Como criar um Calendário Emocional com o seu filho

Nunca é cedo demais para aprendermos a falar como estamos nos sentindo! Essa percepção pode começar a ser despertada já nos primeiros anos de vida, mesmo que a criança ainda não tenha total discernimento sobre suas emoções. O que importa, inicialmente, é criar o espaço e o hábito de conversar sobre a nossa rotina e sobre todas as sensações que tivemos ao longo do dia. Para que a criança cresça emocionalmente saudável, é fundamental que ela saiba diferenciar a sua raiva da sua tristeza, a sua confusão da sua empolgação, a sua alegria do seu medo e assim por diante.

Uma forma simples de abrir esse caminho de diálogo e confiança é por meio do CALENDÁRIO EMOCIONAL. Ele é uma representação simplificada do estado emocional diário da sua criança, servindo como uma forma de compreender e mapear as emoções mais presentes. E o calendário será mais aproveitado se, antes de você perguntar se há tarefa da escola para cumprir, você perguntar à criança como ela se sentiu. Por exemplo:

  • Se ela estava alegre, converse sobre os motivos:

– Foi uma brincadeira especial que fizeram durante a aula? Foi o lanche que ela levou e estava gostoso? Foi o coleguinha gentil que a tratou bem? A professora deu um elogio?

  • Se ela disse que estava com raiva, investigue as razões:

– É algum problema de relacionamento com os colegas? Alguma tarefa que ela não gostou? O intervalo que poderia ter sido mais longo?

Observar a frequência com que as emoções se repetem poderá ajudá-lo a perceber se a sua criança está passando por algum momento de dificuldade. Além disso, você estreitará o vínculo de confiança entre vocês ao conversarem abertamente sobre a vida emocional dos dois. Por isso, você adulto responsável, lembre-se de ficar alegre, mas também triste, na frente dos seus pequenos. A criança se sentirá mais confortável para falar de si mesma quando os seus adultos falarem sobre eles próprios primeiro.

O que é o calendário emocional? Uma forma de compreender as emoções que estão aparecendo em suas crianças.

Para que serve? Para mapear os estados emocionais da criança e estreitar o vínculo de confiança entre ela e os seus adultos responsáveis.

Do que você precisa?

  • Isopor tamanho A3
  • 1 caixa de alfinetes
  • 12 saquinhos transparentes
  • Impressão do calendário em tamanho A3
  • Impressão dos emojis em tamanho A3

No link abaixo, você encontra um modelo de calendário emocional. Aproveite e divirta-se com seu pequeno. 

CLIQUE AQUI E BAIXE O CALENDÁRIO EMOCIONAL

Precisamos falar sobre os meninos

‘Engole o choro’, ‘Homem não chora’, ‘Você está parecendo uma menininha’.

Não é à toa que depois eles crescem o seu jeito de lidar com as frustrações da vida são horríveis para eles e para quem está ao redor: rompantes de agressividade, tentativas de suicídio violentas e um sentimento profundo de solidão.

Precisamos olhar para os nossos meninos, estamos roubando deles a possibilidade de sentir e a vontade de viver com seu coração.

Toda vez que reprimimos as emoções de uma criança estamos roubando dela a oportunidade de serem quem são, APENAS CRIANÇAS. As meninas, com o errôneo conceito de sexo frágil e de que seriam mais sensíveis, ainda tem mais oportunidade de expressar quem são, para elas ainda é permitido chorar, sentir, ficar muito triste ou muito feliz, para as meninas ainda entregamos nosso colo, aconchego e compreensão.

Já os meninos, precisam sofrer calados, afinal colocam até sua masculinidade em check quando o que interessa mesmo é o fato de serem crianças e não HOMENS. Eles crescem e tem dificuldade de ir ao médico para cuidar de si, se recusam ir ao terapeuta pois acham que isso é coisa de gente fraca e comparecem menos a treinamentos que os ajudam a lidar com suas dores e sua história.

Se queremos homens mais humanos consigo mesmos no futuro, que cuidem melhor de si mesmos, respeitem mais suas dores e sentimentos, precisamos cuidar dos nossos meninos HOJE. E o cuidado é simples, é apenas permitir a eles SENTIR a da mesma maneira que fazemos com as meninas, entregar o nosso colo, aconchego e compreensão.

E aí, qual menino que está aí por perto de você que precisa do teu colo hoje?

E se você for o menino crescido que não ganhou aconchego, lembre-se que tem muita gente no mundo que ficaria honrado de conhecer a sua história, as suas dores e te deixaria você ser você de verdade!

Se precisar, conta com a gente!

 

Como falar de emoções com crianças

Emoção é a linguagem do nosso corpo para se comunicar conosco. Da mesma maneira que precisamos aprender português para falarmos com as pessoas à nossa volta, ou mesmo Libras para comunicação com deficientes auditivos, a alfabetização emocional deveria ser nosso foco antes mesmo de pensarmos em estudar uma língua estrangeira, porque – mais importante do que compreender estrangeiros – precisamos aprender a entender a nós mesmos.
A questão é: quando iniciar essa compreensão das emoções? Quando devemos aprender a interpretar o que elas estão querendo nos dizer?
Desde que começamos a sentir as emoções, já precisamos começar a observá-las com olhar curioso e acolhedor, para que possamos compreender nossa capacidade de sentimentos e encontrar a maneira de comunicar adequadamente o que estamos REALMENTE precisando. Ou seja, desde a infância!
Mas por que é importante sabermos interpretar as emoções desde pequenos?

Basta olhar para a criança que faz birra. A birra é a criança tentando comunicar ao adulto uma dor que ela mesma não consegue compreender e, se ela não consegue compreender, não tem como comunicá-la efetivamente ou controlá-la. Dessa forma, ela fica refém de uma reação emocional.

Então por onde começar?

1 – Aprenda a acolher as emoções de seu filho. Tudo começa com um ambiente onde seu filho se sente validado em seus sentimentos: quando percebe que o que ele sente tem valor, ele se permite sentir mais livremente. Dessa forma, a criança se sente menos sufocada e não precisa de outros meios para expressar sua angústia, como a fuga para os jogos e televisão ou rompantes agressivos.

2 – Seja exemplo. Aprenda a falar de você e como você se sente, conte suas histórias da infância para eles e diga como você se sentia – e não precisa apenas contar histórias de bons sentimentos. Quando comunicamos às crianças um leque variado de sentimentos e mostramos que nós sentimos todos eles, elas passam a se reconhecer nos sentimentos dos adultos e a perceber que sentir algo não é errado.

3 – Converse com seus filhos sobre seus sentimentos diários. Conte-lhes o que você sentiu no seu trabalho para, depois, perguntar a eles o que eles sentiram na escola. Ensine-os os nomes das emoções e o significado delas. Conte para eles como você lida com as suas emoções e o que o ajuda. Crie oportunidades para falar sobre sentimentos. Faça um diário emocional com as crianças. Ajude-os a pensar sobre como se sentiram. Estimule o olhar para dentro com interesse. Autoconhecimento pode começar desde cedo e se reverberar em atitudes de maior maturidade emocional na puberdade.

4 – Sempre mantenha uma postura empática sobre o que seu filho está sentindo. Nós, adultos, tendemos a julgar as reações emocionais infantis como menos importantes – afinal, seu filho ficou com raiva SÓ por causa de uma borracha. Quando começamos a minimizar o que eles sentem, é quando eles começam a esconder o que sentem e a se distanciar dos adultos que não o entendem.

5 – Dentro de casa, não basta a empatia com ele. Se você invalida emocionalmente seu cônjuge ou os outros adultos da casa, a criança verá em você incongruência e se sentirá manipulada. A atitude empática e a abertura para sentir precisa ser entre todos as pessoas que convivem com a criança, para que ela perceba que o papo emocional não é só na teoria, é na prática do dia a dia. Tratar com acolhimento o adulto que sofre do seu lado é a maior lição que você pode dar para a criança de que a empatia existe e que está tudo bem sentir, ficar triste e chorar.

6 – Mostre a eles que errar é normal. Acolha-os em suas frustrações e elogie-os quando eles se superarem. Elogie-os quando eles conseguirem falar de seus sentimentos e desabafar. Faça perguntas quando a emoção negativa estiver sendo exposta pela criança, perguntas de possibilidades: ‘como você poderia lidar com isso de outra forma?’, ‘qual é a outra alternativa para lidarmos com isso?’. Você não precisa dar as respostas. Fazer a criança pensar ajuda com que ela mesma aprenda a reconhecer e controlar o que está acontecendo dentro dela.

7 – Se a criança estiver muito feliz, celebre com ela ao invés de pedir para ela parar de gritar. E quando ela chorar, jamais diga que ela precisa parar ou que não é para tanto. Tristeza e alegria são estados emocionais que precisam ser explorados – eles precisam de atenção, mas não supervalorização. Ao invés de reprimir, ofereça-se para apoiar na tristeza, e curta com seu maior sorriso na alegria.

8 – Na hora da birra, contenha o impulso de brigar ou castigar. Ao invés disso, mostre que entende a frustração. Coloque-se no mesmo nível da criança: ajoelhe-se, abaixe-se, mostre que está junto dele. Diga que também sente muito e que gostaria que fosse diferente. Jamais faça promessas que não irá cumprir ou ameaças que invalidem o sentimento de frustração da criança. A birra é uma manifestação emocional das mais desafiadoras de lidar, e é quando seu filho mais precisa de você.

9 – Respeite o tempo do seu filho – algumas crianças conseguem falar mais abertamente sobre o que sentem, outras levam mais tempo para se sentirem seguras para se abrir emocionalmente. O trabalho de alfabetização emocional infantil é um trabalho diário e valioso, que exige tempo e empatia dos adultos para com as crianças. Não force os pequenos a falar se você também ainda não aprender a falar do que sente, mas não desista da caminhada. É possível que tanto seu filho quanto você possam crescer emocionalmente com este exercício.

O maior objetivo desta alfabetização emocional desde a infância é que desde cedo a gente aprenda a entender o que acontece dentro da gente. Afinal, não precisamos deixar só para a fase adulta a capacidade de ter maior inteligência emocional e controle de nossas reações. É possível trilhar esta caminhada desde muito cedo, tendo assim posturas mais adequadas e emocionalmente maduras.
Afinal, nossos rompantes de raiva, vícios em álcool e drogas, fuga através da comida e alienação em redes sociais nada mais são do que nossas birras infantis e emoções reprimidas que não foram validadas na infância.

Por Priscila Bastos – Diretora de Instrução do IE Brasil.

Eneagrama e a ansiedade de cada perfil

Sabia que todos os perfis do Eneagrama podem ter um certo tipo de ansiedade?

Ela não necessariamente vai se manifestar com uma inquietação no corpo, nem mesmo o frio na barriga comum de quem está ansioso. A ansiedade pode ser silenciosa, e a melhor maneira de entendê-la é compreendendo a sua origem.

A ansiedade tem origem na sensação de medo e, ao nos sentirmos ameaçados, prontamente ativamos nossas defesas e ficamos ansiosos enquanto a ameaça não passar. Em cada perfil, o medo vai ser manifestar por motivos diferentes e de maneiras bastante opostas.

O medo do tipo 1 é de errar ou ser mau. Então, a ansiedade do tipo 1 se manifesta quando há uma ameaça de erro. Além disso, enquanto houver coisas para terminar ou por fazer, o tipo 1 fica ansioso para finalizá-las.

O medo do tipo 2 é o medo de desagradar. Portanto, quando percebe que sua decisão ou ação vai aborrecer alguém, ele começa a ficar ansioso tentando encontrar uma maneira de garantir que continuará sendo amado.

O medo do tipo 3 é o de não valer nada, por isso passa a buscar valor pessoal por meio de conquistas na carreira. Assim, quando o sucesso está ameaçado, a ansiedade vai lá em cima e o coloca em um frenesi na busca por resultado.

O medo do tipo 4 é o de não ter identidade. Sendo assim, quando ele precisa se adequar ou atender às expectativas alheias, sua identidade fica ameaçada e a ansiedade para voltar a ser quem se é começa a se manifestar.

O medo do tipo 5 é o de ser incompetente – daí a sua busca por compreender o mundo para poder ser eficiente. Quando percebe que não entende sobre algo, a ansiedade em obter conhecimento aparece e o isola em seu mundo mental.

O medo do tipo 6 é o de não contar com apoio ou orientação para as decisões. Então, quando não existem regras definidas ou alguém para deixá-lo seguro de uma decisão, a ansiedade assume o controle, deixando-o preocupado com o futuro.

O medo do tipo 7 é o de sofrer dor ou privações. Por isso, sempre que há a ameaça de uma situação dolorida, como uma briga ou um problema delicado, a ansiedade domina e o leva a escapar da situação.

O medo do tipo 8 é o medo de ser ferido ou controlado por outras pessoas. Assim, sempre que alguém passa a tentar impor algo para ele, a ansiedade para retomar o domínio da situação toma conta e ele passa por cima.

O medo do tipo 9 é o medo de perder o vínculo com as pessoas. Portanto, sempre que suas decisões ou sentimentos podem levar alguém a abandoná-lo, a ansiedade vem e o faz engolir seus sentimentos e tolerar a situação.

Em todos os casos, para lidar com a ansiedade (que se manifesta de maneiras diferentes), o caminho é um só.

1 – Compreenda o funcionamento da sua personalidade;

2 – Entenda a origem do medo presente no seu ego;

3 – Acolha a existência desse medo. Não o negue nem o rejeite. Acolha-o como parte de si;

4 – Comece a observar, no seu dia a dia, este medo agindo de maneira positiva;

5 – Analise também, no seu comportamento, esse medo sabotando sua comunicação, suas relações e seus resultados;

6 – Escolha uma situação em que esse medo se apresenta de maneira negativa para iniciar uma evolução;

7 – Procure estar sempre atento a esta situação para compreendê-la de maneira mais racional;

8 – Estando atento e racional, neste momento escolha uma nova atitude ou comportamento ideal para solucionar;

9 – Repita todo o processo do passo 5 ao 9 até que todas as situações mapeadas no passo 5 sejam resolvidas.

Seguir processos de mudança também pode gerar medo e consequentemente ansiedade; mas, quando fazemos isso com consciência e vontade genuína de buscarmos nossa melhor versão, encontramos a força necessária para seguir!

Sempre que conseguir evoluir em um destes medos e perceber que sua ansiedade ou suas defesas estão sendo melhor controladas por você, conta pra nós! Publica no seu Instagram e nos marque @ienagramabr. Assim saberemos que nosso propósito de transformar o mundo está sendo cumprido!

A crise do Barcelona e o encerramento de ciclos

Um dos clubes de futebol mais vitoriosos da história viu um capítulo amargo ser escrito há alguns dias. A derrota humilhante por 8 a 2 passou como um terremoto pelo Barcelona: o atacante Messi demonstrou que está cogitando a possibilidade de ir embora, mesmo depois de 16 temporadas com o time. E Piqué, zagueiro, admitiu que o clube precisa passar por mudanças e se colocou à disposição para sair, ele próprio, se necessário. “Vergonha, esta é a palavra”. O Barcelona terminou a sua pior temporada em 11 anos.

Seja qual for o destino de Messi, Piqué e outros jogadores do clube, o momento atual revela o fim de um ciclo para um dos maiores clubes do mundo. A goleada sofrida foi apenas a gota d’água que fez transbordar a necessidade de mudanças. Mas o que faz um jogador como Messi, que ganha 50 milhões de euros por ano, querer encerrar um ciclo vitorioso em todos os sentidos? A resposta é: ciclos precisam de recomeços. Mesmo em momentos vitoriosos.

E como você, na sua vida, tem reagido a momentos de tomada de decisão? Messi escancarou o processo de descontentamento e demonstrou atitude e coragem para começar uma nova jornada.

Como você se entrega para novos desafios? Como suas emoções ajudam na leitura do processo de descontentamento interno que você está enfrentando? O que você precisa para tomar uma atitude, ter coragem de mudar e encerrar um período?

Tão importante quanto começar novos ciclos é perceber quando os ciclos antigos devem se encerrar. Você sabe como fazer essas mudanças na sua vida ou precisa levar uma goleada de 8×2 para tomar uma atitude? Você faria o mesmo que Messi?

A importância da auto-observação no desenvolvimento pessoal

Por uma questão de economia de energia, acabamos desenvolvendo alguns “atalhos”: uma espécie de piloto automático que decide por você, evitando assim que você precise pensar conscientemente em cada uma das suas ações. Pense, por exemplo, em alguém que está aprendendo a dirigir: é preciso prestar atenção no que acontece tanto dentro como fora do carro. É um processo tão cansativo que logo nosso cérebro automatiza o controle dos pedais, a troca de marcha, o acendimento dos piscas… Com isso, o motorista ganha a chance de se concentrar com mais intensidade apenas no seu exterior: placas, faróis, outros motoristas, pedestres.

Esse “piloto automático cerebral” foi tão fundamental para a nossa espécie que nos permitiu ter mais tempo livre para outras atividades além da própria sobrevivência. Por outro lado, ele nos deixou insensíveis a alguns aspectos da nossa própria personalidade: por ser mais fácil viver no controle remoto, passamos a conduzir a vida não como um motorista atento e cuidadoso, mas sim como um motorista cego e surdo.

Esse mesmo piloto automático que nos tira o peso de decidir conscientemente sobre coisas rotineiras é o mesmo piloto automático que nos prejudica em nosso crescimento pessoal. Por isso, um dos maiores desafios para quem quer crescer como pessoa é a auto-observação. O que eu faço? Como eu faço? Por que eu faço? No início da caminhada, a tendência é que nossos padrões só sejam percebidos depois de realizados, e normalmente vêm acompanhados da sensação de “Não acredito… mais uma vez eu não consegui pedir ajuda e preferi me sobrecarregar”.

Ao olhar-se verdadeira e profundamente, você corre o risco de se deparar com aspectos pouco lisonjeiros de si mesmo. E isso pode ser duro, dolorido e sofrido. Mas você só conseguirá superá-los quando reconhecer a existência deles. Imagine que a conta de água da sua casa mais que dobrou de um mês para outro, mas o consumo se manteve igual. Como você irá consertar o vazamento se não sabe qual cano está quebrado? Algo similar acontece conosco: só poderemos nos tornar mais empáticos, realizadores ou convictos se reconhecermos que, agora, ainda não somos. Só podemos crescer se tivermos a humildade de aceitar que ainda não chegamos lá.

Por Angelita Borges – Diretora de Laboratório no IE Brasil

Como os perfis do Eneagrama reagem ao momento que estamos vivendo?

O mundo está de cabeça para baixo! Paira no ar a sensação de que tudo está fora do lugar. E agora, como encontrar ordem em meio ao caos?

Neste momento, é importante reconhecermos o que realmente estamos sentindo e como reagimos apesar de momentos como este. Somos seres diferentes, pensamos de forma diferente e, acima de tudo, temos reações diferentes a cada situação. Isso significa que, embora algumas pessoas possam estar no auge do estresse com um certo sentimento de impotência frente às consequências do Covid-19, outros, no entanto, podem estar gostando deste momento de isolamento social e aproveitando para ficar em paz consigo mesmo. E tudo bem com isso!

Riso e Hudson, em sua obra “A Sabedoria do Eneagrama”, classificam em três grupos a forma como podemos usar nossas defesas e reagir, inconscientemente, mediante situações de perda e decepções.

Grupo da Atitude Positiva

Como o próprio nome já diz, estas pessoas tendem a reagir aos problemas adotando uma “atitude positiva”, ou seja, “fazendo do limão uma limonada”. São pessoas que têm certa facilidade em ver o lado bom das coisas, são motivadoras e estão sempre prontas para ajudar. Agora, a dificuldade está em reconhecer em si mesmas algo doloroso ou negativo. Equilibrar suas próprias necessidades em relação às dos outros também pode ser tornar desafiador para elas. Pertencem ao grupo de Atitude Positiva os perfis 7, 2 e 9.

Grupo da Competência

As pessoas deste grupo reagem aos problemas invalidando seus sentimentos. Buscam constantemente por objetividade, eficiência e competência, muitas vezes esperando que os outros ajam da mesma forma e, quando isso não acontece, surge a indignação. Este grupo pode ter problemas em relação seguir, ou não, limites (regras) dentro de um sistema. Os perfis 1, 3 e 5 compõem esse grupo.

Grupo Reativo

Devido à sua dificuldade em confiar no outro, os reativos tendem a querer que as pessoas espelhem o seu próprio estado emocional, do tipo “se isso me aborrece, deveria aborrecê-lo também!”. São expressivos, ou seja, quando há um problema isso fica evidente fisicamente. Criam, por vezes, relações de amor e ódio. As pessoas que fazem parte do grupo dos reativos buscam por independência, o que pode trazer certa dificuldade quanto ao reconhecimento da necessidade em serem apoiados ou cuidados pelos outros. Tipos 4, 6 e 8 fazem parte do grupo reativo.

 

Ao analisarmos os grupos mencionados por Riso e Hudson, podemos identificar pelo menos uma reação positiva em cada grupo que, se estiver desequilibrada, pode gerar problemas em nossos relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais.

Agora, analisando o momento pelo qual estamos passando – pandemia, crise na saúde e na economia mundial –, no qual a grande maioria das pessoas está passando por uma situação de instabilidade, seja ela financeira, física ou emocional, minha dica é: pare por um instante e reconheça suas emoções.

Se você tem a sensação de que tiram o chão de baixo dos seus pés, acalme-se. Analise este momento (aqui e agora), coloque no papel suas possibilidades. O que você pode fazer? Como você pode fazer? De que forma pode contribuir? Trace um plano e aja conscientemente a partir do que há de melhor no seu padrão de comportamento.

Por Sandra Iepsen – Diretora IE Santa Cruz do Sul/RS

Como administrar o tempo de forma eficaz nos dias atuais

A gestão de tempo na nossa vida pessoal e no trabalho é essencial, já que tem relação direta com o nosso desempenho e produtividade. Todos nós temos a tendência a utilizar nosso tempo com as coisas que gostamos de fazer. Comentei isso com um senhor muito sábio, de mais de setenta anos, e ele falou a seguinte frase:

– É muito simples administrar o teu dia e ter tempo para tudo: o dia tem 24 horas, não é? Então são 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas para lazer!

Parece simples, não é verdade? Sim, é simples, e ele não está errado.

No entanto, é simples e fácil para algumas pessoas. Já para outras, é extremamente difícil ter essa disciplina diária. Isso acontece porque determinados indivíduos utilizam a maior parte do tempo para o trabalho, enquanto outros, para a família. Só que, ao se utilizar de forma errada ou demasiada, isso pode atrapalhar em ambos os aspectos.

Se pararmos para pensar, muitas vezes não sobra tempo para fazer o que gostamos. A vida corrida do dia a dia, bem como os afazeres pessoais e profissionais, acabam nos ocupam demais. Por isso, a importância da gestão do tempo.

Em uma pesquisa rápida no Google, podemos constatar que os brasileiros passam, em média, quatro a cinco horas por dia em frente ao celular, sem contar as outras horas diante de um computador, no carro ou no sofá. Que ótimo seria se fossem horas produtivas, mas nem sempre elas são. Por isso, seguir algumas dicas para ter uma administração melhor do tempo é fundamental para termos mais desempenho e nos tornarmos mais produtivos.

Que tal começar com alguns passos e torná-los hábitos diários?

1 Planejamento

Separe 30 minutos do seu dia para planejar

2 Agenda

Tenha uma agenda para organizar todos os compromissos e as tarefas

3 Prioridades

Defina quais tarefas são mais importantes a serem feitas no momento, deixando as menos importantes para depois.

4 Ladrões de tempo

Evite distrações com coisas inúteis: não perca o foco com ladrões de tempo, principalmente com notícias fakes.

Mas como seguir essas dicas se elas vão contra o meu padrão de comportamento, contra a minha vontade?

A principal dica é o autoconhecimento. Ao conhecer o meu padrão de comportamento, consigo trazer para a consciência as emoções que predominam em mim, passando a entender exatamente como me comporto em determinadas situações. Assim, crio condições de agir da forma mais adequada.

As nossas emoções estão, também, no controle do nosso tempo. Por vezes, elas nos ajudam e nos apoiam, mas podem também nos atrapalhar e nos tirar do foco, fazendo até com que nossas prioridades sejam esquecidas.

O autoconhecimento é um aliado fantástico também na administração do tempo. Acesse o site ieneagrama.com.br e tenha um pouco desse conhecimento. E você, como administra seu tempo? Conte para nós!

Por Fábio Brião – Diretor e Trainer no IE Zona Sul RS

Sou mesmo um líder? Ou sou um faz de conta bem vestido?

Há um imenso abismo entre aquilo que somos e aquilo que demostramos ser, logo, aquilo que somos jamais passará despercebido aos olhos que constantemente nos observam. O líder é aquele indivíduo que não precisa de um cargo, todos sabem que é ele. É nas pequenas atitudes, nas ações e reações inesperadas que o líder tende a mostrar o seu nível moral, de modo que, sobre esta análise gradual, os demais estabelecerão um conceito sobre ele e associarão o seu nome a tais atitudes.

O desafio de todo líder não é ir contra as suas fraquezas; ao contrário disso, uma ação de humildade é considerar suas fraquezas e não se elevar à autossuficiência, uma vez que jamais um homem comum, como você e eu, ou o maior de todos os líderes será capaz de “abraçar o mundo” sozinho. Uma equipe (com capacidades e incapacidades) é indispensável. As fraquezas e incapacidades podem ser bem administradas por se tornar o “ponta pé” motivacional, no qual cada um encontra significado para aquilo que desempenha com excelência.

Mas como todo grande e valente herói possui um inimigo, entre os muitos desafios da liderança, pode-se destacar como grande inimigo pessoal o Ego – e ele está em nós e estará para sempre. É no Ego elevado de um líder que mora o perigo, já que desvia o foco da liderança do grupo para si mesmo, para seus interesses e valorização pessoal. Quanto mais o líder almeja o poder e há ganância sobre sua posição, mais distante se encontra o seu olhar dos interesses interpessoais, dos interesses da empresa em questão e do sucesso coletivo. Aliás, o mantém cada vez mais distante do sucesso e da satisfação pessoal.

Bons líderes têm seu orgulho focado em saber que as coisas funcionam bem, não são egocêntricos em seus sentimentos e permitem que outros também brilhem e sejam elogiados. Estão dispostos a ouvir sugestões e talvez colocá-las em ação. Não possuindo tempo para o próprio ego, estão ocupados e concentrados nas necessidades da organização e de seus liderados. Líderes eficazes são humildes ao ponto de pensar primordialmente nos demais e não em si mesmos.

Líderes em equilíbrio são pessoas comprometidas com a organização e com as pessoas que as servem, tornando-se dispostos a enfrentar problemas, como também a festejar vitórias com os demais. São convictos em seus princípios e transmitem segurança mesmo em tempos de crise.

O que todos desejam para o futuro? Estabilidade. Estabilidade é sobre lealdade, aceitar a responsabilidade, tomar iniciativa e perseverar numa tarefa até que ela seja concluída. No momento em que cada indivíduo puder olhar para o caráter do seu líder e ver nele convicções inegociáveis, ações de humildade e lealdade para com os seus, ele se tornará cativante a ponto de ser seguido, indiferentemente de suas capacidades natas de liderança, pois nele há segurança, credibilidade, motivação, disposição, admiração e uma dezena de outras características que impulsionam o desejo de seguir outro alguém.

Talvez não esteja no DNA as características posturais de um líder. Porém, não há nada que não possa ser apreendido, desenvolvido e transformado em capacitação. A arte de agregar pessoas e influenciá-las como seguidoras em busca de um objetivo único tem como princípio o desenvolvimento de características pessoais capazes de gerar admiração, confiança e lealdade.

Todos, de algum modo, deixam a sua marca na vida de outros e esta é uma escolha pessoal. Deixar um bom legado e uma marca para o mundo é apenas para os líderes eficazes.

Por Rucimeire Freitas Mattana – Trainer IEneagrama Noroeste RS

As emoções impactam na sua capacidade de liderança?

Você que é líder talvez já tenha pensado: “Será que eu falo outro idioma? Ninguém entende o que eu digo!”. Ou ainda, apesar de ter repetido por três vezes como deveria ser realizada determinada tarefa, seu liderado fez totalmente o contrário do que você falou. E você, liderado? Quantas vezes levou bronca, ou pior, ouviu xingamentos por fazer exatamente o que seu líder lhe mandou fazer?

Em momentos como estes, é difícil manter o controle, não é? É como se uma erupção viesse subindo pelo estômago e pela garganta. Você começa a ficar vermelho e é difícil se segurar. Nesta hora, você fala tudo aquilo que está em sua cabeça e, de forma reativa, expressa toda a sua raiva, o seu medo, a sua frustação e a sua indignação. Você grita aos 4 ventos tudo aquilo que está entalado. Ou simplesmente engole seco e, mais uma vez, engole o “sapo”.

Quantas vezes você já saiu de uma reunião frustrado ou estressado, por não conseguir motivar, engajar ou fazer com que sua equipe fizesse o que precisava ser feito? Você já parou para pensar que, talvez, essas situações estão ocorrendo porque você não está consciente de suas emoções?

Como assim, Alex?

Certa vez, fui chamado por um cliente, para o qual eu prestava serviço de consultoria, na intenção de que eu conversasse com um colaborador que seria promovido a um cargo de liderança. Chegando na empresa, já ciente do comportamento dos dois sócios, pedi para conversar com eles antes de ir falar com o candidato a líder.

Então, pedi aos sócios que me explicassem o que esperavam da minha conversa, qual era o objetivo.  Um deles falou que eu deveria prepará-lo para o cargo de liderança, enquanto o outro disse que eu deveria avaliar se ele tinha perfil para esse cargo! Cada um tinha uma expectativa e, notando isso, perguntei se eles  haviam percebido que estavam me pedindo coisas diferentes. No começo, eles não tinham se dado conta, pois um não escutava o outro, mesmo estando frente a frente.

Percebendo que havia “algo no ar” entre eles, pedi para que os dois definissem o objetivo, que deveria ser um só para a primeira conversa. Neste momento, eles começaram a discutir, e logo o tom de voz foi aumentando, como em uma competição de som automotivo: quando um aumentava a voz, o outro aumentava mais ainda. Estava claro que as emoções estavam lhes dominando e eles não raciocinavam completament    e. Cegos pelos egos, cada um defendia o seu próprio ponto de vista.

Dentre as habilidades de um líder, podemos destacar a capacidade de ouvir como uma das principais, senão a principal.        Autores e grandes líderes descrevem-na como uma habilidade essencial! Dale Carnegie, autor do livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, escrito há mais de 80 anos, já falava o quanto é importante para um bom líder saber ouvir verdadeiramente. James Hunter descreve, em seu livro “O Monge e o Executivo”, a filosofia da Liderança Servidora, em que um dos alicerces é saber ouvir. Outros autores renomados como John Maxwell e Stephen Covey, além de líderes como Jack Welch, também falaram sobre como a capacidade de ouvir, vinda de um líder, faz com que ele sirva de inspiração e seja seguido por seus liderados.

Mas como ouvir quando se está cego ou surdo pela raiva, medo, indignação ou estresse? O autoconhecimento e a inteligência emocional são alguns dos caminhos para desenvolver a capacidade de agir e pensar, mesmo em momentos de grande tensão. No Eneagrama da Personalidade, por exemplo, são estudadas as 9 emoções humanas e como elas influenciam os 9 padrões de comportamento. Já no livro “Inteligência Emocional”, do autor Daniel Goleman, é abordado o índice que mede a inteligência emocional do ser humano, o QE – Quociente Emocional.

Um líder com alto nível de inteligência emocional tem as ferramentas necessárias para que, mesmo no meio da tempestade de emoções, consiga agir de maneira consciente. E a consciência, ou presença, é outra habilidade essencial para que possamos desenvolver uma liderança servidora. Afinal, não adianta nada saber a matéria e ter todas as técnicas na memória se, na hora da prova, “dá um branco”.

Em sala, nos treinamentos, muitas vezes os alunos falam: “Mas, Alex, eu estudei o manual para saber como lidar com o perfil do meu liderado e me preparei para a reunião com as informações. Mas, na hora em que ele me falou aquilo, eu não aguentei! Esqueci tudo, levantei o tom de voz e estourei.” Nestas horas sempre conto para meus alunos uma história.

Certa vez, o discípulo perguntou ao mestre:

– Mestre qual mantra eu posso recitar, no momento de estresse, para me acalmar?

Ao que o mestre, em toda sua sabedoria e calma, responde:

– Qualquer um, porque se você conseguir lembrar de algum mantra na hora em que a emoção o sequestra, qualquer um vai servir.

Mas então, se não adianta apenas conhecer as técnicas, o que eu faço para gerenciar as emoções e melhorar a minha liderança?

O desenvolvimento pessoal é como se preparar para uma maratona: você não começa correndo 42 km no primeiro dia. Você vai aumentando a distância, semana após semana, para que, no dia da maratona, esteja preparado para o desafio real.

Em seu livro “Como Evitar Preocupações e Começar a Viver”, Dale Carnegie conta a história do empresário que melhorou seus resultados como profissional, realizando uma reflexão toda semana sobre como foram as suas atitudes naquela semana.

O primeiro passo para que você possa começar a conhecer as emoções presentes no seu dia a dia, e como elas o sequestram em momentos de estresse, é a percepção sobre si mesmo. Um exercício diário de anotar, em um pequeno caderno, ajudou-me a aumentar meu autoconhecimento e estar consciente. Convido você a fazer o exercício. Todo dia, pela manhã ou à noite, faça uma reflexão e escreva, de forma sucinta, quais emoções você percebeu.

  • Raiva, que trouxe indignação?
  • Medo, que trouxe ansiedade, receio ou desassossego?
  • Luxúria, que fez com que você agisse de forma intensa e, por vezes, exagerada?
  • Indolência, que fez com que você tivesse dificuldade de se posicionar e, assim, fez-lhe “engolir sapos”?

Estas são algumas das emoções.

Anote também qual foi o gatilho que acionou aquela emoção: que comportamento, do outro ou seu próprio, fez-lhe agir de forma reativa?

Por fim, comprometa-se consigo mesmo a estar no controle de suas emoções, utilizando-as de forma a não atrapalhar, e sim beneficiar sua capacidade de liderança.

Quer conhecer mais sobre as emoções e como elas impactam diretamente em sua liderança? O Eneagrama das Personalidades é uma ferramenta que pode acrescentar e influenciar muito a sua capacidade de liderança. Acesse: https://ieneagrama.com.br/o-eneagrama/.

Por Alex Sandro R. da Silva – Trainer IE Curitiba/PR

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10 dicas para ter uma boa Gestão Emocional e Gestão Financeira

A má interpretação e a má gestão de nossas emoções são grandes causadoras de impactos na gestão financeira. Além de um fato inegável, infelizmente são duas áreas não inclusas em nossa educação tradicional. Mas afinal, o que é a gestão emocional e qual é o maior impacto que ela causa na gestão financeira? A resposta é simples: é a capacidade de controlar seus sentimentos e emoções, para evitar decisões impensadas e impulsivas que podem levá-los às dívidas.

De forma prática, ter Gestão Financeira não quer dizer que você será um economizador, um guardador de dinheiro, mas sim, que você fará a alocação dos recursos de forma mais equilibrada. Assim como ter Gestão Emocional não quer dizer que você deixará de ser emotivo, impulsivo, ou metódico, e sim que você terá maior consciência das emoções que está sentindo e como elas estão influenciando nas suas atitudes. Todas as atitudes, inclusive de gastos e ganhos, devem ser feitas de forma consciente, seguindo ou não a emoção.

A união da gestão financeira e emocional proporciona melhoria nos seus relacionamentos, sejam eles de amizade, familiares, societários ou com clientes, mas, principalmente, com você mesmo. Afinal, o uso inadequado de seus recursos pode ser uma forma de você disfarçar situações mal resolvidas com o seu eu. E, se as suas dificuldades na gestão financeira estão levando-o à falência de relacionamentos, a luz vermelha já acendeu. É hora de resolver isso. Então vamos às estratégias:

 

1 – Elabore um orçamento mensal;

Siga o princípio básico de suas receitas e despesas, lembrando de destacar as receitas fixas e as variáveis para quem trabalha com este formato, assim também com as despesas fixas e as variáveis. Aproveite e faça isso com as emoções. Quais emoções você percebe que sente com maior frequência e aquelas que quase não aparecem? Tomar consciência de nossas dívidas, muitas vezes, gera um desconforto, uma dor que também acontece com as nossas emoções. Por isso, esta etapa é muito importante.

Assim como você faz o acompanhamento do seu orçamento mensal, analisando os resultados, também pode ter seu acompanhamento das emoções, percebendo os reflexos de cada uma delas em suas decisões.

 

2 – Defina objetivos e trace metas realistas;

Ao perceber que a receita está desalinhada com as despesas, é hora de traçar metas para equilibrar. É importante que a meta seja realista, dentro de parâmetros que você se perceba capaz de atingir. Tudo bem se para outras pessoas parecer fácil, o importante é você perceber que é desafiador. A meta é sua e a evolução também. Então compare-se com você no mês anterior e não com seu amigo, irmão ou vizinho. Somente com um olhar baseado na realidade, é possível fazer um bom planejamento financeiro, com objetivos claros e metas que estejam de acordo com a sua capacidade financeira. Esse mesmo olhar realista para sua situação será fundamental para alcançar as suas metas de “fisioterapia” emocional.

 

3 – Trabalhe seu autocontrole;

A velha dica da meditação serve para todos, sendo que os resultados desse tipo de hábito surgem a longo prazo. Por isso, é fundamental ter a calma necessária para esperar, tomar uma atitude baseada em análise e não se precipitar diante de crises. Essas crises podem vir na área financeira e também na área emocional e, nesse momento, manter a mente tranquila é fundamental. Estar atento aos sentimentos gerados pelas emoções, impulsos e vontades durante essa caminhada é essencial para não tomar atitudes precipitadas e saber esperar a hora certa para tomar decisões. As flutuações das nossas emoções requerem ponderação, para que você possa se manter rumo à meta de forma mais adequada, e até mesmo poder colher seus frutos.

 

4 – Seja flexível para lidar com imprevistos;

 A flexibilidade e o auto controle são essenciais para lidar com situações inesperadas, muito comuns no dia-a-dia e, especialmente, quando estamos nos desafiando a novos hábitos. É importante não entrar em desespero quando as coisas não vão bem, não desistir das suas metas nem se desacreditar de suas ideias. Lembre-se: seu maior investimento será em você mesmo. E existe alguém mais importante do que você nesse processo? Aqui a resposta é não. Então utilizar da habilidade da adequação vai apoiá-lo no ajuste da meta ou do método para alcançá-la. Atenção e cuidado para não usar isso como desculpa. Traga para a consciência se essa adequação é mesmo necessária.

 

5 – Seja empático com suas necessidades;

Reconhecer que, por vezes, precisará de apoio é fundamental. Não somos seres criados para viver sozinhos, somos seres que gostamos da conexão. Crie hábitos de falar com pessoas sobre suas dificuldades e ouvir delas as suas também. As vivências do outro podem ser úteis a você e as suas, a ela. A empatia precisa ser praticada e ela começa por você. Nos momentos em que perceber que está difícil demais se manter no controle com foco na meta, permita-se um agrado. Lembrando sempre que isso não é exceção, é um passo importante para fortalecer a caminhada.

 

6 – Evite tomar decisões por impulso;

É aquela velha história de “no calor das emoções, quando vi, já havia feito”. O impulso nos toma quando não temos consciência de nossa condição, e nem mesmo sabemos aonde queremos chegar e a força que isso tem. Precisamos usar de nossas melhores habilidades no poder de negociação, de barganha e até de realização, então ficamos suscetíveis a sermos convencidos para algo que não está de acordo com o que realmente queremos. Mais uma vez a consciência aparece. Se, para você, em um primeiro momento será necessário não andar com o cartão de crédito na carteira ou evitar situações desafiantes, tudo bem. A sua evolução é o que vale.

 

7 – Seja criativo na gestão;

A criatividade é uma qualidade que nos apoia em todos os aspectos, seja para economizarmos financeiramente, seja emocionalmente. A forma como recebemos e adequamos as informações à nossa realidade criam novas formas de fazer, de ser. A criatividade é um processo que precisa de prática e o mínimo de organização. E, por isso, pode ajudá-lo a se desenvolver em novas formas de gerar recursos também. Use e abuse de sua criatividade.

 

8 – Faça acordos;

Acordo pressupõe bom diálogo e entendimento, assim isso fortalece-o em melhores negociações financeiras e também de convivência. As piores negociações são aquelas em que os termos não estão claros para ambas as partes, muitas das vezes porque nem foram discutidos. As partes apenas criaram a expectativa sobre o outro, por experiências anteriores ou simplesmente por “achismo”. Não ache nada, exponha o termo e tenha a concordância da outra parte. Evite prejuízos financeiros e emocionais.

 

9 – Evolua, ajudando outras pessoas;

Promova o bem comum, compartilhando bens e conhecimentos. Se você precisa de um bem para uso temporário, não o compre, tome-o emprestado. Além disso, empreste as suas coisas a outras pessoas, caso não sejam bens de fácil deterioração. Além de tudo, você aprenderá sobre o desapego. Troque objetos antigos, poque isso promove economias saudáveis em seu orçamento e o despertam para outro nível de consciência emocional.

  

10 – Desafie-se;

Provavelmente algumas dicas foram mais desafiadoras para você do que outras. Assim, você deve investir mais energia nas dicas mais desafiadoras, já que são nesses pontos que você precisa de maior evolução e é onde você está tendo maior impacto.

 

As emoções não podem ser o único guia as suas decisões e ações. Essa é a razão de desenvolver a consciência na gestão emocional e financeira, estando atento às suas reações e impulsos e, principalmente, aprendendo a controlá-los. Sinta-se em harmonia com suas decisões, sem a ressaca emocional de decisões inconscientes.

Sabemos que essa não é uma tarefa fácil. E que muitas pessoas chegam a abandonar a caminhada, por não suportarem tantas pressões nem o impacto que elas provocam. No entanto, para evoluir é necessária uma disposição para ceder, baixar a guarda e admitir que as coisas não estão boas e é preciso ajuda. Haja e reaja, até que você chegue nos seus objetivos.

Neuza Ramos – Trainer do IEneagrama Centro Paraná e Ponta Grossa

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Conexão emocional e vendas

 

Pesquisas apontam que tomamos cerca de 30.000 decisões por dia. Parece muito? E se eu complementar que, de acordo com esta mesma pesquisa, 95% destas são intuitivas? Ou seja, levam muito mais em conta a emoção do que a razão? Agora, proponho uma reflexão: como você, ou sua equipe, tem se conectado emocionalmente com seus clientes para se diferenciar no mercado e ser aquela empresa que ENCANTA?

Ao assistirmos um comercial de uma conhecida marca de refrigerantes, não há nenhuma menção à bebida em si, mas à experiência que ela proporciona. Tudo gira em torno da mesa do almoço em família, da reunião de Natal, de momentos especiais. Tal ação visa atingir as boas lembranças e criar uma rápida conexão deste produto aos bons momentos. Quando compreendemos como nos conectar verdadeiramente com nosso cliente, deixamos de ser apenas mais um para nos tornamos aquele que é a primeira lembrança quando alguém pensa no assunto.

Este texto, no entanto, não se propõe a trabalhar a temática das técnicas de vendas que proporcionam este aprofundamento, mas sim a verdadeira conexão que deve ser feita: conexão entre pessoas. Quanto tempo investimos em compreender nossa equipe? O quanto esta compreensão pode nos gerar resultados práticos? De nada adianta as mais elaboradas técnicas de rapport, sensação de pertencimento, storytelling, dentre outras, se não nos dedicamos a compreender qual é a melhor conexão que devemos ter com o nosso próximo.

Compreender o que motiva cada colaborador e como extrair o melhor de cada um nos permite ter uma equipe que se conecta com o ser mais importante de todos: consigo mesmo. E, ao fazer isso, seu desempenho claramente é melhorado e suas vendas deixam de ser apenas técnicas, passando a ser profundas. Ao compreender suas emoções, é possível também compreender o que faz sentido ao outro. Isto é o que fixa sua marca como diferente.

Há empresas que querem vender e há empresas que querem se diferenciar através das vendas. Nestas, o autoconhecimento revela algo precioso: como podemos entregar o melhor de cada um. Mas, para entregar o melhor, é preciso prestar atenção no estresse. Quando estamos em um nível elevado de esgotamento emocional, temos um comportamento completamente diferente. Aqueles que costumam ser autoconfiantes e zelar por sua imagem, por exemplo, podem se sentir absolutamente incapazes e sem foco. Já aqueles que normalmente são prestativos e altruístas podem se tornar agressivos quando não se sentem valorizados o suficiente.

Em situações assim, o desempenho toma outro rumo, sendo essencial compreender como o comportamento também deve ser moldado, para que haja maior assertividade possível. No Treinamento “Eneagrama das Personalidades”, abordamos o autoconhecimento, tanto o que há de melhor em você e que o impulsiona a ter melhores resultados, como aquilo que precisa ser trabalhado e que acaba sabotando-o em relação aos seus objetivos. Lembre-se: seu desempenho é diretamente ligado às suas emoções. Quer compreender melhor como funciona? Fale conosco, teremos imenso prazer em explicar como tudo isso é possível.

Antônio Neto – Diretor do IEneagrama Centro Paraná e Ponta Grossa

Como a emoção da Avareza pode ajudá-lo a evitar momentos de crise

Algumas emoções são mais famosas que outras. Se eu pedir para você listar três, provavelmente você pensará em algo como Raiva, Medo e Orgulho. Isso acontece porque é mais fácil de reconhecê-las: todo mundo já se irritou, já se sentiu ansioso ou não quis dar o braço a torcer alguma vez na vida. Mas esse repertório é mais amplo.

No Eneagrama, vemos a existência de nove emoções: entre elas, a Avareza. Como ela é, talvez, menos conhecida que a Raiva ou o Medo, até estranhamos quando nos deparamos com alguém que a demonstra: certa frieza e distanciamento, uma preferência por atividades solitárias e uma comunicação curta e suscinta.

Por outro lado, quando bem utilizada, a Avareza traz recursos como planejamento a longo prazo, ponderação e análise racional da realidade. Tais habilidades podem ser fundamentais para ajudá-lo a encontrar a saída de um momento difícil. Veja alguns exemplos:

  • Se a sua vida financeira está descontrolada, coloque no papel todos os seus ganhos e todos os seus gastos (incluindo todas aquelas comprinhas inocentes de 10 e 20 reais). Faça uma previsão para os próximos meses: você realmente precisa gastar dinheiro com essas coisas?
  • Se você costuma entrar em negócios sem pensar muito, avalie com mais atenção o nicho em que se envolverá – talvez você se surpreenda com o fato de ele já estar saturado.
  • Se você tem por hábito decidir no calor do momento, respire fundo e reflita durante alguns dias. Assim você não será obrigado a pedir desculpas pelas coisas que disse “sem querer”.

Se você percebeu que a Avareza pode ser um recurso importante para você, o Treinamento Eneagrama da Personalidade pode ajudá-lo a desenvolvê-la.

Angelita Borges – Laboratório e Pesquisa do IEneagrama Brasil

O que acontece quando um eneagramado recebe e aceita sem julgamentos os aprendizados da crise?

Quem é IEneagramado consegue se perceber mais facilmente quando está em estresse, já que reconhece seus gatilhos e assim pode se antecipar ao seu padrão de comportamento. Isso permite mais clareza e mais objetividade para lidar com momentos de grande ansiedade, como o atual.

Para cada perfil, os desafios são distintos, mas em comum todos temos o eneagrama, que nos ensina o melhor caminho rumo à neutralização e ao fortalecimento pessoal.

O Mikael Zamboni, diretor e trainer do IE Vale Europeu em Santa Catarina preparou um conteúdo especial para todos os tipos.

Confira:

Tipo 1

A leveza da vida é experimentada quando o “erro” é apreciado, pois agora eu aceito a beleza da imperfeição e me liberto do excesso de cobranças.

Tipo 2

O verdadeiro cuidado com o outro é atingido quando volto com generosidade meu olhar para mim e deixo de tentar carregar os problemas do mundo em meus ombros.

Tipo 3

A riqueza verdadeira está na simplicidade e na proximidade de quem amamos, pois agora eu aceito que me preencho com o amor das pessoas e não com as conquistas exigidas pelo mundo.

Tipo 4

A sensibilidade esconde em seu íntimo uma força imensurável, pois agora eu aceito que o mundo sonhado é criado com determinação e não com idealização.

Tipo 5

Que a sabedoria profunda é adquirida quando me permito sentir a experiência, pois agora aceito a importância de me envolver ativamente no mundo e não apenas observá-lo.

Tipo 6

A confiança e a segurança já estão dentro de mim, pois agora aceito que as certezas do meu mundo vêm da voz do coração e não da racionalização.

Tipo 7

A criatividade prática é despertada ao encarar as dificuldades, pois agora aceito integrar a dor de situações negativas que o mundo me apresenta e não mais fugir delas.

Tipo 8

A vulnerabilidade é o atalho que aproxima os corações, pois aceito que a verdadeira força que o mundo precisa é feita de sensibilidade e compreensão e não somente de ação.

Tipo 9

A evolução é resultado dos atritos que acontecem em nossas vidas, pois agora eu aceitolidar imediatamente com os conflitos que o mundo me traz e não mais engolir minha opinião.

Máscara emocional: qual é a sua?

Usar uma máscara de proteção, como o próprio nome diz, tem o objetivo de auxiliar na prevenção e propagação de doenças. E atualmente ela tem sido a companheira de muitas pessoas que necessitam sair do isolamento. Veja, máscaras e isolamento social hoje caminham juntos com uma função básica: salvar vidas!

E o que pode haver de comum em isolamento e máscaras quando falamos em emoções?

Existem máscaras que nos acompanham desde a infância. São invisíveis, mas servem para nos proteger da mesma forma. Elas atuam como uma blindagem às dores que vivenciamos desde cedo e, através delas, definimos inconscientemente qual é a melhor forma de nos relacionarmos com o mundo. Cobrimos nossa maneira de pensar e de sentir, e deixamos a encargo de nossas máscaras a expressão distorcida de quem somos.

E, desde a infância, também nos acompanha o isolamento: o isolamento emocional, um lugar dentro de nós onde ficam aquelas questões emocionais mais particulares e doloridas, que evitamos mostrar ao mundo por receio de sermos feridos novamente. Soterramos, nesse lugar de tamanha solidão, tudo aquilo que realmente sentimos e pensamos, deixando de expressar tudo o que há de mais valioso em nossa essência.

Tudo na vida, mesmo que seja para proteção, tem seu lado positivo e negativo. O isolamento, ao mesmo tempo em que nos protege, nos coloca frente a emoções, sentimentos e conflitos que havíamos deixado guardados em uma gaveta em nosso inconsciente. As máscaras cirúrgicas, se não forem bem manipuladas e se não estiverem com tempo de uso adequado, deixam de nos proteger e acabam nos expondo a riscos ainda maiores. Já as máscaras emocionais nos fazem esquecer quem verdadeiramente somos quando não as retiramos nos momentos em que elas não são mais necessárias.

Quando falamos em emoções, as máscaras representam o nosso ego; e o isolamento, as dores que fazem parte de quem somos. Como forma de sobrevivência, vestimos diariamente nossa máscara e ela se torna o nosso eu. É ela quem nos ajuda a encarar o mundo e ficamos tão apegados a ela que acreditamos que somos a máscara. Quantas vezes você teve dificuldade em reconhecer o que de fato queria para sua vida? Ou se percebeu tendo atitudes ou reações que desconhecia em você mesmo? Será que você estava fazendo o que você realmente queria ou era o que a máscara queria?

Será que quando pudermos nos abraçar novamente, dar 3 beijos no rosto e um chamego, conseguiremos tirar não só as máscaras de pano do rosto, mas as máscaras que encobrem nossa alma? Será que conseguiremos honestamente permitir que o mundo nos olhe de verdade nos olhos e possa amar quem nós verdadeiramente somos? Será que conseguiremos retribuir esse mesmo olhar amoroso a quem tiver a mesma coragem de SER?

Estamos aprendendo e experimentando novos hábitos. Mas também estamos sendo convidados a retirar a máscara da infância, sair do isolamento emocional e descobrir quem somos em essência.

Venha fazer essa descoberta conosco!

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Vulnerabilidade: Você vive com todo o seu coração?

É estranho pensar que, muito do que fazemos, é para responder a uma possível situação de risco – fazemos porque temos medo. E nós temos muitos medos. Todos nós! Mas reagimos a eles de formas diferentes: uns paralisam, outros se energizam, alguns se vitimizam e outros vão atrás de senti-lo, mesmo que inconscientemente.

E a diferença de medos e angústias? As angústias pesam, inclusive no nome. Os mais empáticos até se contorcem ao ouvi-la. A angústia vem da incerteza, por exemplo, de não saber o dia que vamos morrer ou de não estar fazendo algo significativo em nossa vida! São dores abstratas. Não há seguro contra uma vida mal vivida – aos 90 anos, você não pode pegar seus anos de volta, caso perceba que tenha vivido uma vida vazia.

E o medo? Medo de perder o emprego, de sofrer um acidente, de magoar alguém, de errar, de ser ferido, ofendido e parecer frágil? Se nossos antepassados tinham medo de não ter comida ou abrigo, hoje todos os nossos medos culminam em um medo único, o medo de não ser bom o suficiente. E o suficiente nunca chega!

Para angústias não há soluções, mas existem estratégias para não perder o emprego: por exemplo, me comunicar de maneira amistosa, demonstrar minha competência profissional e bloquear meus sentimentos para me mostrar forte. Ou seja, para os medos existem caminhos e esses caminhos geralmente seguem o seguinte ciclo: tenho medo > preciso me proteger > escondo minha vulnerabilidade. É por esse medo de sempre estar ficando para trás que nós nos tornamos pessoas que escondem fraquezas e começamos a competir para mostrar quem é o mais forte.

A competição sempre esteve presente em nós, inclusive nos fez sobreviver como espécie. Usamos uma grande energia para competir, demonstrar força e assim garantir sucesso na vida profissional, mas essa energia acaba sendo um desperdício, pois poderia ser usada para sermos pessoas mais inspiradoras, que os outros querem perto, querem ser liderados ou querem dividir uma vida. Mas como dividir uma vida se não consigo dividir minhas fraquezas?

Vulnerabilidade é substantivo feminino e, como toda força feminina, ela vem dotada de uma energia de acolhimento e amor. E não há como falar de vulnerabilidade sem falar de empatia. Nós estamos na era em que grandes líderes estão buscando entender o que é empatia. Afinal, enquanto você está escondendo perfeitamente sua vulnerabilidade e quem você é, seus liderados, familiares e amigos escondem também. E é aí que talvez esteja a resposta do porquê seus liderados não produzem o que deveriam produzir, não se envolvem verdadeiramente com sua causa ou por que seus relacionamentos de amizade e íntimos sejam mais confusão do que felicidade. Não estamos conectados empaticamente através de nossas dores.

É preciso coragem para abraçar a vulnerabilidade. Na era da substituição de grande parte do trabalho por máquinas, fará a diferença quem conseguir ser mais verdadeiro, conseguir se comunicar pela lente do amor e do que nos une, muito mais do que nos separa. Vulnerabilidade é para quem está disposto a fazer o teste de viver sua vida sem perder para seus medos, é para quem deixa de procurar a fraqueza no outro para esconder sua própria fraqueza, é para quem acolhe a vulnerabilidade do outro com empatia. Vulnerabilidade é para quem tem a coragem de agir com o coração, como a palavra diz. E é para quem tem força suficiente para ser ferido e saber que vai se levantar.

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VOCÊ É MUITO MAIS QUE A SUA PERSONALIDADE

No Eneagrama, encontramos nove Tipos de Personalidades, as quais refletem nossa motivação básica, nossas prováveis escolhas, nossas atitudes perante os outros e demais aspectos. E algumas pessoas, assim que ouvem falar sobre isso a primeira vez, já ficam com a curiosidade de saber a qual Tipo pertencem. Esse é de fato um processo interessante, que pode ser muito benéfico e resultar em grandes transformações positivas.

Aliás, o objetivo do Eneagrama é exatamente esse: transformações positivas a partir do ponto em que estamos. Saber o nosso Tipo não é nos colocarmos em uma caixinha, e de nada adiantaria a simples justificativa de maus comportamentos, como “Você sabe o quanto eu sou exigente, afinal sou Tipo 1” ou “Eu me preocupo mesmo, porque sou Tipo 6”. A descoberta do meu Tipo permite reconhecer onde estou, quais qualidades eu já tenho e o que ainda posso desenvolver, de acordo com o meu próprio quadro mental, emocional e prático. É como um mapa, indicando um caminho seguro a partir das emoções que me guiam.

Desenvolvemos uma Personalidade ainda crianças para lidarmos com o mundo. De uma forma ou de outra, todos nós nos assustamos e sentimos a necessidade de nos proteger ainda bem jovens. A Personalidade, de acordo com o Eneagrama, é uma forma de defesa, uma casca. E nós podemos superá-la quando nos conhecemos profundamente, chegando cada vez mais perto da nossa Essência e nos libertando da armadura que nos prende. Por isso, você é muito mais que a sua Personalidade, ou o seu Tipo: você é a sua Essência.

Assim, é importante que você apare seus espinhos e descubra todas as flores que habitam em seu ser. Com menos espinhos, você sofre menos, já que as arestas a serem aparadas vão diminuindo e ficam cada vez menos pontas para se arranhar. Com mais flores, seus relacionamentos se tornam mais leves e agradáveis: quem não gostaria de conviver com pessoas mais conscientes e empáticas, não é mesmo? O caminho de autodescobertas e autodesenvolvimento tende a resultar em grandes insights para a sua vida, seja pessoal ou profissional. Faça o Eneagrama da Personalidade e descubra todo o potencial que existe dentro de você!

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

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Os personagens de La Casa de Papel e Eneagrama

La Casa de Papel da Netflix chega à temporada 4 com muitos fãs.

Vocês pediram e a gente analisou o padrão comportamental de Tókyo, Rio, Oslo, Nairóbi e outros personagens desse grupo charmoso de ladrões e seu professor. Quer saber?

Confira:

Tokyo – 4 Preservação

Idealista, Tokyo desde o início já delimita bem que tipo de vida prefere viver: “Envelhecer na prisão não é para mim. Prefiro fugir. De corpo e Alma. Se eu não puder levar meu corpo, que minha alma escape.” Como um bom Tipo 4 Preservação, é destemida e imprudente. Além dos ideais, fica claro seu anseio de viver uma vida intensa e bem aproveitada, mesmo que curta, ao invés de uma vida longa e sem sentido.

Professor – 5 Social

Reservado e estratégico, o Professor deixa claras suas intenções a longo prazo e é ponderado o suficiente para fazer as coisas andarem de maneira eficiente. Extremamente analítico, apesar de alguns rompantes emocionais, o Professor estrutura sua personalidade no Perfil 5 de Instinto Social, que consegue treinar todo o grupo de assaltantes para a execução do plano pensando em cada detalhe.

Rio – 2 Preservação

Entusiasmado e sorridente, Rio adota o Perfil 2 de Instinto Preservação. Com seu carisma, logo de início conquista o afeto de Tokyo. Conecta-se com ela de maneira profunda e é bastante cuidadoso com ela, além de demonstrar certa inocência ao já imaginar uma vida ao lado da moça. Mostra todo seu lado passional e vingativo quando Berlin expulsa Tokyo da Casa da Moeda, ficando revoltado e contando boa parte do plano deles na frente dos reféns.

Denver – 6 Sexual

Sempre que se sente ameaçado, contrariado ou subjugado, Denver reage de maneira agressiva e sem parar para pensar. Extremamente ansioso, muitas vezes troca os pés pelas mãos em suas reações impulsivas. Mas, muito leal ao grupo, busca protegê-los e cobra que todos andem na linha e cumpram as regras, pois dessa maneira é mais seguro e assim terão o controle das situações.

Arturito – 3 Social

Arturito aproveita sua capacidade de persuasão sedutora para que as pessoas façam aquilo que ele quer. Passa o seriado buscando se tornar o herói que salva a todos. Depois do assalto, ele se torna palestrante motivacional. Seu desejo de ser admirado fica mais explícito ao distorcer alguns pontos da história, fazendo-o parecer mais importante do que realmente foi, dourando e polindo algumas atitudes que teve.

Helsinki – 9 Sexual

Calmo e flexível, busca resolver as situações delicadas com empatia e diálogo. Mesmo quando Berlim se sacrifica pelo grupo, é Helsinki que acalma o professor e cumpre a ordem do Berlim de explodir o túnel. Mesmo bastante calado, demonstra um coração enorme que consegue transmitir afetuosidade, como se colocasse panos quentes na situação. É obediente às regras e comprometido com o objetivo do grupo.

Lisboa – 6 Sexual

Como toda mulher do Tipo 6 Sexual, costuma vestir a armadura de uma mulher forte e não demonstrar suas vulnerabilidades, em especial em ambiente tão masculino. Ela toma as rédeas das situações facilmente e mostra quem é que manda. Suas carências e inseguranças ficam nítidas ao olharmos para suas histórias pessoais de traição. Encontra no Professor um porto seguro, e se joga na adrenalina de mudar de lado no jogo.

Berlim – 4 Sexual

Bastante individualista, Berlim demonstra um certo ar de superioridade e arrogância, em especial com aquilo que é comum ou ordinário. Mas diferente de um individualista frio, Berlim facilmente se conecta emocionalmente com as pessoas e consegue captar, através de sua sensibilidade, os pontos frágeis das pessoas. Cutuca com ironia e muito sarcasmo estas características para desestabilizar quem tente ser a pessoa a atrair maior atenção que ele.

Moscou – 9 Preservação

Tem uma atitude extremamente racional e pautada em ponderação. Claramente em cima do muro, Moscou demonstra que sua tomada de decisões sempre passa pela análise do todo. Bastante calmo e sereno, busca levar ao filho Denver a paciência para lidar com as situações. Claramente prefere acalmar os ânimos frente aos problemas e resolver com diálogo, buscando também cumprir com obediência suas tarefas.

Oslo – 8 Preservação

Fechado e sério, fala o mínimo possível, mas sempre com convicção, objetividade e firmeza. Possui uma força física enorme, necessária para o assalto. Sua força e firmeza acabam por impor respeito. Como um bom Instinto Preservação na Personalidade 8, enquanto não se sente desrespeitado, segue e respeita a hierarquia, cumprindo aquilo que precisa ser feito sem demonstrar qualquer tipo de insegurança.

Alicia – 3 Sexual

É obstinada a ponto de tratar com frieza assuntos que envolveriam muita dor, como a morte do marido e também a própria gravidez. Deixando tudo isso de lado, foca no trabalho. Seu apego à imagem fica mais evidente quando é orientada a assumir sozinha a culpa por descumprimentos graves da lei com relação a torturar presos. Nesse momento, expõe seus superiores e está em busca de salvar sua própria imagem capturando sozinha o Professor.

Estocolmo – 2 Sexual

De maneira um tanto inocente, deixa-se levar pela promessa de Arturito de formar uma família, contentando-se com migalhas de amor. Mas, quando percebe que foi enganada, tira forças de seu Orgulho e acaba por se vingar, engatando um relacionamento com Denver. Utiliza-se de seu carisma e sedução para criar sintonia facilmente com os assaltantes, mudando de lado ao aliar-se com eles.

Nairóbi – 1 Sexual

Uma das primeiras atitudes que mostra sua Personalidade é quando o grupo de assaltantes começa a quebrar as regras, o que a deixa indignada. Nairóbi cumpre o que precisa ser feito sem que precisem direcioná-la. Escalada para conferir a qualidade das notas produzidas, tem um olhar detalhista para o que está sendo feito. Convicta e buscando sempre fazer aquilo que é correto, acaba virando uma régua de coerência no seriado.

Palermo – 4 Sexual

Muito semelhante ao seu grande amigo Berlim, seus traços de personalidade também ficam evidentes ao mostrar-se com a sensibilidade necessária para entender os pontos fracos das pessoas e assim instaurar o caos. Reflete também uma instabilidade emocional interna. Quando se sente deixado de lado, acaba partindo de forma totalmente passional em um plano para se vingar do grupo que acabou aprisionando-o junto aos reféns.

Ángel – 6 Preservação

Já no início da história, quando precisa tomar uma decisão entre atirar ou não em um possível assaltante, fica inseguro e prefere não correr o risco de acabar matando algum refém, visto que todos estão vestidos de forma igual e com máscaras. Ángel é bastante desconfiado, e são suas desconfianças que os levam atrás de pistas do Professor. Suas inseguranças são o que o atrapalham, tanto ao expor o que pensa quanto ao expor o que sente.

 

GESTÃO EMOCIONAL E DESENVOLVIMENTO

Inteligência emocional é um conjunto de competências, que se desenvolvidas, torna-se a capacidade de reconhecer e compreender as emoções em si e aos outros, de pensar com clareza e objetividade sobre as emoções e usar esse conhecimento para gerir seu comportamento e relacionamento.

• Autoconsciência: esse é o nível onde o indivíduo tem a habilidade de se realizar por ele mesmo. Estar autoconsciente significa perceber e sentir o que está causando a si mesmo e aos outros.

• Autogestão: É a capacidade de gerir suas emoções, elevando a capacidade de perceber quais são os seus pontos fortes e fracos e assim administrá-los de forma positiva, tendo maior clareza e equilíbrio entre o pensar, sentir e agir, (e menos reagir), obtendo resultados superiores e, acima de tudo, bem estar.

• Consciência Social: É a capacidade do indivíduo em interpretar os sentimentos, intenções e motivações dos outros através do que chamamos de EMPATIA. Ou seja, aprofundar a visão e compreensão das razões sobre o porquê de uma pessoa ser do jeito que é, interpretando palavras, gestos, objetivos e metas subentendidos em cada discurso.

• Gestão de Relacionamentos: É a capacidade de usar as competências adquiridas para administrar as interações pessoais e profissionais com sucesso.

Existem pesquisas que afirmam sobre a necessidade de exercer a inteligência emocional em todas as áreas da vida, segundo umapesquisada consultoria TalentSmart*, o QE (Quociente Emocional) pode ser mais decisivo para osucessona carreira do que o famoso QI (Quociente de Inteligência).

A consultoria testou a inteligência emocional juntamente com 33 outras habilidades importantes no local de trabalho, e descobriu que a inteligência emocional é o mais forte fator do desempenho, sendo um total de 58% de sucesso em qualquer setor do mercado de trabalho.

O levantamento, com mais de 1 milhão de pessoas, mostrou ainda que cerca de 90% dos indivíduos mais bem avaliados e considerados de sucesso, são habilidosos em administrar suas emoções.

Por que você trabalha?

Há um mês, se alguém lhe dissesse “Oi, como você está?”, sua resposta provavelmente seria “Na correria, como sempre, né? Muito trabalho!”.

Com uma mesa abarrotada de compromissos e um celular que não parava de tocar, estávamos exaustos por correr atrás de uma linha de chegada que só existia na nossa cabeça. E nem por isso deixávamos de correr. Priorizando nosso próprio negócio, não vimos nossos filhos darem os primeiros passos, nossos cônjuges defenderem o trabalho de conclusão de curso, nossos amigos comemorarem o aniversário, nem nossos pets brincarem na grama em um dia de sol. E, mesmo sabendo que não era uma rotina saudável, convenientemente não achávamos tempo para cuidar da nossa saúde.

Até que fomos convidados a repensar toda a nossa vida. Meio a força. Meio a fórceps. Porque, se dependesse de nós, talvez estaríamos no mesmo ritmo alucinado de poucos meses atrás, achando que não havia tempo para nada e ninguém mais além de trabalho, trabalho, trabalho.

Descobrimos que boa parte das profissões que ocupamos pode ser tocada de casa.  Descobrimos que saúde é um bem precioso: sem ela, ninguém fica vivo para trabalhar no dia seguinte. Descobrimos que nossas ações podem ter repercussão em uma cidade inteira. Descobrimos o valor do planejamento financeiro. Descobrimos que as coisas que tomávamos por garantido não eram tão garantidas assim.

Ainda há mais o que descobrir. Ainda há mais para explorar, para inovar, para repensar. Quando outros cenários mais felizes voltarem a aparecer no horizonte, espero que sua resposta não seja mais “Estou na correria, como sempre”. Espero que você possa responder algo que ressoe com o seu coração, com a sua missão de vida e o seu propósito. Por que você trabalha?

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

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Cuide das pessoas e elas cuidarão da sua empresa

Pense comigo: quantos setores diferentes existem na economia de um país? Rapidamente, podemos lembrar de educação, saúde, transporte, turismo, segurança, comércio, cultura, indústria, tecnologia. São tantos e tão distintos que parecem ter pouca coisa em comum, não é mesmo? Mas há um fator que perpassa toda e qualquer organização: as pessoas.

Antes de números e recursos físicos, uma empresa é feita de gente. E gente tem emoções, sonhos, esperanças, vontades e objetivos. Não há como separar, emocionalmente, a vida pessoal da vida profissional. Se você já perdeu uma noite de sono pensando no futuro do seu emprego, você sabe do que eu estou falando. É muito difícil deixar as preocupações do trabalho na mesa do escritório, ou as preocupações da casa na mesa da cozinha.

Sendo uma empresa feita de pessoas, é fácil imaginar que suas reações emocionais atinjam diretamente o futuro do empreendimento. Quando uma crise se instala, seja ela local ou global, é de se esperar que as pessoas entrem em estresse e seu desempenho caia drasticamente. Mas você já reparou que nem todo mundo reage do mesmo jeito?

Existem diversos fatores que desencadeiam essa reação automática e inconsciente – sua personalidade é um deles. Também existem várias formas de se portar frente a uma situação estressora. Algumas pessoas negam os fatos, enquanto outras colocam uma carga dramática ainda maior. Tem aqueles que tentam acalmar os ânimos de todos e tem aqueles que não conseguem encontrar uma saída. Quando uma situação de crise chega, lembre-se: está todo mundo estressado, mesmo que não seja o mesmo estresse que o seu.

Por isso, se você é líder de uma equipe, você tem o desafio – agora mais que nunca – de manter a cabeça fria e acalmar as pessoas que trabalham com você. Quando há um propósito claro, uma equipe verdadeiramente unida é capaz de enfrentar todo tipo de obstáculo. Quando um líder se mostra ao lado de sua equipe, a equipe também ficará ao lado do líder. Lembre-se: uma empresa é feita de pessoas. Se você cuidar delas, elas cuidarão da sua empresa.

Texto: Angelita Borges – Diretora de Laboratório e Pesquisa IE Brasil 

 

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Você é um farol no meio da tempestade?

Imagine a seguinte cena. É uma noite fria de inverno e uma forte tempestade deixa o mar agitado. As ondas quebram nos rochedos, espalhando água e terror ao longo da costa. O som dos trovões faz a terra tremer nessa noite que parece não ter fim. Mas, praticamente ileso no meio dessa dança violenta, existe um farol. Ele se ergue no topo da encosta e encara serenamente o mar bravio lá de baixo. Não há escuridão que ele não consiga atravessar com a sua luz.

De tempos em tempos, a vida passa por estremecimentos e a gente sente como se o mundo fosse acabar. E, por mais difícil que seja ver a luz por meio de nuvens densas, é preciso se lembrar de que o farol continua brilhando no horizonte: se tudo passa, essa tempestade não seria diferente.

Faça chuva ou faça sol, é muito importante que nossas ações, pensamentos e sentimentos fiquem alinhados na direção de um propósito forte e significativo. Mais do que nunca, a Virtude da Equanimidade pode ser muito útil para nos ajudar a enfrentar as tormentas da vida: ela nos mostra que, independentemente de como está o mundo lá fora, o nosso mundo interior pode se manter equilibrado, apesar dos trovões furiosos que rasgam o céu ou dos passarinhos cujas cantigas nos embalam mansamente.

Quando tudo for escuridão e parecer não haver uma saída, lembre-se de que, acima do rochedo, existe um farol enfrentando as adversidades impostas pelo mundo ao seu redor. Um farol aponta o caminho sem julgar quem o percorre. Um farol recebe com alegria os viajantes que, corajosamente, enfrentam águas bravas e indomáveis. Um farol o ajuda a encontrar a terra firme, para enfim descansar o coração que pula apavorado. A pergunta que fica é: no meio disso tudo, você tem sido um farol para aqueles à sua volta?

TEXTO: Angelita Borges (Diretora de Laboratório do IE Brasil)

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9 dicas de como evitar caos emocional em tempos de crise

Paciência e Resiliência
Não há como prever o que enfrentaremos à frente e nem há como acelerar o tempo; portanto, é através dessas duas competências que podemos iniciar nossa caminhada.

Convicção e Ousadia
Sem acreditar em nossa força, ficamos acuados frente à ameaça. É hora de utilizar toda a nossa ousadia para sair da zona de conforto e encontrar as soluções.

Otimismo e Bom humor
Ter uma clareza da realidade e dos riscos à frente, e ainda assim olhar de maneira otimista e bem-humorada, é como jogar mais combustível em nossas capacidades.

Planejamento e Cautela
Mais importante do que a velocidade que vamos empregar pós-crise, é a direção na qual vamos caminhar a partir dela. Por isso, é imprescindível planejar de maneira atenta.

Visão de longo prazo e Ponderação
Olhar para o futuro com ponderação é uma maneira assertiva de encontrar os diversos caminhos que podemos trilhar para nossas empresas.

Criatividade e Sensibilidade
Hora de colocar toda a inovação para fora e, com sensibilidade, encontrar os detalhes que irão diferenciá-lo no mercado e garantir a retomada.

Foco e Motivação
Permanecer focado e motivado é uma maneira de também inspirar sua equipe a continuar engajada e produtiva, garantindo assim bons resultados.

Conexão e Sintonia
É necessário conectar-se também com as pessoas, afinal são elas que fazem nossas empresas. Através da sintonia, podemos encontrar maneiras de compartilhar força e expertise.

Persistência e Disciplina
É continuar obstinado na busca por fazer o que precisa ser feito, mas lembre-se: você é um ser humano, é preciso também disciplina para saber a hora de descansar.

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Por que o Eneagrama

Em nosso treinamento unimos o Eneagrama a um conjunto de técnicas e vivências para a gestão emocional e o desenvolvimento humano. Utilizado como mapa que descreve nove emoções humanas, cada uma relacionada a um Padrão de Comportamento, possibilita que cada um torne-se autoconsciente das emoções que o influenciam diretamente, bem como, identifica o estilo de atuação, os elementos motivadores e desmotivadores para indivíduos e equipes profissionais.

À toda a longa história de evolução do conhecimento do comportamento humano e do Eneagrama, o Instituto Eneagrama acrescentou a teoria de Wilhelm Reich da leitura corporal das nove emoções. Reich, um neuropsiquiatra contemporâneo de Freud, baseou-se nos fluxos energéticos dos sete anéis corporais ou couraças musculares que sustentam nossas formas de pensar, sentir e agir, ou seja, as respostas do nosso corpo aos estímulos externos. Quando olhamos de forma consciente para nosso corpo, podemos perceber a importância dessas emoções e o quanto estão diretamente relacionadas a ele e às formas que adquire.

O Instituto Eneagrama reúne em seus treinamentos todos esses conhecimentos na experiência e dedicação em gestão emocional e desenvolvimento pessoal e profissional de cada indivíduo. Tudo para auxiliar o participante a se tornar autoconsciente e explorar ao máximo seus potenciais pessoais e profissionais.

Dessa forma, para que o indivíduo seja inteligente emocionalmente precisa respeitar suas emoções, validá-las, ou seja, se dar o direito de sentir o que sente e administrar estas emoções para que elas não sejam prejudiciais aos seus objetivos e resultados.

Para o Instituto Eneagrama toda e qualquer mudança profissional deve começar por uma mudança pessoal, dessa forma nossos programas atuam tanto no âmbito pessoal quanto profissional.

O resultado? Você passa a reconhecer e compreender suas próprias emoções, refletir sobre elas e colocar suas conclusões em prática, gerando uma mudança positiva na forma como você se comporta, toma decisões e interage socialmente.

Teste Eneagrama

Você já deve ter lido ou ouvido falar sobre os testes de personalidade de Eneagrama e é possível encontrar em livros e sites. O Instituto Eneagrama não disponibiliza nenhum teste online, pois compreende que o processo de identificação do padrão comportamental, baseado no Eneagrama, é complexo e profundo e deve ser realizado com o acompanhamento de uma equipe certificada, qualificada e experiente no assunto.

A metodologia prática e exclusiva do Instituto Eneagrama incentiva os participantes a realizarem uma investigação de como os elementos descritos através do Eneagrama estão presentes em suas vidas, e em que situações são benéficos ou prejudiciais. O objetivo principal é ampliar a consciência de nós mesmos e das diferenças entre pessoas, aprendendo respeitar a si e aos outros.

A descoberta do perfil se dá através das vivências, exemplos práticos e participação de cada participante. Somente na 5ª sessão é possível que cada indivíduo esteja apto a identificar qual o seu padrão de comportamento. O processo é mais profundo do que a aplicação de um questionário, que responde a curiosidade inicial, mas que não fornece as ferramentas e conteúdos práticos necessários para que o indivíduo possa utilizar em seu dia a dia.

O teste não deve ser visto como balizador e determinante na sua caminhada do autoconhecimento através do Eneagrama. Utilizar o Eneagrama nos permite reconhecer como cada uma das 9 emoções está presente em nossas vidas e, consequentemente, qual é a mais presente e predominante. Quando este trabalho é dirigido, como no Instituto Eneagrama, o participante reconhece que, mesmo agindo de maneira diferente a cada situação e descobrindo coisas em si de cada um dos 9 padrões, existe uma motivação básica tão inconsciente quanto constante. Que cada fase está envolvida com um conjunto de emoções e uma mesma como predominante. Que ao longo da vida buscamos a mesma coisa, de formas diferentes.

>A ampliação da consciência de nós mesmos e das pessoas que nos rodeiam, permite buscar novas maneiras de nos expressarmos, respondendo mais aos nossos reais anseios e menos aos desejos relacionados ao padrão de comportamento.

Quer conhecer mais do Eneagrama e de si?

Conte com uma equipe qualificada e certificada no assunto. Procure uma de nossas franquias em https://ieneagrama.com.br/agenda

Pandemia do egoísmo

Em tempos de pandemia mundial contra um ser invisível, nossas defesas se armam e ficamos em alerta e desconfiando de tudo e todos.
Basta um espirro de rinite para que todos ao redor tenham a certeza de estarem infectados e começarem a desenvolver sintomas psicológicos do COVID-19.
E eu com isso?
Uma das características mais assertivas do Eneagrama é que ele nos ensina profundamente os comportamentos humanos através de emoções. Não é necessário ser da personalidade 6 para que seu medo esteja à flor da pele numa circunstância como uma pandemia. O que não nos atentamos é o quanto ficamos individualistas a partir da emoção do medo.
Começamos a nos afastar uns dos outros como se todos fossem uma ameaça, passamos a olhar torto para as pessoas nos corredores, pegamos outro elevador no trabalho, atravessamos a rua para não cruzar com alguém de máscara.
Medo, emoção de segregação?
Pode ser, mas medo também é emoção de ponderação, cautela e luta em grupo em prol de um inimigo verdadeiro!
Juntos somos mais fortes, mas esse “junto” precisa ser juntos mesmo. Devemos entender com empatia nosso papel ao nos recolhermos em nossas casas. Juntos é não visitar seus avós. Juntos é isolar seus filhos da convivência com os amiguinhos. Juntos é cuidar de cada situação que represente risco para o outro, é espirrar tampando seu rosto. É entrar em cada local e antes de qualquer coisa lavar as mãos. Juntos é manter distância.
Pela primeira vez, juntos… é separado!
Usar a emoção do medo é enxergar todos os riscos envolvidos nessa circunstância e tomar cuidado a cada local que tocamos a mão, higienizar cada pensamento maldoso sobre o outro, lavar todo e qualquer preconceito que temos com o diferente e JUNTOS, sermos mais iguais em prol de um bem comum.
Juntos, você aí e eu aqui, mas juntos na certeza de que pela primeira vez, vamos cuidar uns dos outros separados.

Qual a diferença entre vício emocional x emoção

No Eneagrama, falamos muito em vício emocional. Ele determina nosso comportamento e influencia diretamente nossas emoções, já que ele é uma das bases do nosso Tipo. Emoção e vício emocional são coisas distintas portanto, e isso se dá por conta da dose e do uso de cada uma.

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> A emoção orienta, equilibra, pondera e faz com que possamos nos precaver antes de qualquer atitude ou comportamento.
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> O vício emocional nos paralisa, limita, vitimiza, podendo até tiranizar.
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Quando bem empregada, a emoção é um guia que nos ajuda a atravessar momentos difíceis e a tomar atitudes de fato conscientes. Pense no Medo, por exemplo. É ele que nos fará ponderar e criar estratégias, planos de contingência e preparação para o obstáculo futuro.

No entanto, como vício emocional, ele determina a nossa ação e nos prende a apenas uma perspectiva: a do risco e da ameaça. Assim, fica muito difícil enxergar a vida de outra forma, porque qualquer coisa poderá ser tomada como uma intimidação ou perigo.
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No Eneagrama da Personalidade, você vai entender como você se organiza emocionalmente, para então ser capaz de aprender a controlar o vício emocional e assim ficar em equilíbrio com as suas emoções. É a partir dessa dinâmica que ganhamos as ferramentas necessárias para extrairmos de nós o que há de melhor.
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Tem alguma dúvida sobre o Eneagrama? Manda pra gente

A escolha de fazer um 2020 muito melhor é sua!

E se 2020 for a sua chance de fazer algo diferente?

Hora da reflexão:
Atingiu todas as metas do ano?
Está satisfeito com seus resultados?

Pensando nisso, preparamos o IENEAGRAMA WEEK!

→ → → Acesse: https://conteudo.ieneagrama.com.br/iweek

Uma semana de conteúdo online, proporcionando momentos de bate-papo com o objetivo de tornar mais claro quem somos, o que fazemos e como você pode ter resultados melhores na sua vida pessoal e profissional.

Não perca, confira o que teremos em cada dia:

• 12/11 – Transformar atitudes, como?
Em um webinar ao vivo, Edu Rosa e Helô Labres, irão conceituar de forma simples e didática o que é o Eneagrama da Personalidade, o que ele nos oferece de melhor e responderão as dúvidas mais frequentes.

• 13/11- Os novos treinamentos exclusivos IE
Assista o bate papo entre Mário Echeverria e Frann Silva e conheça o Eneagrama Processual, a chave para alavancar os resultados dos seus projetos de forma definitiva, e o Eneagrama Avançado.

• 14/11- O fim é só o começo
Em um conteúdo exclusivo para eneagramados IE, Mário Echeverria e Edu Rosa falam como viver o Eneagrama após o término do ciclo do treinamento Eneagrama da Personalidade.

• 15/11- Conteúdo SURPRESA
Será revelado apenas no dia, aguarde 🙂

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A escolha de fazer um 2020 muito melhor é sua!

A escolha de fazer um 2020 muito melhor é sua!

O que o filme Divertida Mente tem a nos ensinar sobre as emoções?

Aqui no Instituto Eneagrama, compreendemos a personalidade como a soma de 9 emoções: algumas são acessadas com mais frequência, enquanto outras estão como que “adormecidas”. Imagine uma árvore: o tronco seria a nossa emoção principal, a qual nos dá grandes recursos e habilidades. Por exemplo, o Medo traz precaução e cautela, enquanto o Orgulho dá a sensação de capacidade e eleva a autoestima. Já nos galhos, estão as outras 8 emoções, distribuídas de acordo com a frequência de uso – quanto mais perto do tronco, mais fácil é acessá-las. Assim, entendemos essa distribuição como uma hierarquia, sendo que algumas estão no comando e nos influenciam na maior parte do tempo.

Se você já assistiu ao filme Divertida Mente, vai ter uma ideia do que queremos dizer: na sala de comando dentro da cabeça da menina Riley, estão várias emoções, mas quem costuma apertar os botões é a Alegria (aqui conhecida como Gula). As demais até entram em cena de vez em quando, mas sempre de acordo com o que a Alegria deseja. É como se todo o nosso potencial ficasse limitado por causa de uma emoção, e assim vemos a Tristeza sendo deixada de lado porque não compreendem a sua importância, enquanto a Raiva aparece com força total nos momentos de decepção. No painel de controle, tem sempre uma emoção tomando a frente – no caso do pai, é a Raiva; e no caso da mãe, é a Tristeza.

Portanto, os pais possuem perfis diferentes e têm uma dinâmica também diferente.No caso da Riley podemos perceber a Alegria quando está tudo bem, Raiva quando as coisas não dão certo. Considerando-se essa metáfora, a Alegria é a responsável por inúmeras decisões da Riley e, muitas vezes, impede que a Tristeza se aproxime e seja experenciada. Isso a leva a ver a vida por um viés positivo, como no momento em que a casa nova é uma decepção, “mas o lado de dentro deve ser legal”. O Tipo 7 costuma ver os acontecimentos ruins com uma lente positiva, fazendo do limão uma limonada. O desafio consiste em perceber a importância das memórias ruins: foi quando Riley perdeu a partida de hockey e ficou triste que seus pais e seus amigos foram consolá-la: ela só tinha como lembrança a parte “boa”. Para crianças de outros perfis, os desafios poderão ser outros, mas há uma coisa em comum: a personalidade é algo a ser amadurecido e desenvolvido ao longo do tempo.

Mas isso não acontece apenas na ficção. Quantas vezes você já se percebeu fazendo coisas que não gostaria de fazer, mas por Medo ou Raiva acabou fazendo? O Eneagrama da Personalidade pode ajudá-lo a compreender melhor como as suas emoções se organizam, e como você pode aproveitá-las ao máximo para expandir suas habilidades e usá-las a seu favor. Imagine agora compreender o que está passando na cabeça e no coração dos seus filhos? Como ficaria o relacionamento entre vocês? A Riley é uma adolescente vivendo muitas mudanças (de cidade, escola e amigos) e por isso ela acaba entrando em conflito com seus pais e, nessas horas, todo mundo sai machucado.

Se você tem um filho adolescente, já deve ter passado por isso, não é? E são tantas coisas causando angústia na vida deles, que às vezes nem sabemos por onde começar. São as provas da escola, o Enem, o vestibular, uma escolha profissional, o próprio amadurecimento que vem com essa idade. Que pai e que mãe não quer o melhor para os seus filhos? Mas você já pensou no impacto que as suas expectativas podem estar causando neles? O Eneagrama é uma ferramenta de conhecimento emocional que pode ajudá-lo a respeitar essa fase e contribuir de forma mais assertiva no desenvolvimento pessoal e profissional dos seus filhos.

Por que grandes gestores investem no Eneagrama?

Todos os meses, no Brasil, mais de 30 mil pessoas buscam no Google sobre eneagrama. As buscas vêm de todos os locais do país e estão associadas a gestão de pessoas e autoconhecimento. Não é à toa que grandes players da indústria, da economia e do entretenimento enxergam no eneagrama um treinamento decisivo para a performance da equipe. Mas o que os grandes gestores esperam deste treinamento?

Ser líder é estar conectado com o outro, mas também pode ser um lugar solitário. A evolução pessoal e profissional é intransferível. Você pode conversar com o RH, pode ter amigos no trabalho, mentores que ajudam na sua trilha de carreira. Mas a transformação, o esforço e o resultado são seus. O eneagrama é um treinamento individual, ainda que seja realizado de forma coletiva.

Acesse o webinar e veja como o IEneagrama transformou a Unilever.

Em tempos de multicanal, uma equipe diversa é essencial. Você já deve ter presenciado a seguinte situação: A pessoa X é muito competente e engajada e a pessoa Y é muito bem relacionada e tem muita experiência. Mas X e Y não conseguem trabalhar juntos, não se conectam. Em alguns casos, a performance em dupla é tão ruim que chegamos a duvidar da capacidade de algum dos envolvidos. Até que chega a pessoa Z, torna tudo mais equilibrado e o time começa a fluir bem. Se isso já aconteceu próximo a você ou até mesmo com você, provavelmente ocorreu por uma questão de equilíbrio de perfis. Em uma equipe, precisamos ter várias forças de ação e conhecer a fundo a personalidade de cada uma das pessoas envolvidas transforma o resultado.

Por fim, conhecer além do seu próprio padrão é essencial para ser um grande gestor. No treinamento do eneagrama, você conhecerá os 9 tipos de personalidades que podem ser adotados. Mas, para cada um desses tipos, há desdobramentos e a relação com os outros eneatipos também influencia no comportamento humano. Conhecer mais sobre a mente humana e as dores e gatilhos de certos comportamentos é transformador – para o líder e para quem está à sua volta.

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Por que devo contratar o Eneagrama In Company?

Enquanto gestores, precisamos aprimorar o nosso olhar em vários cenários, entendendo cada desafio de forma abrangente, e pensando nas consequências de cada novo passo. Além de pensar na empresa e em suas necessidades, um bom gestor sempre está com a antena ligada para esses dois pilares: o grupo e o indivíduo.

A humanidade anda em bando e, por isso, sobreviveu até hoje. Sozinhos, somos frágeis, muitas vezes indefesos e desprotegidos. Juntos, somos os maiores predadores e os maiores benfeitores do planeta. Temos o instinto de grupo há tanto tempo em nosso DNA que fazer alianças é tão natural quanto acordar, dormir, comer. Buscamos o outro e, no outro, aquilo que precisamos para potencializar nosso lugar no mundo.

Mas também já aprendemos que a singularidade de cada indivíduo é essencial para fortalecer o grupo. E é por isso que, nos dias de hoje, equipes multidisciplinares costumam ter melhor performance que times em que todas as pessoas têm o mesmo perfil de comportamento. Aprendemos que além de precisar do outro, também precisamos conviver com o outro, de forma integral, com todas as qualidades e dificuldades que uma vivência exige.

Com essa visão de mercado, muitas empresas investem em treinamentos corporativos. Mas será que um treinamento que visa “nivelar” todo o grupo em uma régua, é eficiente nos dias de hoje?

O usuário quer estar no centro da experiência

Em tempos de protagonismo e usuário no centro da ação (como nas redes sociais ou nos aplicativos de serviço, por exemplo, em que tudo é realizado de forma personalizada), é difícil pensar em uma experiência que todos os membros de um time se sintam contemplados e, com isso, estejam engajados a respeito do tema do treinamento. Há treinamentos de liderança e gestão que, sem dúvidas, trazem um bom panorama de mercado e ferramentas para os líderes do futuro. Mas como ter uma ação engajada, um envolvimento de equipe consistente e que também seja tangível, aplicável no dia a dia?

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Crie experiências personalizadas e intransferíveis

Pensando em potencializar a experiência, uma boa estratégia é criar cenários coletivos em que cada integrante do grupo se sinta protagonista. O eneagrama da personalidade, por exemplo, oferece uma vivência em conjunto que amplia a efetividade do treinamento, mas que também proporciona um impacto individual e intransferível para cada participante.

Mas qualquer empresa pode fazer o treinamento in company?

Sim, não há número mínimo de funcionários para realizar o treinamento na empresa. O que pode acontecer é que esses funcionários sejam convidados a realizar o treinamento junto a uma turma. A soma de experiências e a troca entre pessoas de diferentes cenários é muito rica na construção do treinamento.

O que minha empresa ganha com o eneagrama da personalidade?

O eneagrama da personalidade proporciona autoconhecimento, inteligência emocional e mais segurança à equipe, transformando a maturidade do time em performance e superação. Um time engajado, que acredita no seu próprio potencial, tende a vender mais, a ser mais produtivo e criar novas narrativas dentro da empresa.

Clique abaixo e simule um orçamento de um treinamento in company do eneagrama da personalidade.

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Eneagrama Avançado na cidade maravilhosa

O Eneagrama da Personalidade é uma ferramenta transformadora, que deve e merece ser aprofundada, para que a nossa evolução e autoconhecimento sejam potencializados. Por isso, temos um convite muito especial, para a turma do Eneagrama Avançado, que será em janeiro de 2020. Neste ano, o nosso encontro terá o pano de fundo a poesia e beleza do Rio de Janeiro.

O Eneagrama Avançado será no Sheraton Grand Rio Hotel e Resort, entre os dias 12 e 18 de janeiro, com Marcio Schultz e Mario Echeverria como facilitadores do treinamento. Inscreva-se para garantir a sua vaga.

Já participou da F2 e do Eneagrama Avançado?

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(51) 3060 9900

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De frente com o trainer – Conheça a história de Daniela Camargo

Daniela Camargo, trainer do Instituto Eneagrama e gestora à frente da franquia de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Daniela iniciou sua jornada com o Eneagrama há quase 12 anos, e hoje se vê como uma pessoa que possui consciência de suas habilidades, algo que a permitiu construir uma carreira de sucesso.

Em entrevista exclusiva para o blog do IE, ela nos conta sua trajetória até aqui e como o Eneagrama a ajudou a compreender sua personalidade.

Como descobriu o eneagrama?

Meu primeiro contato com o Eneagrama, foi bem antes dele se tornar uma rede de franquias. Há 12 anos, conheci um grupo de pessoas aqui no Brasil que tinham formação na ferramenta, então, decidi fazer um processo de imersão intensiva de 3 dias. A primeira sensação que tive com o Eneagrama foi um pouco confusa, foi como comer uma pizza de 9 pedaços, cada um com um sabor diferente. Como não tive um acompanhamento pós curso, fui em busca de livros e conteúdos sobre a ferramenta, procurando entender como funcionavam as metodologias. A partir disso, comecei a identificar alguns padrões comportamentais que são característicos do meu tipo.

Como e quando o eneagrama se tornou profissão?

Depois de dois anos e meio que realizei o treinamento, soube, através de um colega, que foi trabalhar na parte financeira de uma franquia de Eneagrama em São José do Rio Preto, tive a oportunidade de fazer parte de um programa de formação e passei a acompanhar mais de perto todo este processo. Neste momento eu já compreendia com mais propriedade a ferramenta e então pedi para fazer parte da equipe.

Como foi a primeira turma?

A minha primeira turma foi bem no começo do programa de formação, então, não tive um tempo grande de preparação. Eu realizava o meu treinamento a partir das aulas ministradas por outro trainer. Quando tive a oportunidade de ministrar a minha primeira aula sozinha, estava extremamente nervosa e com uma expectativa muito alta, pois eu tinha a missão e a responsabilidade de fazer com que um grupo de pessoas entendessem o conteúdo de forma fácil e clara. Isso me gerou uma autocrítica muito grande, que só com o tempo e com a experiência eu fui conseguindo administrar. Mas ainda hoje, a cada turma, o frio na barriga e a sensação de desafio são constantes.

Como é trabalhar com o eneagrama?

Eu vejo o eneagrama como um preparador de terreno para qualquer conhecimento posterior. A partir do conhecimento das minhas habilidades, emoções e limitações, qualquer outro curso, formação ou conhecimento se torna mais efetivo.

Qual história marcou sua trajetória com o eneagrama?

Durante a minha trajetória dentro do Eneagrama eu presenciei diversas histórias marcantes. A minha é uma delas. Eu tenho uma personalidade tipo 9, que resiste muito a qualquer tipo de mudança ou situação que a coloque fora da zona de conforto. A partir do momento em que eu conheci o eneagrama, vivi um grande desafio: saí da cidade onde morei a minha vida toda e fui para uma outra cidade. Lá eu só conhecia duas pessoas, que estavam investido em um negócio, que até então era completamente incerto. Isso, fez com que eu me desafiasse bastante e passasse a confiar mais em minhas habilidades e capacidades. Hoje sou uma pessoa extremamente diferente, que busca se desafiar sempre.

Outro momento marcante durante a minha carreira no instituto, foi quando realizei uma live sobre relacionamento com uma ex-aluna que era digital influencer na cidade. Ela e o marido, fizeram o eneagrama da personalidade juntos e segundo ela a quase 4 anos eles possuem uma relação mais próxima e assertiva, sem brigas e discussões, o que acabou salvando o casamento. A live, alcançou quase 400 pessoas.

Definir o Eneagrama em uma frase?

O eneagrama tem a capacidade de tirar o véu que cobre nossa possibilidade de ver a vida de forma clara e condizente com a nossa essência.

Definir a sua trajetória em uma palavra.

Superação.

Quem era a Daniela antes do Eneagrama?

A Daniela antes do Eneagrama era uma pessoa insegura, com uma autoconfiança extremamente frágil, que conhecia pouco da vida e do mundo e que necessitava ter estabilidade financeira acima de tudo. Ela sempre fazia tudo o que esperavam dela.

Daniela depois do Eneagrama?

A Dani depois do Eneagrama é uma pessoa que tem plena consciência da sua capacidade, das suas habilidades, da diferença que ela pode causar no mundo e o quanto que ela pode ser e fazer de acordo com o que ela deseja alcançar e não do que as pessoas acham que ela tem que ser e/ou fazer.

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Conheça os tipos de personalidade dos personagens de Friends

Em 1994, estreava Friends, uma série sobre seis amigos vivendo a juventude em Nova Iorque. Com 10 temporadas e mais de 200 episódios, o show conquistou gerações não apenas pelo grande roteiro e ótima interpretação dos atores, mas também porque trata de amizade. E ter amigo é algo valioso. Uma série que tem a amizade como personagem central é um retrato interessante de como pessoas tão diferentes podem se dar tão bem.

O IEneagrama analisou os perfis dos personagens e compartilha aqui um pouco da descrição de cada um! Qual tipo do eneagrama Ross, Chandler, Mônica, Rachel, Joey e Phoebe adotaram a partir da sua história de vida?

Mônica

Tipo 1 Sexual

Prática, organizada e disciplinada, a Mônica é aquela amiga que não consegue ficar parada. Isso fica evidente quando ela termina com o Richard: para não ficar sofrendo, ela decide fazer geleia. O desejo por se manter ativa aparece em diversos episódios, em que ela demonstra a necessidade de terminar o que está fazendo.

Também notamos a sua extrema dedicação em organizar e arrumar. E, por falar em organização, ela não deixa ninguém limpar o seu apartamento, já que ela não confia que outras pessoas farão tão bem. E quando o Chandler contrata uma diarista? A Mônica fica louca e passa o episódio todo buscando defeitos. Ela acessa a raiva facilmente quando as coisas não são feitas da maneira certa, ou da maneira que ela considere certa.

Mas será que essa pessoa não consegue se divertir? Claro que sim! Ela inclusive organiza festas e as enche de regras, porque elas “ajudam a controlar a diversão”. Só que nem todo mundo gosta de ter a sua diversão controlada. Então a Phoebe diz: “oh meu Deus! Colocaram o copo na mesa sem o porta-copos!” A Mônica sai indignada para ver, já gritando para saber quem tinha feito aquilo, mas era só brincadeira da Phoebe.

Ross

Tipo 4 Social

O Ross demonstra tanta alegria que até o seu “oi” deixa todo mundo para baixo. Dramático e melancólico, ele sente como se o mundo o estivesse sacaneando, e, nessas horas, o seu ar de vítima pesa no ambiente. Por estar profundamente conectado com as suas dores, ele passa horas se lamentando de como as coisas aconteceram para ele: quando o seu shampoo abre dentro da bolsa, por exemplo, Ross faz o maior drama de todos os tempos, dando uma importância descomunal a uma coisinha pequena.

Introspectivo, ele se prende ao passado e é muito difícil para ele ver seus pais vendendo a casa onde ele passou a infância. Por isso, fica apegado às suas coisas na tentativa de não perdê-las. Ele levou dez anos para contar para a Rachel que gostava dela, já que, durante todo esse tempo, ele ficou sonhando, idealizando o relacionamento deles.

Em relação ao trabalho, Ross tem o maior orgulho em dizer que é antropólogo: seu olho brilha ao perceber que ele é o único que conhece e domina esse assunto. Percebemos a conexão emocional com seu trabalho.

Joey

Tipo 2 Sexual

O Joey é muito impressionável, beirando a inocência e a ingenuidade em alguns momentos. Por conta disso, ele não costuma ponderar muito na hora de decidir. Ele deixa que a emoção o guie, por isso cria vínculos emocionais muito facilmente e costuma defender seus amigos sempre que percebe suas necessidades. Quando o zelador briga com a Rachel por causa do lixo, o Joey intervém em favor da amiga. Quando o zelador ameaça denunciar a Mônica e a Rachel por estarem morando ilegalmente, o Joey mais uma vez toma as dores delas sem nem pensar duas vezes.

Já o seu orgulho fica evidente quando ele, por exemplo, acha que sabe falar francês mesmo sem dominar a língua. Ele simplesmente não consegue ver a sua inaptidão. Como ele é ator, Joey diz para todo mundo que cria as suas próprias falas, mesmo que seja só em alguns momentos. Quando é demitido, não conta para ninguém. Ele tem a sensação de que é capaz de seduzir qualquer pessoa, e essa autoafirmação o deixa com dificuldade em dar o braço a torcer.

Assim como a Rachel, ele não lida bem com a indiferença dos outros. Ele quer ser o preferido entre seus amigos, estar sempre presente na vida delas. Então quando o zelador, a quem ele tinha ensinado a dançar, finalmente consegue sair com a moça, o Joey fica embravecido por ter sido “trocado”.

Phoebe

Tipo 7 Social

Com um milhão de ideias na cabeça, Phoebe é uma pessoa alegre, criativa e cheia de energia para explorar o mundo. Ela faz massagem e aromaterapia, canta e faz piada com tudo, mesmo que sejam coisas sérias. É muito criativa, e podemos perceber isso no episódio em que ela cria sua própria casa de bonecas e vai inventando um monte de histórias malucas. Ela não tem muito filtro, então acaba usando a morte da mãe para se safar de situações chatas ou tirar vantagem.

Isso acontece porque, assim como os Tipo 7, a Phoebe tem dificuldade para se conectar com a dor, preferindo fugir dela. Quando o cara de quem ela gostava resolveu ir embora do país, ela minimizou a ausência dele, como se ele nem fizesse falta e nem estivesse sofrendo. E assim ela fala dos dramas da sua vida, sem muita emoção: a mãe se suicidou, o padrasto foi preso e chegou a morar na rua, postura muito diferente da que Ross tem sobre os próprios dramas.

Phoebe se empolga com ideias diferentes e quer experimentar o máximo de aventuras possível. Quando seu irmão e sua cunhada querem um filho, mas não conseguem, ela faz inseminação artificial no lugar deles e fica grávida de trigêmeos. Seu instinto social se manifesta na sua filosofia antiglobalização e no seu vegetarianismo, por exemplo. Ela também é contra a produção em massa e grandes cadeias corporativas de serviços.

Rachel

Tipo 2 Sexual

Assim como o Joey, a Rachel tem um ar ingênuo e inocente; parece até que ela vive em outro mundo! Ao longo da série, podemos vê-la superando um pouco esse traço, mas sua bondade e disposição para ajudar os outros continuam em alta. Seu orgulho fica evidente quando ela começa a trabalhar e se acha o máximo na cafeteria, mesmo nunca tendo trabalhado e nem saber direito o que está fazendo ali. Sua autoconfiança fala mais alto, por isso não percebe suas falhas e tem dificuldade em assumir seus erros.

Como quer agradar a todos, não sabe o que fazer quando seus pais se separam. Ela quer comemorar seu próprio aniversário, mas está com medo de magoar alguém caso um dos dois não seja convidado. Aliás, manter a imagem de querida é muito importante para ela, e, quando quer alguma coisa, ela usa da sedução para conseguir.

Mas sua docilidade acaba quando ela se sente traída ou menosprezada. Nessas horas, a amável Rachel se torna vingativa e tem reações intempestivas. Como Ross a trocou, ela resolve fazer um contrato com ele, para que ele assuma a culpa por tê-la traído, mesmo que eles estavam dando um tempo.

Chandler

Tipo 6 Preservação

Ansioso, toda vez que o Chandler é pego de surpresa, ele se perde nas suas decisões. E o vemos tendo medo diversas vezes: não corrige o colega de trabalho por medo de desagradá-lo, vai trabalhar em outras cidades por medo de encarar o chefe, tem medo de se relacionar por causa da sua história pessoal. Mas, quando ele se reconhece apaixonado pela Mônica, ele é capaz de abrir mão de suas convicções e pedi-la em casamento. Só que acaba se atrapalhando tanto que a Mônica, uma Tipo 1, toma a iniciativa – esse, inclusive, foi um dos episódios com mais audiência da série.

Como precisa de estabilidade, o Chandler acaba ficando muito tempo em um emprego do qual não gosta. É difícil para ele lidar com uma situação incerta. Por isso, busca suas certezas externamente. A Mônica é como um porto seguro para o Chandler, já que, toda vez que ele está em dúvida, ele recorre a ela para tomar uma decisão.

Fiel a seus amigos, Chandler dividiu seu apartamento com Joey durante muito tempo. Nesse período, viveram histórias malucas como perder o bebê do Ross no ônibus, substituir a mesa de jantar por uma de pebolim e passar horas assistindo a Baywatch.

Friends marcou gerações, despertou paixões e fez com que pensássemos cada vez mais em como a amizade pode transformar vidas. Para todos os amigos, neste Dia do Amigo, desejamos uma amizade duradoura, assim como a de Mônica, Chandler, Ross, Rachel, Phoebe e Joey.

Como o Eneagrama pode ajudar na gestão da minha equipe?

Todos os meses, o Google recebe aproximadamente 30 mil buscas pelo termo eneagrama. Em paralelo a isso, há mais de 40 mil buscas mensais sobre liderança. Muita gente procura um treinamento de eneagrama com a expectativa do autoconhecimento – e não tem nada de errado com isso. Mas o que precisamos aprofundar em nosso mindset é a convergência dessas duas demandas. Quando nos conhecemos melhor, somos líderes melhores. Por isso, eneagrama tem tudo a ver também com uma boa gestão.

Independente do número de pessoas que você lidera, a responsabilidade que você passa a ter sobre a vida das pessoas é gigante. Uma palavra, uma atitude ou a decisão de um líder pode impactar de forma definitiva a carreira de uma pessoa.

O eneagrama pode ajudar de forma objetiva e tangível. Quando nos conhecemos melhor e aprendemos também sobre outros padrões de comportamento, podemos articular melhor a nossa liderança.

As ferramentas de gestão de pauta, os softwares de videoconferências, os celulares, os aplicativos que facilitam a nossa jornada como gestores – tudo isso potencializa a nossa eficiência, mas não é assim que nos tornamos eficientes. O que nos diferencia de um mau líder não está vinculado com a tecnologia e sim com um software mental: a nossa vontade de fazer a diferença e impactar negócios e carreiras.

O eneagrama é um importante aliado de carreiras, pois apenas com o autoconhecimento e com o mapeamento de padrões de comportamento, podemos realmente prolongar a nossa vida útil de gestão.

Quando fazemos o treinamento do eneagrama, vivemos uma experiência em grupo. Descobrimos muito do nosso padrão de comportamento e também assistimos a outras descobertas e outras formas de neutralizar as ações.

O eneagrama é uma poderosa ferramenta de transformação. E quando falamos da nossa vida e cotidiano, não há como não pensar na imensa riqueza que esse treinamento traz para a nossa vida corporativa.

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Os tipos de personalidade dos Vingadores

Com 2.750.000 dólares de bilheteria, a franquia Vingadores chegou ao fim em 2019, reunindo fãs do mundo inteiro, que acompanharam os filmes da saga e também os longas individuais de cada personagem.

Um dos fatores que faz Vingadores ser uma obra única é a combinação de diferentes personalidades dos seus protagonistas. Por isso, os especialistas do Instituto Eneagrama analisaram o comportamento de cada um dos personagens e descreveu quais padrões de personalidade se encaixam em cada um deles.

Confira:

Homem de Ferro – tipo 7

O Homem de Ferro tem foco em seu próprio prazer. Inteligente, gosta de exibir suas conquistas como carros, fortuna e capacidade de sedução. No campo do amor, demora a se conectar pela sua busca por mais e mais prazer e felicidade – até que se dá conta que, muitas vezes, a felicidade está ao lado.

No último filme, a cena icônica que ele estala os dedos e fala “Eu sou o homem de ferro” mostra a satisfação e absolutismo dele com ele mesmo.

Com sua síndrome de onipotência, o Homem de Ferro acredita que pode usar seu dinheiro e fama para salvar o mundo – mais uma conquista, mais um prazer.

O Tony Stark não tem um dom ou chamado legítimo, criou a sua armadura para exercer o que queria fazer, a prova de que sua personalidade não se contenta em ouvir o “não”, principalmente se a negativa barrar algum de seus desejos.

Capitão América – tipo 3

Se Vingadores fosse uma franquia de romance, sem dúvidas o Capitão América seria o nosso mocinho. Movido pelos princípios da ética e da disciplina, para sempre ser o melhor no que faz, não quer motivos para que alguém fale mal dele e sempre quer estar em um ato de bravura, o famoso “boa praça”.

Tem prazer de ser o líder e não admite errar, acredita na beleza da vida e na sua moral. Está sempre do lado que acredita estar certo. Patriota e com grande senso de heroísmo, ao longo da franquia, o vimos várias vezes arriscando a própria vida para salvar as pessoas – e, com isso, ter seu reconhecimento validado.

Thor – tipo 2

O Thor não sente que pertence a lugar algum. Apesar disso, quando se enquadra em um ciclo de amizade, se dedica e está sempre disposto a ajudar. Por isso, cria uma rede de amigos a partir da sua vontade de ser querido, ajudando quem está ao seu lado e utilizando a necessidade da sua presença como diferencial entre suas relações.

Ele tem uma grande dor, da perda da sua família, e percebemos nele uma vontade de não repetir esse sentimento. Quando em estresse, sua ira mostra a direção da seta, apresentando um comportamento típico do tipo 8.

Hulk – 6 contrafóbico

Movido pelo desejo de estabilidade, quando algo sai do controle, o Hulk se sente ameaçado e extravasa, muitas vezes de forma agressiva.

Inteligente, articula estratégias e sabe racionalizar suas escolhas, mas quando se transforma, perde a razão e se torna impulsivo. Isso faz com que o Hulk não trabalhe tão bem em equipe ou em situações de pressão.

Viúva Negra – Tipo 2

Sedutora, determinada e super misteriosa, a Agente Romanoff é uma das personagens mais intrigantes da saga.

Muito articulada, podemos ver no primeiro filme da franquia como a personagem “extrai” de Loki, seu inimigo, uma informação importante utilizando sua capacidade de manipulação.

É uma “femme fatale”, uma característica que não é rara em mulheres do tipo 2 sexual. Utiliza seu poder hipnotizante para conquistar – pessoas, causas e objetivos.

Gavião Arqueiro – Tipo 1

Desconfiado, sempre vai mapear o território antes de entregar o seu afeto. Sua amizade com a Viúva Negra, por exemplo, mostra que é fiel aos seus amigos e aos seus princípios.

Fiel ao que acredita, busca por justiça, pois entende o que é certo e errado de forma absoluta. Quando os Vingadores se separam em Capitão América – Guerra Civil, o Gavião vai em busca de sua família. Quando se depara sozinho, após o estalo de Thanos, volta à equipe para fazer justiça com as próprias mãos.

Thanos – tipo 8

Fiel ao que acredita, não está disposto ao diálogo e outros pontos de vista. É autoritário porque acredita estar sempre certo.

Tem uma grande ferida de ter sido contrariado e por ter sofrido fortes consequências a partir disso. Por isso, tenta ocupar o poder para conquistar as joias do infinito e conseguir o que quer – eliminar metade da vida do universo e, por isso, garantir recursos para quem ficar.

E você, qual herói acredita que parece com o seu tipo de personalidade? Compartilhe conosco em nossas redes sociais!

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5 motivos que provam que o treinamento de eneagrama é o melhor presente de Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados está chegando e é normal querer presentear o seu amor. Pensar em um presente que tenha a cara da pessoa é um desafio, mas focar numa experiência pode ser uma bela – e elegante – saída! Afinal de contas, objetos materiais podem até ser duradouros, mas memórias e ensinamentos ficam por toda a vida.

Você já pensou em oferecer um treinamento de eneagrama para quem ama? É uma transformação intensa na construção de quem somos e quem queremos ser. Oferecer autoconhecimento para o seu par é uma bela forma de demonstrar carinho e atenção.

Veja cinco motivos que mostram que um treinamento de eneagrama pode ser o melhor presente do mundo:

1 – É uma experiência única. O treinamento do eneagrama da personalidade é um mergulho profundo em quem somos, e na nossa capacidade de perceber nossas qualidades e nossos equívocos.

2 – Invista na evolução do seu par. Generosidade é oferecer a quem amamos algo que vai, de forma avassaladora, potencializar a nossa convivência social e as nossas formas de lidar com a vida.

3 – Pode mudar tudo no trabalho! Seu amor anda precisando aprimorar suas habilidades de gestão e liderança? O autoconhecimento nos ajuda nessa trajetória.

4 – É um presente exclusivo, que mesmo que alguém faça o mesmo, ninguém terá a mesma experiência do outro. O treinamento do eneagrama é pessoal e intransferível

5 – Vocês podem fazer juntos! Não há problema de casais viverem essa experiência lado a lado. Uma verdadeira transformação – para melhor – na vida de quem está disposto a se conectar com a essência e a verdade.

Viu só? Ainda dá tempo de oferecer esse presente para seu par. Preencha o formulário e fale com um de nossos especialistas:

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Por que contratamos pessoas pelo currículo e demitimos pelo comportamento?

“Ao procurar pessoas para contratar, você busca três qualidades: integridade, inteligência e energia. Se elas não têm a primeira, as outras duas matarão você”, a frase é do Warren Buffet, um dos executivos com maior capital do mundo, segundo a Forbes. Se você pudesse recontratar todas as pessoas da sua equipe, faria isso? E se tivesse uma seleção para a vaga que ocupa na sua empresa, se candidataria?

O mundo corporativo e a vida pessoal não são tão diferentes. Se tem algo que não se transforma, independente se estamos de crachá ou não, é a conduta. E quando falamos de conduta, muitas vezes estamos falando de algo que não podemos transformar.

Porém, dentro das nossas equipes e do ecossistema em que estamos inseridos, como podemos potencializar as qualidades das pessoas que trabalham conosco e nossas próprias qualidades? Como diferenciar o que é mutável e aquilo que não adianta tentar, é uma questão intransferível de alguém?

Todas as habilidades técnicas de trabalho podem ser ensinadas. Mas comportamento é algo difícil de mudar. Não depende apenas do gestor ou da cultura da empresa, depende principalmente da vontade do funcionário. Quando temos dentro de um feedback queixas ou reclamações em relação ao comportamento de um funcionário, a melhoria é menos tangível.

Talvez seja por esse motivo que contratamos pessoas pelo currículo e demitimos pelo comportamento. Antes de nos conhecermos no dia a dia, podemos mensurar o desempenho de alguém pela descrição de suas atividades anteriores. Mas a real disposição de um funcionário de lidar com a equipe, cumprir suas atividades no prazo e estar empenhado com o crescimento da empresa só são percebidos pelo cotidiano.

Uma boa alternativa antes de contratar é pedir referências não apenas do setor de RH da empresa anterior, mas também de quem foi gestor e quem foi liderado pelo candidato. Empresas como 99 e Nubank, unicórnios brasileiros, já aderiram ao método na hora de contratar.

Afinal de contas, uma relação entre profissionais é, nada mais, que uma relação P2P – de pessoa para pessoa.

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Game of Thrones e eneagrama: os tipos dos personagens que disputam o trono de ferro

No próximo domingo, vai ao ar o último episódio da série mais vista, mais comentada e com mais fãs da história! Game of Thrones chega ao fim e promete deixar saudades com seus personagens memoráveis e sua narrativa rica de surpresas, fantasia e emoção.

Mas, analisando os personagens da série, como eles poderiam se encaixar dentro da ferramenta do eneagrama? As características de cada personalidade ajudam ou atrapalham na disputa pelo trono?

O Instituto Eneagrama reuniu especialistas no tema para falar um pouco da personalidade de cada personagem. Está curioso? Veja abaixo as características de cada personagem que são muito pertinentes em perfis do eneagrama. Atenção, o conteúdo contém spoilers!

Jon Snow

O herói da série pode até ser valente, mas a sua coragem está envolvida com muito receio! Jon Snow tem muitas características de um tipo 6 contrafóbico, ou seja, a sua valentia está associada a episódios de tensão e medo. Quem não lembra de quando ele convocou todos os selvagens a se unirem com a Patrulha da Noite para que, juntos, conseguissem defender Westeros? E no último episódio, vimos o herói com bastante receio de se colocar contra Daenerys, para quem dobrou os joelhos e considerou rainha, e acabou se arrependendo no final.

Daenerys Targaryen

A quebradora de correntes nasceu com desejo de vingança e assim que assumiu o poder do povo Dothraki, decidiu que em sua governança não haveria escravos ou violências contra o povo. Nos últimos tempos, percebemos em Daenerys o discurso de querer tirar os tiranos do poder e estar à frente do povo, com valores compartilhados com a maioria e não com a minoria. E, apesar de querer ser considerada e prezar pela popularidade, ao mesmo tempo, quando contrariada, não enxerga barreiras para sua vingança. Essas características estão muito presentes no tipo 2. Isso ficou bem claro no penúltimo episódio da série, quando a Targaryen queima toda a capital montada em seu dragão, mesmo após o inimigo se render.

Arya Stark

No início da saga, a Arya era bem nova e viu de forma traumática a morte do pai acontecer. Desde então, houve o desejo despertado de vingança, mas podemos perceber que não se trata de uma fúria sem controle e sim da vontade de punir quem está errado e enaltecer quem está certo. A sua famosa lista da morte prova que a memória latente da personagem guarda a conduta de todos à sua volta e não deixa passar nenhum deslize. Fiel à sua família, Arya é uma verdadeira defensora dos inocentes e já entrou em muitas brigas tentando defender os mais fracos. As características da personagem lembram bastante um perfil tipo 1.

Sansa Stark

Emoção à flor da pele, conexão consigo mesma e muita nostalgia são características marcantes do tipo 4 e também da Sansa. Ela, que sofreu tanto sendo refém dos Lannisters em Porto Real, hoje livre em Winterfell, leva características claras da Cersei – sua algoz – para sua forma de lidar com os problemas. Nostálgica, sempre relembra como era viver no Norte antes da guerra acontecer. Sempre quando enfrenta um inimigo, Sansa relembra dores do passado e é capaz de guardar até mesmo as palavras mais efêmeras dos personagens. Estratégica, promete ser uma personagem importante no último episódio da série.

Tyrion Lannister

O anão mais famoso de Westeros é de extrema inteligência, perspicácia e estratégia. Sempre com bom humor, ainda que em situações de perigo, Tyrion traz a fuga da dor no prazer. Em situações de extrema tensão, vimos o personagem soltar frases irônicas, buscando, ainda que com total consciência da seriedade dos momentos, encontrar momentos prazerosos.

Esse lado, muito parecido com um perfil tipo 7, ficou muito explícito no episódio número 3 da atual temporada, quando enquanto todos esperavam os White Walkers, Tyrion convidava seus amigos a tomar vinho e cantarolar músicas, com muito medo de ser a última vez.

O final da temporada acontece neste domingo, às 22h, com estreia mundial. Para o eneagrama, não existe tipo bom ou tipo ruim, todos temos traços de personalidade que influenciam em nossas relações. Ao longo da evolução da série, percebemos momentos de estresse e também de neutralização de cada um desses personagens. Mas como cada um agirá na decisão pelo trono, apenas os roteiristas podem saber!

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Maternidade e Eneagrama

Neste Dia das Mães, convidamos quatro gestoras do Ieneagrama para um bate-papo super especial.

Conversamos com a Luisa Mandetta, a Elizandra Cunha, a Carol Camara e a Jaqueline Oliveira sobre a incrível relação entre mães e filhos sob o aspecto da ferramenta do eneagrama. Todas elas são mães e gestoras de franquias do Ieneagrama, mas o papo é tão sensível e afetuoso que até quem não é mãe vai se emocionar.

Confira as entrevistas abaixo!

Conversa com Luisa Mandetta

1) Como a ferramenta do eneagrama influencia a relação entre mãe e filho?

A coisa mais importante foi me descobrir como pessoa, eu era uma pessoa muito preocupada sempre, com um olhar desconfiado que tende a olhar para as coisas que dão errado e percebi que isso poderia influenciar o meu filho. Hoje mesmo com a pouca idade do meu filho (2 anos), eu já consigo identificar alguns traços de personalidade, o que me permite atuar de forma mais assertiva.

2) Como construir uma relação equilibrada e respeitosa, com base na compreensão?

A partir do eneagrama, hoje eu consigo ter mais autocontrole, principalmente em momentos de estresse. A ferramenta também me permitiu controlar os meus medos e inseguranças para que elas não sejam passadas para o meu filho e isso prejudique o seu desenvolvimento.

3) Quais as principais mudanças que o eneagrama pode trazer na relação de uma família?

O Eneagrama é uma ferramenta que pode transformar a relação entre pais e filhos.

4) Como foi sua experiência com o eneagrama? Você já era mãe?

Eu sempre fui muito sociável com as pessoas de fora, já com a minha família eu era um pouco brigona, hoje percebo que estou mais empática e sei identificar a necessidade dos outros, compreendendo mais os desejos e motivações de cada indivíduo.

5) O que é ser mãe para você?

Ser mãe é abdicar das minhas vontades, é colocar as necessidades do meu filho em primeiro lugar e entender que sou a pessoa mais importante da vida dele, pelo menos nos primeiros anos.

Conversa com Elizandra Cunha

1) Como a ferramenta do eneagrama influencia a relação entre mãe e filho?

Quando eu fiz o eneagrama, eu tinha alguns problemas de relação com a minha filha, ela fazia muita birra e muitas vezes eu não sabia identificar o que havia de errado. O eneagrama me permitiu entender o padrão comportamental da minha filha e o que ela necessitava. A partir disso, eu passei a identificar as necessidades dela e isso melhorou muito nossa relação. Hoje nos sentimos compreendidas e realizadas!

2) Como construir uma relação equilibrada e respeitosa, com base na compreensão?

Um dos principais pontos para uma relação equilibrada é a observação diária, entender cada situação e como eu posso atender a cada necessidade. O Eneagrama me dá embasamento para entender a sutileza e os padrões comportamentais dela e como eu devo atuar em cada situação.

3) Quais as principais mudanças que o eneagrama pode trazer na relação de uma família?

O eneagrama auxilia na compreensão do padrão comportamental e nos ensina como agir em cada momento e situação.

4) Como foi sua experiência com o eneagrama? Você já era mãe?

Sim! Com o eneagrama eu tive a possibilidade de conhecer ainda mais a minha filha e compreender suas necessidades. Hoje nossa relação melhorou muito.

5) O que é ser mãe para você?

Ser mãe é uma escola de autoconhecimento sem folga. A maternidade é a maior escola de autoconhecimento, nela tudo o que você ensina e cobra dos seus filhos em algum momento volta para você.

Conversa com Carol Camara

1) Como a ferramenta do eneagrama influencia a relação entre mãe e filho?

A primeira grande coisa é o aprendizado de como mães e filhos pensam e agem e o que está no pano de fundo do comportamento de cada um. Dessa forma, podemos diminuir o julgamento sobre as ações e interesses de nossos filhos. O Eneagrama nos permite conhecer ainda mais nossa família, gerando um relação de proximidade e compreensão.

2) Como construir uma relação equilibrada e respeitosa, com base na compreensão?

É uma construção sempre de soma, de unir as habilidades nossas e dos nosso filhos. Colocar as nossa habilidade em prol deles.

3) Quais as principais mudanças que o eneagrama pode trazer na relação de uma família?

Clareza! A ferramenta permite identificar os talentos e características dos nossos filhos, compreender todo o pano de fundo por trás de suas ações, gostos e motivações.

4) Como foi sua experiência com o eneagrama? Você já era mãe?

Eu conheci o eneagrama quando decidi levar a minha filha para fazer o treinamento, para que ela desenvolvesse e compreendesse seu lado emocional. Isso me permitiu olhar e compreender os talentos e competências que ela possuía, reduzindo nossos embates e conflitos, tornando a nossa relação mais compreensível.

5) O que é ser mãe para você?

Ser mãe é ter a oportunidade de contribuir para a formação de seres e pessoas conectadas com seus próprios desejos. É apoiar seus filhos e os seus sonhos com base nas competências e habilidades que eles possuem.

Conversa com Jaqueline Oliveira

1) Como a ferramenta do eneagrama influencia a relação entre mãe e filho?

Eu consegui compreender melhor as atitudes da minha filha e o que a motiva. Às vezes nós pais temos uma percepção do que é melhor para os nosso filhos, mas sem levar em consideração seus gostos e motivações. O eneagrama, nos permite motivá-los de forma mais assertiva, com base no que faz sentido para eles e isso pode ser aplicado desde uma atividade simples como arrumar a casa, até para planos futuros.

2) Como construir uma relação equilibrada e respeitosa, com base na compreensão?

A relação é uma via de mão dupla, minha filha e eu temos conhecimento do nosso perfil, e isso nos permite crescer junto e aprendermos uma com a outra.

3) Quais as principais mudanças que o eneagrama pode trazer na relação de uma família?

O eneagrama nos permite motivá-los de forma mais assertiva e compreender suas atitudes e motivações.

4) Como foi sua experiência com o eneagrama? Você já era mãe?

Nós sempre tivemos uma relação boa e isso melhorou ainda mais depois do eneagrama. Hoje eu passei a ouvi-la e compreender suas motivações e interesses, consigo motivá-la de acordo com o perfil dela e a partir disso a gente se aproximou muito.

5) O que é ser mãe para você?

É a melhor coisa do mundo – nessa hora, a Jaque se emocionou durante a entrevista. Ser mãe é ensinar, mas também aprender com as diferenças. Compartilhar e viver intensamente esse amor.

Você também é mãe ou filho(a) e teve sua experiência transformada a partir do eneagrama? Ou tem curiosidades de saber como o eneagrama pode influenciar nessa jornada familiar? Queremos ouvir sua história.

Envie uma mensagem nas redes sociais ou aqui em nosso blog, nos comentários. Nós, do Ieneagrama, acreditamos no poder de transformação da ferramenta em todos os pontos de contato da nossa vida e ainda mais numa relação tão íntima e sensível como a de mães e seus filhos. Ficamos muito felizes em contar essas quatro histórias a vocês e desejamos a todos um feliz Dia das Mães.

De frente com o trainer – Conheça a história de Luciano Iepsen

Luciano Iepsen, trainer do Instituto Eneagrama e gestor à frente da franquia de Santa Cruz (RS), iniciou sua jornada com o eneagrama há 8 anos. Hoje, vê o eneagrama como uma ferramenta de transformação, tanto profissional quanto emocional.

Depois de perceber um padrão comportamental que o impedia de realizar seus sonhos, Luciano descobriu como, a partir do eneagrama, gerir suas emoções e atitudes de forma eficaz e assertiva. Em entrevista exclusiva para o blog do IE, ele nos conta sua trajetória até aqui.

Confira o De frente com trainer com Luciano Iepsen:

Como descobriu o eneagrama?

Trabalhei durante muitos anos na área industrial, atuando no setor de engenharia de produção. Toda minha formação era baseada em conhecimentos técnicos. Possuía um perfil extremamente calmo, ponderado e dificilmente me posicionava com mais assertividade. Com o tempo, percebi que esse padrão comportamental me impedia de assumir novos desafios. Decidi buscar por cursos e treinamentos que pudessem auxiliar meu desenvolvimento pessoal.

Em 2010, quando conheci o eneagrama, descobri que minhas habilidades e competências emocionais não estavam alinhadas com a área técnica e sim com o lado humano. Percebi que durante anos me dediquei a construir uma carreira de sucesso amparado em conhecimento técnico, e ao saber que minhas habilidades não estavam alinhadas com a profissão, fiquei um pouco frustrado. Vi que por falta de autoconhecimento, deixei de utilizar o melhor do meu potencial, tentando ser o que o mercado de trabalho pedia, e não quem exatamente eu era. O eneagrama me permitiu descobrir também que, independente da área profissional que fosse seguir, precisava desenvolver meu lado assertivo e me comunicar de forma mais clara e objetiva.

Como e quando o eneagrama se tornou profissão?

Foi em 2010, logo após realizar o treinamento. Como essa ferramenta me ajudou a enxergar e a corrigir muita coisa que eu não percebia, passei a compartilhar com outras pessoas, ajudando assim a montar as turmas aqui em Santa Cruz do Sul (RS). Em alguns meses, entrei para o processo de formação e instrução, mas ainda trabalhava paralelamente na área industrial. Comecei a ministrar para algumas turmas aqui em Santa Cruz e em algumas cidades do interior do Rio Grande do Sul. Essa vivência me permitiu perceber que estava ali meu propósito. Em 2012, fui convidado a assumir a gestão da franquia de Santa Cruz do Sul e região. Decidi me desligar da empresa onde trabalhava para empreender nesse projeto. O apoio da família ajudou bastante no processo de transição.

Como foi a primeira turma?

Ministrei a minha primeira turma em 2011, o que foi muito interessante, pois eu ainda me sentia inseguro, mas a certeza de que estava fazendo algo que poderia mudar a vida daquelas pessoas presentes na sala me fazia seguir em frente.

Como é trabalhar com o eneagrama?

Vejo o eneagrama como um instrumento de transformação e principalmente de equilíbrio emocional. Eu costumo dizer que as pessoas não têm ideia do potencial que elas possuem. Nós não conhecemos a força que temos, e, ás vezes, só usamos uma parcela desse potencial. Com o eneagrama, é possível identificar com clareza quando e como nossas emoções são competências fundamentais ou quando se tornam nosso maior sabotador. Funciona como duas pontas de uma mesma corda, e o indivíduo no seu trabalho ou em relações pessoais precisa estar consciente e identificar qual ponto da corda é preciso puxar para obter o melhor resultado. Fazer parte dessa mudança de perspectiva é realizador.

Qual história marcou sua trajetória com o eneagrama?

Um momento especial foi quando o meu filho, que tinha apenas 13 anos na época, realizou o treinamento. Mesmo com a pouca idade ele teve a percepção de que tinha alguns traços de personalidade já estabelecidos e decidiu fazer o treinamento. O eneagrama lhe permitiu compreender de forma consciente suas limitações e também perceber seu potencial, e hoje conseguimos conversar abertamente sobre os desafios em relação aos estudos, a busca por uma profissão e mesmo até sobre conflitos emocionais típicos da adolescência. Este momento foi bem marcante, porque de certa maneira nos aproximou ainda mais.

Defina o Eneagrama em uma palavra.

Transformação.

Defina a sua trajetória em uma palavra.

Autorrealização.

Quem era o Luciano antes?

O Luciano era uma pessoa com muita vontade de realizar algo maior, mas com uma visão bastante limitada e com muita dificuldade de se posicionar. Hoje tenho consciência do que eu quero e do que precisa ser dito, consigo manter um posicionamento mais firme e assertivo.

Luciano depois do Eneagrama?

Um indivíduo que reconheceu que profissão e propósito podem e devem andar juntos.

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Por que não consigo conversar com o meu chefe?

Medo, pavor, insegurança, frio nas mãos. Essas são algumas respostas comuns para a seguinte pergunta: como você se sentiria se precisasse pedir um aumento a seu chefe?

Não se trata apenas do conceito antigo do chefe autoritário. Em ecossistemas mais modernos, como startups, fintechs e outros novos modelos de negócio, a aflição do diálogo ainda pode estar lá. Medo de chefe não tem nada a ver com modernidade. Tem tudo a ver com gestão emocional.

Mas, pensando de forma clara, por que é tão comum colocar esse lugar de liderança distante do nosso lugar de fala? Por que não nos sentimos à vontade para conversar, desabafar, falar de forma sincera com nossos líderes?

Estamos do mesmo lado?

A primeira pergunta que você precisa responder é: você acha que joga junto com seu chefe? Estão do mesmo lado do jogo ou cada um joga sozinho? Quando nos sentimos próximos na essência, fica muito mais fácil de conversar de forma franca e próxima. Mas quando nos colocamos do lado de cá e o chefe do outro lado do campo, é realmente difícil construir essa linguagem sincera. Afinal, honestidade demanda intimidade.


Você pode falar tudo, mas não de qualquer jeito

Em um ambiente saudável, com diálogo aberto e disponibilidade de todas as partes de ouvir e compreender, tudo pode ser dito. Mas não de qualquer forma. Pense que temas difíceis para você costumam também serem difíceis para seu chefe. Agir com honestidade não impede que a fala tenha empatia e gentileza. Ainda que o seu desabafo parta de um ponto de desconforto e insegurança, agir com maturidade e cuidado torna a conversa mais produtiva. Para todo conflito, deve haver uma conversa e não um confronto.

Contra fatos não há argumentos?

Uma estratégia que costuma nos deixar um pouco mais seguros é começar a conversar a partir de um fato concreto. Por exemplo, imagine que você tem um colega de trabalho que lhe interrompe sempre que você tenta apresentar uma nova ideia. Se você chegar para seu chefe abrindo o jogo de tudo que acredita que o seu colega é e faz, pode parecer fofoca ou até pirraça. Mas se você começa com “Bem, você lembra daquela reunião que tentei me colocar e o meu colega me cortou? Isso tem acontecido o tempo inteiro”, a abordagem pode ser bem mais convincente. Dar exemplos concretos possibilita que a sua fala seja escutada como verdade e não como queixa. E um bom chefe sabe diferenciar uma boa conversa de uma reclamação infundada.

Esteja disposto a talvez não agradar o seu chefe o tempo inteiro. Ele, você e todos nós precisamos de desconforto de vez em quando. Ninguém vai para frente sem sair do lugar.

Uma conversa é feita, no mínimo, em dupla

Para que haja uma conversa, é preciso que as partes envolvidas estejam dispostas e conectadas. Respire fundo, pense no que aflige você e nos danos que isso pode trazer para sua carreira. Marque um horário, se prepare, ou encontre uma oportunidade no cafezinho. Mas falar de forma clara e objetiva é sempre a melhor opção. No final do dia, você vai estar mais aliviado. Afinal de contas, quando falamos de pessoas – e uma liderança é sempre sobre pessoas – estamos falando de emoções e afetos. E para gerenciar nossas atitudes, precisamos colocar as emoções no lugar. Conversar com o chefe pode não estar no seu job description, mas pode impulsionar sua carreira de uma forma que você não imagina.

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Como controlar sua equipe? Spoiler: isso é impossível

Existe uma caricatura do chefe mandão. Aquele que exige e as pessoas obedecem, de cabeça baixa, sem questionamentos. Com tantas transformações no mundo, está cada vez mais difícil seguir esse estereótipo austero, muito porque, hoje, muitas empresas já conhecem o poder e a importância do diálogo para estruturar o trabalho e a equipe. Além do quê, é um peso muito grande encarar a persona non grata dia após dia, levando o peso disso nas costas e também no coração.

Se você já teve um chefe assim – e a gente sabe que a maioria das pessoas já passou por isso – sabe o quanto isso influencia negativamente a equipe, tornando o cotidiano pesado e solitário. E se os gestores de empresas tradicionais agora vão trabalhar de bermuda, as empresas têm playground e mesa de sinuca, os CEOs são jovens e a cada ano a transformação é mais intensa, talvez não haja mais espaço para esse papel do chefe temido. Hoje, a ideia é compartilhar e para isso é preciso entender que o controle é muito subjetivo.

Controle, no dicionário, significa:

  1. ato ou efeito de controlar(-se).
  2. instituição, órgão, setor etc. ao qual compete monitorar ou fiscalizar.

A verdade é que prazos, métricas e demandas podem ser controladas. Mas controlar as pessoas é uma tarefa impossível. Quando solicitamos uma entrega, precisamos ser claros e objetivos quanto às expectativas, mas também aceitar que quem realizará a demanda tem suas próprias referências e sua própria bagagem. É ingênuo cogitar que podemos controlar atitudes. E, ainda se por fora a equipe for apática, movida apenas pelo que foi exigido, ainda assim, por dentro, vão estar todos opinando, concordando ou discordando. Dificultar o diálogo faz com que todos – equipe, chefe e empresa – percam com a riqueza da troca. E quando isso acontece, todos sofrem.

Liderar não significa mandar. Na verdade, o líder é um facilitador de tarefas. É a figura que impulsiona e possibilita conquistas, tornando o cotidiano mais produtivo e desafiador. Para isso, não é preciso controle. É necessário confiança.

Para começar a medir o seu índice de confiança, faça o seguinte questionamento: você contrataria os integrantes da sua equipe novamente? E, ainda, você se interessaria novamente por uma vaga na empresa em que trabalha? Se essas respostas forem negativas, talvez seja hora de repensar a sua estratégia e, quem sabe, a sua colocação. Afinal, mandar e obedecer já saíram de moda. Mas o bem-estar e a produtividade jamais sairão.

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Como não deixar as emoções interferirem no seu trabalho

Muita gente confunde emoção com sentimento. Sentimento é uma elaboração sofisticada do nosso cérebro, que nos faz descobrir como nos sentimos em relação a alguma coisa ou alguém, de acordo com nosso repertório de vida e uma série de experiências e lembranças.

Emoção vem rápido. É a parte animalesca do nosso corpo. Vamos imaginar que você está no meio da selva e encontra um leão. Se você for elaborar o sentimento, vai calcular quanto o leão corre, quanto você corre, vai pensar em rotas, vai talvez sentir vontade de acariciar o leão ou observá-lo. E, até isso tudo acontecer, ele te devora. Por isso, nossos registros mais primórdios nos protegem e emanam senso de proteção ao nosso corpo. Você vê um leão e corre. E isso é pura emoção.

Podemos dizer que entre a informação e o sentimento tem uma série de emoções processadas. E se não estivermos preparados, a emoção pode falar mais alto em nosso dia a dia.

Você pode ser ou já ter trabalhado com alguém explosivo. Aquele colega que não aceita feedback ou que tem reações exageradas quando lida com dificuldades. Pode ser falando mais alto, chorando no banheiro ou simplesmente congelando – violência nem sempre é expressada com atitudes físicas.

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Trabalhamos oito horas por dia, entre cinco e seis dias por semana. São mais de duas mil horas por ano no ambiente do trabalho. Isso quer dizer que dos 365 dias do ano, você passaria mais de 100 trabalhando sem pausas se o trabalho fosse ininterrupto. Quando não temos ferramentas que nos ajudam a lidar com esse ambiente – muitas vezes competitivo e desafiador – baixamos a guarda e deixamos as emoções mais primitivas virem à tona. E isso nos faz ter uma postura enfraquecida, que pode comprometer toda a nossa carreira, dificultar relações e, até mesmo, inflamar conflitos.

Para tentar agir com calma, ainda que com várias emoções emanando em nosso corpo, precisamos convocar o nosso lado racional e entender, de forma objetiva, o que está acontecendo. Se alguém disse algo que não concordamos e essa pessoa está em um momento de emoção, talvez seja melhor esperar um pouco até mostrar um contraponto. E, quando fizer, é importante não utilizar expressões pessoais como “você me deixou chateado”, mas frases que falem do trabalho, como “eu não concordo com a solução apresentada”.

Dentro do ambiente corporativo e também em nossas casas e com amigos, o a forma de lidar com as pessoas pode influenciar não apenas na qualidade de nossas relações, mas também em como somos interpretados. Entender de onde vem os impulsos e raciocinar sobre nossas atitudes enquanto estamos emocionados faz toda a diferença.

Café para acordar e calmante para dormir – o glamour do estresse no trabalho e nas relações

Parece que virou rotina não se ter tempo. Ou, quando se tem tempo, não estar relaxado. O ócio e a capacidade de liberar a agenda para simplesmente não fazer nada junto com quem amamos – e isso já é fazer tanto – são cada vez mais raros em nossos cotidianos. Mas será que foi sempre assim?

A série de TV inglesa Downton Abbey, lançada em 2010, conta a história de uma aristocrática família do Reino Unido, os Crawley. A série se passa em 1912 e em determinado momento, a família, que tem uma verdadeira legião de empregados, e como principal tarefa organizar jantares, cavalgar e descansar, se depara com um primo que exerce a função de advogado. Eles ficam perplexos, não sabem o que é trabalhar. A matriarca da família chega a perguntar: o que significa final de semana? De tão distante da nossa realidade, a cena chega a ser cômica. Mas não deixa de ser interessante pensar em um tempo, ou sociedade, em que o ócio era o grande luxo e que o trabalho – fosse ele braçal ou intelectual – era visto como uma parte menor do que poderíamos fazer com o nosso tempo.

Hoje, os valores se transformaram e, ainda bem, vivemos em um tempo em que além do exercício do trabalho ser enaltecido, as pessoas têm buscado trabalhar cada vez mais com o que gostam, o que deixa tudo mais divertido e instigante.

Mas estamos também vivendo uma era em que é vergonha estar disponível e existe uma romantização da falta de disponibilidade. Aquele amigo que falta a todos os eventos sociais por trabalhar demais logo é visto como bem-sucedido. A chefe que chega antes de todos e só sai tarde da noite do trabalho é idealizada. Equipes que trabalham nos finais de semana são vistas como mais produtivas. E, pouco a pouco, temos o glamour do estresse instalado em nossas cabeças, com um mindset de crescimento voltado para esse perfil: alguém sem tempo, não presente, que não dorme e não descansa. E, quando percebemos, estamos tomando café para acordar, calmante para dormir e o som que mais amedronta na vida é o do despertador.

Pausa. Respire.

Talvez a gente tenha esquecido como se descansa. Sem celular, sem música, filme e seriado no streaming. Aliás, pode até ter tudo isso, mas é importante que também tenhamos momentos de silêncio, em que possamos relaxar nossa mente e pensar em nada…

Já falamos sobre o mundo contente dos ouvintes aqui

Querer suprir todo o tempo disponível com atividades do trabalho pode significar que você está preenchendo alguma lacuna da sua vida com excesso de dedicação em um determinado campo. Além de respirar, que tal analisar a sua rotina e procurar encontrar espaços para investir em você e nas suas relações? O ócio criativo pode fazer muito bem, inclusive, para o profissional que você é.

O mundo contente dos ouvintes

O que é uma conversa? No dicionário, conversa é sinônimo de diálogo, que tem por definição uma troca de ideias, de informações ou de palavras. Mas será que conversamos apenas quando falamos algo? Uma troca em silêncio, uma percepção de um momento, pode ser considerada uma conversa? E por que quem escuta é dado, quase sempre, como sábio?

Em Seattle, nos Estados Unidos, há o lugar mais silencioso do mundo. Na sede da Microsoft, há uma espécie de estúdio, todo fechado, que pode chegar até a – 20 decibéis. Quem visita o espaço, relata que nos primeiros minutos, o silêncio absoluto faz com que você ouça as batidas do próprio coração e, depois de um tempo, os fluidos do seu corpo. Depois, há quem fique tonto ou enjoado. Não estamos – de forma alguma – acostumados a sentir e viver o silêncio.

O mundo tem, catalogados, mais de 6.000 idiomas. Seria possível falar todas as línguas? Pouco provável. Mas talvez seja possível se comunicar sempre, apesar das dificuldades da palavra. A conversa pode ser feita por gestos, por toques, olhares, reações. Mas é preciso perceber e estar disposto.

Quando estamos em uma comunidade, seja ela uma empresa, um bairro, uma cidade ou um país, precisamos nos colocar à disposição da conversa. Ouvir o outro mais que com os ouvidos, mas com a intuição, a análise dos fatos, os registros da memória. No background de uma palavra, há milhares de ações. E quando conseguimos ouvir de verdade, nos tornamos mais sábios. A boca pode até mentir, mas as atitudes provam a verdade. Você prefere ouvir palavras ou ações?

A parte mais inferior do nosso cérebro, por exemplo, é responsável pelos impulsos, pelas reações mais imediatas. Imagine então que você chega faminto a um evento e o anfitrião pergunta se você está com muita fome. Você, querendo ser educado, fala que não, que está tudo bem. Mas assim que chega a comida, você devora com rapidez e satisfação. As suas palavras podem ter tentado enganar, mas se o anfitrião realmente te ouviu, ele entendeu o que o seu corpo respondeu.

O mesmo acontece em reuniões de trabalho. Quando vamos delegar o trabalho à equipe, não importa se um colega afirma que está pronto para produzir tal atividade, se o corpo dele se defende – braços cruzados, pernas balançando etc – ele está falando de outra forma que está inseguro ou receoso.

Que tipo de pessoa você quer ser: a que escuta com os ouvidos ou a que ouve e entende com olhos, boca, braços, pernas e coração?

Uma vitória e uma tragédia podem ser a mesma coisa – o sucesso e o pavor de ser feliz

Você sabia que ganhar na loteria e ter um acidente que paralisa todos os movimentos podem trazer sensações parecidas? Ganhar tudo o que se quer e perder tudo o que se tem causam a mesma perspectiva: mudança total de vida. É quase como se a felicidade máxima e a tristeza profunda fossem irmãs. Mas por que será que isso acontece?

No artigo Lottery Winners and Accident Victims: Is Happiness Relative? de Philip Brickman e Ronnie Janoff-Bulman, a associação entre pessoas acidentadas e ganhadores da mega-sena é feita de forma clara e o princípio da adaptação traz uma anunciação: não importa qual a sua vitória ou progresso, em breve, você não estará mais satisfeito.

Para muitos, isso pode ser um boicote à felicidade, mas é preciso lembrar que a sensação de incompletude é totalmente irracional. E o sentimento de falta vem muito das expectativas – muitas vezes fantasiosas – do que acontecerá após um grande momento.

Quando nos emocionamos, ativamos uma parte do cérebro chamada sistema límbico, relacionada também à memória. Ou seja, quando liberamos grandes emoções, registramos na memória o que sentimos. É muito comum, por exemplo, que as pessoas lembrem exatamente onde estavam quando souberam do ataque terrorista do 11 de setembro – elas descrevem não apenas o local em que tiveram a notícia, mas tudo o que pensaram naquele momento. Quando o momento é sobre nós, também gravamos tudo o que pensamos e sentimos, ainda que sejam poucos segundos. Durante um acidente de carro, algumas pessoas sempre que relatam o ocorrido, dizem: “naquele momento, pensei que iria morrer”.

Agora imagine que alguém está acompanhando a apuração da mega-sena e descobre que tem o bilhete premiado. Naquela noite, o vencedor faz planos com os seus novos 200 milhões, pensa nas doações que fará para a família, nos imóveis e viagens que agora estão ao seu alcance. Na manhã seguinte, descobre que mais 10 pessoas também tiveram bilhetes premiados. Ou seja, serão 20 milhões e não 200. Como num passe de mágica, 20 milhões não parecem mais suficientes, uma frustração chegou antes mesmo do dinheiro chegar à conta. Ao mesmo tempo, uma pessoa acidentada que perdeu todos os movimentos das pernas e imaginou que nunca mais iria andar, recebe o diagnóstico de que a paralisia é momentânea. Nesse momento, é possível que uma pessoa que se acidentou seja mais feliz que uma que acaba de ganhar na loteria.

O fortalecimento do selfie, do eu, da nossa essência, é o que nos possibilita buscar formas de encontrar a felicidade em momentos de histeria e também nos de tristeza. O reforço sobre o que se é nos possibilita enxergar o mundo com mais fidelidade e não deixar que eventos externos e pontuais nos decepcionem, nos enganem e nos tragam uma frustração por uma expectativa que nem tínhamos há poucos segundos.

Somos todos vulneráveis às emoções fortes e nos deixar influenciar pelo que nos ocorre nos prova que estamos conectados com o mundo. Mas se para nós a felicidade e a tristeza podem ser tão semelhantes, é preciso trabalhar o nosso ponto de verdade e equilíbrio para que o bem-estar vença nessa dura busca pela felicidade.

Como fortalecer a confiança em você mesmo?

Você é do tipo de pessoa que sempre está na torcida pelos outros mas que na hora de acreditar na sua própria competência fica travado? Você não está sozinho!

Observe, por exemplo, o gráfico abaixo. Ele mostra o volume de busca no Google pelos termos “Como ter confiança” e “Aumentar autoestima”:

 

Fonte: Google Trends

Todos os dias, pessoas no mundo inteiro tentam encontrar formas de fortalecer a confiança no próprio ego. Mas por que será que somos tão inseguros com as nossas próprias habilidades?

Somos milhares de momentos

Imagine que você está prestes a fazer uma apresentação importante. Você estudou e revisou todos os slides, ensaiou e tem todos os argumentos do tema na ponta da língua. Minutos antes de iniciar a apresentação, as mãos suam, os pés ficam gelados, você treme. O corpo sinaliza que apesar da mente estar pronta, algo em você ainda tem receio. Talvez, você acredite que esse medo tem relação apenas com a importância da apresentação, mas na verdade, a situação pode ser um gatilho para uma velha ferida no seu ego.

Somos uma soma de experiências, momentos e recordações. Hipoteticamente, o exemplo acima, de momentos antes de uma grande apresentação, pode exaltar um episódio da infância em que estivemos em evidência e fomos rejeitados. Mas essa é só uma das milhões de possibilidades diante da capacidade da nossa mente de registrar e até mesmo modificar lembranças. E nem tudo que é registrado é claro para o nosso cérebro. Ou seja, muitas vezes, temos a sensação da ferida, mas não entendemos muito bem de onde ela partiu.

Seja seu aliado

Você é o seu melhor amigo. Seja gentil com você mesmo, acredite na sua capacidade de avaliar e lidar com desafios. Uma forma de fortalecer a confiança é ter bastante estrutura para enfrentar possíveis falhas ou imprevistos. Deu branco na apresentação? Tenha sempre um post it com os tópicos que podem ajudar você a guiar a palestra. O pneu do carro furou e vai atrasar para a entrevista? Seja sincero com o recrutador, pessoas gostam de franqueza. Se perdoe e esteja pronto para possíveis mudanças de roteiro. Quando abrimos o leque de possibilidades, ficamos mais seguros com novas rotas.

Há momentos em que o melhor que podemos fazer não é o ideal. Mas pegue leve, se respeite e siga em frente. Em pouco tempo, o ideal se torna rotina. A pressa, como todos sabemos, não é amiga da perfeição.

HELP

Imagine que a confiança é como uma grande casa em construção. Primeiro, é preciso da uma estrutura de madeira, depois o cimento, os tijolos, o piso, o teto. Não é da noite para o dia que se constrói uma autoestima sólida. Ajuda externa de profissionais qualificados pode ser oportuna.

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Você merece isso! Aceite elogios

Geralmente, quando não estamos seguros de quem somos, não aceitamos opiniões positivas sobre nós mesmos. Desde momentos simples – quando alguém elogia uma roupa e rapidamente falamos algo pejorativo daquela peça como “está velha” ou “não me veste tão bem” – e também em grandes momentos, como o de uma promoção no trabalho. Acredite, o reconhecimento externo costuma ser fruto de grandes batalhas vencidas internamente.

O mais importante é que, aos poucos, vamos nos aceitando como somos e descobrindo que apesar de nossas falhas e defeitos, há quem nos ame, reconheça e confie na gente exatamente do jeito que a gente é!

Socorro, não estou sentindo nada!

O poema de Alice Ruiz, também conhecido na voz do cantor Arnaldo Antunes, fala de uma pessoa que não consegue sentir mais nada. “Nem medo, nem calor, nem fogo, não vai dar mais para chorar, nem pra rir”, diz a letra. Mas será que alguém é capaz de não sentir nada?

Imagine a seguinte rotina: você acorda com o despertador, levanta, faz um café, se arruma para o trabalho, enfrenta o trânsito, trabalha durante oito horas, pega o carro, chega em casa, liga a TV, adormece. Parece um dia a dia comum, certo? Mas, entre essas atividades, há muito mais acontecendo.

Enquanto você passava o café, uma música da sua adolescência tocou no rádio. No trânsito, uma jovem ajudou um idoso simpático a atravessar a rua. No trabalho, um amigo cumpriu metas e um outro foi demitido. Na volta para casa, a lua estava linda. Mas nem sempre estamos dispostos às emoções. E, por isso, muitas vezes não sentimos nada.

Neste link, você descobre quais emoções estão afrente de cada tipo de padrão de personalidade do Eneagrama

Todos os dias, somos convidados pelo mundo a sentir diferentes emoções. Mas a dificuldade em gerir nossos pensamentos e sensações pode nos paralisar. Nos reservamos e deixamos os vínculos mais profundos para pessoas com quem já temos relações. Nos bloqueamos para o novo e afastamos quem tenta nos ajudar. Isolados em nossas bolhas anestésicas, nos sentimos mais seguros. Até que a vida nos dá uma encurralada e aí não dá para não sentir: a morte de um amigo, uma mudança de emprego, uma planta que seca, uma forte gripe. Das enormes às pequenas perdas, não é apenas o coração no sentido romântico que reage. A química do nosso corpo nos faz reagir de formas diversas, muitas vezes com impacto em nossa saúde, em nossa forma física.

Você pode estar se perguntando como sair dessa apatia. Mas a resposta não é única, pois não existe fórmula mágica que nos resgate ao que somos e ao que podemos sentir. Encontrar processos terapêuticos – em grupo ou individuais – pode ser uma boa opção. Para outros, tentar se conectar aos poucos com novas pessoas é um exercício de cura – já pensou em voltar a paquerar? Outros encontram conforto nas religiões, na música, na dança. O mais importante é ter a consciência de que quando nos fechamos às sensações estamos deixando de sofrer, mas também de ser feliz.

Se você está passando por essa fase de “dormência”, o primeiro passo é admitir para você mesmo que algo não está bem. A partir daí, você pode planejar a melhor forma de buscar ajuda. Um passo de cada vez e não se cobre tanto. Afinal, a pressa é inimiga das sensações.

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A arte de aceitar as diferenças

Narciso, famoso personagem da mitologia grega, é conhecido pela vaidade e orgulho da sua beleza. Conta a história que um dia, Narciso viu seu próprio reflexo num rio e ficou apaixonado por si mesmo. Não conseguindo parar de se olhar, morreu sozinho, na companhia exclusiva do seu eu espelhado nas águas.

A lenda parece muito distante da realidade, certo? Mas, ainda hoje, há quem fique hipnotizado com sua própria forma de ser e não consiga aceitar que outras pessoas sejam diferentes de nós. Em épocas de polarização política e religiosa, nunca houve tanta gente querendo convencer o outro de sua própria razão. Mas por que é tão complicado aceitar as diferenças?

O outro sempre esteve lá

Somos muitos. Na escola, em casa, no trabalho, no grupo de amigos, podemos até ter afinidades e opiniões parecidas, mas sem dúvidas também temos diferenças. Quando um bebê nasce, ele ainda acredita que a mãe e ele são parte do mesmo corpo. Nas primeiras horas e dias de vida, vai ganhando a consciência de que é um indivíduo. Esse talvez seja o primeiro grande trauma do ser humano: descobrir que há um mundo além do seu próprio umbigo.

E se, desde bebês, somos alertados pela vida que há outras existências e necessidades, o que nos faz persistir na intransigência de que tudo tem que ser como nós queremos?

A negociação

Começamos a negociar: gostar de um estilo musical diferente, tudo bem, mas não comer japonês é demais. Ou você pode até não curtir viajar, mas não admite que seu colega não curta futebol. Negociamos limites de tolerância e assim que o outro ultrapassa essa linha do comum, negamos a diferença.

O medo

Uma atitude violenta pode estar protegendo um pavor incontrolável. Quando temos medo de alguma coisa, nos sentimos ameaçados. E, muitas vezes, aprendemos a esconder nossas inseguranças com agressividade. Não aceitar o comportamento alheio pode ser um sinal de que ele desperta em você emoções que não consegue controlar. Se existe um padrão de revolta sobre determinado tema, é hora de embarcar nessa própria viagem e refletir sobre o que pode estar lhe trazendo angústia.

O espaço do julgamento

O superego é uma instância do aparelho psíquico que comanda nosso bom senso. Porém, ele também pode ser severo. É comum que façamos uma analogia do superego com um pai protetor. É o superego que nos lembra de levar o guarda-chuva, que nos interrompe antes de uma palavra agressiva ou nos aconselha a não ir por aquela rua escura. Mas ele também pode nos guiar a reprimir o nosso desejo e o dos outros. Geralmente, quem tem muitas dificuldades em aceitar o desejo alheio, tem uma postura consigo mesma muito severa. Podemos começar, portanto, nos julgando menos, com a intenção de, no futuro, julgar menos o outro também.

Compartilhar é somar

Abrir a porta do coração para o incomum pode nos trazer boas surpresas. Se a amiga chamou para ir a um restaurante novo, por que não aceitar? Novos lugares, novas pessoas, novas ideias. E, se não for confortável, você sempre pode voltar um passo. Devagar e sempre, vamos ampliando a nossa rede e descobrindo que compartilhar o novo é somar novas experiências e emoções.