as suas coisas a outras pessoas, caso não sejam bens de fácil deterioração. Além de tudo, você aprenderá sobre o desapego. Troque objetos antigos, poque isso promove economias saudáveis em seu orçamento e o despertam para outro nível de consciência emocional.

  

10 – Desafie-se;

Provavelmente algumas dicas foram mais desafiadoras para você do que outras. Assim, você deve investir mais energia nas dicas mais desafiadoras, já que são nesses pontos que você precisa de maior evolução e é onde você está tendo maior impacto.

 

As emoções não podem ser o único guia as suas decisões e ações. Essa é a razão de desenvolver a consciência na gestão emocional e financeira, estando atento às suas reações e impulsos e, principalmente, aprendendo a controlá-los. Sinta-se em harmonia com suas decisões, sem a ressaca emocional de decisões inconscientes.

Sabemos que essa não é uma tarefa fácil. E que muitas pessoas chegam a abandonar a caminhada, por não suportarem tantas pressões nem o impacto que elas provocam. No entanto, para evoluir é necessária uma disposição para ceder, baixar a guarda e admitir que as coisas não estão boas e é preciso ajuda. Haja e reaja, até que você chegue nos seus objetivos.

Neuza Ramos – Trainer do IEneagrama Centro Paraná e Ponta Grossa

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Conexão emocional e vendas

 

Pesquisas apontam que tomamos cerca de 30.000 decisões por dia. Parece muito? E se eu complementar que, de acordo com esta mesma pesquisa, 95% destas são intuitivas? Ou seja, levam muito mais em conta a emoção do que a razão? Agora, proponho uma reflexão: como você, ou sua equipe, tem se conectado emocionalmente com seus clientes para se diferenciar no mercado e ser aquela empresa que ENCANTA?

Ao assistirmos um comercial de uma conhecida marca de refrigerantes, não há nenhuma menção à bebida em si, mas à experiência que ela proporciona. Tudo gira em torno da mesa do almoço em família, da reunião de Natal, de momentos especiais. Tal ação visa atingir as boas lembranças e criar uma rápida conexão deste produto aos bons momentos. Quando compreendemos como nos conectar verdadeiramente com nosso cliente, deixamos de ser apenas mais um para nos tornamos aquele que é a primeira lembrança quando alguém pensa no assunto.

Este texto, no entanto, não se propõe a trabalhar a temática das técnicas de vendas que proporcionam este aprofundamento, mas sim a verdadeira conexão que deve ser feita: conexão entre pessoas. Quanto tempo investimos em compreender nossa equipe? O quanto esta compreensão pode nos gerar resultados práticos? De nada adianta as mais elaboradas técnicas de rapport, sensação de pertencimento, storytelling, dentre outras, se não nos dedicamos a compreender qual é a melhor conexão que devemos ter com o nosso próximo.

Compreender o que motiva cada colaborador e como extrair o melhor de cada um nos permite ter uma equipe que se conecta com o ser mais importante de todos: consigo mesmo. E, ao fazer isso, seu desempenho claramente é melhorado e suas vendas deixam de ser apenas técnicas, passando a ser profundas. Ao compreender suas emoções, é possível também compreender o que faz sentido ao outro. Isto é o que fixa sua marca como diferente.

Há empresas que querem vender e há empresas que querem se diferenciar através das vendas. Nestas, o autoconhecimento revela algo precioso: como podemos entregar o melhor de cada um. Mas, para entregar o melhor, é preciso prestar atenção no estresse. Quando estamos em um nível elevado de esgotamento emocional, temos um comportamento completamente diferente. Aqueles que costumam ser autoconfiantes e zelar por sua imagem, por exemplo, podem se sentir absolutamente incapazes e sem foco. Já aqueles que normalmente são prestativos e altruístas podem se tornar agressivos quando não se sentem valorizados o suficiente.

Em situações assim, o desempenho toma outro rumo, sendo essencial compreender como o comportamento também deve ser moldado, para que haja maior assertividade possível. No Treinamento “Eneagrama das Personalidades”, abordamos o autoconhecimento, tanto o que há de melhor em você e que o impulsiona a ter melhores resultados, como aquilo que precisa ser trabalhado e que acaba sabotando-o em relação aos seus objetivos. Lembre-se: seu desempenho é diretamente ligado às suas emoções. Quer compreender melhor como funciona? Fale conosco, teremos imenso prazer em explicar como tudo isso é possível.

Antônio Neto – Diretor do IEneagrama Centro Paraná e Ponta Grossa

GESTÃO EMOCIONAL E DESENVOLVIMENTO

Inteligência emocional é um conjunto de competências, que se desenvolvidas, torna-se a capacidade de reconhecer e compreender as emoções em si e aos outros, de pensar com clareza e objetividade sobre as emoções e usar esse conhecimento para gerir seu comportamento e relacionamento.

• Autoconsciência: esse é o nível onde o indivíduo tem a habilidade de se realizar por ele mesmo. Estar autoconsciente significa perceber e sentir o que está causando a si mesmo e aos outros.

• Autogestão: É a capacidade de gerir suas emoções, elevando a capacidade de perceber quais são os seus pontos fortes e fracos e assim administrá-los de forma positiva, tendo maior clareza e equilíbrio entre o pensar, sentir e agir, (e menos reagir), obtendo resultados superiores e, acima de tudo, bem estar.

• Consciência Social: É a capacidade do indivíduo em interpretar os sentimentos, intenções e motivações dos outros através do que chamamos de EMPATIA. Ou seja, aprofundar a visão e compreensão das razões sobre o porquê de uma pessoa ser do jeito que é, interpretando palavras, gestos, objetivos e metas subentendidos em cada discurso.

• Gestão de Relacionamentos: É a capacidade de usar as competências adquiridas para administrar as interações pessoais e profissionais com sucesso.

Existem pesquisas que afirmam sobre a necessidade de exercer a inteligência emocional em todas as áreas da vida, segundo umapesquisada consultoria TalentSmart*, o QE (Quociente Emocional) pode ser mais decisivo para osucessona carreira do que o famoso QI (Quociente de Inteligência).

A consultoria testou a inteligência emocional juntamente com 33 outras habilidades importantes no local de trabalho, e descobriu que a inteligência emocional é o mais forte fator do desempenho, sendo um total de 58% de sucesso em qualquer setor do mercado de trabalho.

O levantamento, com mais de 1 milhão de pessoas, mostrou ainda que cerca de 90% dos indivíduos mais bem avaliados e considerados de sucesso, são habilidosos em administrar suas emoções.

Por que você trabalha?

Há um mês, se alguém lhe dissesse “Oi, como você está?”, sua resposta provavelmente seria “Na correria, como sempre, né? Muito trabalho!”.

Com uma mesa abarrotada de compromissos e um celular que não parava de tocar, estávamos exaustos por correr atrás de uma linha de chegada que só existia na nossa cabeça. E nem por isso deixávamos de correr. Priorizando nosso próprio negócio, não vimos nossos filhos darem os primeiros passos, nossos cônjuges defenderem o trabalho de conclusão de curso, nossos amigos comemorarem o aniversário, nem nossos pets brincarem na grama em um dia de sol. E, mesmo sabendo que não era uma rotina saudável, convenientemente não achávamos tempo para cuidar da nossa saúde.

Até que fomos convidados a repensar toda a nossa vida. Meio a força. Meio a fórceps. Porque, se dependesse de nós, talvez estaríamos no mesmo ritmo alucinado de poucos meses atrás, achando que não havia tempo para nada e ninguém mais além de trabalho, trabalho, trabalho.

Descobrimos que boa parte das profissões que ocupamos pode ser tocada de casa.  Descobrimos que saúde é um bem precioso: sem ela, ninguém fica vivo para trabalhar no dia seguinte. Descobrimos que nossas ações podem ter repercussão em uma cidade inteira. Descobrimos o valor do planejamento financeiro. Descobrimos que as coisas que tomávamos por garantido não eram tão garantidas assim.

Ainda há mais o que descobrir. Ainda há mais para explorar, para inovar, para repensar. Quando outros cenários mais felizes voltarem a aparecer no horizonte, espero que sua resposta não seja mais “Estou na correria, como sempre”. Espero que você possa responder algo que ressoe com o seu coração, com a sua missão de vida e o seu propósito. Por que você trabalha?

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

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Cuide das pessoas e elas cuidarão da sua empresa

Pense comigo: quantos setores diferentes existem na economia de um país? Rapidamente, podemos lembrar de educação, saúde, transporte, turismo, segurança, comércio, cultura, indústria, tecnologia. São tantos e tão distintos que parecem ter pouca coisa em comum, não é mesmo? Mas há um fator que perpassa toda e qualquer organização: as pessoas.

Antes de números e recursos físicos, uma empresa é feita de gente. E gente tem emoções, sonhos, esperanças, vontades e objetivos. Não há como separar, emocionalmente, a vida pessoal da vida profissional. Se você já perdeu uma noite de sono pensando no futuro do seu emprego, você sabe do que eu estou falando. É muito difícil deixar as preocupações do trabalho na mesa do escritório, ou as preocupações da casa na mesa da cozinha.

Sendo uma empresa feita de pessoas, é fácil imaginar que suas reações emocionais atinjam diretamente o futuro do empreendimento. Quando uma crise se instala, seja ela local ou global, é de se esperar que as pessoas entrem em estresse e seu desempenho caia drasticamente. Mas você já reparou que nem todo mundo reage do mesmo jeito?

Existem diversos fatores que desencadeiam essa reação automática e inconsciente – sua personalidade é um deles. Também existem várias formas de se portar frente a uma situação estressora. Algumas pessoas negam os fatos, enquanto outras colocam uma carga dramática ainda maior. Tem aqueles que tentam acalmar os ânimos de todos e tem aqueles que não conseguem encontrar uma saída. Quando uma situação de crise chega, lembre-se: está todo mundo estressado, mesmo que não seja o mesmo estresse que o seu.

Por isso, se você é líder de uma equipe, você tem o desafio – agora mais que nunca – de manter a cabeça fria e acalmar as pessoas que trabalham com você. Quando há um propósito claro, uma equipe verdadeiramente unida é capaz de enfrentar todo tipo de obstáculo. Quando um líder se mostra ao lado de sua equipe, a equipe também ficará ao lado do líder. Lembre-se: uma empresa é feita de pessoas. Se você cuidar delas, elas cuidarão da sua empresa.

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

 

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ESPECIAL: Conteúdos transformadores para tempos de crise

Bem vindo!

Preparamos uma série de conteúdos especiais para você nesse momento de crise.

Você vai acessar gratuitamente nos nossos diversos canais: e-books, vídeos, webinars, artigos, podcasts e muito mais.

São tempos desafiadores, por isso, preparamos uma série de conteúdos para te ajudar a aproveitar a quarentena e sair dessa ainda mais forte e preparado.

Dá uma olhada em tudo o que você terá acesso de forma 100% online e gratuita:

  • E-books
  • Webinars
  • Vídeos
  • Artigos
  • Podcasts

Você vai ter acesso a conteúdos de temas como:

  • Inteligência emocional
  • Autoconhecimento e Eneagrama
  • Liderança e muito mais! 

CONFIRA:

📇 Dica: Filmes que podem ajudá-lo a passar por uma crise. Clique aqui!

📇 Artigo: Pandemia do Egoísmo. Confira aqui!

📇 Dica: Livros para você se inspirar quando a vida fica difícil. Aqui.

📇 Artigo: Como um vírus invisível torna o essencial visível aos olhos. Leia aqui.

📇 Webinar: O medo não age sozinho. Como cada emoção nos afeta hoje? Confira aqui.

📇 Artigo: E quando o coronavírus passar, quem seremos? Leia aqui. 

📇 Dica: 9 dicas de como evitar caos emocional em tempos de crise: Clique aqui

📇 Podcast: Como a empatia nos ajuda a passar por momentos difíceis? Ouça aqui.

📇 Podcast: Por que as emoções são deformadoras da realidade. Aqui!

📇 Webinar e Podcast: Liderança – Como a crise se torna meio de evolução e transformação? Veja aqui ou escute aqui!

Transformação

Em um mundo em constante transformação, nos sentimos, diariamente, sob pressão. Muitas vezes, é necessário passar por situações que fogem do nosso controle e causam sofrimento para encontrar as forças necessárias para mudar.

E quando a transformação não é mais uma opção, só resta um convite: vamos mudar? Lembre-se: Vida é movimento, e tudo está em constante mudança, você querendo ou não.

Quando pensamos em mudanças, tendemos a olhar para nossa vida pessoal e profissional como algo alheio aos relacionamentos que temos, à empresa em que trabalhamos e ao meio em que vivemos. No entanto, pesquisas recentes do BCG comprovam que tudo está interligado e que as emoções influenciam diretamente no nosso sucesso e no sucesso das empresas.

Então, por que a mudança é tão difícil de realizar?

Primeiro precisamos reconhecer que somos seres imperfeitos e que dependemos e realizamos tarefas por intermédio de outras pessoas. Dependemos de outras pessoas para obter nosso sucesso. Para conseguir qualquer resultado significativo, precisamos de uma equipe.

Portanto, dentre as muitas explicações possíveis, podemos elencar:

– As empresas estão mais preocupadas com questões técnicas e menos com o que as pessoas sentem e pensam.

– Cada pessoa tem suas vivências, suas motivações e muitas vezes essas questões são desconhecidas por nós mesmos.

– É o nosso passado que nos diz em que acreditamos e em como nos sentimos diante de várias situações de nossa vida.

E qual a solução?

Mudar requer consciência.

Não podemos ter pleno domínio sobre nossa própria personalidade, mas podemos ter consciência da parte que revelamos ao mundo exterior, e gerir emoções exige autoconsciência e coragem para assumir a responsabilidade pelos seus sentimentos, comportamentos, decisões e resultados.

Alguma vez você já se fez pelo menos uma das perguntas abaixo?

Que tipo de vida eu quero viver?

Como tenho agido com as pessoas ao meu redor?

Que emoção sinto quando penso em minha vida atual?

O que está me impossibilitando de fazer o que realmente quero?

Que aspectos de minha vida me impedem de pensar nas coisas

realmente importantes?

Qual palavra usaria para definir a pessoa que sou?

Tornar-se consciente dos sentimentos e aprender a confiar neles é a sua melhor fonte para informação e tomada de decisões. Ao fazer isso, você melhora seus relacionamentos, é capaz de gerenciar melhor seus projetos e ser um líder melhor para as pessoas.

O resultado é que a transformação pessoal reflete na vida profissional. Um negócio também depende da transformação de indivíduos. Em nossa experiência, pessoas e empresas não se dedicam o tempo suficiente na observação e compreensão de suas próprias motivações, seus propósitos ou indo além de suas próprias zonas de conforto intelectuais e emocionais.

Você está preparado para transformar?

A escolha de fazer um 2020 muito melhor é sua!

E se 2020 for a sua chance de fazer algo diferente?

Hora da reflexão:
Atingiu todas as metas do ano?
Está satisfeito com seus resultados?

Pensando nisso, preparamos o IENEAGRAMA WEEK!

→ → → Acesse: https://conteudo.ieneagrama.com.br/iweek

Uma semana de conteúdo online, proporcionando momentos de bate-papo com o objetivo de tornar mais claro quem somos, o que fazemos e como você pode ter resultados melhores na sua vida pessoal e profissional.

Não perca, confira o que teremos em cada dia:

• 12/11 – Transformar atitudes, como?
Em um webinar ao vivo, Edu Rosa e Helô Labres, irão conceituar de forma simples e didática o que é o Eneagrama da Personalidade, o que ele nos oferece de melhor e responderão as dúvidas mais frequentes.

• 13/11- Os novos treinamentos exclusivos IE
Assista o bate papo entre Mário Echeverria e Frann Silva e conheça o Eneagrama Processual, a chave para alavancar os resultados dos seus projetos de forma definitiva, e o Eneagrama Avançado.

• 14/11- O fim é só o começo
Em um conteúdo exclusivo para eneagramados IE, Mário Echeverria e Edu Rosa falam como viver o Eneagrama após o término do ciclo do treinamento Eneagrama da Personalidade.

• 15/11- Conteúdo SURPRESA
Será revelado apenas no dia, aguarde 🙂

→ → → Acesse: https://conteudo.ieneagrama.com.br/iweek

A escolha de fazer um 2020 muito melhor é sua!

A escolha de fazer um 2020 muito melhor é sua!

Por que grandes gestores investem no Eneagrama?

Todos os meses, no Brasil, mais de 30 mil pessoas buscam no Google sobre eneagrama. As buscas vêm de todos os locais do país e estão associadas a gestão de pessoas e autoconhecimento. Não é à toa que grandes players da indústria, da economia e do entretenimento enxergam no eneagrama um treinamento decisivo para a performance da equipe. Mas o que os grandes gestores esperam deste treinamento?

Ser líder é estar conectado com o outro, mas também pode ser um lugar solitário. A evolução pessoal e profissional é intransferível. Você pode conversar com o RH, pode ter amigos no trabalho, mentores que ajudam na sua trilha de carreira. Mas a transformação, o esforço e o resultado são seus. O eneagrama é um treinamento individual, ainda que seja realizado de forma coletiva.

Acesse o webinar e veja como o IEneagrama transformou a Unilever.

Em tempos de multicanal, uma equipe diversa é essencial. Você já deve ter presenciado a seguinte situação: A pessoa X é muito competente e engajada e a pessoa Y é muito bem relacionada e tem muita experiência. Mas X e Y não conseguem trabalhar juntos, não se conectam. Em alguns casos, a performance em dupla é tão ruim que chegamos a duvidar da capacidade de algum dos envolvidos. Até que chega a pessoa Z, torna tudo mais equilibrado e o time começa a fluir bem. Se isso já aconteceu próximo a você ou até mesmo com você, provavelmente ocorreu por uma questão de equilíbrio de perfis. Em uma equipe, precisamos ter várias forças de ação e conhecer a fundo a personalidade de cada uma das pessoas envolvidas transforma o resultado.

Por fim, conhecer além do seu próprio padrão é essencial para ser um grande gestor. No treinamento do eneagrama, você conhecerá os 9 tipos de personalidades que podem ser adotados. Mas, para cada um desses tipos, há desdobramentos e a relação com os outros eneatipos também influencia no comportamento humano. Conhecer mais sobre a mente humana e as dores e gatilhos de certos comportamentos é transformador – para o líder e para quem está à sua volta.

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Por que devo contratar o Eneagrama In Company?

Enquanto gestores, precisamos aprimorar o nosso olhar em vários cenários, entendendo cada desafio de forma abrangente, e pensando nas consequências de cada novo passo. Além de pensar na empresa e em suas necessidades, um bom gestor sempre está com a antena ligada para esses dois pilares: o grupo e o indivíduo.

A humanidade anda em bando e, por isso, sobreviveu até hoje. Sozinhos, somos frágeis, muitas vezes indefesos e desprotegidos. Juntos, somos os maiores predadores e os maiores benfeitores do planeta. Temos o instinto de grupo há tanto tempo em nosso DNA que fazer alianças é tão natural quanto acordar, dormir, comer. Buscamos o outro e, no outro, aquilo que precisamos para potencializar nosso lugar no mundo.

Mas também já aprendemos que a singularidade de cada indivíduo é essencial para fortalecer o grupo. E é por isso que, nos dias de hoje, equipes multidisciplinares costumam ter melhor performance que times em que todas as pessoas têm o mesmo perfil de comportamento. Aprendemos que além de precisar do outro, também precisamos conviver com o outro, de forma integral, com todas as qualidades e dificuldades que uma vivência exige.

Com essa visão de mercado, muitas empresas investem em treinamentos corporativos. Mas será que um treinamento que visa “nivelar” todo o grupo em uma régua, é eficiente nos dias de hoje?

O usuário quer estar no centro da experiência

Em tempos de protagonismo e usuário no centro da ação (como nas redes sociais ou nos aplicativos de serviço, por exemplo, em que tudo é realizado de forma personalizada), é difícil pensar em uma experiência que todos os membros de um time se sintam contemplados e, com isso, estejam engajados a respeito do tema do treinamento. Há treinamentos de liderança e gestão que, sem dúvidas, trazem um bom panorama de mercado e ferramentas para os líderes do futuro. Mas como ter uma ação engajada, um envolvimento de equipe consistente e que também seja tangível, aplicável no dia a dia?

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Crie experiências personalizadas e intransferíveis

Pensando em potencializar a experiência, uma boa estratégia é criar cenários coletivos em que cada integrante do grupo se sinta protagonista. O eneagrama da personalidade, por exemplo, oferece uma vivência em conjunto que amplia a efetividade do treinamento, mas que também proporciona um impacto individual e intransferível para cada participante.

Mas qualquer empresa pode fazer o treinamento in company?

Sim, não há número mínimo de funcionários para realizar o treinamento na empresa. O que pode acontecer é que esses funcionários sejam convidados a realizar o treinamento junto a uma turma. A soma de experiências e a troca entre pessoas de diferentes cenários é muito rica na construção do treinamento.

O que minha empresa ganha com o eneagrama da personalidade?

O eneagrama da personalidade proporciona autoconhecimento, inteligência emocional e mais segurança à equipe, transformando a maturidade do time em performance e superação. Um time engajado, que acredita no seu próprio potencial, tende a vender mais, a ser mais produtivo e criar novas narrativas dentro da empresa.

Clique abaixo e simule um orçamento de um treinamento in company do eneagrama da personalidade.

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Virei líder e agora? Os desafios da nova liderança

A geração Z, composta de pessoas que nasceram a partir de 1995, chega a ser maioria no planeta terra em 2019, representando 32% da população. Isso significa que esses jovens já estão no mercado de trabalho e, muitos deles, liderando equipes e com cargos em ascensão. Além de ter uma nova geração, com uma nova forma de liderar e se comportar chegando ao protagonismo das corporações, também temos um novo comportamento, que abrange a todos, independente da geração.

A gestão vertical, a hierarquia sem diálogo e a imagem do chefe austero têm saído de cena. Quem entra, no lugar dessa verticalização, é uma gestão mais horizontal e humana. Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, até 2020, inteligência emocional será uma das competências mais exigidas no mercado de trabalho. E quem não estiver olhando para isso hoje, pode estar fora do mercado de trabalho amanhã.

O líder de 2020 inspira, não ordena. Afinal de contas, com tantos estudos sobre comportamento humano, está cada vez mais claro que não podemos forçar alguém a executar uma atividade de forma exemplar – ela só fará se tiver motivação para isso. É importante que o líder saiba a quem e o que quer inspirar. E, diante disso, se aprofundar no conhecimento de pessoas e, mais que tudo, no seu autoconhecimento.

1To1 e pirâmide invertida

Empresas do mundo inteiro têm investido na metodologia do one to one. Trata-se de uma reunião entre duas pessoas (geralmente um gestor e seu subordinado), em que as cartas podem ser postas à mesa sem medo. Não é um feedback, tampouco uma conversa corriqueira. É mentoria e metodologia para que líderes e liderados sejam cada vez mais próximos. Num momento em que as buscas por “como dar um feedback” caem no Google e as de “como fazer one to one” sobem, temos uma base de dados sólida sobre este novo tipo de comportamento.

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Já no caso da pirâmide invertida, o líder se ocupa das atividades mais operacionais e massantes, enquanto o restante da equipe tem autonomia para se ocupar do que é mais instigante. Isso significa que o papel do líder não é proporcional à importância das atividades que ele faz, mas principalmente de como ele as faz.

Não é necessário fliperama e nem mesa de sinuca

Em alguns casos, a gestão moderna e horizontal foi estereotipada por empresas como startups e novas companhias, em que a chamada para a nova gestão se apresentava na arquitetura e até nos objetos de decoração, mas de nada adianta, se o chefe não tem uma boa relação com o funcionário. Mas se a sua corporação é tradicional, ainda assim é possível inovar – e, mais que possível, necessário – no modelo de liderança. Afinal de contas, não se trata de uma tendência, mas de uma mudança estrutural, em que transformamos nossa forma de relacionamento humano e, por consequência, a gestão de pessoas no ambiente corporativo.

O novo líder precisa ser, mais do que nunca, humano. E estar conectado com ferramentas de autoconhecimento e gestão de pessoas é uma forma de estar inserido neste novo modelo de liderança. Se você está nesse momento, talvez o eneagrama seja uma ferramenta fundamental.

Afinal de contas, estamos todos aprendendo a liderar de um novo jeito. E ficar para trás ou ir em frente é uma escolha que só nós mesmos podemos fazer.

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De frente com o trainer – Conheça a história de Daniela Camargo

Daniela Camargo, trainer do Instituto Eneagrama e gestora à frente da franquia de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Daniela iniciou sua jornada com o Eneagrama há quase 12 anos, e hoje se vê como uma pessoa que possui consciência de suas habilidades, algo que a permitiu construir uma carreira de sucesso.

Em entrevista exclusiva para o blog do IE, ela nos conta sua trajetória até aqui e como o Eneagrama a ajudou a compreender sua personalidade.

Como descobriu o eneagrama?

Meu primeiro contato com o Eneagrama, foi bem antes dele se tornar uma rede de franquias. Há 12 anos, conheci um grupo de pessoas aqui no Brasil que tinham formação na ferramenta, então, decidi fazer um processo de imersão intensiva de 3 dias. A primeira sensação que tive com o Eneagrama foi um pouco confusa, foi como comer uma pizza de 9 pedaços, cada um com um sabor diferente. Como não tive um acompanhamento pós curso, fui em busca de livros e conteúdos sobre a ferramenta, procurando entender como funcionavam as metodologias. A partir disso, comecei a identificar alguns padrões comportamentais que são característicos do meu tipo.

Como e quando o eneagrama se tornou profissão?

Depois de dois anos e meio que realizei o treinamento, soube, através de um colega, que foi trabalhar na parte financeira de uma franquia de Eneagrama em São José do Rio Preto, tive a oportunidade de fazer parte de um programa de formação e passei a acompanhar mais de perto todo este processo. Neste momento eu já compreendia com mais propriedade a ferramenta e então pedi para fazer parte da equipe.

Como foi a primeira turma?

A minha primeira turma foi bem no começo do programa de formação, então, não tive um tempo grande de preparação. Eu realizava o meu treinamento a partir das aulas ministradas por outro trainer. Quando tive a oportunidade de ministrar a minha primeira aula sozinha, estava extremamente nervosa e com uma expectativa muito alta, pois eu tinha a missão e a responsabilidade de fazer com que um grupo de pessoas entendessem o conteúdo de forma fácil e clara. Isso me gerou uma autocrítica muito grande, que só com o tempo e com a experiência eu fui conseguindo administrar. Mas ainda hoje, a cada turma, o frio na barriga e a sensação de desafio são constantes.

Como é trabalhar com o eneagrama?

Eu vejo o eneagrama como um preparador de terreno para qualquer conhecimento posterior. A partir do conhecimento das minhas habilidades, emoções e limitações, qualquer outro curso, formação ou conhecimento se torna mais efetivo.

Qual história marcou sua trajetória com o eneagrama?

Durante a minha trajetória dentro do Eneagrama eu presenciei diversas histórias marcantes. A minha é uma delas. Eu tenho uma personalidade tipo 9, que resiste muito a qualquer tipo de mudança ou situação que a coloque fora da zona de conforto. A partir do momento em que eu conheci o eneagrama, vivi um grande desafio: saí da cidade onde morei a minha vida toda e fui para uma outra cidade. Lá eu só conhecia duas pessoas, que estavam investido em um negócio, que até então era completamente incerto. Isso, fez com que eu me desafiasse bastante e passasse a confiar mais em minhas habilidades e capacidades. Hoje sou uma pessoa extremamente diferente, que busca se desafiar sempre.

Outro momento marcante durante a minha carreira no instituto, foi quando realizei uma live sobre relacionamento com uma ex-aluna que era digital influencer na cidade. Ela e o marido, fizeram o eneagrama da personalidade juntos e segundo ela a quase 4 anos eles possuem uma relação mais próxima e assertiva, sem brigas e discussões, o que acabou salvando o casamento. A live, alcançou quase 400 pessoas.

Definir o Eneagrama em uma frase?

O eneagrama tem a capacidade de tirar o véu que cobre nossa possibilidade de ver a vida de forma clara e condizente com a nossa essência.

Definir a sua trajetória em uma palavra.

Superação.

Quem era a Daniela antes do Eneagrama?

A Daniela antes do Eneagrama era uma pessoa insegura, com uma autoconfiança extremamente frágil, que conhecia pouco da vida e do mundo e que necessitava ter estabilidade financeira acima de tudo. Ela sempre fazia tudo o que esperavam dela.

Daniela depois do Eneagrama?

A Dani depois do Eneagrama é uma pessoa que tem plena consciência da sua capacidade, das suas habilidades, da diferença que ela pode causar no mundo e o quanto que ela pode ser e fazer de acordo com o que ela deseja alcançar e não do que as pessoas acham que ela tem que ser e/ou fazer.

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Como o Eneagrama pode ajudar na gestão da minha equipe?

Todos os meses, o Google recebe aproximadamente 30 mil buscas pelo termo eneagrama. Em paralelo a isso, há mais de 40 mil buscas mensais sobre liderança. Muita gente procura um treinamento de eneagrama com a expectativa do autoconhecimento – e não tem nada de errado com isso. Mas o que precisamos aprofundar em nosso mindset é a convergência dessas duas demandas. Quando nos conhecemos melhor, somos líderes melhores. Por isso, eneagrama tem tudo a ver também com uma boa gestão.

Independente do número de pessoas que você lidera, a responsabilidade que você passa a ter sobre a vida das pessoas é gigante. Uma palavra, uma atitude ou a decisão de um líder pode impactar de forma definitiva a carreira de uma pessoa.

O eneagrama pode ajudar de forma objetiva e tangível. Quando nos conhecemos melhor e aprendemos também sobre outros padrões de comportamento, podemos articular melhor a nossa liderança.

As ferramentas de gestão de pauta, os softwares de videoconferências, os celulares, os aplicativos que facilitam a nossa jornada como gestores – tudo isso potencializa a nossa eficiência, mas não é assim que nos tornamos eficientes. O que nos diferencia de um mau líder não está vinculado com a tecnologia e sim com um software mental: a nossa vontade de fazer a diferença e impactar negócios e carreiras.

O eneagrama é um importante aliado de carreiras, pois apenas com o autoconhecimento e com o mapeamento de padrões de comportamento, podemos realmente prolongar a nossa vida útil de gestão.

Quando fazemos o treinamento do eneagrama, vivemos uma experiência em grupo. Descobrimos muito do nosso padrão de comportamento e também assistimos a outras descobertas e outras formas de neutralizar as ações.

O eneagrama é uma poderosa ferramenta de transformação. E quando falamos da nossa vida e cotidiano, não há como não pensar na imensa riqueza que esse treinamento traz para a nossa vida corporativa.

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Por que contratamos pessoas pelo currículo e demitimos pelo comportamento?

“Ao procurar pessoas para contratar, você busca três qualidades: integridade, inteligência e energia. Se elas não têm a primeira, as outras duas matarão você”, a frase é do Warren Buffet, um dos executivos com maior capital do mundo, segundo a Forbes. Se você pudesse recontratar todas as pessoas da sua equipe, faria isso? E se tivesse uma seleção para a vaga que ocupa na sua empresa, se candidataria?

O mundo corporativo e a vida pessoal não são tão diferentes. Se tem algo que não se transforma, independente se estamos de crachá ou não, é a conduta. E quando falamos de conduta, muitas vezes estamos falando de algo que não podemos transformar.

Porém, dentro das nossas equipes e do ecossistema em que estamos inseridos, como podemos potencializar as qualidades das pessoas que trabalham conosco e nossas próprias qualidades? Como diferenciar o que é mutável e aquilo que não adianta tentar, é uma questão intransferível de alguém?

Todas as habilidades técnicas de trabalho podem ser ensinadas. Mas comportamento é algo difícil de mudar. Não depende apenas do gestor ou da cultura da empresa, depende principalmente da vontade do funcionário. Quando temos dentro de um feedback queixas ou reclamações em relação ao comportamento de um funcionário, a melhoria é menos tangível.

Talvez seja por esse motivo que contratamos pessoas pelo currículo e demitimos pelo comportamento. Antes de nos conhecermos no dia a dia, podemos mensurar o desempenho de alguém pela descrição de suas atividades anteriores. Mas a real disposição de um funcionário de lidar com a equipe, cumprir suas atividades no prazo e estar empenhado com o crescimento da empresa só são percebidos pelo cotidiano.

Uma boa alternativa antes de contratar é pedir referências não apenas do setor de RH da empresa anterior, mas também de quem foi gestor e quem foi liderado pelo candidato. Empresas como 99 e Nubank, unicórnios brasileiros, já aderiram ao método na hora de contratar.

Afinal de contas, uma relação entre profissionais é, nada mais, que uma relação P2P – de pessoa para pessoa.

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De frente com o trainer – Conheça a história de Luciano Iepsen

Luciano Iepsen, trainer do Instituto Eneagrama e gestor à frente da franquia de Santa Cruz (RS), iniciou sua jornada com o eneagrama há 8 anos. Hoje, vê o eneagrama como uma ferramenta de transformação, tanto profissional quanto emocional.

Depois de perceber um padrão comportamental que o impedia de realizar seus sonhos, Luciano descobriu como, a partir do eneagrama, gerir suas emoções e atitudes de forma eficaz e assertiva. Em entrevista exclusiva para o blog do IE, ele nos conta sua trajetória até aqui.

Confira o De frente com trainer com Luciano Iepsen:

Como descobriu o eneagrama?

Trabalhei durante muitos anos na área industrial, atuando no setor de engenharia de produção. Toda minha formação era baseada em conhecimentos técnicos. Possuía um perfil extremamente calmo, ponderado e dificilmente me posicionava com mais assertividade. Com o tempo, percebi que esse padrão comportamental me impedia de assumir novos desafios. Decidi buscar por cursos e treinamentos que pudessem auxiliar meu desenvolvimento pessoal.

Em 2010, quando conheci o eneagrama, descobri que minhas habilidades e competências emocionais não estavam alinhadas com a área técnica e sim com o lado humano. Percebi que durante anos me dediquei a construir uma carreira de sucesso amparado em conhecimento técnico, e ao saber que minhas habilidades não estavam alinhadas com a profissão, fiquei um pouco frustrado. Vi que por falta de autoconhecimento, deixei de utilizar o melhor do meu potencial, tentando ser o que o mercado de trabalho pedia, e não quem exatamente eu era. O eneagrama me permitiu descobrir também que, independente da área profissional que fosse seguir, precisava desenvolver meu lado assertivo e me comunicar de forma mais clara e objetiva.

Como e quando o eneagrama se tornou profissão?

Foi em 2010, logo após realizar o treinamento. Como essa ferramenta me ajudou a enxergar e a corrigir muita coisa que eu não percebia, passei a compartilhar com outras pessoas, ajudando assim a montar as turmas aqui em Santa Cruz do Sul (RS). Em alguns meses, entrei para o processo de formação e instrução, mas ainda trabalhava paralelamente na área industrial. Comecei a ministrar para algumas turmas aqui em Santa Cruz e em algumas cidades do interior do Rio Grande do Sul. Essa vivência me permitiu perceber que estava ali meu propósito. Em 2012, fui convidado a assumir a gestão da franquia de Santa Cruz do Sul e região. Decidi me desligar da empresa onde trabalhava para empreender nesse projeto. O apoio da família ajudou bastante no processo de transição.

Como foi a primeira turma?

Ministrei a minha primeira turma em 2011, o que foi muito interessante, pois eu ainda me sentia inseguro, mas a certeza de que estava fazendo algo que poderia mudar a vida daquelas pessoas presentes na sala me fazia seguir em frente.

Como é trabalhar com o eneagrama?

Vejo o eneagrama como um instrumento de transformação e principalmente de equilíbrio emocional. Eu costumo dizer que as pessoas não têm ideia do potencial que elas possuem. Nós não conhecemos a força que temos, e, ás vezes, só usamos uma parcela desse potencial. Com o eneagrama, é possível identificar com clareza quando e como nossas emoções são competências fundamentais ou quando se tornam nosso maior sabotador. Funciona como duas pontas de uma mesma corda, e o indivíduo no seu trabalho ou em relações pessoais precisa estar consciente e identificar qual ponto da corda é preciso puxar para obter o melhor resultado. Fazer parte dessa mudança de perspectiva é realizador.

Qual história marcou sua trajetória com o eneagrama?

Um momento especial foi quando o meu filho, que tinha apenas 13 anos na época, realizou o treinamento. Mesmo com a pouca idade ele teve a percepção de que tinha alguns traços de personalidade já estabelecidos e decidiu fazer o treinamento. O eneagrama lhe permitiu compreender de forma consciente suas limitações e também perceber seu potencial, e hoje conseguimos conversar abertamente sobre os desafios em relação aos estudos, a busca por uma profissão e mesmo até sobre conflitos emocionais típicos da adolescência. Este momento foi bem marcante, porque de certa maneira nos aproximou ainda mais.

Defina o Eneagrama em uma palavra.

Transformação.

Defina a sua trajetória em uma palavra.

Autorrealização.

Quem era o Luciano antes?

O Luciano era uma pessoa com muita vontade de realizar algo maior, mas com uma visão bastante limitada e com muita dificuldade de se posicionar. Hoje tenho consciência do que eu quero e do que precisa ser dito, consigo manter um posicionamento mais firme e assertivo.

Luciano depois do Eneagrama?

Um indivíduo que reconheceu que profissão e propósito podem e devem andar juntos.

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Por que não consigo conversar com o meu chefe?

Medo, pavor, insegurança, frio nas mãos. Essas são algumas respostas comuns para a seguinte pergunta: como você se sentiria se precisasse pedir um aumento a seu chefe?

Não se trata apenas do conceito antigo do chefe autoritário. Em ecossistemas mais modernos, como startups, fintechs e outros novos modelos de negócio, a aflição do diálogo ainda pode estar lá. Medo de chefe não tem nada a ver com modernidade. Tem tudo a ver com gestão emocional.

Mas, pensando de forma clara, por que é tão comum colocar esse lugar de liderança distante do nosso lugar de fala? Por que não nos sentimos à vontade para conversar, desabafar, falar de forma sincera com nossos líderes?

Estamos do mesmo lado?

A primeira pergunta que você precisa responder é: você acha que joga junto com seu chefe? Estão do mesmo lado do jogo ou cada um joga sozinho? Quando nos sentimos próximos na essência, fica muito mais fácil de conversar de forma franca e próxima. Mas quando nos colocamos do lado de cá e o chefe do outro lado do campo, é realmente difícil construir essa linguagem sincera. Afinal, honestidade demanda intimidade.


Você pode falar tudo, mas não de qualquer jeito

Em um ambiente saudável, com diálogo aberto e disponibilidade de todas as partes de ouvir e compreender, tudo pode ser dito. Mas não de qualquer forma. Pense que temas difíceis para você costumam também serem difíceis para seu chefe. Agir com honestidade não impede que a fala tenha empatia e gentileza. Ainda que o seu desabafo parta de um ponto de desconforto e insegurança, agir com maturidade e cuidado torna a conversa mais produtiva. Para todo conflito, deve haver uma conversa e não um confronto.

Contra fatos não há argumentos?

Uma estratégia que costuma nos deixar um pouco mais seguros é começar a conversar a partir de um fato concreto. Por exemplo, imagine que você tem um colega de trabalho que lhe interrompe sempre que você tenta apresentar uma nova ideia. Se você chegar para seu chefe abrindo o jogo de tudo que acredita que o seu colega é e faz, pode parecer fofoca ou até pirraça. Mas se você começa com “Bem, você lembra daquela reunião que tentei me colocar e o meu colega me cortou? Isso tem acontecido o tempo inteiro”, a abordagem pode ser bem mais convincente. Dar exemplos concretos possibilita que a sua fala seja escutada como verdade e não como queixa. E um bom chefe sabe diferenciar uma boa conversa de uma reclamação infundada.

Esteja disposto a talvez não agradar o seu chefe o tempo inteiro. Ele, você e todos nós precisamos de desconforto de vez em quando. Ninguém vai para frente sem sair do lugar.

Uma conversa é feita, no mínimo, em dupla

Para que haja uma conversa, é preciso que as partes envolvidas estejam dispostas e conectadas. Respire fundo, pense no que aflige você e nos danos que isso pode trazer para sua carreira. Marque um horário, se prepare, ou encontre uma oportunidade no cafezinho. Mas falar de forma clara e objetiva é sempre a melhor opção. No final do dia, você vai estar mais aliviado. Afinal de contas, quando falamos de pessoas – e uma liderança é sempre sobre pessoas – estamos falando de emoções e afetos. E para gerenciar nossas atitudes, precisamos colocar as emoções no lugar. Conversar com o chefe pode não estar no seu job description, mas pode impulsionar sua carreira de uma forma que você não imagina.

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Como controlar sua equipe? Spoiler: isso é impossível

Existe uma caricatura do chefe mandão. Aquele que exige e as pessoas obedecem, de cabeça baixa, sem questionamentos. Com tantas transformações no mundo, está cada vez mais difícil seguir esse estereótipo austero, muito porque, hoje, muitas empresas já conhecem o poder e a importância do diálogo para estruturar o trabalho e a equipe. Além do quê, é um peso muito grande encarar a persona non grata dia após dia, levando o peso disso nas costas e também no coração.

Se você já teve um chefe assim – e a gente sabe que a maioria das pessoas já passou por isso – sabe o quanto isso influencia negativamente a equipe, tornando o cotidiano pesado e solitário. E se os gestores de empresas tradicionais agora vão trabalhar de bermuda, as empresas têm playground e mesa de sinuca, os CEOs são jovens e a cada ano a transformação é mais intensa, talvez não haja mais espaço para esse papel do chefe temido. Hoje, a ideia é compartilhar e para isso é preciso entender que o controle é muito subjetivo.

Controle, no dicionário, significa:

  1. ato ou efeito de controlar(-se).
  2. instituição, órgão, setor etc. ao qual compete monitorar ou fiscalizar.

A verdade é que prazos, métricas e demandas podem ser controladas. Mas controlar as pessoas é uma tarefa impossível. Quando solicitamos uma entrega, precisamos ser claros e objetivos quanto às expectativas, mas também aceitar que quem realizará a demanda tem suas próprias referências e sua própria bagagem. É ingênuo cogitar que podemos controlar atitudes. E, ainda se por fora a equipe for apática, movida apenas pelo que foi exigido, ainda assim, por dentro, vão estar todos opinando, concordando ou discordando. Dificultar o diálogo faz com que todos – equipe, chefe e empresa – percam com a riqueza da troca. E quando isso acontece, todos sofrem.

Liderar não significa mandar. Na verdade, o líder é um facilitador de tarefas. É a figura que impulsiona e possibilita conquistas, tornando o cotidiano mais produtivo e desafiador. Para isso, não é preciso controle. É necessário confiança.

Para começar a medir o seu índice de confiança, faça o seguinte questionamento: você contrataria os integrantes da sua equipe novamente? E, ainda, você se interessaria novamente por uma vaga na empresa em que trabalha? Se essas respostas forem negativas, talvez seja hora de repensar a sua estratégia e, quem sabe, a sua colocação. Afinal, mandar e obedecer já saíram de moda. Mas o bem-estar e a produtividade jamais sairão.

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Como não deixar as emoções interferirem no seu trabalho

Muita gente confunde emoção com sentimento. Sentimento é uma elaboração sofisticada do nosso cérebro, que nos faz descobrir como nos sentimos em relação a alguma coisa ou alguém, de acordo com nosso repertório de vida e uma série de experiências e lembranças.

Emoção vem rápido. É a parte animalesca do nosso corpo. Vamos imaginar que você está no meio da selva e encontra um leão. Se você for elaborar o sentimento, vai calcular quanto o leão corre, quanto você corre, vai pensar em rotas, vai talvez sentir vontade de acariciar o leão ou observá-lo. E, até isso tudo acontecer, ele te devora. Por isso, nossos registros mais primórdios nos protegem e emanam senso de proteção ao nosso corpo. Você vê um leão e corre. E isso é pura emoção.

Podemos dizer que entre a informação e o sentimento tem uma série de emoções processadas. E se não estivermos preparados, a emoção pode falar mais alto em nosso dia a dia.

Você pode ser ou já ter trabalhado com alguém explosivo. Aquele colega que não aceita feedback ou que tem reações exageradas quando lida com dificuldades. Pode ser falando mais alto, chorando no banheiro ou simplesmente congelando – violência nem sempre é expressada com atitudes físicas.

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Trabalhamos oito horas por dia, entre cinco e seis dias por semana. São mais de duas mil horas por ano no ambiente do trabalho. Isso quer dizer que dos 365 dias do ano, você passaria mais de 100 trabalhando sem pausas se o trabalho fosse ininterrupto. Quando não temos ferramentas que nos ajudam a lidar com esse ambiente – muitas vezes competitivo e desafiador – baixamos a guarda e deixamos as emoções mais primitivas virem à tona. E isso nos faz ter uma postura enfraquecida, que pode comprometer toda a nossa carreira, dificultar relações e, até mesmo, inflamar conflitos.

Para tentar agir com calma, ainda que com várias emoções emanando em nosso corpo, precisamos convocar o nosso lado racional e entender, de forma objetiva, o que está acontecendo. Se alguém disse algo que não concordamos e essa pessoa está em um momento de emoção, talvez seja melhor esperar um pouco até mostrar um contraponto. E, quando fizer, é importante não utilizar expressões pessoais como “você me deixou chateado”, mas frases que falem do trabalho, como “eu não concordo com a solução apresentada”.

Dentro do ambiente corporativo e também em nossas casas e com amigos, o a forma de lidar com as pessoas pode influenciar não apenas na qualidade de nossas relações, mas também em como somos interpretados. Entender de onde vem os impulsos e raciocinar sobre nossas atitudes enquanto estamos emocionados faz toda a diferença.

Café para acordar e calmante para dormir – o glamour do estresse no trabalho e nas relações

Parece que virou rotina não se ter tempo. Ou, quando se tem tempo, não estar relaxado. O ócio e a capacidade de liberar a agenda para simplesmente não fazer nada junto com quem amamos – e isso já é fazer tanto – são cada vez mais raros em nossos cotidianos. Mas será que foi sempre assim?

A série de TV inglesa Downton Abbey, lançada em 2010, conta a história de uma aristocrática família do Reino Unido, os Crawley. A série se passa em 1912 e em determinado momento, a família, que tem uma verdadeira legião de empregados, e como principal tarefa organizar jantares, cavalgar e descansar, se depara com um primo que exerce a função de advogado. Eles ficam perplexos, não sabem o que é trabalhar. A matriarca da família chega a perguntar: o que significa final de semana? De tão distante da nossa realidade, a cena chega a ser cômica. Mas não deixa de ser interessante pensar em um tempo, ou sociedade, em que o ócio era o grande luxo e que o trabalho – fosse ele braçal ou intelectual – era visto como uma parte menor do que poderíamos fazer com o nosso tempo.

Hoje, os valores se transformaram e, ainda bem, vivemos em um tempo em que além do exercício do trabalho ser enaltecido, as pessoas têm buscado trabalhar cada vez mais com o que gostam, o que deixa tudo mais divertido e instigante.

Mas estamos também vivendo uma era em que é vergonha estar disponível e existe uma romantização da falta de disponibilidade. Aquele amigo que falta a todos os eventos sociais por trabalhar demais logo é visto como bem-sucedido. A chefe que chega antes de todos e só sai tarde da noite do trabalho é idealizada. Equipes que trabalham nos finais de semana são vistas como mais produtivas. E, pouco a pouco, temos o glamour do estresse instalado em nossas cabeças, com um mindset de crescimento voltado para esse perfil: alguém sem tempo, não presente, que não dorme e não descansa. E, quando percebemos, estamos tomando café para acordar, calmante para dormir e o som que mais amedronta na vida é o do despertador.

Pausa. Respire.

Talvez a gente tenha esquecido como se descansa. Sem celular, sem música, filme e seriado no streaming. Aliás, pode até ter tudo isso, mas é importante que também tenhamos momentos de silêncio, em que possamos relaxar nossa mente e pensar em nada…

Já falamos sobre o mundo contente dos ouvintes aqui

Querer suprir todo o tempo disponível com atividades do trabalho pode significar que você está preenchendo alguma lacuna da sua vida com excesso de dedicação em um determinado campo. Além de respirar, que tal analisar a sua rotina e procurar encontrar espaços para investir em você e nas suas relações? O ócio criativo pode fazer muito bem, inclusive, para o profissional que você é.

Uma vitória e uma tragédia podem ser a mesma coisa – o sucesso e o pavor de ser feliz

Você sabia que ganhar na loteria e ter um acidente que paralisa todos os movimentos podem trazer sensações parecidas? Ganhar tudo o que se quer e perder tudo o que se tem causam a mesma perspectiva: mudança total de vida. É quase como se a felicidade máxima e a tristeza profunda fossem irmãs. Mas por que será que isso acontece?

No artigo Lottery Winners and Accident Victims: Is Happiness Relative? de Philip Brickman e Ronnie Janoff-Bulman, a associação entre pessoas acidentadas e ganhadores da mega-sena é feita de forma clara e o princípio da adaptação traz uma anunciação: não importa qual a sua vitória ou progresso, em breve, você não estará mais satisfeito.

Para muitos, isso pode ser um boicote à felicidade, mas é preciso lembrar que a sensação de incompletude é totalmente irracional. E o sentimento de falta vem muito das expectativas – muitas vezes fantasiosas – do que acontecerá após um grande momento.

Quando nos emocionamos, ativamos uma parte do cérebro chamada sistema límbico, relacionada também à memória. Ou seja, quando liberamos grandes emoções, registramos na memória o que sentimos. É muito comum, por exemplo, que as pessoas lembrem exatamente onde estavam quando souberam do ataque terrorista do 11 de setembro – elas descrevem não apenas o local em que tiveram a notícia, mas tudo o que pensaram naquele momento. Quando o momento é sobre nós, também gravamos tudo o que pensamos e sentimos, ainda que sejam poucos segundos. Durante um acidente de carro, algumas pessoas sempre que relatam o ocorrido, dizem: “naquele momento, pensei que iria morrer”.

Agora imagine que alguém está acompanhando a apuração da mega-sena e descobre que tem o bilhete premiado. Naquela noite, o vencedor faz planos com os seus novos 200 milhões, pensa nas doações que fará para a família, nos imóveis e viagens que agora estão ao seu alcance. Na manhã seguinte, descobre que mais 10 pessoas também tiveram bilhetes premiados. Ou seja, serão 20 milhões e não 200. Como num passe de mágica, 20 milhões não parecem mais suficientes, uma frustração chegou antes mesmo do dinheiro chegar à conta. Ao mesmo tempo, uma pessoa acidentada que perdeu todos os movimentos das pernas e imaginou que nunca mais iria andar, recebe o diagnóstico de que a paralisia é momentânea. Nesse momento, é possível que uma pessoa que se acidentou seja mais feliz que uma que acaba de ganhar na loteria.

O fortalecimento do selfie, do eu, da nossa essência, é o que nos possibilita buscar formas de encontrar a felicidade em momentos de histeria e também nos de tristeza. O reforço sobre o que se é nos possibilita enxergar o mundo com mais fidelidade e não deixar que eventos externos e pontuais nos decepcionem, nos enganem e nos tragam uma frustração por uma expectativa que nem tínhamos há poucos segundos.

Somos todos vulneráveis às emoções fortes e nos deixar influenciar pelo que nos ocorre nos prova que estamos conectados com o mundo. Mas se para nós a felicidade e a tristeza podem ser tão semelhantes, é preciso trabalhar o nosso ponto de verdade e equilíbrio para que o bem-estar vença nessa dura busca pela felicidade.

Você acha que todo mundo é feliz e você não?

Algumas vezes você acha que a vida dos outros é melhor que a sua? Saiba que você não está sozinho. Fortalecer a autoestima tem sido um movimento comum. Apenas no e-commerce da Amazon, por exemplo, há mais de 50 mil títulos sobre autoestima. E, se você reparar bem, nas prateleiras de best-sellers das livrarias, também encontramos esse tipo de conteúdo. O que será que estamos buscando, afinal?

Angústia moderna

Primeiro, é preciso deixar os preconceitos de lado. Não têm problemas com a autoestima apenas aqueles que estão diagnosticados com ansiedade ou depressão. Em tempos de egos inflados e vidas montadas em redes sociais, todo mundo pode começar a se sentir mal. Essa angústia pode vir sobre o corpo – sempre idealizado, sempre em busca de um padrão, pode ser sobre os bens materiais – o carro do ano, o celular de última geração, ou pode ser sobre sentimentos – por que todo mundo é feliz e eu não? E aqui está o que precisamos mapear: de onde vem sua angústia?

Alguém é 100% feliz?

Seria ilusão acreditar que as pessoas ao nosso redor estão completamente satisfeitas. No amor, trabalho, saúde, vida familiar – todos temos batalhas, todos precisamos conquistar e ultrapassar desafios. Mas isso não fica claro aos olhos de estranhos. Por isso, quando o trabalho vai super bem mas o casamento anda turbulento, ou um problema de saúde chega, precisamos refletir: isso é tudo o que tenho ou uma parte de mim?

Seja mais gentil com você

Olhar para trás e ver o quanto já escalamos até aqui é um exercício que fazemos pouco, mas que poderíamos tentar realizar com mais frequência. Nos estudos, no trabalho, no amor ou na vida em família, com certeza você já venceu muitas batalhas. Admitir que há outras pela frente é também tentar olhar no espelho com mais gentileza. Talvez você não tenha chegado exatamente no ponto onde quer, mas com certeza já trilhou um belo caminho.

Autoconhecimento é uma ferramenta essencial. Conheça o Eneagrama da personalidade e tenha formas de lidar com quem você é

Se perdoe

Todos temos pensamentos pessimistas. Não é problema algum se você já se sentiu mal com você mesmo. Acredite, seu colega, sua mãe, seu companheiro e todos à sua volta se sentem mal de vez em quando. Se perdoe por tantas vezes acreditar que o seu mundo é ruim. A partir desse perdão, você terá a liberdade de amar quem você é. Por inteiro e sem esquecer do lado que não é tão bom assim – ele também faz parte de você.

Eneagrama para líderes e gestores

Passar pela crise e ter vantagem competitiva para crescer – esse é um dos grandes desafios do momento. Pensando nisso, no dia 01/10 o Instituto Eneagrama promoveu em São José do Rio Preto um café da manhã para 30 líderes e gestores, com uma palestra realizada pela trainer Daniela Camargo, o tema abordado foi “Eneagrama para líderes e Gestores no atual cenário brasileiro”.

Sob a perspectiva do Eneagrama, a trainer Daniela falou sobre os 9 tipos de líderes, os dons da liderança, seus valores e crenças e os riscos que cada líder pode gerar quando em stress.

Daniela reforçou, que é muito importante para qualquer líder e gestor a busca constante pelo desenvolvimento pessoal e profissional para que seja possível perceber a real necessidade de sua equipe, sem turnê over e diminuição de lucratividade. “O autoconhecimento é um potencializador rumo ao sucesso em um momento de crise como o que vivemos.”

Você é o somatório de tudo que sente, que pensa e que faz. Pouco adianta saber de todos os números e condições se você não tem habilidades para tomar boas decisões e colocá-las em prática. Pouco adianta ter boas intenções em relação ao negócio e sua equipe se há crenças limitantes sobre si mesmo. Que tipo de líder você é? Você realmente se conhece?

Qual a importância da competência emocional em sua carreira profissional?

No dia 23 de setembro a ABRH (Assoc. brasileira de RH – Noroeste/PR) promoveu o Jantar RH para mais de 100 associados. Murilo Riciardi, Franqueado e Trainer do Instituto Eneagrama Maringá e Região, foi o palestrante da noite e abordou o tema “Entendendo as competências emocionais sob a ótica do Eneagrama”.

“Foi uma oportunidade muito bacana, onde pude falar sobre o Eneagrama, dando um entendimento maior sobre a ferramenta, e enfatizar, aos profissionais de RH, a importância das competências emocionais como um diferencial de carreira”, conta Murilo sobre o evento.

Nossos sentimentos e emoções geram nossos comportamentos e, por muitas vezes, acabamos esquecendo que as emoções tem forte influência não somente em nossa vida pessoal, mas, também, em nossa vida profissional.

Conhecer as nossas emoções desperta em nós a capacidade de lidarmos melhor com elas, levando a respostas mais equilibradas nas situações do nosso dia-a-dia. Dessa forma, a competência emocional de um indivíduo reflete diretamente na qualidade de suas relações interpessoais, no seu desempenho profissional e no seu diferencial competitivo.

O autoconhecimento possibilita aprofundar o conhecimento de si mesmo e, no âmbito profissional, dá ao indivíduo um maior domínio das suas emoções e assim, mais condições de potencializar suas habilidades de liderança, negociação, resolução de conflitos e gestão de pessoas.

O Eneagrama é uma ferramenta simples e de utilização imediata na busca pelo desenvolvimento, gestão de pessoas, relacionamentos e, como consequência, diferencial de carreira.

Agradecemos a cada associado pela iniciativa de estar conosco nesse evento.

E você, compreende suas emoções?

O que as emoções tem a ver com performance profissional?

Quando pensamos em emoções geralmente pensamos em nossas vidas pessoais, mas e na vida profissional por que não fazemos o link com emoções? Em recente vídeo publicado pela Revista Exame, a Coach Eva Hirsch Pontes, nos provoca a pensar sobre as emoções no trabalho.

O fato é que não há uma distinção da vida pessoal e profissional quando falamos de emoções. Atualmente a performance profissional de um indivíduo está diretamente ligada ao que chamamos de inteligência emocional e a sua capacidade em gerir suas emoções. Ou seja, o quão hábil ele é em administrar o que sente e a forma como age. Dessa forma, a gestão emocional está intimamente ligada ao quociente emocional de cada indivíduo, que nada mais é o quanto cada indivíduo é inteligente emocionalmente.

A inteligência emocional é um conjunto de competências, que se desenvolvidas, torna-se a capacidade de reconhecer e compreender as emoções em si e nos outros, de pensar com clareza e objetividade sobre as emoções e usar esse conhecimento para gerir seu comportamento e relacionamento.

De acordo com Muriel Maignan Wilkins em publicação da Harvard Business Review, há comportamentos que se repetem em pessoas com baixa inteligência emocional. Aqui estão alguns deles:

  • Você frequentemente tem a sensação de que os outros não entendem o que você fala e isso o deixa frustrado.
  • Você se surpreende quando as outras pessoas se sensibilizam com seus comentários e sempre acha que elas estão exagerando.
  • Você acha que ter uma boa relação com as pessoas do seu trabalho não é algo importante.
  • Você cria, com relação aos outros, as mesmas expectativas que tem sobre si mesmo.
  • Você culpa os outros pelos problemas que sua equipe de trabalho enfrenta.
  • Você acha irritante quando alguém espera que você saiba como ele está se sentindo.

Para quem se reconheceu nesta lista, o autor sugere 4 estratégias para começar a trabalhar sua inteligência emocional. Aqui estão:

  1. Obter feedback.Peça e ouça o feedback. Não se torne defensivo ao que ouvir. Compreenda e utilize como propulsor de mudança em comportamentos negativos seus.
  2. Cuidado com a lacuna entre intenção e interpretação.Há uma grande diferença no que dizemos e no que os outros ouvem, ou seja, nem sempre a nossa intenção é a mesma que o impacto causado em quem nos ouve. Independentemente do que você pretende dizer, pense em como suas palavras vão afetar os outros e se é assim que você quer que eles se sintam.
  3. Pressione o botão de pausa.Ter alta inteligência emocional significa fazer escolhas sobre como você responderá a situações, em vez de ter uma reação instintiva. Portanto, ouça a si mesmo e pare para ouvir os outros.
  4. Usar ambos os sapatos.Desenvolva a empatia colocando-se verdadeiramente no lugar da pessoa, mas não descarte o que você sente. Tenha um equilíbrio em compreender o que é importante para você e para o outro.

Por fim, é importante ressaltar que é possível trabalhar a inteligência emocional e que o autoconhecimento tende a proporcionar uma constante busca por condições favoráveis à performance dos indivíduos, visto que também proporciona a automotivação e destaque seu potencial com base nas suas atitudes, forças e valores. A performance é a união entre conhecimentos e comportamentos, o diferencial está em fazer e em como fazemos com o que sabemos.

Quer ver o vídeo da Revista Exame? Clique aqui:

https://www.facebook.com/Exame/videos/vb.131180673952/10154304862188953/?type=2&theater¬if_t=comment_mention¬if_id=1465474144346309

Fonte: https://hbr.org/2014/12/signs-that-you-lack-emotional-intelligence#

O que job crafting tem a nos ensinar sobre inteligência emocional?

Algumas empresas, como a Google, estão utilizando uma técnica chamada Job Crafting, que permite aos indivíduos criarem seu próprio trabalho. O conceito de ‘job crafting’ foi desenvolvido pelas pesquisadoras norte-americanas Amy Wrzesniewski e Jane Dutton, em 2001. Para Dutton, “O Job Crafting faz parte da inovação e da adaptabilidade do trabalho. Ele alinha as pessoas de forma mais clara com os seus talentos, interesses e pontos fortes.”

A técnica consiste em redesenhar posições e direcionar suas atividades e relacionamentos para que se encaixem melhor a suas características, habilidades e pontos fortes. Dessa forma, o resultado é uma equipe mais engajada, produtiva, indivíduos felizes e entrega de melhores resultados.

A ideia não é avaliarmos técnica, mas o que está por trás dela. Dessa forma, avalie essas perguntas: Já começou uma faculdade e desistiu no meio do caminho? Já pensou em mudar de profissão? A rotina de trabalho te atrapalha? Sente-se estressado quando se vê sob pressão? Tem dificuldades em trabalhar em equipe? Não consegue delegar? Certamente você disse sim para algumas dessas perguntas. E você saberia explicar o porquê de isso ocorrer com você? Quais são e o porquê de suas escolhas, ações e reações? Quantas pessoas você conhece que são contratadas pelos excelentes currículos, mas demitidas por suas atitudes?

SE VOCÊ PUDESSE RECONFIGURAR PARTES DE SEU TRABALHO E TORNÁ-LO MAIS SIGNIFICATIVO, VOCÊ CONSEGUIRIA?

Há muito falamos sobre a importância de conhecer a si próprio. Ter claro quem se é, pontos fortes, vulnerabilidades e o que se quer ajuda o indivíduo a explorar o que é mais importante para ele no trabalho, proporcionando um maior engajamento e satisfação profissional.

É raro encontrar alguém que consiga ter a clareza desses pontos de modo satisfatório. Se você não souber localizar, denominar e desenvolver suas habilidades não alcançará os resultados que tanto deseja e nem conseguirá corresponder às expectativas da empresa.

É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos comportamentos desempenham tanto na nossa vida pessoal, quanto profissional.

Segundo pesquisa da Catho, 80% das demissões não são referentes as habilidades técnicas, mas sim por questões comportamentais. Segundo o levantamento, dentre as cinco primeiras razões, três estão relacionadas à personalidade, como relacionamento ruim com a equipe, falta de dinamismo e inaptidão para a liderança.

O QUE PODEMOS APRENDER COM O JOB CRAFTING?

Podemos perceber que a inteligência emocional se tornou um fator de grande importância quanto ao desempenho profissional e pessoal de cada um, tanto quanto suas competências e aptidões técnicas.

Ser inteligente emocionalmente nos permite perceber melhor quem somos, construir e manter relacionamentos mais saudáveis, e tomarmos decisões mais claras e assertivas. Reconhecer quem se é possibilita que você tenha controle sobre seus resultados, contribuindo para seu crescimento pessoal e profissional.

Qual o segredo para encontrar a felicidade?

Na edição de setembro, a Revista Vida Simples traz uma entrevista com Helder Kamei – “Caminhos para a felicidade”. Kamei aborda o tema sobre como nossos hábitos são valiosos para a conquista de uma vida plena, e questiona: “Por que a psicologia se dedica muito mais ao estudo das doenças do que da felicidade?”.

A matéria trata da psicologia positiva, um campo de estudo científico das potencialidades humanas, que analisa o impacto das boas experiências para levar uma vida com mais qualidade e mais sentido. O Instituto Eneagrama não tem a pretensão de aprofundar esse campo de estudo da psicologia, mas queremos focar na questão que para nós foi o mais importante – como encontrar o caminho para a felicidade.

Quantas pessoas sofrem emoções negativas por estar exercendo atividades que não trazem nenhum prazer a elas, além da renda? Quantas pessoas não se sentem engajadas ou envolvidas com algo que lhe traga bem-estar? Quantas pessoas se autossabotam quando precisam alcançar uma meta, realizar um sonho?

Apesar da maioria das pessoas buscarem à sua maneira de ser feliz, o que chamamos de felicidade é na realidade um conjunto e não algo único e isolado. Tem haver com o indivíduo em si, a sociedade em que vive e a maneira como ele se relaciona consigo e com os outros, sejam relacionamentos pessoais ou profissionais.

Então, qual o segredo para encontrar a felicidade? Autoconhecimento.

O autoconhecimento nos proporciona compreender melhor quem somos, saber trabalhar de forma positiva nossa inteligência emocional – emoções podem tanto arrastar alguém para o fosso quanto ajudá-lo a tornar-se um campeão, nos tornar indivíduos envolvidos com algo empolgante que nos proporcione a fonte de força para a autossuperação, e, realização pessoal. Entender nossas potencialidades, virtudes e também pontos fracos é essencial quando pensamos em qualidade de vida e desenvolvimento pleno. Pense a respeito!

Questione-se. Você realmente se conhece? Olhe para si e permita encontrar o caminho certo para a sua felicidade. O Instituto Eneagrama quer ajuda você a compreender melhor quem você é. Explore e desenvolva seu potencial. Contate uma de nossas franquias!

Fonte: Revista Vida Simples – Edição Setembro 2015.

Você tem uma personalidade empreendedora?

Muitos de nós já ouviu histórias de jovens que ao empreenderem pela primeira vez chegaram ao sucesso de forma precoce mais na coragem e no entusiasmo do que propriamente pela estratégia.

Mas a prática também nos sugere que a imensa maioria dos empreendedores não é dotada de tal “sorte”. A grande maioria dos líderes empreendedores é definida a partir de muita aprendizagem, dedicação, persistência, experiências, estratégia, treinamento, além, é claro, da soma de seus talentos inatos individuais, e com isso geram uma mentalidade empresarial necessária para estar à frente de um negócio.

Você é aquilo que sente, aquilo que pensa e aquilo que faz. É a soma de suas crenças e experiências. Pouco adianta saber de todos os números e condições se você não tem habilidades para tomar boas decisões e colocá-las em prática. Pouco adianta ter boas intenções em relação ao negócio se há crenças limitantes sobre si mesmo.

Grande parte da probabilidade de alcançar o sucesso ou fracasso em qualquer atividade está atrelada à habilidade comportamental, ao nível de autoconfiança e à capacidade de utilizar sua inteligência emocional.

A soma desses três temas forma o que muitos chama de personalidade empreendedora, e quem a desenvolveu traz consigo importantes características:

Pró-atividade: tem a vontade de estar um passo à frente, iniciativa e coragem para assumir riscos calculados. Esforça-se para colocar suas ideias em prática.

Paixão: inspiração, perseverança e a crença de que aquilo que se dispõe a fazer tem um significado, um propósito que traz a sensação de autorrealização.

Flexibilidade: aprende com os próprios erros e tem a humildade de reconhecer o momento de pedir ajuda, de admitir quando estiver errado. Reconhece suas limitações, o que permite seu desenvolvimento.

Disposição para liderar: sabe a importância de influenciar as pessoas e criar uma atmosfera positiva junto a equipe. Busca habilidade para formar novos líderes e cria uma mentalidade de sucesso naqueles que estão sob sua liderança.

Empatia: tem a capacidade de ver a realidade aos olhos das outras pessoas. Não necessariamente precisa concordar com essa visão, mas entende como as pessoas se sentem e compreende seus pontos de vista, sabendo como apoiar.

Resistência às frustrações: reage positivamente quando o cenário não é positivo e consegue canalizar essa energia de forma saudável e produtiva, contendo a própria ansiedade e impulsividade.

Foco: suporta a tentação das distrações e se concentra no que precisa ser feito.

Precaução: toma decisões inteligentes e avalia o impacto das consequências de seus atos no curto e no longo prazo.

São algumas boas qualidades, e ainda assim não são as únicas necessárias ao sucesso. Colocaria ainda nessa lista a humildade para aprender sempre, pois a cada passo que avançamos em termos de conhecimento e experiência é provável que se perceba que há muito mais por aprender.

Artigo publicado em 11 de agosto de 2015 no Jornal A Hora.

Como se tornar um empreendedor bem sucedido?

Murilo Riciardi foi um dos palestrantes do Maringá Júnior, com o Workshop “Eneagrama Aplicado ao Dia a Dia – autoconhecimento para alcançar e sustentar uma carreira de sucesso.”

No dia 5 de setembro ocorreu o Maringá Júnior, um evento voltado ao público jovem empreendedor, e o Instituto Eneagrama fez parte desse encontro muito bem pensado, organizado e preparado por toda a comissão organizadora.

Murilo Riciardi, Franqueado e Trainer do Instituto Eneagrama Maringá e Região, realizou o Workshop “Eneagrama Aplicado ao Dia a Dia” e abordou a importância do autoconhecimento para alcançar e sustentar uma carreira de sucesso.

“O resultado foi bastante positivo. Ter a oportunidade de falar a esses jovens sobre a importância em compreender suas emoções, suas atitudes e potencialidades para se alcançar uma carreira bem sucedida foi gratificante. O sucesso depende muito da consciência que cada um tem de si, do quanto esse indivíduo consegue desenvolver suas habilidades e aplicar sua inteligência emocional de forma positiva. Poder abordar esse assunto, com uma turma tão jovem, foi muito interessante, pois esse assunto muitas vezes não é discutido nessa fase da vida profissional e não é visto com a devida relevância que deveria ter. Esses jovens que participaram do workshop já estão com um diferencial diante das pessoas que ainda continuam cegas diante de si mesmas.”

Agradecemos a cada Empresário Júnior que teve a atitude e a iniciativa de estar conosco nesse evento.

Nós olhamos a nossa volta e você, consegue olhar a sua volta?

Virei líder e agora? Os desafios da nova liderança

A geração Z, composta de pessoas que nasceram a partir de 1995, chega a ser maioria no planeta terra em 2019, representando 32% da população. Isso significa que esses jovens já estão no mercado de trabalho e, muitos deles, liderando equipes e com cargos em ascensão. Além de ter uma nova geração, com uma nova forma de liderar e se comportar chegando ao protagonismo das corporações, também temos um novo comportamento, que abrange a todos, independente da geração.

A gestão vertical, a hierarquia sem diálogo e a imagem do chefe austero têm saído de cena. Quem entra, no lugar dessa verticalização, é uma gestão mais horizontal e humana. Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, até 2020, inteligência emocional será uma das competências mais exigidas no mercado de trabalho. E quem não estiver olhando para isso hoje, pode estar fora do mercado de trabalho amanhã.

O líder de 2020 inspira, não ordena. Afinal de contas, com tantos estudos sobre comportamento humano, está cada vez mais claro que não podemos forçar alguém a executar uma atividade de forma exemplar – ela só fará se tiver motivação para isso. É importante que o líder saiba a quem e o que quer inspirar. E, diante disso, se aprofundar no conhecimento de pessoas e, mais que tudo, no seu autoconhecimento.

1To1 e pirâmide invertida

Empresas do mundo inteiro têm investido na metodologia do one to one. Trata-se de uma reunião entre duas pessoas (geralmente um gestor e seu subordinado), em que as cartas podem ser postas à mesa sem medo. Não é um feedback, tampouco uma conversa corriqueira. É mentoria e metodologia para que líderes e liderados sejam cada vez mais próximos. Num momento em que as buscas por “como dar um feedback” caem no Google e as de “como fazer one to one” sobem, temos uma base de dados sólida sobre este novo tipo de comportamento.

Já no caso da pirâmide invertida, o líder se ocupa das atividades mais operacionais e massantes, enquanto o restante da equipe tem autonomia para se ocupar do que é mais instigante. Isso significa que o papel do líder não é proporcional à importância das atividades que ele faz, mas principalmente de como ele as faz.

Não é necessário fliperama e nem mesa de sinuca

Em alguns casos, a gestão moderna e horizontal foi estereotipada por empresas como startups e novas companhias, em que a chamada para a nova gestão se apresentava na arquitetura e até nos objetos de decoração, mas de nada adianta, se o chefe não tem uma boa relação com o funcionário. Mas se a sua corporação é tradicional, ainda assim é possível inovar – e, mais que possível, necessário – no modelo de liderança. Afinal de contas, não se trata de uma tendência, mas de uma mudança estrutural, em que transformamos nossa forma de relacionamento humano e, por consequência, a gestão de pessoas no ambiente corporativo.

O novo líder precisa ser, mais do que nunca, humano. E estar conectado com ferramentas de autoconhecimento e gestão de pessoas é uma forma de estar inserido neste novo modelo de liderança. Se você está nesse momento, talvez o eneagrama seja uma ferramenta fundamental.

Afinal de contas, estamos todos aprendendo a liderar de um novo jeito. E ficar para trás ou ir em frente é uma escolha que só nós mesmos podemos fazer.