A Inteligência Emocional como base do sucesso em vendas

Você se prepara para uma venda ou negociação e está consciente do que deve ser feito para atingir o sucesso.

Sabe tudo sobre o produto, conhece o cliente e suas dores, tem a certeza de que tem a solução e, ainda assim, você fracassa. Você faz tudo, levanta cedo, faz agendamentos, é pontual e dedicado, mas nada disso tem efeito nos seus resultados.

Se isso já aconteceu com você, o motivo pode estar em não saber gerenciar o campo emocional de um processo de vendas e negociação.

Como a venda ou não venda anterior impacta a seguinte?

Receber um “sim” ou “não” no atendimento anterior impacta emocionalmente na sua atitude. E ambas podem ser uma tragédia para a próxima venda ou um trunfo, depende do quanto você consegue compreender o impacto do “não” e do “sim” em sua personalidade.

A sensação de insegurança que toma conta 

O ‘não’ pode lhe deixar inseguro para a próxima venda e o comprador não conseguirá sentir firmeza em você ou até mesmo prendê-lo naquilo que você falhou na abordagem anterior, mantendo-o focado em como refinar a próxima. 

A autoconfiança

O ‘sim’ pode te deixar com grande autoconfiança para a próxima venda, mas essa autoconfiança pode fazer o comprador sentir que você está sendo arrogante, e talvez nem ele saiba o motivo, mas algo dentro dele causou uma sensação negativa sobre você.

Perceba que a decisão foi baseada no sentir algo sobre você, ou seja, as decisões em vendas em sua grande maioria são decisões emocionais. E saber como você reage emocionalmente e como sua reação impacta emocionalmente suas vendas é fator determinante para alcançar melhores resultados.

Para desenvolver esta capacidade é necessário expandir sua inteligência emocional, começando pelo autoconhecimento emocional e auto observação. Não é possível dominar aquilo que você não conhece, então é fundamental entender como suas emoções funcionam, para que você possa interpretá-las com exatidão, entendendo como elas podem impactar negativamente seu desempenho e seus relacionamentos.

Vendedores medianos acreditam que a preparação técnica basta para chegar aos resultados desejados e deixam de lado a preparação emocional, mas vendedores com grande Inteligência Emocional entendem a importância de dominar a principal ferramenta de um processo de vendas, dominar a si mesmo.

Para isso, comece pelos nossos treinamentos! Clique aqui!

Você já parou pra pensar na importância de estar em uma zona de conforto?

É literalmente NECESSÁRIO estar em uma situação confortável para poder produzir, criar, se relacionar, liderar e até amar!
Realizar essas e outras atividades estando desconfortável ou sentindo dor, é tão angustiante que falhamos, sofremos, machucamos a nós mesmos e aos que nos cercam… e nem sempre percebemos que tudo isso só aconteceu, pois estávamos tentando realizar algo com uma situação de DESCONFORTO!

Mas então eu devo permanecer na zona de conforto?
SIM!

Mas eu não corro o risco de ficar estagnado?
SIM! E talvez até esteja!

Então o que eu devo fazer?
EXPANDIR sua zona de conforto!
É isso mesmo, desenvolver-se a ponto de tornar confortável pequenas atividades do dia a dia que hoje te geram DOR ou FRUSTRAÇÃO!

Existe um passo a passo para expandir essa zona de conforto.
Para isso existem algumas etapas:

1 – Reconhecer que você está na zona de estagnação, avaliando os impactos que esta zona está causando em seus resultados e relacionamentos.

2 – Encarar suas crenças e limitações de frente, perceber seus comportamentos, inseguranças, baixa auto confiança. Com isso você entra na zona do medo, onde você se olha de maneira honesta e amadurece o seguinte entendimento: algo precisa ser feito.

3 – Zona de aprendizado, através do autoconhecimento e desenvolvimento de consciência e inteligência emocional, é possível você começar a aprender os SEUS mecanismos emocionais, os seus talentos naturais e a sua maneira de produzir, criar, se relacionar, liderar e amar, compreendendo com profundidade quem você é, será possível então impulsionar sua zona de conforto para a última zona.

4 – Zona de crescimento, onde você consegue colocar em prática novos comportamentos, sentindo-se mais confortável em realizar atividades que antes geravam resultados frustrantes. É o momento em que a sua zona de conforto se transforma em um ambiente produtivo, superando desafios, desenvolvendo a resiliência necessária para se sentir confortável, realizado profissionalmente e feliz em suas relações.

Conforme você vai avançando em cada uma das etapas você aumenta a dimensão da zona em que você se sente confortável. O importante é entender que voltar para a zona de estagnação é algo que pode acontecer quando você se autossabota ou acredita que já evoluiu ou aprendeu o suficiente em sua vida.

Cada uma destas etapas envolverá um trabalho profundo de olhar para si e uma transformação diária de atitude.

Quer saber como os nossos treinamentos te ajudam a impulsionar essa evolução em cada uma dessas 4 etapas?
Entre em contato com a gente aqui pelo whats!

Você já parou pra pensar na importância de estar em uma zona de conforto?

É literalmente NECESSÁRIO estar em uma situação confortável para poder produzir, criar, se relacionar, liderar e até amar!
Realizar essas e outras atividades estando desconfortável ou sentindo dor, é tão angustiante que falhamos, sofremos, machucamos a nós mesmos e aos que nos cercam… e nem sempre percebemos que tudo isso só aconteceu, pois estávamos tentando realizar algo com uma situação de DESCONFORTO!

Mas então eu devo permanecer na zona de conforto?
SIM!

Mas eu não corro o risco de ficar estagnado?
SIM! E talvez até esteja!

Então o que eu devo fazer?
EXPANDIR sua zona de conforto!
É isso mesmo, desenvolver-se a ponto de tornar confortável pequenas atividades do dia a dia que hoje te geram DOR ou FRUSTRAÇÃO!

Existe um passo a passo para expandir essa zona de conforto.
Para isso existem algumas etapas:

1 – Reconhecer que você está na zona de estagnação, avaliando os impactos que esta zona está causando em seus resultados e relacionamentos.

2 – Encarar suas crenças e limitações de frente, perceber seus comportamentos, inseguranças, baixa auto confiança. Com isso você entra na zona do medo, onde você se olha de maneira honesta e amadurece o seguinte entendimento: algo precisa ser feito.

3 – Zona de aprendizado, através do autoconhecimento e desenvolvimento de consciência e inteligência emocional, é possível você começar a aprender os SEUS mecanismos emocionais, os seus talentos naturais e a sua maneira de produzir, criar, se relacionar, liderar e amar, compreendendo com profundidade quem você é, será possível então impulsionar sua zona de conforto para a última zona.

4 – Zona de crescimento, onde você consegue colocar em prática novos comportamentos, sentindo-se mais confortável em realizar atividades que antes geravam resultados frustrantes. É o momento em que a sua zona de conforto se transforma em um ambiente produtivo, superando desafios, desenvolvendo a resiliência necessária para se sentir confortável, realizado profissionalmente e feliz em suas relações.

Conforme você vai avançando em cada uma das etapas você aumenta a dimensão da zona em que você se sente confortável. O importante é entender que voltar para a zona de estagnação é algo que pode acontecer quando você se autossabota ou acredita que já evoluiu ou aprendeu o suficiente em sua vida.

Cada uma destas etapas envolverá um trabalho profundo de olhar para si e uma transformação diária de atitude.

Quer saber como os nossos treinamentos te ajudam a impulsionar essa evolução em cada uma dessas 4 etapas?
Entre em contato com a gente aqui pelo whats!

Sabe por que é tão difícil tomar uma decisão?

Sabe por que é tão difícil tomar uma decisão? Porque, ao escolher um caminho, inevitavelmente outro fica para trás. Uma parte de nós fica presa a essa realidade que poderia ter acontecido, mas que não aconteceu. Uma parte de nós fica sonhando com finais alternativos, em que nossa vida é completamente diferente. E é muito comum que esses pensamentos venham no meio da noite: você está deitado de costas na cama, com os olhos abertos na escuridão, pensando que rumo as coisas teriam tomado se você, dez anos atrás, tivesse dito “sim” ao invés de “não” naquela fatídica terça-feira chuvosa. Cada vez que optamos por algo, somos obrigados a renunciar a outra opção. E aí vem o medo de ter tomado o caminho errado, como se nunca mais fosse possível trocar a rota.

Decidir também implica em assumir as consequências dessa decisão. O interessante é que, se essas consequências são positivas, a tendência é que as recebamos de bom grado, enquanto os resultados negativos nos tiram o sono – mesmo quando eles habitam apenas a nossa imaginação. Para fugir da dor dessas consequências e para fugir do medo de ter escolhido a pior opção, você se convence de que está tudo bem do jeito que está. Que você consegue suportar a rotina massacrante na qual vive. Que você até talvez seja feliz… Para fugir da dor, você não decide. Você procrastina porque está com medo e acaba deixando coisas inacabadas para trás. Sonhos pela metade. E algumas frustrações também.

É normal ter medo do desconhecido, até porque ele pode ser imprevisível. Lembra quando você era criança e acordou assustado porque achou que havia uma pessoa no seu quarto, mas na verdade era só uma cadeira cheia de roupas? Nossa imaginação é fértil – e é ainda mais criativa quando não damos uma conclusão aos acontecimentos. Ficar em cima do muro e não decidir é um prato cheio para a ansiedade. Mas se é tão normal sentir medo do futuro, deve haver uma utilidade para isso, não é? Não gastaríamos tanta energia de vida à toa?! O medo é útil na medida em que nos ajuda a encontrar a solução mais segura, no meio de tantas opções, para realizarmos nossos objetivos. Quando nos paralisa, o medo nos atrapalha.

Lembra daquela outra vez, quando você estava com medo de reprovar na escola, e se dedicou a estudar a matéria com afinco até sanar todas as suas dúvidas? Aqui o medo agiu como alavanca e o ajudou a alcançar o seu objetivo.

A emoção era a mesma: o mesmo medo que nos faz fantasiar sobre os monstros no quarto é o medo que nos ajuda a ir bem na prova. Mas tudo parte de uma decisão. Decidir, ao mesmo tempo em que representa um corte na nossa vida (já que algo sempre fica para trás), é a mola propulsora que nos leva um pouco mais perto da vida que estamos querendo viver.

E uma grande decisão, como casar ou trocar de emprego, geralmente envolve grandes consequências. A vida não será mais a mesma depois que duas famílias se unirem – ou se separarem -, mas é preciso decidir. A indecisão é asfixiante. Decidir é o que dá ritmo à vida. É o que nos faz pulsar. Em 2021, tire seus planos da gaveta e decida viver uma vida mais cheia de energia, vontade e ânimo. Até quando você vai deixar que as outras pessoas façam isso por você?

Que história você vai contar?

Que 2020 foi um ano exaustivo ninguém dúvida. Nossa saúde sofreu – física, mentalmente e emocionalmente. Quase não reconhecemos as pessoas ao nosso lado. Falamos coisas que não deveríamos. Fomos testados de todas as formas. Estresse, depressão, burnout: foi o ano em que as fronteiras entre trabalho e lazer ficaram cada vez mais imperceptíveis e nebulosas. Quem diria que seria um ano tão desafiador?

São em momentos como esse que mais ficam evidentes nossas fragilidades emocionais.

Podemos nos perceber ainda mais irritados, impacientes ou ansiosos, causando ainda mais estresse no ambiente familiar e de trabalho, intensificando conflitos, comprometendo nosso bem-estar e diminuído nossa produtividade.

Fomos obrigados a olhar para nossa saúde física e emocional de forma proativa e ressignificar a forma como encaramos nossas emoções.
As emoções não devem ser reprimidas ou ignoradas do tipo: “eu não posso sentir isso agora. Isso vai me atrapalhar e eu tenho um monte de coisas para fazer.” As emoções devem sim ser expressadas, compreendidas, aceitas e integradas.

Tentar impedir que as emoções não se expressem podem trazer problemas muito maiores e mais graves.

Olhando para trás, talvez você não esteja satisfeito com os resultados de 2020. Mas pense bem: diante de tudo que aconteceu, será mesmo que não há motivos para comemorar? Nem ao menos uma razão, por menor que seja? Tudo bem não ter dado conta de tudo. Tudo bem ter ficado irritado. Tudo bem não ter lidado bem com as tempestades da vida. Ninguém é o Super Homem ou a Mulher Maravilha para ter saído ileso de um período como os últimos meses – e nem eles mesmos saem sem arranhões das batalhas que enfrentam. Então relaxa: você fez o melhor que pôde com o que você tinha naquele momento.

Este é um ótimo momento para observar suas emoções e buscar compreender, através dos sentimentos, quais as mensagens que elas estão querendo te passar. Também é um ótimo momento para aceitar suas fragilidades, e buscar formas de desenvolvê-las.

Por isso, agora eu pergunto: que história você quer contar em 2021? Será que ele vai ser o segundo volume de um livro de suspense cujas reviravoltas estão fora do seu controle? Ou 2021 dará início a uma nova saga, com personagens mais fortes e mais experientes, que aprenderam com os solavancos? O livro da sua vida está nas suas mãos: escreva com sabedoria os novos capítulos.

Como criar um Calendário Emocional com o seu filho

Nunca é cedo demais para aprendermos a falar como estamos nos sentindo! Essa percepção pode começar a ser despertada já nos primeiros anos de vida, mesmo que a criança ainda não tenha total discernimento sobre suas emoções. O que importa, inicialmente, é criar o espaço e o hábito de conversar sobre a nossa rotina e sobre todas as sensações que tivemos ao longo do dia. Para que a criança cresça emocionalmente saudável, é fundamental que ela saiba diferenciar a sua raiva da sua tristeza, a sua confusão da sua empolgação, a sua alegria do seu medo e assim por diante.

Uma forma simples de abrir esse caminho de diálogo e confiança é por meio do CALENDÁRIO EMOCIONAL. Ele é uma representação simplificada do estado emocional diário da sua criança, servindo como uma forma de compreender e mapear as emoções mais presentes. E o calendário será mais aproveitado se, antes de você perguntar se há tarefa da escola para cumprir, você perguntar à criança como ela se sentiu. Por exemplo:

  • Se ela estava alegre, converse sobre os motivos:

– Foi uma brincadeira especial que fizeram durante a aula? Foi o lanche que ela levou e estava gostoso? Foi o coleguinha gentil que a tratou bem? A professora deu um elogio?

  • Se ela disse que estava com raiva, investigue as razões:

– É algum problema de relacionamento com os colegas? Alguma tarefa que ela não gostou? O intervalo que poderia ter sido mais longo?

Observar a frequência com que as emoções se repetem poderá ajudá-lo a perceber se a sua criança está passando por algum momento de dificuldade. Além disso, você estreitará o vínculo de confiança entre vocês ao conversarem abertamente sobre a vida emocional dos dois. Por isso, você adulto responsável, lembre-se de ficar alegre, mas também triste, na frente dos seus pequenos. A criança se sentirá mais confortável para falar de si mesma quando os seus adultos falarem sobre eles próprios primeiro.

O que é o calendário emocional? Uma forma de compreender as emoções que estão aparecendo em suas crianças.

Para que serve? Para mapear os estados emocionais da criança e estreitar o vínculo de confiança entre ela e os seus adultos responsáveis.

Do que você precisa?

  • Isopor tamanho A3
  • 1 caixa de alfinetes
  • 12 saquinhos transparentes
  • Impressão do calendário em tamanho A3
  • Impressão dos emojis em tamanho A3

No link abaixo, você encontra um modelo de calendário emocional. Aproveite e divirta-se com seu pequeno. 

CLIQUE AQUI E BAIXE O CALENDÁRIO EMOCIONAL

Precisamos falar sobre os meninos

‘Engole o choro’, ‘Homem não chora’, ‘Você está parecendo uma menininha’.

Não é à toa que depois eles crescem o seu jeito de lidar com as frustrações da vida são horríveis para eles e para quem está ao redor: rompantes de agressividade, tentativas de suicídio violentas e um sentimento profundo de solidão.

Precisamos olhar para os nossos meninos, estamos roubando deles a possibilidade de sentir e a vontade de viver com seu coração.

Toda vez que reprimimos as emoções de uma criança estamos roubando dela a oportunidade de serem quem são, APENAS CRIANÇAS. As meninas, com o errôneo conceito de sexo frágil e de que seriam mais sensíveis, ainda tem mais oportunidade de expressar quem são, para elas ainda é permitido chorar, sentir, ficar muito triste ou muito feliz, para as meninas ainda entregamos nosso colo, aconchego e compreensão.

Já os meninos, precisam sofrer calados, afinal colocam até sua masculinidade em check quando o que interessa mesmo é o fato de serem crianças e não HOMENS. Eles crescem e tem dificuldade de ir ao médico para cuidar de si, se recusam ir ao terapeuta pois acham que isso é coisa de gente fraca e comparecem menos a treinamentos que os ajudam a lidar com suas dores e sua história.

Se queremos homens mais humanos consigo mesmos no futuro, que cuidem melhor de si mesmos, respeitem mais suas dores e sentimentos, precisamos cuidar dos nossos meninos HOJE. E o cuidado é simples, é apenas permitir a eles SENTIR a da mesma maneira que fazemos com as meninas, entregar o nosso colo, aconchego e compreensão.

E aí, qual menino que está aí por perto de você que precisa do teu colo hoje?

E se você for o menino crescido que não ganhou aconchego, lembre-se que tem muita gente no mundo que ficaria honrado de conhecer a sua história, as suas dores e te deixaria você ser você de verdade!

Se precisar, conta com a gente!

 

Como falar de emoções com crianças

Emoção é a linguagem do nosso corpo para se comunicar conosco. Da mesma maneira que precisamos aprender português para falarmos com as pessoas à nossa volta, ou mesmo Libras para comunicação com deficientes auditivos, a alfabetização emocional deveria ser nosso foco antes mesmo de pensarmos em estudar uma língua estrangeira, porque – mais importante do que compreender estrangeiros – precisamos aprender a entender a nós mesmos.
A questão é: quando iniciar essa compreensão das emoções? Quando devemos aprender a interpretar o que elas estão querendo nos dizer?
Desde que começamos a sentir as emoções, já precisamos começar a observá-las com olhar curioso e acolhedor, para que possamos compreender nossa capacidade de sentimentos e encontrar a maneira de comunicar adequadamente o que estamos REALMENTE precisando. Ou seja, desde a infância!
Mas por que é importante sabermos interpretar as emoções desde pequenos?

Basta olhar para a criança que faz birra. A birra é a criança tentando comunicar ao adulto uma dor que ela mesma não consegue compreender e, se ela não consegue compreender, não tem como comunicá-la efetivamente ou controlá-la. Dessa forma, ela fica refém de uma reação emocional.

Então por onde começar?

1 – Aprenda a acolher as emoções de seu filho. Tudo começa com um ambiente onde seu filho se sente validado em seus sentimentos: quando percebe que o que ele sente tem valor, ele se permite sentir mais livremente. Dessa forma, a criança se sente menos sufocada e não precisa de outros meios para expressar sua angústia, como a fuga para os jogos e televisão ou rompantes agressivos.

2 – Seja exemplo. Aprenda a falar de você e como você se sente, conte suas histórias da infância para eles e diga como você se sentia – e não precisa apenas contar histórias de bons sentimentos. Quando comunicamos às crianças um leque variado de sentimentos e mostramos que nós sentimos todos eles, elas passam a se reconhecer nos sentimentos dos adultos e a perceber que sentir algo não é errado.

3 – Converse com seus filhos sobre seus sentimentos diários. Conte-lhes o que você sentiu no seu trabalho para, depois, perguntar a eles o que eles sentiram na escola. Ensine-os os nomes das emoções e o significado delas. Conte para eles como você lida com as suas emoções e o que o ajuda. Crie oportunidades para falar sobre sentimentos. Faça um diário emocional com as crianças. Ajude-os a pensar sobre como se sentiram. Estimule o olhar para dentro com interesse. Autoconhecimento pode começar desde cedo e se reverberar em atitudes de maior maturidade emocional na puberdade.

4 – Sempre mantenha uma postura empática sobre o que seu filho está sentindo. Nós, adultos, tendemos a julgar as reações emocionais infantis como menos importantes – afinal, seu filho ficou com raiva SÓ por causa de uma borracha. Quando começamos a minimizar o que eles sentem, é quando eles começam a esconder o que sentem e a se distanciar dos adultos que não o entendem.

5 – Dentro de casa, não basta a empatia com ele. Se você invalida emocionalmente seu cônjuge ou os outros adultos da casa, a criança verá em você incongruência e se sentirá manipulada. A atitude empática e a abertura para sentir precisa ser entre todos as pessoas que convivem com a criança, para que ela perceba que o papo emocional não é só na teoria, é na prática do dia a dia. Tratar com acolhimento o adulto que sofre do seu lado é a maior lição que você pode dar para a criança de que a empatia existe e que está tudo bem sentir, ficar triste e chorar.

6 – Mostre a eles que errar é normal. Acolha-os em suas frustrações e elogie-os quando eles se superarem. Elogie-os quando eles conseguirem falar de seus sentimentos e desabafar. Faça perguntas quando a emoção negativa estiver sendo exposta pela criança, perguntas de possibilidades: ‘como você poderia lidar com isso de outra forma?’, ‘qual é a outra alternativa para lidarmos com isso?’. Você não precisa dar as respostas. Fazer a criança pensar ajuda com que ela mesma aprenda a reconhecer e controlar o que está acontecendo dentro dela.

7 – Se a criança estiver muito feliz, celebre com ela ao invés de pedir para ela parar de gritar. E quando ela chorar, jamais diga que ela precisa parar ou que não é para tanto. Tristeza e alegria são estados emocionais que precisam ser explorados – eles precisam de atenção, mas não supervalorização. Ao invés de reprimir, ofereça-se para apoiar na tristeza, e curta com seu maior sorriso na alegria.

8 – Na hora da birra, contenha o impulso de brigar ou castigar. Ao invés disso, mostre que entende a frustração. Coloque-se no mesmo nível da criança: ajoelhe-se, abaixe-se, mostre que está junto dele. Diga que também sente muito e que gostaria que fosse diferente. Jamais faça promessas que não irá cumprir ou ameaças que invalidem o sentimento de frustração da criança. A birra é uma manifestação emocional das mais desafiadoras de lidar, e é quando seu filho mais precisa de você.

9 – Respeite o tempo do seu filho – algumas crianças conseguem falar mais abertamente sobre o que sentem, outras levam mais tempo para se sentirem seguras para se abrir emocionalmente. O trabalho de alfabetização emocional infantil é um trabalho diário e valioso, que exige tempo e empatia dos adultos para com as crianças. Não force os pequenos a falar se você também ainda não aprender a falar do que sente, mas não desista da caminhada. É possível que tanto seu filho quanto você possam crescer emocionalmente com este exercício.

O maior objetivo desta alfabetização emocional desde a infância é que desde cedo a gente aprenda a entender o que acontece dentro da gente. Afinal, não precisamos deixar só para a fase adulta a capacidade de ter maior inteligência emocional e controle de nossas reações. É possível trilhar esta caminhada desde muito cedo, tendo assim posturas mais adequadas e emocionalmente maduras.
Afinal, nossos rompantes de raiva, vícios em álcool e drogas, fuga através da comida e alienação em redes sociais nada mais são do que nossas birras infantis e emoções reprimidas que não foram validadas na infância.

Por Priscila Bastos – Diretora de Instrução do IE Brasil.

O abismo que há entre o que as pessoas dizem que sentem e o que verdadeiramente sentem

Certa vez, recebi uma aluna que disse sentir muita raiva. A indignação era tão grande que sua paciência havia acabado: ela não tolerava mais nem olhar para seu esposo. Era o fim.

Aprofundando a conversa, busquei compreender a origem daquela raiva, o que estava disparando aquela rigidez e por que ela acreditava que seu relacionamento estava no fim. Para ajudá-la, eu precisava entender qual tinha sido o gatilho que tinha disparado aquele comportamento.

E então a pessoa começou a explicar que seu marido não demonstrava afeto, mesmo eles estando juntos há 14 anos. A postura dele em não dar acolhimento a deixava desconfiada de que ele não a amava. Ele nunca havia feito nada de errado, mas o fato de nunca ter sido claro em sua demonstração de carinho e amor a deixava tão insegura que não conseguia conviver mais com essa imensa dúvida interna.

Perguntei sobre sua autoestima e ela comentou de sua dificuldade em confiar em si mesma. Ela se percebia dependente de orientação e de validação externa para tomar os mais variados tipos de decisão, das mais simples às mais complexas.

Questionei também como ela se sentia quando não tinha o controle de alguma situação, e aí vieram diversas histórias de como ela buscava saber sobre absolutamente tudo que acontecia em sua empresa: criava processos e checagens, verificava o que seu time fazia a todo tempo e não conseguia delegar a parte financeira para ninguém.

Há anos, ela tentava encontrar uma maneira de sua empresa funcionar sozinha, mas a sua necessidade de controle a fazia pular cedo toda manhã e passar o dia verificando e revalidando tudo que era feito em sua empresa. Sua equipe era desengajada e isso também a tirava do sério! Simplesmente não conseguia entender como a equipe estava desengajada se tudo que precisava ser feito na empresa estava devidamente desenhado no documento de processos da empresa, que tinha mais de 400 páginas detalhando cada procedimento.

Aquela mulher simplesmente não estava com raiva, não era esse o problema. O problema nem mesmo era o marido. Muito menos sua equipe que não seguia fielmente as regras e processos da empresa. A questão era dentro dela o que ela sentia era MEDO, não raiva.

O alto nível de insegurança, fazendo-a desconfiar até mesmo de suas próprias decisões, fazia com que esta mulher projetasse nas outras pessoas as suas próprias desconfianças, inseguranças e dúvidas. E o que ela precisava era entender o que estava dentro dela, como ela funcionava e de onde nasciam aquela insegurança.

Um dos erros que podemos cometer quando não nos conhecemos é não conseguirmos discernir de onde estão brotando nossos comportamentos. Quando isso acontece dentro de nós, fica um abismo entre o que sentimos e o que dizemos que sentimos. E, no fim, nunca chegamos a uma solução para o que estamos passando porque não conseguimos cruzar o abismo que existe dentro de nós.

Autoconhecimento é também criar pontes para atravessar estes abismos. Entender a origem de nossos comportamentos é também entender a história que fizemos de nossas vidas, mas é principalmente a oportunidade de fazer algo de diferente a partir de novas escolhas mais conscientes.

Por Priscila Bastos – Diretora de Instrução.

O ego vai te levar longe

Essa luta contra nosso ego precisa cair por terra. Ego é mecanismo de defesa infantil para conseguirmos lidar com o mundo. Ele não é um inimigo a ser morto ou uma coisa que precisamos sufocar dentro de nós, mas sim algo a ser compreendido por nós, acolhido como um elemento que faz parte de quem somos e utilizado por nós com consciência.

Alguns egos podem se manifestar de maneira mais individualista, mas existem egos extremamente conectados com o senso de grupo e por isso apresentam mais prestatividade e adequação ao que os outros esperam de si. E este mesmo ego pode nos levar longe, com muitas pessoas ao nosso redor, mas esse “longe” pode ser um lugar a que NÃO QUERÍAMOS CHEGAR.

É necessário compreender também que nem todo ego nos leva para longe: alguns nos levam a rodar em círculos por muito tempo sem saber aonde queremos ir. O ego pode inclusive nos manter a vida toda estagnado no mesmo lugar.
Enquanto estiverem vendendo para você que o problema de sua vida é o seu ego e que você precisa arrumar uma maneira de se livrar dele, estão tirando de você a responsabilidade por seus próprios resultados e tentando fazê-lo se livrar de uma parte de quem você é e que irá acompanhá-lo a vida toda.

O que determina se vamos caminhar com quem amamos e na direção que queremos para nossa vida é a CONSCIÊNCIA de como nosso ego funciona e do que podemos fazer para manifestá-lo de maneira mais alinhada com nossa verdadeira essência.

Faça as pazes com seu ego e ele o levará longe, para aonde você quer chegar, para conquistas que o deixem feliz e com as pessoas que o amam ao seu redor sendo felizes junto com você!

Por Priscila Bastos – Diretora de Instrução IE Brasil

Você já conhece o IE TALKS?

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A importância da auto-observação no desenvolvimento pessoal

Por uma questão de economia de energia, acabamos desenvolvendo alguns “atalhos”: uma espécie de piloto automático que decide por você, evitando assim que você precise pensar conscientemente em cada uma das suas ações. Pense, por exemplo, em alguém que está aprendendo a dirigir: é preciso prestar atenção no que acontece tanto dentro como fora do carro. É um processo tão cansativo que logo nosso cérebro automatiza o controle dos pedais, a troca de marcha, o acendimento dos piscas… Com isso, o motorista ganha a chance de se concentrar com mais intensidade apenas no seu exterior: placas, faróis, outros motoristas, pedestres.

Esse “piloto automático cerebral” foi tão fundamental para a nossa espécie que nos permitiu ter mais tempo livre para outras atividades além da própria sobrevivência. Por outro lado, ele nos deixou insensíveis a alguns aspectos da nossa própria personalidade: por ser mais fácil viver no controle remoto, passamos a conduzir a vida não como um motorista atento e cuidadoso, mas sim como um motorista cego e surdo.

Esse mesmo piloto automático que nos tira o peso de decidir conscientemente sobre coisas rotineiras é o mesmo piloto automático que nos prejudica em nosso crescimento pessoal. Por isso, um dos maiores desafios para quem quer crescer como pessoa é a auto-observação. O que eu faço? Como eu faço? Por que eu faço? No início da caminhada, a tendência é que nossos padrões só sejam percebidos depois de realizados, e normalmente vêm acompanhados da sensação de “Não acredito… mais uma vez eu não consegui pedir ajuda e preferi me sobrecarregar”.

Ao olhar-se verdadeira e profundamente, você corre o risco de se deparar com aspectos pouco lisonjeiros de si mesmo. E isso pode ser duro, dolorido e sofrido. Mas você só conseguirá superá-los quando reconhecer a existência deles. Imagine que a conta de água da sua casa mais que dobrou de um mês para outro, mas o consumo se manteve igual. Como você irá consertar o vazamento se não sabe qual cano está quebrado? Algo similar acontece conosco: só poderemos nos tornar mais empáticos, realizadores ou convictos se reconhecermos que, agora, ainda não somos. Só podemos crescer se tivermos a humildade de aceitar que ainda não chegamos lá.

Por Angelita Borges – Diretora de Laboratório no IE Brasil

Como os perfis do Eneagrama reagem ao momento que estamos vivendo?

O mundo está de cabeça para baixo! Paira no ar a sensação de que tudo está fora do lugar. E agora, como encontrar ordem em meio ao caos?

Neste momento, é importante reconhecermos o que realmente estamos sentindo e como reagimos apesar de momentos como este. Somos seres diferentes, pensamos de forma diferente e, acima de tudo, temos reações diferentes a cada situação. Isso significa que, embora algumas pessoas possam estar no auge do estresse com um certo sentimento de impotência frente às consequências do Covid-19, outros, no entanto, podem estar gostando deste momento de isolamento social e aproveitando para ficar em paz consigo mesmo. E tudo bem com isso!

Riso e Hudson, em sua obra “A Sabedoria do Eneagrama”, classificam em três grupos a forma como podemos usar nossas defesas e reagir, inconscientemente, mediante situações de perda e decepções.

Grupo da Atitude Positiva

Como o próprio nome já diz, estas pessoas tendem a reagir aos problemas adotando uma “atitude positiva”, ou seja, “fazendo do limão uma limonada”. São pessoas que têm certa facilidade em ver o lado bom das coisas, são motivadoras e estão sempre prontas para ajudar. Agora, a dificuldade está em reconhecer em si mesmas algo doloroso ou negativo. Equilibrar suas próprias necessidades em relação às dos outros também pode ser tornar desafiador para elas. Pertencem ao grupo de Atitude Positiva os perfis 7, 2 e 9.

Grupo da Competência

As pessoas deste grupo reagem aos problemas invalidando seus sentimentos. Buscam constantemente por objetividade, eficiência e competência, muitas vezes esperando que os outros ajam da mesma forma e, quando isso não acontece, surge a indignação. Este grupo pode ter problemas em relação seguir, ou não, limites (regras) dentro de um sistema. Os perfis 1, 3 e 5 compõem esse grupo.

Grupo Reativo

Devido à sua dificuldade em confiar no outro, os reativos tendem a querer que as pessoas espelhem o seu próprio estado emocional, do tipo “se isso me aborrece, deveria aborrecê-lo também!”. São expressivos, ou seja, quando há um problema isso fica evidente fisicamente. Criam, por vezes, relações de amor e ódio. As pessoas que fazem parte do grupo dos reativos buscam por independência, o que pode trazer certa dificuldade quanto ao reconhecimento da necessidade em serem apoiados ou cuidados pelos outros. Tipos 4, 6 e 8 fazem parte do grupo reativo.

 

Ao analisarmos os grupos mencionados por Riso e Hudson, podemos identificar pelo menos uma reação positiva em cada grupo que, se estiver desequilibrada, pode gerar problemas em nossos relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais.

Agora, analisando o momento pelo qual estamos passando – pandemia, crise na saúde e na economia mundial –, no qual a grande maioria das pessoas está passando por uma situação de instabilidade, seja ela financeira, física ou emocional, minha dica é: pare por um instante e reconheça suas emoções.

Se você tem a sensação de que tiram o chão de baixo dos seus pés, acalme-se. Analise este momento (aqui e agora), coloque no papel suas possibilidades. O que você pode fazer? Como você pode fazer? De que forma pode contribuir? Trace um plano e aja conscientemente a partir do que há de melhor no seu padrão de comportamento.

Por Sandra Iepsen – Diretora IE Santa Cruz do Sul/RS

Sou mesmo um líder? Ou sou um faz de conta bem vestido?

Há um imenso abismo entre aquilo que somos e aquilo que demostramos ser, logo, aquilo que somos jamais passará despercebido aos olhos que constantemente nos observam. O líder é aquele indivíduo que não precisa de um cargo, todos sabem que é ele. É nas pequenas atitudes, nas ações e reações inesperadas que o líder tende a mostrar o seu nível moral, de modo que, sobre esta análise gradual, os demais estabelecerão um conceito sobre ele e associarão o seu nome a tais atitudes.

O desafio de todo líder não é ir contra as suas fraquezas; ao contrário disso, uma ação de humildade é considerar suas fraquezas e não se elevar à autossuficiência, uma vez que jamais um homem comum, como você e eu, ou o maior de todos os líderes será capaz de “abraçar o mundo” sozinho. Uma equipe (com capacidades e incapacidades) é indispensável. As fraquezas e incapacidades podem ser bem administradas por se tornar o “ponta pé” motivacional, no qual cada um encontra significado para aquilo que desempenha com excelência.

Mas como todo grande e valente herói possui um inimigo, entre os muitos desafios da liderança, pode-se destacar como grande inimigo pessoal o Ego – e ele está em nós e estará para sempre. É no Ego elevado de um líder que mora o perigo, já que desvia o foco da liderança do grupo para si mesmo, para seus interesses e valorização pessoal. Quanto mais o líder almeja o poder e há ganância sobre sua posição, mais distante se encontra o seu olhar dos interesses interpessoais, dos interesses da empresa em questão e do sucesso coletivo. Aliás, o mantém cada vez mais distante do sucesso e da satisfação pessoal.

Bons líderes têm seu orgulho focado em saber que as coisas funcionam bem, não são egocêntricos em seus sentimentos e permitem que outros também brilhem e sejam elogiados. Estão dispostos a ouvir sugestões e talvez colocá-las em ação. Não possuindo tempo para o próprio ego, estão ocupados e concentrados nas necessidades da organização e de seus liderados. Líderes eficazes são humildes ao ponto de pensar primordialmente nos demais e não em si mesmos.

Líderes em equilíbrio são pessoas comprometidas com a organização e com as pessoas que as servem, tornando-se dispostos a enfrentar problemas, como também a festejar vitórias com os demais. São convictos em seus princípios e transmitem segurança mesmo em tempos de crise.

O que todos desejam para o futuro? Estabilidade. Estabilidade é sobre lealdade, aceitar a responsabilidade, tomar iniciativa e perseverar numa tarefa até que ela seja concluída. No momento em que cada indivíduo puder olhar para o caráter do seu líder e ver nele convicções inegociáveis, ações de humildade e lealdade para com os seus, ele se tornará cativante a ponto de ser seguido, indiferentemente de suas capacidades natas de liderança, pois nele há segurança, credibilidade, motivação, disposição, admiração e uma dezena de outras características que impulsionam o desejo de seguir outro alguém.

Talvez não esteja no DNA as características posturais de um líder. Porém, não há nada que não possa ser apreendido, desenvolvido e transformado em capacitação. A arte de agregar pessoas e influenciá-las como seguidoras em busca de um objetivo único tem como princípio o desenvolvimento de características pessoais capazes de gerar admiração, confiança e lealdade.

Todos, de algum modo, deixam a sua marca na vida de outros e esta é uma escolha pessoal. Deixar um bom legado e uma marca para o mundo é apenas para os líderes eficazes.

Por Rucimeire Freitas Mattana – Trainer IEneagrama Noroeste RS

As emoções impactam na sua capacidade de liderança?

Você que é líder talvez já tenha pensado: “Será que eu falo outro idioma? Ninguém entende o que eu digo!”. Ou ainda, apesar de ter repetido por três vezes como deveria ser realizada determinada tarefa, seu liderado fez totalmente o contrário do que você falou. E você, liderado? Quantas vezes levou bronca, ou pior, ouviu xingamentos por fazer exatamente o que seu líder lhe mandou fazer?

Em momentos como estes, é difícil manter o controle, não é? É como se uma erupção viesse subindo pelo estômago e pela garganta. Você começa a ficar vermelho e é difícil se segurar. Nesta hora, você fala tudo aquilo que está em sua cabeça e, de forma reativa, expressa toda a sua raiva, o seu medo, a sua frustação e a sua indignação. Você grita aos 4 ventos tudo aquilo que está entalado. Ou simplesmente engole seco e, mais uma vez, engole o “sapo”.

Quantas vezes você já saiu de uma reunião frustrado ou estressado, por não conseguir motivar, engajar ou fazer com que sua equipe fizesse o que precisava ser feito? Você já parou para pensar que, talvez, essas situações estão ocorrendo porque você não está consciente de suas emoções?

Como assim, Alex?

Certa vez, fui chamado por um cliente, para o qual eu prestava serviço de consultoria, na intenção de que eu conversasse com um colaborador que seria promovido a um cargo de liderança. Chegando na empresa, já ciente do comportamento dos dois sócios, pedi para conversar com eles antes de ir falar com o candidato a líder.

Então, pedi aos sócios que me explicassem o que esperavam da minha conversa, qual era o objetivo.  Um deles falou que eu deveria prepará-lo para o cargo de liderança, enquanto o outro disse que eu deveria avaliar se ele tinha perfil para esse cargo! Cada um tinha uma expectativa e, notando isso, perguntei se eles  haviam percebido que estavam me pedindo coisas diferentes. No começo, eles não tinham se dado conta, pois um não escutava o outro, mesmo estando frente a frente.

Percebendo que havia “algo no ar” entre eles, pedi para que os dois definissem o objetivo, que deveria ser um só para a primeira conversa. Neste momento, eles começaram a discutir, e logo o tom de voz foi aumentando, como em uma competição de som automotivo: quando um aumentava a voz, o outro aumentava mais ainda. Estava claro que as emoções estavam lhes dominando e eles não raciocinavam completament    e. Cegos pelos egos, cada um defendia o seu próprio ponto de vista.

Dentre as habilidades de um líder, podemos destacar a capacidade de ouvir como uma das principais, senão a principal.        Autores e grandes líderes descrevem-na como uma habilidade essencial! Dale Carnegie, autor do livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, escrito há mais de 80 anos, já falava o quanto é importante para um bom líder saber ouvir verdadeiramente. James Hunter descreve, em seu livro “O Monge e o Executivo”, a filosofia da Liderança Servidora, em que um dos alicerces é saber ouvir. Outros autores renomados como John Maxwell e Stephen Covey, além de líderes como Jack Welch, também falaram sobre como a capacidade de ouvir, vinda de um líder, faz com que ele sirva de inspiração e seja seguido por seus liderados.

Mas como ouvir quando se está cego ou surdo pela raiva, medo, indignação ou estresse? O autoconhecimento e a inteligência emocional são alguns dos caminhos para desenvolver a capacidade de agir e pensar, mesmo em momentos de grande tensão. No Eneagrama da Personalidade, por exemplo, são estudadas as 9 emoções humanas e como elas influenciam os 9 padrões de comportamento. Já no livro “Inteligência Emocional”, do autor Daniel Goleman, é abordado o índice que mede a inteligência emocional do ser humano, o QE – Quociente Emocional.

Um líder com alto nível de inteligência emocional tem as ferramentas necessárias para que, mesmo no meio da tempestade de emoções, consiga agir de maneira consciente. E a consciência, ou presença, é outra habilidade essencial para que possamos desenvolver uma liderança servidora. Afinal, não adianta nada saber a matéria e ter todas as técnicas na memória se, na hora da prova, “dá um branco”.

Em sala, nos treinamentos, muitas vezes os alunos falam: “Mas, Alex, eu estudei o manual para saber como lidar com o perfil do meu liderado e me preparei para a reunião com as informações. Mas, na hora em que ele me falou aquilo, eu não aguentei! Esqueci tudo, levantei o tom de voz e estourei.” Nestas horas sempre conto para meus alunos uma história.

Certa vez, o discípulo perguntou ao mestre:

– Mestre qual mantra eu posso recitar, no momento de estresse, para me acalmar?

Ao que o mestre, em toda sua sabedoria e calma, responde:

– Qualquer um, porque se você conseguir lembrar de algum mantra na hora em que a emoção o sequestra, qualquer um vai servir.

Mas então, se não adianta apenas conhecer as técnicas, o que eu faço para gerenciar as emoções e melhorar a minha liderança?

O desenvolvimento pessoal é como se preparar para uma maratona: você não começa correndo 42 km no primeiro dia. Você vai aumentando a distância, semana após semana, para que, no dia da maratona, esteja preparado para o desafio real.

Em seu livro “Como Evitar Preocupações e Começar a Viver”, Dale Carnegie conta a história do empresário que melhorou seus resultados como profissional, realizando uma reflexão toda semana sobre como foram as suas atitudes naquela semana.

O primeiro passo para que você possa começar a conhecer as emoções presentes no seu dia a dia, e como elas o sequestram em momentos de estresse, é a percepção sobre si mesmo. Um exercício diário de anotar, em um pequeno caderno, ajudou-me a aumentar meu autoconhecimento e estar consciente. Convido você a fazer o exercício. Todo dia, pela manhã ou à noite, faça uma reflexão e escreva, de forma sucinta, quais emoções você percebeu.

  • Raiva, que trouxe indignação?
  • Medo, que trouxe ansiedade, receio ou desassossego?
  • Luxúria, que fez com que você agisse de forma intensa e, por vezes, exagerada?
  • Indolência, que fez com que você tivesse dificuldade de se posicionar e, assim, fez-lhe “engolir sapos”?

Estas são algumas das emoções.

Anote também qual foi o gatilho que acionou aquela emoção: que comportamento, do outro ou seu próprio, fez-lhe agir de forma reativa?

Por fim, comprometa-se consigo mesmo a estar no controle de suas emoções, utilizando-as de forma a não atrapalhar, e sim beneficiar sua capacidade de liderança.

Quer conhecer mais sobre as emoções e como elas impactam diretamente em sua liderança? O Eneagrama das Personalidades é uma ferramenta que pode acrescentar e influenciar muito a sua capacidade de liderança. Acesse: https://ieneagrama.com.br/o-eneagrama/.

Por Alex Sandro R. da Silva – Trainer IE Curitiba/PR

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10 dicas para ter uma boa Gestão Emocional e Gestão Financeira

A má interpretação e a má gestão de nossas emoções são grandes causadoras de impactos na gestão financeira. Além de um fato inegável, infelizmente são duas áreas não inclusas em nossa educação tradicional. Mas afinal, o que é a gestão emocional e qual é o maior impacto que ela causa na gestão financeira? A resposta é simples: é a capacidade de controlar seus sentimentos e emoções, para evitar decisões impensadas e impulsivas que podem levá-los às dívidas.

De forma prática, ter Gestão Financeira não quer dizer que você será um economizador, um guardador de dinheiro, mas sim, que você fará a alocação dos recursos de forma mais equilibrada. Assim como ter Gestão Emocional não quer dizer que você deixará de ser emotivo, impulsivo, ou metódico, e sim que você terá maior consciência das emoções que está sentindo e como elas estão influenciando nas suas atitudes. Todas as atitudes, inclusive de gastos e ganhos, devem ser feitas de forma consciente, seguindo ou não a emoção.

A união da gestão financeira e emocional proporciona melhoria nos seus relacionamentos, sejam eles de amizade, familiares, societários ou com clientes, mas, principalmente, com você mesmo. Afinal, o uso inadequado de seus recursos pode ser uma forma de você disfarçar situações mal resolvidas com o seu eu. E, se as suas dificuldades na gestão financeira estão levando-o à falência de relacionamentos, a luz vermelha já acendeu. É hora de resolver isso. Então vamos às estratégias:

 

1 – Elabore um orçamento mensal;

Siga o princípio básico de suas receitas e despesas, lembrando de destacar as receitas fixas e as variáveis para quem trabalha com este formato, assim também com as despesas fixas e as variáveis. Aproveite e faça isso com as emoções. Quais emoções você percebe que sente com maior frequência e aquelas que quase não aparecem? Tomar consciência de nossas dívidas, muitas vezes, gera um desconforto, uma dor que também acontece com as nossas emoções. Por isso, esta etapa é muito importante.

Assim como você faz o acompanhamento do seu orçamento mensal, analisando os resultados, também pode ter seu acompanhamento das emoções, percebendo os reflexos de cada uma delas em suas decisões.

 

2 – Defina objetivos e trace metas realistas;

Ao perceber que a receita está desalinhada com as despesas, é hora de traçar metas para equilibrar. É importante que a meta seja realista, dentro de parâmetros que você se perceba capaz de atingir. Tudo bem se para outras pessoas parecer fácil, o importante é você perceber que é desafiador. A meta é sua e a evolução também. Então compare-se com você no mês anterior e não com seu amigo, irmão ou vizinho. Somente com um olhar baseado na realidade, é possível fazer um bom planejamento financeiro, com objetivos claros e metas que estejam de acordo com a sua capacidade financeira. Esse mesmo olhar realista para sua situação será fundamental para alcançar as suas metas de “fisioterapia” emocional.

 

3 – Trabalhe seu autocontrole;

A velha dica da meditação serve para todos, sendo que os resultados desse tipo de hábito surgem a longo prazo. Por isso, é fundamental ter a calma necessária para esperar, tomar uma atitude baseada em análise e não se precipitar diante de crises. Essas crises podem vir na área financeira e também na área emocional e, nesse momento, manter a mente tranquila é fundamental. Estar atento aos sentimentos gerados pelas emoções, impulsos e vontades durante essa caminhada é essencial para não tomar atitudes precipitadas e saber esperar a hora certa para tomar decisões. As flutuações das nossas emoções requerem ponderação, para que você possa se manter rumo à meta de forma mais adequada, e até mesmo poder colher seus frutos.

 

4 – Seja flexível para lidar com imprevistos;

 A flexibilidade e o auto controle são essenciais para lidar com situações inesperadas, muito comuns no dia-a-dia e, especialmente, quando estamos nos desafiando a novos hábitos. É importante não entrar em desespero quando as coisas não vão bem, não desistir das suas metas nem se desacreditar de suas ideias. Lembre-se: seu maior investimento será em você mesmo. E existe alguém mais importante do que você nesse processo? Aqui a resposta é não. Então utilizar da habilidade da adequação vai apoiá-lo no ajuste da meta ou do método para alcançá-la. Atenção e cuidado para não usar isso como desculpa. Traga para a consciência se essa adequação é mesmo necessária.

 

5 – Seja empático com suas necessidades;

Reconhecer que, por vezes, precisará de apoio é fundamental. Não somos seres criados para viver sozinhos, somos seres que gostamos da conexão. Crie hábitos de falar com pessoas sobre suas dificuldades e ouvir delas as suas também. As vivências do outro podem ser úteis a você e as suas, a ela. A empatia precisa ser praticada e ela começa por você. Nos momentos em que perceber que está difícil demais se manter no controle com foco na meta, permita-se um agrado. Lembrando sempre que isso não é exceção, é um passo importante para fortalecer a caminhada.

 

6 – Evite tomar decisões por impulso;

É aquela velha história de “no calor das emoções, quando vi, já havia feito”. O impulso nos toma quando não temos consciência de nossa condição, e nem mesmo sabemos aonde queremos chegar e a força que isso tem. Precisamos usar de nossas melhores habilidades no poder de negociação, de barganha e até de realização, então ficamos suscetíveis a sermos convencidos para algo que não está de acordo com o que realmente queremos. Mais uma vez a consciência aparece. Se, para você, em um primeiro momento será necessário não andar com o cartão de crédito na carteira ou evitar situações desafiantes, tudo bem. A sua evolução é o que vale.

 

7 – Seja criativo na gestão;

A criatividade é uma qualidade que nos apoia em todos os aspectos, seja para economizarmos financeiramente, seja emocionalmente. A forma como recebemos e adequamos as informações à nossa realidade criam novas formas de fazer, de ser. A criatividade é um processo que precisa de prática e o mínimo de organização. E, por isso, pode ajudá-lo a se desenvolver em novas formas de gerar recursos também. Use e abuse de sua criatividade.

 

8 – Faça acordos;

Acordo pressupõe bom diálogo e entendimento, assim isso fortalece-o em melhores negociações financeiras e também de convivência. As piores negociações são aquelas em que os termos não estão claros para ambas as partes, muitas das vezes porque nem foram discutidos. As partes apenas criaram a expectativa sobre o outro, por experiências anteriores ou simplesmente por “achismo”. Não ache nada, exponha o termo e tenha a concordância da outra parte. Evite prejuízos financeiros e emocionais.

 

9 – Evolua, ajudando outras pessoas;

Promova o bem comum, compartilhando bens e conhecimentos. Se você precisa de um bem para uso temporário, não o compre, tome-o emprestado. Além disso, empreste as suas coisas a outras pessoas, caso não sejam bens de fácil deterioração. Além de tudo, você aprenderá sobre o desapego. Troque objetos antigos, poque isso promove economias saudáveis em seu orçamento e o despertam para outro nível de consciência emocional.

  

10 – Desafie-se;

Provavelmente algumas dicas foram mais desafiadoras para você do que outras. Assim, você deve investir mais energia nas dicas mais desafiadoras, já que são nesses pontos que você precisa de maior evolução e é onde você está tendo maior impacto.

 

As emoções não podem ser o único guia as suas decisões e ações. Essa é a razão de desenvolver a consciência na gestão emocional e financeira, estando atento às suas reações e impulsos e, principalmente, aprendendo a controlá-los. Sinta-se em harmonia com suas decisões, sem a ressaca emocional de decisões inconscientes.

Sabemos que essa não é uma tarefa fácil. E que muitas pessoas chegam a abandonar a caminhada, por não suportarem tantas pressões nem o impacto que elas provocam. No entanto, para evoluir é necessária uma disposição para ceder, baixar a guarda e admitir que as coisas não estão boas e é preciso ajuda. Haja e reaja, até que você chegue nos seus objetivos.

Neuza Ramos – Trainer do IEneagrama Centro Paraná e Ponta Grossa

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Como a emoção da Avareza pode ajudá-lo a evitar momentos de crise

Algumas emoções são mais famosas que outras. Se eu pedir para você listar três, provavelmente você pensará em algo como Raiva, Medo e Orgulho. Isso acontece porque é mais fácil de reconhecê-las: todo mundo já se irritou, já se sentiu ansioso ou não quis dar o braço a torcer alguma vez na vida. Mas esse repertório é mais amplo.

No Eneagrama, vemos a existência de nove emoções: entre elas, a Avareza. Como ela é, talvez, menos conhecida que a Raiva ou o Medo, até estranhamos quando nos deparamos com alguém que a demonstra: certa frieza e distanciamento, uma preferência por atividades solitárias e uma comunicação curta e suscinta.

Por outro lado, quando bem utilizada, a Avareza traz recursos como planejamento a longo prazo, ponderação e análise racional da realidade. Tais habilidades podem ser fundamentais para ajudá-lo a encontrar a saída de um momento difícil. Veja alguns exemplos:

  • Se a sua vida financeira está descontrolada, coloque no papel todos os seus ganhos e todos os seus gastos (incluindo todas aquelas comprinhas inocentes de 10 e 20 reais). Faça uma previsão para os próximos meses: você realmente precisa gastar dinheiro com essas coisas?
  • Se você costuma entrar em negócios sem pensar muito, avalie com mais atenção o nicho em que se envolverá – talvez você se surpreenda com o fato de ele já estar saturado.
  • Se você tem por hábito decidir no calor do momento, respire fundo e reflita durante alguns dias. Assim você não será obrigado a pedir desculpas pelas coisas que disse “sem querer”.

Se você percebeu que a Avareza pode ser um recurso importante para você, o Treinamento Eneagrama da Personalidade pode ajudá-lo a desenvolvê-la.

Angelita Borges – Laboratório e Pesquisa do IEneagrama Brasil

Não se iluda, nada vai mudar!

Você consegue acreditar que todo esse processo de pandemia e quarentena vai fazer com que todas as pessoas sejam mais humanas, tenham mais compaixão, sejam mais gentis e zelosas com o outro a longo prazo?

Isso não vai acontecer. Isso é tão verdade que mesmo durante toda a crise parte das pessoas não modificaram sequer um hábito no seu dia a dia.

Por não conseguirem lidar com mudanças algumas pessoas acabam entrando em processo de negação. Fechar os olhos para não enxergar os reais problemas e continuar apegado à uma maneira de viver. Isso tudo acontece por medo do novo e esse medo é paralisante. A consequência desta atitude é que essas pessoas passam sonâmbulas pela vida e acabam sofrendo na caminhada e vivem angustiadas, mas não entendem o motivo. Apego.

Por medo dos riscos que envolvem a própria saúde algumas pessoas entram em estado de extrema vigilância e modificam seus hábitos relacionados a higiene. Esta mudança é significativa, necessária e imprescindível, mas a partir do momento que as pessoas acabam infectadas e se recuperam do vírus, estes hábitos se dissolvem.

Por medo de falência as empresas passam a fazer planejamentos, direcionam grande atenção ao fluxo de caixa e se reinventam em sua maneira de entregar seus produtos e serviços. Por medo de perder empregos, profissionais buscam conhecimento, mudam posturas e tendem a engajar-se de maneira mais consistente com os objetivos de suas funções. E assim que o caos cessar e os limites de segurança e estabilidade voltarem a ficar mais claros as pessoas voltarão a entrar em sua zona de conforto e operar suas funções e empresas no piloto automático.

Por medo do futuro algumas pessoas podem começar a olhar para suas atitudes e refletir sobre o que realmente importa e incorporam novos comportamentos, passam a olhar a vida de maneira mais humana e buscam uma conexão com um sentido mais profundo sobre viver. Porém, da mesma forma que pessoas acometidas por graves doenças, como câncer, passam por esse período de ressignificação e olhar apreciativo para a vida e geram novos hábitos durante um período, assim que todo o risco da morte passa, aos poucos os velhos hábitos retornam.

A transformação do ser humano não é gerada pelo MEDO, porque MEDO PASSA.

Transformação profunda, consistente e duradoura não tem como ser impulsionada por algo que passa. Ela só pode ser gerada por algo que esteja sempre presente o amor em essência. Por mais invisível que por vezes ele possa se tornar em nossas rotinas, ele é nossa força transformadora, porque AMOR ESSENCIAL NÃO PASSA.

Mas como vivenciar o amor diariamente e deixa-lo reverberar em seus comportamentos? Como trazer para o raso aquilo que no fundo no fundo queremos? Olhando para dentro e entendendo de si, olhando para suas intenções e aprendendo a olhar para as intenções do outro. Olhando para suas dores e para as dores do outro.

Conhecer a si mesmo é um excelente primeiro passo. Entender o que você NECESSITA em essência e compreender como seu ego pode deturpar essa busca essencial, apresentando comportamentos que não refletem sua intenção, é nossa missão com a transformação a partir do Eneagrama.

O mundo será outro após a pandemia. Mas você só será outro quando encontrar dentro de você sua essência que é o amor, e ele se tornar a força que te impulsiona dia após dia. Senão é capaz de em um futuro breve alguém te olhar nos olhos e te dizer: ‘que saudades de quem você era durante a pandemia, tão mais gentil, compreensivo e tão mais humano.’

De frente com o trainer – Conheça a história de Daniela Camargo

Daniela Camargo, trainer do Instituto Eneagrama e gestora à frente da franquia de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Daniela iniciou sua jornada com o Eneagrama há quase 12 anos, e hoje se vê como uma pessoa que possui consciência de suas habilidades, algo que a permitiu construir uma carreira de sucesso.

Em entrevista exclusiva para o blog do IE, ela nos conta sua trajetória até aqui e como o Eneagrama a ajudou a compreender sua personalidade.

Como descobriu o eneagrama?

Meu primeiro contato com o Eneagrama, foi bem antes dele se tornar uma rede de franquias. Há 12 anos, conheci um grupo de pessoas aqui no Brasil que tinham formação na ferramenta, então, decidi fazer um processo de imersão intensiva de 3 dias. A primeira sensação que tive com o Eneagrama foi um pouco confusa, foi como comer uma pizza de 9 pedaços, cada um com um sabor diferente. Como não tive um acompanhamento pós curso, fui em busca de livros e conteúdos sobre a ferramenta, procurando entender como funcionavam as metodologias. A partir disso, comecei a identificar alguns padrões comportamentais que são característicos do meu tipo.

Como e quando o eneagrama se tornou profissão?

Depois de dois anos e meio que realizei o treinamento, soube, através de um colega, que foi trabalhar na parte financeira de uma franquia de Eneagrama em São José do Rio Preto, tive a oportunidade de fazer parte de um programa de formação e passei a acompanhar mais de perto todo este processo. Neste momento eu já compreendia com mais propriedade a ferramenta e então pedi para fazer parte da equipe.

Como foi a primeira turma?

A minha primeira turma foi bem no começo do programa de formação, então, não tive um tempo grande de preparação. Eu realizava o meu treinamento a partir das aulas ministradas por outro trainer. Quando tive a oportunidade de ministrar a minha primeira aula sozinha, estava extremamente nervosa e com uma expectativa muito alta, pois eu tinha a missão e a responsabilidade de fazer com que um grupo de pessoas entendessem o conteúdo de forma fácil e clara. Isso me gerou uma autocrítica muito grande, que só com o tempo e com a experiência eu fui conseguindo administrar. Mas ainda hoje, a cada turma, o frio na barriga e a sensação de desafio são constantes.

Como é trabalhar com o eneagrama?

Eu vejo o eneagrama como um preparador de terreno para qualquer conhecimento posterior. A partir do conhecimento das minhas habilidades, emoções e limitações, qualquer outro curso, formação ou conhecimento se torna mais efetivo.

Qual história marcou sua trajetória com o eneagrama?

Durante a minha trajetória dentro do Eneagrama eu presenciei diversas histórias marcantes. A minha é uma delas. Eu tenho uma personalidade tipo 9, que resiste muito a qualquer tipo de mudança ou situação que a coloque fora da zona de conforto. A partir do momento em que eu conheci o eneagrama, vivi um grande desafio: saí da cidade onde morei a minha vida toda e fui para uma outra cidade. Lá eu só conhecia duas pessoas, que estavam investido em um negócio, que até então era completamente incerto. Isso, fez com que eu me desafiasse bastante e passasse a confiar mais em minhas habilidades e capacidades. Hoje sou uma pessoa extremamente diferente, que busca se desafiar sempre.

Outro momento marcante durante a minha carreira no instituto, foi quando realizei uma live sobre relacionamento com uma ex-aluna que era digital influencer na cidade. Ela e o marido, fizeram o eneagrama da personalidade juntos e segundo ela a quase 4 anos eles possuem uma relação mais próxima e assertiva, sem brigas e discussões, o que acabou salvando o casamento. A live, alcançou quase 400 pessoas.

Definir o Eneagrama em uma frase?

O eneagrama tem a capacidade de tirar o véu que cobre nossa possibilidade de ver a vida de forma clara e condizente com a nossa essência.

Definir a sua trajetória em uma palavra.

Superação.

Quem era a Daniela antes do Eneagrama?

A Daniela antes do Eneagrama era uma pessoa insegura, com uma autoconfiança extremamente frágil, que conhecia pouco da vida e do mundo e que necessitava ter estabilidade financeira acima de tudo. Ela sempre fazia tudo o que esperavam dela.

Daniela depois do Eneagrama?

A Dani depois do Eneagrama é uma pessoa que tem plena consciência da sua capacidade, das suas habilidades, da diferença que ela pode causar no mundo e o quanto que ela pode ser e fazer de acordo com o que ela deseja alcançar e não do que as pessoas acham que ela tem que ser e/ou fazer.

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Conheça os tipos de personalidade dos personagens de Friends

Em 1994, estreava Friends, uma série sobre seis amigos vivendo a juventude em Nova Iorque. Com 10 temporadas e mais de 200 episódios, o show conquistou gerações não apenas pelo grande roteiro e ótima interpretação dos atores, mas também porque trata de amizade. E ter amigo é algo valioso. Uma série que tem a amizade como personagem central é um retrato interessante de como pessoas tão diferentes podem se dar tão bem.

O IEneagrama analisou os perfis dos personagens e compartilha aqui um pouco da descrição de cada um! Qual tipo do eneagrama Ross, Chandler, Mônica, Rachel, Joey e Phoebe adotaram a partir da sua história de vida?

Mônica

Tipo 1 Sexual

Prática, organizada e disciplinada, a Mônica é aquela amiga que não consegue ficar parada. Isso fica evidente quando ela termina com o Richard: para não ficar sofrendo, ela decide fazer geleia. O desejo por se manter ativa aparece em diversos episódios, em que ela demonstra a necessidade de terminar o que está fazendo.

Também notamos a sua extrema dedicação em organizar e arrumar. E, por falar em organização, ela não deixa ninguém limpar o seu apartamento, já que ela não confia que outras pessoas farão tão bem. E quando o Chandler contrata uma diarista? A Mônica fica louca e passa o episódio todo buscando defeitos. Ela acessa a raiva facilmente quando as coisas não são feitas da maneira certa, ou da maneira que ela considere certa.

Mas será que essa pessoa não consegue se divertir? Claro que sim! Ela inclusive organiza festas e as enche de regras, porque elas “ajudam a controlar a diversão”. Só que nem todo mundo gosta de ter a sua diversão controlada. Então a Phoebe diz: “oh meu Deus! Colocaram o copo na mesa sem o porta-copos!” A Mônica sai indignada para ver, já gritando para saber quem tinha feito aquilo, mas era só brincadeira da Phoebe.

Ross

Tipo 4 Social

O Ross demonstra tanta alegria que até o seu “oi” deixa todo mundo para baixo. Dramático e melancólico, ele sente como se o mundo o estivesse sacaneando, e, nessas horas, o seu ar de vítima pesa no ambiente. Por estar profundamente conectado com as suas dores, ele passa horas se lamentando de como as coisas aconteceram para ele: quando o seu shampoo abre dentro da bolsa, por exemplo, Ross faz o maior drama de todos os tempos, dando uma importância descomunal a uma coisinha pequena.

Introspectivo, ele se prende ao passado e é muito difícil para ele ver seus pais vendendo a casa onde ele passou a infância. Por isso, fica apegado às suas coisas na tentativa de não perdê-las. Ele levou dez anos para contar para a Rachel que gostava dela, já que, durante todo esse tempo, ele ficou sonhando, idealizando o relacionamento deles.

Em relação ao trabalho, Ross tem o maior orgulho em dizer que é antropólogo: seu olho brilha ao perceber que ele é o único que conhece e domina esse assunto. Percebemos a conexão emocional com seu trabalho.

Joey

Tipo 2 Sexual

O Joey é muito impressionável, beirando a inocência e a ingenuidade em alguns momentos. Por conta disso, ele não costuma ponderar muito na hora de decidir. Ele deixa que a emoção o guie, por isso cria vínculos emocionais muito facilmente e costuma defender seus amigos sempre que percebe suas necessidades. Quando o zelador briga com a Rachel por causa do lixo, o Joey intervém em favor da amiga. Quando o zelador ameaça denunciar a Mônica e a Rachel por estarem morando ilegalmente, o Joey mais uma vez toma as dores delas sem nem pensar duas vezes.

Já o seu orgulho fica evidente quando ele, por exemplo, acha que sabe falar francês mesmo sem dominar a língua. Ele simplesmente não consegue ver a sua inaptidão. Como ele é ator, Joey diz para todo mundo que cria as suas próprias falas, mesmo que seja só em alguns momentos. Quando é demitido, não conta para ninguém. Ele tem a sensação de que é capaz de seduzir qualquer pessoa, e essa autoafirmação o deixa com dificuldade em dar o braço a torcer.

Assim como a Rachel, ele não lida bem com a indiferença dos outros. Ele quer ser o preferido entre seus amigos, estar sempre presente na vida delas. Então quando o zelador, a quem ele tinha ensinado a dançar, finalmente consegue sair com a moça, o Joey fica embravecido por ter sido “trocado”.

Phoebe

Tipo 7 Social

Com um milhão de ideias na cabeça, Phoebe é uma pessoa alegre, criativa e cheia de energia para explorar o mundo. Ela faz massagem e aromaterapia, canta e faz piada com tudo, mesmo que sejam coisas sérias. É muito criativa, e podemos perceber isso no episódio em que ela cria sua própria casa de bonecas e vai inventando um monte de histórias malucas. Ela não tem muito filtro, então acaba usando a morte da mãe para se safar de situações chatas ou tirar vantagem.

Isso acontece porque, assim como os Tipo 7, a Phoebe tem dificuldade para se conectar com a dor, preferindo fugir dela. Quando o cara de quem ela gostava resolveu ir embora do país, ela minimizou a ausência dele, como se ele nem fizesse falta e nem estivesse sofrendo. E assim ela fala dos dramas da sua vida, sem muita emoção: a mãe se suicidou, o padrasto foi preso e chegou a morar na rua, postura muito diferente da que Ross tem sobre os próprios dramas.

Phoebe se empolga com ideias diferentes e quer experimentar o máximo de aventuras possível. Quando seu irmão e sua cunhada querem um filho, mas não conseguem, ela faz inseminação artificial no lugar deles e fica grávida de trigêmeos. Seu instinto social se manifesta na sua filosofia antiglobalização e no seu vegetarianismo, por exemplo. Ela também é contra a produção em massa e grandes cadeias corporativas de serviços.

Rachel

Tipo 2 Sexual

Assim como o Joey, a Rachel tem um ar ingênuo e inocente; parece até que ela vive em outro mundo! Ao longo da série, podemos vê-la superando um pouco esse traço, mas sua bondade e disposição para ajudar os outros continuam em alta. Seu orgulho fica evidente quando ela começa a trabalhar e se acha o máximo na cafeteria, mesmo nunca tendo trabalhado e nem saber direito o que está fazendo ali. Sua autoconfiança fala mais alto, por isso não percebe suas falhas e tem dificuldade em assumir seus erros.

Como quer agradar a todos, não sabe o que fazer quando seus pais se separam. Ela quer comemorar seu próprio aniversário, mas está com medo de magoar alguém caso um dos dois não seja convidado. Aliás, manter a imagem de querida é muito importante para ela, e, quando quer alguma coisa, ela usa da sedução para conseguir.

Mas sua docilidade acaba quando ela se sente traída ou menosprezada. Nessas horas, a amável Rachel se torna vingativa e tem reações intempestivas. Como Ross a trocou, ela resolve fazer um contrato com ele, para que ele assuma a culpa por tê-la traído, mesmo que eles estavam dando um tempo.

Chandler

Tipo 6 Preservação

Ansioso, toda vez que o Chandler é pego de surpresa, ele se perde nas suas decisões. E o vemos tendo medo diversas vezes: não corrige o colega de trabalho por medo de desagradá-lo, vai trabalhar em outras cidades por medo de encarar o chefe, tem medo de se relacionar por causa da sua história pessoal. Mas, quando ele se reconhece apaixonado pela Mônica, ele é capaz de abrir mão de suas convicções e pedi-la em casamento. Só que acaba se atrapalhando tanto que a Mônica, uma Tipo 1, toma a iniciativa – esse, inclusive, foi um dos episódios com mais audiência da série.

Como precisa de estabilidade, o Chandler acaba ficando muito tempo em um emprego do qual não gosta. É difícil para ele lidar com uma situação incerta. Por isso, busca suas certezas externamente. A Mônica é como um porto seguro para o Chandler, já que, toda vez que ele está em dúvida, ele recorre a ela para tomar uma decisão.

Fiel a seus amigos, Chandler dividiu seu apartamento com Joey durante muito tempo. Nesse período, viveram histórias malucas como perder o bebê do Ross no ônibus, substituir a mesa de jantar por uma de pebolim e passar horas assistindo a Baywatch.

Friends marcou gerações, despertou paixões e fez com que pensássemos cada vez mais em como a amizade pode transformar vidas. Para todos os amigos, neste Dia do Amigo, desejamos uma amizade duradoura, assim como a de Mônica, Chandler, Ross, Rachel, Phoebe e Joey.

Como o Eneagrama pode ajudar na gestão da minha equipe?

Todos os meses, o Google recebe aproximadamente 30 mil buscas pelo termo eneagrama. Em paralelo a isso, há mais de 40 mil buscas mensais sobre liderança. Muita gente procura um treinamento de eneagrama com a expectativa do autoconhecimento – e não tem nada de errado com isso. Mas o que precisamos aprofundar em nosso mindset é a convergência dessas duas demandas. Quando nos conhecemos melhor, somos líderes melhores. Por isso, eneagrama tem tudo a ver também com uma boa gestão.

Independente do número de pessoas que você lidera, a responsabilidade que você passa a ter sobre a vida das pessoas é gigante. Uma palavra, uma atitude ou a decisão de um líder pode impactar de forma definitiva a carreira de uma pessoa.

O eneagrama pode ajudar de forma objetiva e tangível. Quando nos conhecemos melhor e aprendemos também sobre outros padrões de comportamento, podemos articular melhor a nossa liderança.

As ferramentas de gestão de pauta, os softwares de videoconferências, os celulares, os aplicativos que facilitam a nossa jornada como gestores – tudo isso potencializa a nossa eficiência, mas não é assim que nos tornamos eficientes. O que nos diferencia de um mau líder não está vinculado com a tecnologia e sim com um software mental: a nossa vontade de fazer a diferença e impactar negócios e carreiras.

O eneagrama é um importante aliado de carreiras, pois apenas com o autoconhecimento e com o mapeamento de padrões de comportamento, podemos realmente prolongar a nossa vida útil de gestão.

Quando fazemos o treinamento do eneagrama, vivemos uma experiência em grupo. Descobrimos muito do nosso padrão de comportamento e também assistimos a outras descobertas e outras formas de neutralizar as ações.

O eneagrama é uma poderosa ferramenta de transformação. E quando falamos da nossa vida e cotidiano, não há como não pensar na imensa riqueza que esse treinamento traz para a nossa vida corporativa.

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Os tipos de personalidade dos Vingadores

Com 2.750.000 dólares de bilheteria, a franquia Vingadores chegou ao fim em 2019, reunindo fãs do mundo inteiro, que acompanharam os filmes da saga e também os longas individuais de cada personagem.

Um dos fatores que faz Vingadores ser uma obra única é a combinação de diferentes personalidades dos seus protagonistas. Por isso, os especialistas do Instituto Eneagrama analisaram o comportamento de cada um dos personagens e descreveu quais padrões de personalidade se encaixam em cada um deles.

Confira:

Homem de Ferro – tipo 7

O Homem de Ferro tem foco em seu próprio prazer. Inteligente, gosta de exibir suas conquistas como carros, fortuna e capacidade de sedução. No campo do amor, demora a se conectar pela sua busca por mais e mais prazer e felicidade – até que se dá conta que, muitas vezes, a felicidade está ao lado.

No último filme, a cena icônica que ele estala os dedos e fala “Eu sou o homem de ferro” mostra a satisfação e absolutismo dele com ele mesmo.

Com sua síndrome de onipotência, o Homem de Ferro acredita que pode usar seu dinheiro e fama para salvar o mundo – mais uma conquista, mais um prazer.

O Tony Stark não tem um dom ou chamado legítimo, criou a sua armadura para exercer o que queria fazer, a prova de que sua personalidade não se contenta em ouvir o “não”, principalmente se a negativa barrar algum de seus desejos.

Capitão América – tipo 3

Se Vingadores fosse uma franquia de romance, sem dúvidas o Capitão América seria o nosso mocinho. Movido pelos princípios da ética e da disciplina, para sempre ser o melhor no que faz, não quer motivos para que alguém fale mal dele e sempre quer estar em um ato de bravura, o famoso “boa praça”.

Tem prazer de ser o líder e não admite errar, acredita na beleza da vida e na sua moral. Está sempre do lado que acredita estar certo. Patriota e com grande senso de heroísmo, ao longo da franquia, o vimos várias vezes arriscando a própria vida para salvar as pessoas – e, com isso, ter seu reconhecimento validado.

Thor – tipo 2

O Thor não sente que pertence a lugar algum. Apesar disso, quando se enquadra em um ciclo de amizade, se dedica e está sempre disposto a ajudar. Por isso, cria uma rede de amigos a partir da sua vontade de ser querido, ajudando quem está ao seu lado e utilizando a necessidade da sua presença como diferencial entre suas relações.

Ele tem uma grande dor, da perda da sua família, e percebemos nele uma vontade de não repetir esse sentimento. Quando em estresse, sua ira mostra a direção da seta, apresentando um comportamento típico do tipo 8.

Hulk – 6 contrafóbico

Movido pelo desejo de estabilidade, quando algo sai do controle, o Hulk se sente ameaçado e extravasa, muitas vezes de forma agressiva.

Inteligente, articula estratégias e sabe racionalizar suas escolhas, mas quando se transforma, perde a razão e se torna impulsivo. Isso faz com que o Hulk não trabalhe tão bem em equipe ou em situações de pressão.

Viúva Negra – Tipo 2

Sedutora, determinada e super misteriosa, a Agente Romanoff é uma das personagens mais intrigantes da saga.

Muito articulada, podemos ver no primeiro filme da franquia como a personagem “extrai” de Loki, seu inimigo, uma informação importante utilizando sua capacidade de manipulação.

É uma “femme fatale”, uma característica que não é rara em mulheres do tipo 2 sexual. Utiliza seu poder hipnotizante para conquistar – pessoas, causas e objetivos.

Gavião Arqueiro – Tipo 1

Desconfiado, sempre vai mapear o território antes de entregar o seu afeto. Sua amizade com a Viúva Negra, por exemplo, mostra que é fiel aos seus amigos e aos seus princípios.

Fiel ao que acredita, busca por justiça, pois entende o que é certo e errado de forma absoluta. Quando os Vingadores se separam em Capitão América – Guerra Civil, o Gavião vai em busca de sua família. Quando se depara sozinho, após o estalo de Thanos, volta à equipe para fazer justiça com as próprias mãos.

Thanos – tipo 8

Fiel ao que acredita, não está disposto ao diálogo e outros pontos de vista. É autoritário porque acredita estar sempre certo.

Tem uma grande ferida de ter sido contrariado e por ter sofrido fortes consequências a partir disso. Por isso, tenta ocupar o poder para conquistar as joias do infinito e conseguir o que quer – eliminar metade da vida do universo e, por isso, garantir recursos para quem ficar.

E você, qual herói acredita que parece com o seu tipo de personalidade? Compartilhe conosco em nossas redes sociais!

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5 motivos que provam que o treinamento de eneagrama é o melhor presente de Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados está chegando e é normal querer presentear o seu amor. Pensar em um presente que tenha a cara da pessoa é um desafio, mas focar numa experiência pode ser uma bela – e elegante – saída! Afinal de contas, objetos materiais podem até ser duradouros, mas memórias e ensinamentos ficam por toda a vida.

Você já pensou em oferecer um treinamento de eneagrama para quem ama? É uma transformação intensa na construção de quem somos e quem queremos ser. Oferecer autoconhecimento para o seu par é uma bela forma de demonstrar carinho e atenção.

Veja cinco motivos que mostram que um treinamento de eneagrama pode ser o melhor presente do mundo:

1 – É uma experiência única. O treinamento do eneagrama da personalidade é um mergulho profundo em quem somos, e na nossa capacidade de perceber nossas qualidades e nossos equívocos.

2 – Invista na evolução do seu par. Generosidade é oferecer a quem amamos algo que vai, de forma avassaladora, potencializar a nossa convivência social e as nossas formas de lidar com a vida.

3 – Pode mudar tudo no trabalho! Seu amor anda precisando aprimorar suas habilidades de gestão e liderança? O autoconhecimento nos ajuda nessa trajetória.

4 – É um presente exclusivo, que mesmo que alguém faça o mesmo, ninguém terá a mesma experiência do outro. O treinamento do eneagrama é pessoal e intransferível

5 – Vocês podem fazer juntos! Não há problema de casais viverem essa experiência lado a lado. Uma verdadeira transformação – para melhor – na vida de quem está disposto a se conectar com a essência e a verdade.

Viu só? Ainda dá tempo de oferecer esse presente para seu par. Preencha o formulário e fale com um de nossos especialistas:

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Por que contratamos pessoas pelo currículo e demitimos pelo comportamento?

“Ao procurar pessoas para contratar, você busca três qualidades: integridade, inteligência e energia. Se elas não têm a primeira, as outras duas matarão você”, a frase é do Warren Buffet, um dos executivos com maior capital do mundo, segundo a Forbes. Se você pudesse recontratar todas as pessoas da sua equipe, faria isso? E se tivesse uma seleção para a vaga que ocupa na sua empresa, se candidataria?

O mundo corporativo e a vida pessoal não são tão diferentes. Se tem algo que não se transforma, independente se estamos de crachá ou não, é a conduta. E quando falamos de conduta, muitas vezes estamos falando de algo que não podemos transformar.

Porém, dentro das nossas equipes e do ecossistema em que estamos inseridos, como podemos potencializar as qualidades das pessoas que trabalham conosco e nossas próprias qualidades? Como diferenciar o que é mutável e aquilo que não adianta tentar, é uma questão intransferível de alguém?

Todas as habilidades técnicas de trabalho podem ser ensinadas. Mas comportamento é algo difícil de mudar. Não depende apenas do gestor ou da cultura da empresa, depende principalmente da vontade do funcionário. Quando temos dentro de um feedback queixas ou reclamações em relação ao comportamento de um funcionário, a melhoria é menos tangível.

Talvez seja por esse motivo que contratamos pessoas pelo currículo e demitimos pelo comportamento. Antes de nos conhecermos no dia a dia, podemos mensurar o desempenho de alguém pela descrição de suas atividades anteriores. Mas a real disposição de um funcionário de lidar com a equipe, cumprir suas atividades no prazo e estar empenhado com o crescimento da empresa só são percebidos pelo cotidiano.

Uma boa alternativa antes de contratar é pedir referências não apenas do setor de RH da empresa anterior, mas também de quem foi gestor e quem foi liderado pelo candidato. Empresas como 99 e Nubank, unicórnios brasileiros, já aderiram ao método na hora de contratar.

Afinal de contas, uma relação entre profissionais é, nada mais, que uma relação P2P – de pessoa para pessoa.

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Game of Thrones e eneagrama: os tipos dos personagens que disputam o trono de ferro

No próximo domingo, vai ao ar o último episódio da série mais vista, mais comentada e com mais fãs da história! Game of Thrones chega ao fim e promete deixar saudades com seus personagens memoráveis e sua narrativa rica de surpresas, fantasia e emoção.

Mas, analisando os personagens da série, como eles poderiam se encaixar dentro da ferramenta do eneagrama? As características de cada personalidade ajudam ou atrapalham na disputa pelo trono?

O Instituto Eneagrama reuniu especialistas no tema para falar um pouco da personalidade de cada personagem. Está curioso? Veja abaixo as características de cada personagem que são muito pertinentes em perfis do eneagrama. Atenção, o conteúdo contém spoilers!

Jon Snow

O herói da série pode até ser valente, mas a sua coragem está envolvida com muito receio! Jon Snow tem muitas características de um tipo 6 contrafóbico, ou seja, a sua valentia está associada a episódios de tensão e medo. Quem não lembra de quando ele convocou todos os selvagens a se unirem com a Patrulha da Noite para que, juntos, conseguissem defender Westeros? E no último episódio, vimos o herói com bastante receio de se colocar contra Daenerys, para quem dobrou os joelhos e considerou rainha, e acabou se arrependendo no final.

Daenerys Targaryen

A quebradora de correntes nasceu com desejo de vingança e assim que assumiu o poder do povo Dothraki, decidiu que em sua governança não haveria escravos ou violências contra o povo. Nos últimos tempos, percebemos em Daenerys o discurso de querer tirar os tiranos do poder e estar à frente do povo, com valores compartilhados com a maioria e não com a minoria. E, apesar de querer ser considerada e prezar pela popularidade, ao mesmo tempo, quando contrariada, não enxerga barreiras para sua vingança. Essas características estão muito presentes no tipo 2. Isso ficou bem claro no penúltimo episódio da série, quando a Targaryen queima toda a capital montada em seu dragão, mesmo após o inimigo se render.

Arya Stark

No início da saga, a Arya era bem nova e viu de forma traumática a morte do pai acontecer. Desde então, houve o desejo despertado de vingança, mas podemos perceber que não se trata de uma fúria sem controle e sim da vontade de punir quem está errado e enaltecer quem está certo. A sua famosa lista da morte prova que a memória latente da personagem guarda a conduta de todos à sua volta e não deixa passar nenhum deslize. Fiel à sua família, Arya é uma verdadeira defensora dos inocentes e já entrou em muitas brigas tentando defender os mais fracos. As características da personagem lembram bastante um perfil tipo 1.

Sansa Stark

Emoção à flor da pele, conexão consigo mesma e muita nostalgia são características marcantes do tipo 4 e também da Sansa. Ela, que sofreu tanto sendo refém dos Lannisters em Porto Real, hoje livre em Winterfell, leva características claras da Cersei – sua algoz – para sua forma de lidar com os problemas. Nostálgica, sempre relembra como era viver no Norte antes da guerra acontecer. Sempre quando enfrenta um inimigo, Sansa relembra dores do passado e é capaz de guardar até mesmo as palavras mais efêmeras dos personagens. Estratégica, promete ser uma personagem importante no último episódio da série.

Tyrion Lannister

O anão mais famoso de Westeros é de extrema inteligência, perspicácia e estratégia. Sempre com bom humor, ainda que em situações de perigo, Tyrion traz a fuga da dor no prazer. Em situações de extrema tensão, vimos o personagem soltar frases irônicas, buscando, ainda que com total consciência da seriedade dos momentos, encontrar momentos prazerosos.

Esse lado, muito parecido com um perfil tipo 7, ficou muito explícito no episódio número 3 da atual temporada, quando enquanto todos esperavam os White Walkers, Tyrion convidava seus amigos a tomar vinho e cantarolar músicas, com muito medo de ser a última vez.

O final da temporada acontece neste domingo, às 22h, com estreia mundial. Para o eneagrama, não existe tipo bom ou tipo ruim, todos temos traços de personalidade que influenciam em nossas relações. Ao longo da evolução da série, percebemos momentos de estresse e também de neutralização de cada um desses personagens. Mas como cada um agirá na decisão pelo trono, apenas os roteiristas podem saber!

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Por que não consigo conversar com o meu chefe?

Medo, pavor, insegurança, frio nas mãos. Essas são algumas respostas comuns para a seguinte pergunta: como você se sentiria se precisasse pedir um aumento a seu chefe?

Não se trata apenas do conceito antigo do chefe autoritário. Em ecossistemas mais modernos, como startups, fintechs e outros novos modelos de negócio, a aflição do diálogo ainda pode estar lá. Medo de chefe não tem nada a ver com modernidade. Tem tudo a ver com gestão emocional.

Mas, pensando de forma clara, por que é tão comum colocar esse lugar de liderança distante do nosso lugar de fala? Por que não nos sentimos à vontade para conversar, desabafar, falar de forma sincera com nossos líderes?

Estamos do mesmo lado?

A primeira pergunta que você precisa responder é: você acha que joga junto com seu chefe? Estão do mesmo lado do jogo ou cada um joga sozinho? Quando nos sentimos próximos na essência, fica muito mais fácil de conversar de forma franca e próxima. Mas quando nos colocamos do lado de cá e o chefe do outro lado do campo, é realmente difícil construir essa linguagem sincera. Afinal, honestidade demanda intimidade.


Você pode falar tudo, mas não de qualquer jeito

Em um ambiente saudável, com diálogo aberto e disponibilidade de todas as partes de ouvir e compreender, tudo pode ser dito. Mas não de qualquer forma. Pense que temas difíceis para você costumam também serem difíceis para seu chefe. Agir com honestidade não impede que a fala tenha empatia e gentileza. Ainda que o seu desabafo parta de um ponto de desconforto e insegurança, agir com maturidade e cuidado torna a conversa mais produtiva. Para todo conflito, deve haver uma conversa e não um confronto.

Contra fatos não há argumentos?

Uma estratégia que costuma nos deixar um pouco mais seguros é começar a conversar a partir de um fato concreto. Por exemplo, imagine que você tem um colega de trabalho que lhe interrompe sempre que você tenta apresentar uma nova ideia. Se você chegar para seu chefe abrindo o jogo de tudo que acredita que o seu colega é e faz, pode parecer fofoca ou até pirraça. Mas se você começa com “Bem, você lembra daquela reunião que tentei me colocar e o meu colega me cortou? Isso tem acontecido o tempo inteiro”, a abordagem pode ser bem mais convincente. Dar exemplos concretos possibilita que a sua fala seja escutada como verdade e não como queixa. E um bom chefe sabe diferenciar uma boa conversa de uma reclamação infundada.

Esteja disposto a talvez não agradar o seu chefe o tempo inteiro. Ele, você e todos nós precisamos de desconforto de vez em quando. Ninguém vai para frente sem sair do lugar.

Uma conversa é feita, no mínimo, em dupla

Para que haja uma conversa, é preciso que as partes envolvidas estejam dispostas e conectadas. Respire fundo, pense no que aflige você e nos danos que isso pode trazer para sua carreira. Marque um horário, se prepare, ou encontre uma oportunidade no cafezinho. Mas falar de forma clara e objetiva é sempre a melhor opção. No final do dia, você vai estar mais aliviado. Afinal de contas, quando falamos de pessoas – e uma liderança é sempre sobre pessoas – estamos falando de emoções e afetos. E para gerenciar nossas atitudes, precisamos colocar as emoções no lugar. Conversar com o chefe pode não estar no seu job description, mas pode impulsionar sua carreira de uma forma que você não imagina.

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Como controlar sua equipe? Spoiler: isso é impossível

Existe uma caricatura do chefe mandão. Aquele que exige e as pessoas obedecem, de cabeça baixa, sem questionamentos. Com tantas transformações no mundo, está cada vez mais difícil seguir esse estereótipo austero, muito porque, hoje, muitas empresas já conhecem o poder e a importância do diálogo para estruturar o trabalho e a equipe. Além do quê, é um peso muito grande encarar a persona non grata dia após dia, levando o peso disso nas costas e também no coração.

Se você já teve um chefe assim – e a gente sabe que a maioria das pessoas já passou por isso – sabe o quanto isso influencia negativamente a equipe, tornando o cotidiano pesado e solitário. E se os gestores de empresas tradicionais agora vão trabalhar de bermuda, as empresas têm playground e mesa de sinuca, os CEOs são jovens e a cada ano a transformação é mais intensa, talvez não haja mais espaço para esse papel do chefe temido. Hoje, a ideia é compartilhar e para isso é preciso entender que o controle é muito subjetivo.

Controle, no dicionário, significa:

  1. ato ou efeito de controlar(-se).
  2. instituição, órgão, setor etc. ao qual compete monitorar ou fiscalizar.

A verdade é que prazos, métricas e demandas podem ser controladas. Mas controlar as pessoas é uma tarefa impossível. Quando solicitamos uma entrega, precisamos ser claros e objetivos quanto às expectativas, mas também aceitar que quem realizará a demanda tem suas próprias referências e sua própria bagagem. É ingênuo cogitar que podemos controlar atitudes. E, ainda se por fora a equipe for apática, movida apenas pelo que foi exigido, ainda assim, por dentro, vão estar todos opinando, concordando ou discordando. Dificultar o diálogo faz com que todos – equipe, chefe e empresa – percam com a riqueza da troca. E quando isso acontece, todos sofrem.

Liderar não significa mandar. Na verdade, o líder é um facilitador de tarefas. É a figura que impulsiona e possibilita conquistas, tornando o cotidiano mais produtivo e desafiador. Para isso, não é preciso controle. É necessário confiança.

Para começar a medir o seu índice de confiança, faça o seguinte questionamento: você contrataria os integrantes da sua equipe novamente? E, ainda, você se interessaria novamente por uma vaga na empresa em que trabalha? Se essas respostas forem negativas, talvez seja hora de repensar a sua estratégia e, quem sabe, a sua colocação. Afinal, mandar e obedecer já saíram de moda. Mas o bem-estar e a produtividade jamais sairão.

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Como não deixar as emoções interferirem no seu trabalho

Muita gente confunde emoção com sentimento. Sentimento é uma elaboração sofisticada do nosso cérebro, que nos faz descobrir como nos sentimos em relação a alguma coisa ou alguém, de acordo com nosso repertório de vida e uma série de experiências e lembranças.

Emoção vem rápido. É a parte animalesca do nosso corpo. Vamos imaginar que você está no meio da selva e encontra um leão. Se você for elaborar o sentimento, vai calcular quanto o leão corre, quanto você corre, vai pensar em rotas, vai talvez sentir vontade de acariciar o leão ou observá-lo. E, até isso tudo acontecer, ele te devora. Por isso, nossos registros mais primórdios nos protegem e emanam senso de proteção ao nosso corpo. Você vê um leão e corre. E isso é pura emoção.

Podemos dizer que entre a informação e o sentimento tem uma série de emoções processadas. E se não estivermos preparados, a emoção pode falar mais alto em nosso dia a dia.

Você pode ser ou já ter trabalhado com alguém explosivo. Aquele colega que não aceita feedback ou que tem reações exageradas quando lida com dificuldades. Pode ser falando mais alto, chorando no banheiro ou simplesmente congelando – violência nem sempre é expressada com atitudes físicas.

E-book - Liderança empática em 9 passos

Trabalhamos oito horas por dia, entre cinco e seis dias por semana. São mais de duas mil horas por ano no ambiente do trabalho. Isso quer dizer que dos 365 dias do ano, você passaria mais de 100 trabalhando sem pausas se o trabalho fosse ininterrupto. Quando não temos ferramentas que nos ajudam a lidar com esse ambiente – muitas vezes competitivo e desafiador – baixamos a guarda e deixamos as emoções mais primitivas virem à tona. E isso nos faz ter uma postura enfraquecida, que pode comprometer toda a nossa carreira, dificultar relações e, até mesmo, inflamar conflitos.

Para tentar agir com calma, ainda que com várias emoções emanando em nosso corpo, precisamos convocar o nosso lado racional e entender, de forma objetiva, o que está acontecendo. Se alguém disse algo que não concordamos e essa pessoa está em um momento de emoção, talvez seja melhor esperar um pouco até mostrar um contraponto. E, quando fizer, é importante não utilizar expressões pessoais como “você me deixou chateado”, mas frases que falem do trabalho, como “eu não concordo com a solução apresentada”.

Dentro do ambiente corporativo e também em nossas casas e com amigos, o a forma de lidar com as pessoas pode influenciar não apenas na qualidade de nossas relações, mas também em como somos interpretados. Entender de onde vem os impulsos e raciocinar sobre nossas atitudes enquanto estamos emocionados faz toda a diferença.

Café para acordar e calmante para dormir – o glamour do estresse no trabalho e nas relações

Parece que virou rotina não se ter tempo. Ou, quando se tem tempo, não estar relaxado. O ócio e a capacidade de liberar a agenda para simplesmente não fazer nada junto com quem amamos – e isso já é fazer tanto – são cada vez mais raros em nossos cotidianos. Mas será que foi sempre assim?

A série de TV inglesa Downton Abbey, lançada em 2010, conta a história de uma aristocrática família do Reino Unido, os Crawley. A série se passa em 1912 e em determinado momento, a família, que tem uma verdadeira legião de empregados, e como principal tarefa organizar jantares, cavalgar e descansar, se depara com um primo que exerce a função de advogado. Eles ficam perplexos, não sabem o que é trabalhar. A matriarca da família chega a perguntar: o que significa final de semana? De tão distante da nossa realidade, a cena chega a ser cômica. Mas não deixa de ser interessante pensar em um tempo, ou sociedade, em que o ócio era o grande luxo e que o trabalho – fosse ele braçal ou intelectual – era visto como uma parte menor do que poderíamos fazer com o nosso tempo.

Hoje, os valores se transformaram e, ainda bem, vivemos em um tempo em que além do exercício do trabalho ser enaltecido, as pessoas têm buscado trabalhar cada vez mais com o que gostam, o que deixa tudo mais divertido e instigante.

Mas estamos também vivendo uma era em que é vergonha estar disponível e existe uma romantização da falta de disponibilidade. Aquele amigo que falta a todos os eventos sociais por trabalhar demais logo é visto como bem-sucedido. A chefe que chega antes de todos e só sai tarde da noite do trabalho é idealizada. Equipes que trabalham nos finais de semana são vistas como mais produtivas. E, pouco a pouco, temos o glamour do estresse instalado em nossas cabeças, com um mindset de crescimento voltado para esse perfil: alguém sem tempo, não presente, que não dorme e não descansa. E, quando percebemos, estamos tomando café para acordar, calmante para dormir e o som que mais amedronta na vida é o do despertador.

Pausa. Respire.

Talvez a gente tenha esquecido como se descansa. Sem celular, sem música, filme e seriado no streaming. Aliás, pode até ter tudo isso, mas é importante que também tenhamos momentos de silêncio, em que possamos relaxar nossa mente e pensar em nada…

Já falamos sobre o mundo contente dos ouvintes aqui

Querer suprir todo o tempo disponível com atividades do trabalho pode significar que você está preenchendo alguma lacuna da sua vida com excesso de dedicação em um determinado campo. Além de respirar, que tal analisar a sua rotina e procurar encontrar espaços para investir em você e nas suas relações? O ócio criativo pode fazer muito bem, inclusive, para o profissional que você é.

O mundo contente dos ouvintes

O que é uma conversa? No dicionário, conversa é sinônimo de diálogo, que tem por definição uma troca de ideias, de informações ou de palavras. Mas será que conversamos apenas quando falamos algo? Uma troca em silêncio, uma percepção de um momento, pode ser considerada uma conversa? E por que quem escuta é dado, quase sempre, como sábio?

Em Seattle, nos Estados Unidos, há o lugar mais silencioso do mundo. Na sede da Microsoft, há uma espécie de estúdio, todo fechado, que pode chegar até a – 20 decibéis. Quem visita o espaço, relata que nos primeiros minutos, o silêncio absoluto faz com que você ouça as batidas do próprio coração e, depois de um tempo, os fluidos do seu corpo. Depois, há quem fique tonto ou enjoado. Não estamos – de forma alguma – acostumados a sentir e viver o silêncio.

O mundo tem, catalogados, mais de 6.000 idiomas. Seria possível falar todas as línguas? Pouco provável. Mas talvez seja possível se comunicar sempre, apesar das dificuldades da palavra. A conversa pode ser feita por gestos, por toques, olhares, reações. Mas é preciso perceber e estar disposto.

Quando estamos em uma comunidade, seja ela uma empresa, um bairro, uma cidade ou um país, precisamos nos colocar à disposição da conversa. Ouvir o outro mais que com os ouvidos, mas com a intuição, a análise dos fatos, os registros da memória. No background de uma palavra, há milhares de ações. E quando conseguimos ouvir de verdade, nos tornamos mais sábios. A boca pode até mentir, mas as atitudes provam a verdade. Você prefere ouvir palavras ou ações?

A parte mais inferior do nosso cérebro, por exemplo, é responsável pelos impulsos, pelas reações mais imediatas. Imagine então que você chega faminto a um evento e o anfitrião pergunta se você está com muita fome. Você, querendo ser educado, fala que não, que está tudo bem. Mas assim que chega a comida, você devora com rapidez e satisfação. As suas palavras podem ter tentado enganar, mas se o anfitrião realmente te ouviu, ele entendeu o que o seu corpo respondeu.

O mesmo acontece em reuniões de trabalho. Quando vamos delegar o trabalho à equipe, não importa se um colega afirma que está pronto para produzir tal atividade, se o corpo dele se defende – braços cruzados, pernas balançando etc – ele está falando de outra forma que está inseguro ou receoso.

Que tipo de pessoa você quer ser: a que escuta com os ouvidos ou a que ouve e entende com olhos, boca, braços, pernas e coração?

Uma vitória e uma tragédia podem ser a mesma coisa – o sucesso e o pavor de ser feliz

Você sabia que ganhar na loteria e ter um acidente que paralisa todos os movimentos podem trazer sensações parecidas? Ganhar tudo o que se quer e perder tudo o que se tem causam a mesma perspectiva: mudança total de vida. É quase como se a felicidade máxima e a tristeza profunda fossem irmãs. Mas por que será que isso acontece?

No artigo Lottery Winners and Accident Victims: Is Happiness Relative? de Philip Brickman e Ronnie Janoff-Bulman, a associação entre pessoas acidentadas e ganhadores da mega-sena é feita de forma clara e o princípio da adaptação traz uma anunciação: não importa qual a sua vitória ou progresso, em breve, você não estará mais satisfeito.

Para muitos, isso pode ser um boicote à felicidade, mas é preciso lembrar que a sensação de incompletude é totalmente irracional. E o sentimento de falta vem muito das expectativas – muitas vezes fantasiosas – do que acontecerá após um grande momento.

Quando nos emocionamos, ativamos uma parte do cérebro chamada sistema límbico, relacionada também à memória. Ou seja, quando liberamos grandes emoções, registramos na memória o que sentimos. É muito comum, por exemplo, que as pessoas lembrem exatamente onde estavam quando souberam do ataque terrorista do 11 de setembro – elas descrevem não apenas o local em que tiveram a notícia, mas tudo o que pensaram naquele momento. Quando o momento é sobre nós, também gravamos tudo o que pensamos e sentimos, ainda que sejam poucos segundos. Durante um acidente de carro, algumas pessoas sempre que relatam o ocorrido, dizem: “naquele momento, pensei que iria morrer”.

Agora imagine que alguém está acompanhando a apuração da mega-sena e descobre que tem o bilhete premiado. Naquela noite, o vencedor faz planos com os seus novos 200 milhões, pensa nas doações que fará para a família, nos imóveis e viagens que agora estão ao seu alcance. Na manhã seguinte, descobre que mais 10 pessoas também tiveram bilhetes premiados. Ou seja, serão 20 milhões e não 200. Como num passe de mágica, 20 milhões não parecem mais suficientes, uma frustração chegou antes mesmo do dinheiro chegar à conta. Ao mesmo tempo, uma pessoa acidentada que perdeu todos os movimentos das pernas e imaginou que nunca mais iria andar, recebe o diagnóstico de que a paralisia é momentânea. Nesse momento, é possível que uma pessoa que se acidentou seja mais feliz que uma que acaba de ganhar na loteria.

O fortalecimento do selfie, do eu, da nossa essência, é o que nos possibilita buscar formas de encontrar a felicidade em momentos de histeria e também nos de tristeza. O reforço sobre o que se é nos possibilita enxergar o mundo com mais fidelidade e não deixar que eventos externos e pontuais nos decepcionem, nos enganem e nos tragam uma frustração por uma expectativa que nem tínhamos há poucos segundos.

Somos todos vulneráveis às emoções fortes e nos deixar influenciar pelo que nos ocorre nos prova que estamos conectados com o mundo. Mas se para nós a felicidade e a tristeza podem ser tão semelhantes, é preciso trabalhar o nosso ponto de verdade e equilíbrio para que o bem-estar vença nessa dura busca pela felicidade.

Como fortalecer a confiança em você mesmo?

Você é do tipo de pessoa que sempre está na torcida pelos outros mas que na hora de acreditar na sua própria competência fica travado? Você não está sozinho!

Observe, por exemplo, o gráfico abaixo. Ele mostra o volume de busca no Google pelos termos “Como ter confiança” e “Aumentar autoestima”:

 

Fonte: Google Trends

Todos os dias, pessoas no mundo inteiro tentam encontrar formas de fortalecer a confiança no próprio ego. Mas por que será que somos tão inseguros com as nossas próprias habilidades?

Somos milhares de momentos

Imagine que você está prestes a fazer uma apresentação importante. Você estudou e revisou todos os slides, ensaiou e tem todos os argumentos do tema na ponta da língua. Minutos antes de iniciar a apresentação, as mãos suam, os pés ficam gelados, você treme. O corpo sinaliza que apesar da mente estar pronta, algo em você ainda tem receio. Talvez, você acredite que esse medo tem relação apenas com a importância da apresentação, mas na verdade, a situação pode ser um gatilho para uma velha ferida no seu ego.

Somos uma soma de experiências, momentos e recordações. Hipoteticamente, o exemplo acima, de momentos antes de uma grande apresentação, pode exaltar um episódio da infância em que estivemos em evidência e fomos rejeitados. Mas essa é só uma das milhões de possibilidades diante da capacidade da nossa mente de registrar e até mesmo modificar lembranças. E nem tudo que é registrado é claro para o nosso cérebro. Ou seja, muitas vezes, temos a sensação da ferida, mas não entendemos muito bem de onde ela partiu.

Seja seu aliado

Você é o seu melhor amigo. Seja gentil com você mesmo, acredite na sua capacidade de avaliar e lidar com desafios. Uma forma de fortalecer a confiança é ter bastante estrutura para enfrentar possíveis falhas ou imprevistos. Deu branco na apresentação? Tenha sempre um post it com os tópicos que podem ajudar você a guiar a palestra. O pneu do carro furou e vai atrasar para a entrevista? Seja sincero com o recrutador, pessoas gostam de franqueza. Se perdoe e esteja pronto para possíveis mudanças de roteiro. Quando abrimos o leque de possibilidades, ficamos mais seguros com novas rotas.

Há momentos em que o melhor que podemos fazer não é o ideal. Mas pegue leve, se respeite e siga em frente. Em pouco tempo, o ideal se torna rotina. A pressa, como todos sabemos, não é amiga da perfeição.

HELP

Imagine que a confiança é como uma grande casa em construção. Primeiro, é preciso da uma estrutura de madeira, depois o cimento, os tijolos, o piso, o teto. Não é da noite para o dia que se constrói uma autoestima sólida. Ajuda externa de profissionais qualificados pode ser oportuna.

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Você merece isso! Aceite elogios

Geralmente, quando não estamos seguros de quem somos, não aceitamos opiniões positivas sobre nós mesmos. Desde momentos simples – quando alguém elogia uma roupa e rapidamente falamos algo pejorativo daquela peça como “está velha” ou “não me veste tão bem” – e também em grandes momentos, como o de uma promoção no trabalho. Acredite, o reconhecimento externo costuma ser fruto de grandes batalhas vencidas internamente.

O mais importante é que, aos poucos, vamos nos aceitando como somos e descobrindo que apesar de nossas falhas e defeitos, há quem nos ame, reconheça e confie na gente exatamente do jeito que a gente é!

Socorro, não estou sentindo nada!

O poema de Alice Ruiz, também conhecido na voz do cantor Arnaldo Antunes, fala de uma pessoa que não consegue sentir mais nada. “Nem medo, nem calor, nem fogo, não vai dar mais para chorar, nem pra rir”, diz a letra. Mas será que alguém é capaz de não sentir nada?

Imagine a seguinte rotina: você acorda com o despertador, levanta, faz um café, se arruma para o trabalho, enfrenta o trânsito, trabalha durante oito horas, pega o carro, chega em casa, liga a TV, adormece. Parece um dia a dia comum, certo? Mas, entre essas atividades, há muito mais acontecendo.

Enquanto você passava o café, uma música da sua adolescência tocou no rádio. No trânsito, uma jovem ajudou um idoso simpático a atravessar a rua. No trabalho, um amigo cumpriu metas e um outro foi demitido. Na volta para casa, a lua estava linda. Mas nem sempre estamos dispostos às emoções. E, por isso, muitas vezes não sentimos nada.

Neste link, você descobre quais emoções estão afrente de cada tipo de padrão de personalidade do Eneagrama

Todos os dias, somos convidados pelo mundo a sentir diferentes emoções. Mas a dificuldade em gerir nossos pensamentos e sensações pode nos paralisar. Nos reservamos e deixamos os vínculos mais profundos para pessoas com quem já temos relações. Nos bloqueamos para o novo e afastamos quem tenta nos ajudar. Isolados em nossas bolhas anestésicas, nos sentimos mais seguros. Até que a vida nos dá uma encurralada e aí não dá para não sentir: a morte de um amigo, uma mudança de emprego, uma planta que seca, uma forte gripe. Das enormes às pequenas perdas, não é apenas o coração no sentido romântico que reage. A química do nosso corpo nos faz reagir de formas diversas, muitas vezes com impacto em nossa saúde, em nossa forma física.

Você pode estar se perguntando como sair dessa apatia. Mas a resposta não é única, pois não existe fórmula mágica que nos resgate ao que somos e ao que podemos sentir. Encontrar processos terapêuticos – em grupo ou individuais – pode ser uma boa opção. Para outros, tentar se conectar aos poucos com novas pessoas é um exercício de cura – já pensou em voltar a paquerar? Outros encontram conforto nas religiões, na música, na dança. O mais importante é ter a consciência de que quando nos fechamos às sensações estamos deixando de sofrer, mas também de ser feliz.

Se você está passando por essa fase de “dormência”, o primeiro passo é admitir para você mesmo que algo não está bem. A partir daí, você pode planejar a melhor forma de buscar ajuda. Um passo de cada vez e não se cobre tanto. Afinal, a pressa é inimiga das sensações.

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A arte de aceitar as diferenças

Narciso, famoso personagem da mitologia grega, é conhecido pela vaidade e orgulho da sua beleza. Conta a história que um dia, Narciso viu seu próprio reflexo num rio e ficou apaixonado por si mesmo. Não conseguindo parar de se olhar, morreu sozinho, na companhia exclusiva do seu eu espelhado nas águas.

A lenda parece muito distante da realidade, certo? Mas, ainda hoje, há quem fique hipnotizado com sua própria forma de ser e não consiga aceitar que outras pessoas sejam diferentes de nós. Em épocas de polarização política e religiosa, nunca houve tanta gente querendo convencer o outro de sua própria razão. Mas por que é tão complicado aceitar as diferenças?

O outro sempre esteve lá

Somos muitos. Na escola, em casa, no trabalho, no grupo de amigos, podemos até ter afinidades e opiniões parecidas, mas sem dúvidas também temos diferenças. Quando um bebê nasce, ele ainda acredita que a mãe e ele são parte do mesmo corpo. Nas primeiras horas e dias de vida, vai ganhando a consciência de que é um indivíduo. Esse talvez seja o primeiro grande trauma do ser humano: descobrir que há um mundo além do seu próprio umbigo.

E se, desde bebês, somos alertados pela vida que há outras existências e necessidades, o que nos faz persistir na intransigência de que tudo tem que ser como nós queremos?

A negociação

Começamos a negociar: gostar de um estilo musical diferente, tudo bem, mas não comer japonês é demais. Ou você pode até não curtir viajar, mas não admite que seu colega não curta futebol. Negociamos limites de tolerância e assim que o outro ultrapassa essa linha do comum, negamos a diferença.

O medo

Uma atitude violenta pode estar protegendo um pavor incontrolável. Quando temos medo de alguma coisa, nos sentimos ameaçados. E, muitas vezes, aprendemos a esconder nossas inseguranças com agressividade. Não aceitar o comportamento alheio pode ser um sinal de que ele desperta em você emoções que não consegue controlar. Se existe um padrão de revolta sobre determinado tema, é hora de embarcar nessa própria viagem e refletir sobre o que pode estar lhe trazendo angústia.

O espaço do julgamento

O superego é uma instância do aparelho psíquico que comanda nosso bom senso. Porém, ele também pode ser severo. É comum que façamos uma analogia do superego com um pai protetor. É o superego que nos lembra de levar o guarda-chuva, que nos interrompe antes de uma palavra agressiva ou nos aconselha a não ir por aquela rua escura. Mas ele também pode nos guiar a reprimir o nosso desejo e o dos outros. Geralmente, quem tem muitas dificuldades em aceitar o desejo alheio, tem uma postura consigo mesma muito severa. Podemos começar, portanto, nos julgando menos, com a intenção de, no futuro, julgar menos o outro também.

Compartilhar é somar

Abrir a porta do coração para o incomum pode nos trazer boas surpresas. Se a amiga chamou para ir a um restaurante novo, por que não aceitar? Novos lugares, novas pessoas, novas ideias. E, se não for confortável, você sempre pode voltar um passo. Devagar e sempre, vamos ampliando a nossa rede e descobrindo que compartilhar o novo é somar novas experiências e emoções.

Você acha que todo mundo é feliz e você não?

Algumas vezes você acha que a vida dos outros é melhor que a sua? Saiba que você não está sozinho. Fortalecer a autoestima tem sido um movimento comum. Apenas no e-commerce da Amazon, por exemplo, há mais de 50 mil títulos sobre autoestima. E, se você reparar bem, nas prateleiras de best-sellers das livrarias, também encontramos esse tipo de conteúdo. O que será que estamos buscando, afinal?

Angústia moderna

Primeiro, é preciso deixar os preconceitos de lado. Não têm problemas com a autoestima apenas aqueles que estão diagnosticados com ansiedade ou depressão. Em tempos de egos inflados e vidas montadas em redes sociais, todo mundo pode começar a se sentir mal. Essa angústia pode vir sobre o corpo – sempre idealizado, sempre em busca de um padrão, pode ser sobre os bens materiais – o carro do ano, o celular de última geração, ou pode ser sobre sentimentos – por que todo mundo é feliz e eu não? E aqui está o que precisamos mapear: de onde vem sua angústia?

Alguém é 100% feliz?

Seria ilusão acreditar que as pessoas ao nosso redor estão completamente satisfeitas. No amor, trabalho, saúde, vida familiar – todos temos batalhas, todos precisamos conquistar e ultrapassar desafios. Mas isso não fica claro aos olhos de estranhos. Por isso, quando o trabalho vai super bem mas o casamento anda turbulento, ou um problema de saúde chega, precisamos refletir: isso é tudo o que tenho ou uma parte de mim?

Seja mais gentil com você

Olhar para trás e ver o quanto já escalamos até aqui é um exercício que fazemos pouco, mas que poderíamos tentar realizar com mais frequência. Nos estudos, no trabalho, no amor ou na vida em família, com certeza você já venceu muitas batalhas. Admitir que há outras pela frente é também tentar olhar no espelho com mais gentileza. Talvez você não tenha chegado exatamente no ponto onde quer, mas com certeza já trilhou um belo caminho.

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Se perdoe

Todos temos pensamentos pessimistas. Não é problema algum se você já se sentiu mal com você mesmo. Acredite, seu colega, sua mãe, seu companheiro e todos à sua volta se sentem mal de vez em quando. Se perdoe por tantas vezes acreditar que o seu mundo é ruim. A partir desse perdão, você terá a liberdade de amar quem você é. Por inteiro e sem esquecer do lado que não é tão bom assim – ele também faz parte de você.

O desafio da empatia

Quando vamos aconselhar um amigo ou refletir sobre um conflito, é comum falar a frase tente se colocar no lugar do outro. Mas muitas vezes, isso parte da ideia da simpatia, que é aceitar a opinião do outro sem, necessariamente, tentar observar o mundo a partir de emoções que não são nossas. O que nos sobra é, sem muito jeito, entender que existe gente pensando diferente de nós.

Empatia é diferente. É o difícil exercício de tentar ver o mundo a partir do ponto em que o outro vê. Não se trata do impossível teletransporte, mas da vontade genuína de imaginar os sabores da vida sob um olhar que não é o seu.

O despertar de um olhar

Cientistas comprovaram que a troca de olhares ativa uma parte do cérebro onde se processam algumas sensações e também desperta o sistema de emoções. Ou seja, olhar no olho do outro é fundamental para despertar de forma verdadeira o poder da empatia. É a partir dessa conexão que nos tornamos disponíveis para entender outras vivências, bagagens e pontos de vista.

Não é mecânico

Todos temos instinto de sobrevivência e, por isso, tendemos a pensar nas nossas próprias necessidades antes das do mundo. Mas quando nos permitimos encarar outras realidades e contrapontos, nos tornamos mais humanos. Talvez não seja a forma mais natural, mas pode ser a mais altruísta. Tentar classificar menos como certo e errado e mais como o que faz sentido para você e para o outro já é um grande passo.

Pessoas empáticas são mais poderosas

Quando nos conectamos com o outro e passamos a tentar ver o mundo a partir do olhar dele, temos mais chances de acertos, de conversas felizes e até mesmo de negociações bem sucedidas. O poder da empatia é um desafio a ser colocado em prática, mas quando conquistado, nos transforma de forma definitiva. Uma vez empáticos, será muito difícil voltar a olhar para somente o que nos interessa.

Como levar uma vida mais leve?

No nosso dia a dia, muitas vezes nos deparamos com situações negativas que nos tiram do eixo. Vamos imaginar a seguinte situação: você tem um intervalo de cinco minutos entre um compromisso e outro e decide tomar um café na padaria da esquina. O atendimento da padaria é lento e, ainda na fila, você começa a se irritar. Depois, quando entregam o seu pedido, você descobre que o atendente se confundiu e fez um café diferente do que você havia solicitado. Talvez você não tenha vivido exatamente essa situação, mas com certeza já houve algum episódio que tirou você do eixo por displicência, falta de educação ou incompetência alheia, certo? E é sobre isso que queremos falar aqui. Sobre os efeitos externos que nos impedem de ter um cotidiano mais leve.

Todo mundo está lutando uma batalha

Você, o atendente da padaria, seu chefe, aquele amigo que só publica fotos lindas no Instagram…Sabe o que todos têm em comum? Todo mundo, todo mundo mesmo, está lutando uma batalha. Pode parecer que a vida do outro é mais fácil que a sua, mas lembre-se que a grama do vizinho costuma ser mais verde. Algo que é simples para você pode ser de extrema complexidade para o outro. E quando deixamos a empatia entrar na nossa sala de estar, que é o nosso coração, temos a chance de relaxar e entender que as pessoas erram. Não é de propósito e, muitas vezes, o erro de alguém vai prejudicar você. Mas esse alguém também sofrerá com isso e, se você ensiná-lo com carinho, talvez ela não erre mais.

A dor do outro é do outro

Você costuma absorver a dor e angústia dos outros? Quando sai para encontrar uma amiga e ela despeja todas as frustrações da vida, você sai do encontro se sentindo mais pesado? Aprenda a filtrar o que absorve. Se cada um está vivendo uma batalha, todos temos que aprender a ter nossos próprios escudos. Ouça, entenda, aconselhe, tenha empatia. Mas não leve esses sentimentos – que não são seus – com você.

Há um padrão no que deixa você mal?

Em inglês, há o termo Trigger Warning que, em tradução livre, significa aviso de gatilho. Isso serve para que pessoas alertem outras quando vão falar de temas polêmicos como assalto, violência doméstica, doenças etc. Para algumas pessoas, que tiveram experiências negativas com certo tema, tocar no assunto pode ser extremamente danoso. Por isso, que tal observar se há um padrão no que deixa você mal? Talvez seja um gatilho que faz você lembrar de algo do passado que ainda não resolveu.

É clichê, mas vale: respire!

Por fim, que tal pensar se aquilo que tirou você da sua leveza realmente é importante? O motorista que fez uma barbeiragem, o colega que chegou de mau-humor, o sanduíche que não estava tão bom…Isso tudo passa! Mas o que fica, sempre, é o nosso contato com a gente mesmo. Sejamos gentis com o nosso eu. Ele precisa e pode ser tratado sempre com mais carinho.

Eneagrama para líderes e gestores

Passar pela crise e ter vantagem competitiva para crescer – esse é um dos grandes desafios do momento. Pensando nisso, no dia 01/10 o Instituto Eneagrama promoveu em São José do Rio Preto um café da manhã para 30 líderes e gestores, com uma palestra realizada pela trainer Daniela Camargo, o tema abordado foi “Eneagrama para líderes e Gestores no atual cenário brasileiro”.

Sob a perspectiva do Eneagrama, a trainer Daniela falou sobre os 9 tipos de líderes, os dons da liderança, seus valores e crenças e os riscos que cada líder pode gerar quando em stress.

Daniela reforçou, que é muito importante para qualquer líder e gestor a busca constante pelo desenvolvimento pessoal e profissional para que seja possível perceber a real necessidade de sua equipe, sem turnê over e diminuição de lucratividade. “O autoconhecimento é um potencializador rumo ao sucesso em um momento de crise como o que vivemos.”

Você é o somatório de tudo que sente, que pensa e que faz. Pouco adianta saber de todos os números e condições se você não tem habilidades para tomar boas decisões e colocá-las em prática. Pouco adianta ter boas intenções em relação ao negócio e sua equipe se há crenças limitantes sobre si mesmo. Que tipo de líder você é? Você realmente se conhece?

Qual a importância da competência emocional em sua carreira profissional?

No dia 23 de setembro a ABRH (Assoc. brasileira de RH – Noroeste/PR) promoveu o Jantar RH para mais de 100 associados. Murilo Riciardi, Franqueado e Trainer do Instituto Eneagrama Maringá e Região, foi o palestrante da noite e abordou o tema “Entendendo as competências emocionais sob a ótica do Eneagrama”.

“Foi uma oportunidade muito bacana, onde pude falar sobre o Eneagrama, dando um entendimento maior sobre a ferramenta, e enfatizar, aos profissionais de RH, a importância das competências emocionais como um diferencial de carreira”, conta Murilo sobre o evento.

Nossos sentimentos e emoções geram nossos comportamentos e, por muitas vezes, acabamos esquecendo que as emoções tem forte influência não somente em nossa vida pessoal, mas, também, em nossa vida profissional.

Conhecer as nossas emoções desperta em nós a capacidade de lidarmos melhor com elas, levando a respostas mais equilibradas nas situações do nosso dia-a-dia. Dessa forma, a competência emocional de um indivíduo reflete diretamente na qualidade de suas relações interpessoais, no seu desempenho profissional e no seu diferencial competitivo.

O autoconhecimento possibilita aprofundar o conhecimento de si mesmo e, no âmbito profissional, dá ao indivíduo um maior domínio das suas emoções e assim, mais condições de potencializar suas habilidades de liderança, negociação, resolução de conflitos e gestão de pessoas.

O Eneagrama é uma ferramenta simples e de utilização imediata na busca pelo desenvolvimento, gestão de pessoas, relacionamentos e, como consequência, diferencial de carreira.

Agradecemos a cada associado pela iniciativa de estar conosco nesse evento.

E você, compreende suas emoções?

Qual é a força resultante que poderá agir sobre nós e nos tirar da condição de “repouso”?

Isaac Newton, nascido em 1643, foi um gênio em sua época, destacou-se na física, matemática, astronomia e outras ciências, e contribuiu no desenvolvimento de diversas leis da física. Newton estabeleceu o princípio da inércia, no qual afirmou que um objeto que está em repouso ficará em repouso a não ser que uma força resultante não nula aja sobre ele.

Esse princípio simples, também é verdadeiro quando falamos de pessoas. E muitos de nós, em determinados momentos somos tomados pela inércia. A falta de preparo, a acomodação, a indisciplina, a insegurança são obstáculos que dificultam muitas pessoas de serem bem sucedidas em suas atividades. Muitos pensam que já sabem tudo, que não precisam ou não vale a pena aprender mais. Outros dão desculpas a si mesmos, dizendo que estão cansados, que vão esperar a crise passar ou simplesmente que tem medo de mudar, e todos caem na zona de conforto.

Essas crenças nos impedem de aproveitar as oportunidades, como alcançar uma promoção ou aumento salarial, de empreender algo novo, de dar manutenção ou expansão ao próprio negócio, e nos deixam estagnados.

Analisando a mesma Lei de Newton, e olhando ainda para as pessoas, pergunto: Qual é a força resultante que poderá agir sobre nós e nos tirar da condição de “repouso”? Respondo: A vontade, a autoconfiança e o autoconhecimento.

Ter iniciativa é aplicar energia para criar ou fazer o que precisa ser feito de imediato. É entrar em movimento, com ímpeto e coragem para falar o que precisa ser dito, ter flexibilidade para sorrir diante dos diferentes problemas, e a persistência necessária para resolvê-los.

Quem percebe isso está mais preparado para notar as oportunidades e superar as dificuldades, e é provável que já tenha resultados acima da média.

Pró-atividade é muito mais do que fazer primeiro. É o hábito de ser voluntário em uma nova atividade, para sugerir novas ideias que tragam mais qualidade, produtividade ou maior satisfação ao cliente. É ter a humildade de perguntar quando está em dúvida, coragem de assumir riscos calculados e a responsabilidade pelos próprios erros. É desenvolver a habilidade de entusiasmar outras pessoas em prol dos objetivos.

Mas como nem tudo são flores, há momentos em que forças “negativas” vão anular nosso movimento, nos empurrando para a inatividade. Neste momento o autoconhecimento é a melhor defesa. Devemos fazer uso de nossos pontos fortes, nos amparar em nossos talentos, acreditar mais do que ninguém no potencial de nossa personalidade e em nossa inteligência emocional. É quando encontramos sentimentos de coragem, clareza e determinação para retomar o movimento e manter o equilíbrio.

Artigo publicado em 16 de dezembro de 2015 no Jornal A Hora.

Angry Birds e as duas faces da raiva

Quantas vezes tantos de nós, a partir de um estado de estresse e da sensação de indignação, mudamos nossa forma natural de agir, com uma comunicação mais agressiva e uma atitude mais impaciente? E quantas vezes, danificamos a relação com as pessoas de nossa família, de nossa equipe e até com nosso cliente? Estamos provavelmente agindo motivados pelo estado de tensão gerado pela emoção da raiva, que tende a gerar atitudes mais rígidas, onde exigimos muito de nós e dos outros. Mais uma vez um filme de animação vem nos falar sobre emoções, agora é a vez dos conhecidos personagens do jogo Angry Birds.

A animação conta a história de uma ilha habitada por muitos pássaros que não podem voar. Mesmo assim eles transbordam alegria por onde passam. Mas no meio do bando tem o irritado Red, o inconstante Bomba e o voador ágil Chuck, ambos têm problemas no controle emocional e de relacionamento com os demais, e por isso não são bem vistos pela comunidade em que vivem e que nunca tiveram seus valores reconhecidos.

O que Angry Byrds tem a nos ensinar sobre a emoção da raiva?

Quando misteriosos porquinhos verdes invadem a ilha onde moram, estes improváveis heróis são os responsáveis por descobrir qual o plano da gangue suína. É o momento que os 3 “indignados” amigos descobrem a importância em utilizar a sua raiva como impulso para fazer o que era necessário e a transformam em uma competência emocional capaz de motivar os demais pássaros da aldeia para juntos construírem uma forma de resolver seu problema.

De forma leve e divertida, o filme nos mostra que toda emoção tem um propósito de existir. E com a raiva não é diferente.

Como transformar a raiva em um diferencial?

Podemos direcionar a energia potencial que vem da emoção da raiva em atitude assertiva, para nos posicionarmos de maneira autoconfiante frente aos desafios do dia a dia. Podemos transformar essa rigidez em disciplina e foco para fazer as mudanças necessárias, e também em persistência para concluir aquilo que começamos.

O autoconhecimento permite trazer em termos de comportamento e atitude o que temos de melhor em nossa personalidade. Mudar hábitos não é fácil, mas é necessário. Se não alinhamos nossos pensamentos e sensações com nossas intenções, há um desequilíbrio emocional. Quando conseguimos nos conscientizar do nosso estado emocional, e aprendemos a lidar com ele, adquirimos uma condição mais favorável para ações bem direcionadas.

Lembre-se, toda emoção tem uma intenção produtiva. Descobrir a intenção por trás de uma emoção facilita a mudança da mesma e nos possibilita torna-la uma aliada na busca por nossos reais objetivos.

Texto de Luciano Iepsen.

O que as emoções tem a ver com performance profissional?

Quando pensamos em emoções geralmente pensamos em nossas vidas pessoais, mas e na vida profissional por que não fazemos o link com emoções? Em recente vídeo publicado pela Revista Exame, a Coach Eva Hirsch Pontes, nos provoca a pensar sobre as emoções no trabalho.

O fato é que não há uma distinção da vida pessoal e profissional quando falamos de emoções. Atualmente a performance profissional de um indivíduo está diretamente ligada ao que chamamos de inteligência emocional e a sua capacidade em gerir suas emoções. Ou seja, o quão hábil ele é em administrar o que sente e a forma como age. Dessa forma, a gestão emocional está intimamente ligada ao quociente emocional de cada indivíduo, que nada mais é o quanto cada indivíduo é inteligente emocionalmente.

A inteligência emocional é um conjunto de competências, que se desenvolvidas, torna-se a capacidade de reconhecer e compreender as emoções em si e nos outros, de pensar com clareza e objetividade sobre as emoções e usar esse conhecimento para gerir seu comportamento e relacionamento.

De acordo com Muriel Maignan Wilkins em publicação da Harvard Business Review, há comportamentos que se repetem em pessoas com baixa inteligência emocional. Aqui estão alguns deles:

  • Você frequentemente tem a sensação de que os outros não entendem o que você fala e isso o deixa frustrado.
  • Você se surpreende quando as outras pessoas se sensibilizam com seus comentários e sempre acha que elas estão exagerando.
  • Você acha que ter uma boa relação com as pessoas do seu trabalho não é algo importante.
  • Você cria, com relação aos outros, as mesmas expectativas que tem sobre si mesmo.
  • Você culpa os outros pelos problemas que sua equipe de trabalho enfrenta.
  • Você acha irritante quando alguém espera que você saiba como ele está se sentindo.

Para quem se reconheceu nesta lista, o autor sugere 4 estratégias para começar a trabalhar sua inteligência emocional. Aqui estão:

  1. Obter feedback.Peça e ouça o feedback. Não se torne defensivo ao que ouvir. Compreenda e utilize como propulsor de mudança em comportamentos negativos seus.
  2. Cuidado com a lacuna entre intenção e interpretação.Há uma grande diferença no que dizemos e no que os outros ouvem, ou seja, nem sempre a nossa intenção é a mesma que o impacto causado em quem nos ouve. Independentemente do que você pretende dizer, pense em como suas palavras vão afetar os outros e se é assim que você quer que eles se sintam.
  3. Pressione o botão de pausa.Ter alta inteligência emocional significa fazer escolhas sobre como você responderá a situações, em vez de ter uma reação instintiva. Portanto, ouça a si mesmo e pare para ouvir os outros.
  4. Usar ambos os sapatos.Desenvolva a empatia colocando-se verdadeiramente no lugar da pessoa, mas não descarte o que você sente. Tenha um equilíbrio em compreender o que é importante para você e para o outro.

Por fim, é importante ressaltar que é possível trabalhar a inteligência emocional e que o autoconhecimento tende a proporcionar uma constante busca por condições favoráveis à performance dos indivíduos, visto que também proporciona a automotivação e destaque seu potencial com base nas suas atitudes, forças e valores. A performance é a união entre conhecimentos e comportamentos, o diferencial está em fazer e em como fazemos com o que sabemos.

Quer ver o vídeo da Revista Exame? Clique aqui:

https://www.facebook.com/Exame/videos/vb.131180673952/10154304862188953/?type=2&theater¬if_t=comment_mention¬if_id=1465474144346309

Fonte: https://hbr.org/2014/12/signs-that-you-lack-emotional-intelligence#

O que job crafting tem a nos ensinar sobre inteligência emocional?

Algumas empresas, como a Google, estão utilizando uma técnica chamada Job Crafting, que permite aos indivíduos criarem seu próprio trabalho. O conceito de ‘job crafting’ foi desenvolvido pelas pesquisadoras norte-americanas Amy Wrzesniewski e Jane Dutton, em 2001. Para Dutton, “O Job Crafting faz parte da inovação e da adaptabilidade do trabalho. Ele alinha as pessoas de forma mais clara com os seus talentos, interesses e pontos fortes.”

A técnica consiste em redesenhar posições e direcionar suas atividades e relacionamentos para que se encaixem melhor a suas características, habilidades e pontos fortes. Dessa forma, o resultado é uma equipe mais engajada, produtiva, indivíduos felizes e entrega de melhores resultados.

A ideia não é avaliarmos técnica, mas o que está por trás dela. Dessa forma, avalie essas perguntas: Já começou uma faculdade e desistiu no meio do caminho? Já pensou em mudar de profissão? A rotina de trabalho te atrapalha? Sente-se estressado quando se vê sob pressão? Tem dificuldades em trabalhar em equipe? Não consegue delegar? Certamente você disse sim para algumas dessas perguntas. E você saberia explicar o porquê de isso ocorrer com você? Quais são e o porquê de suas escolhas, ações e reações? Quantas pessoas você conhece que são contratadas pelos excelentes currículos, mas demitidas por suas atitudes?

SE VOCÊ PUDESSE RECONFIGURAR PARTES DE SEU TRABALHO E TORNÁ-LO MAIS SIGNIFICATIVO, VOCÊ CONSEGUIRIA?

Há muito falamos sobre a importância de conhecer a si próprio. Ter claro quem se é, pontos fortes, vulnerabilidades e o que se quer ajuda o indivíduo a explorar o que é mais importante para ele no trabalho, proporcionando um maior engajamento e satisfação profissional.

É raro encontrar alguém que consiga ter a clareza desses pontos de modo satisfatório. Se você não souber localizar, denominar e desenvolver suas habilidades não alcançará os resultados que tanto deseja e nem conseguirá corresponder às expectativas da empresa.

É preciso que, antes de qualquer coisa, percebamos o efeito que nossos comportamentos desempenham tanto na nossa vida pessoal, quanto profissional.

Segundo pesquisa da Catho, 80% das demissões não são referentes as habilidades técnicas, mas sim por questões comportamentais. Segundo o levantamento, dentre as cinco primeiras razões, três estão relacionadas à personalidade, como relacionamento ruim com a equipe, falta de dinamismo e inaptidão para a liderança.

O QUE PODEMOS APRENDER COM O JOB CRAFTING?

Podemos perceber que a inteligência emocional se tornou um fator de grande importância quanto ao desempenho profissional e pessoal de cada um, tanto quanto suas competências e aptidões técnicas.

Ser inteligente emocionalmente nos permite perceber melhor quem somos, construir e manter relacionamentos mais saudáveis, e tomarmos decisões mais claras e assertivas. Reconhecer quem se é possibilita que você tenha controle sobre seus resultados, contribuindo para seu crescimento pessoal e profissional.

Qual o segredo para encontrar a felicidade?

Na edição de setembro, a Revista Vida Simples traz uma entrevista com Helder Kamei – “Caminhos para a felicidade”. Kamei aborda o tema sobre como nossos hábitos são valiosos para a conquista de uma vida plena, e questiona: “Por que a psicologia se dedica muito mais ao estudo das doenças do que da felicidade?”.

A matéria trata da psicologia positiva, um campo de estudo científico das potencialidades humanas, que analisa o impacto das boas experiências para levar uma vida com mais qualidade e mais sentido. O Instituto Eneagrama não tem a pretensão de aprofundar esse campo de estudo da psicologia, mas queremos focar na questão que para nós foi o mais importante – como encontrar o caminho para a felicidade.

Quantas pessoas sofrem emoções negativas por estar exercendo atividades que não trazem nenhum prazer a elas, além da renda? Quantas pessoas não se sentem engajadas ou envolvidas com algo que lhe traga bem-estar? Quantas pessoas se autossabotam quando precisam alcançar uma meta, realizar um sonho?

Apesar da maioria das pessoas buscarem à sua maneira de ser feliz, o que chamamos de felicidade é na realidade um conjunto e não algo único e isolado. Tem haver com o indivíduo em si, a sociedade em que vive e a maneira como ele se relaciona consigo e com os outros, sejam relacionamentos pessoais ou profissionais.

Então, qual o segredo para encontrar a felicidade? Autoconhecimento.

O autoconhecimento nos proporciona compreender melhor quem somos, saber trabalhar de forma positiva nossa inteligência emocional – emoções podem tanto arrastar alguém para o fosso quanto ajudá-lo a tornar-se um campeão, nos tornar indivíduos envolvidos com algo empolgante que nos proporcione a fonte de força para a autossuperação, e, realização pessoal. Entender nossas potencialidades, virtudes e também pontos fracos é essencial quando pensamos em qualidade de vida e desenvolvimento pleno. Pense a respeito!

Questione-se. Você realmente se conhece? Olhe para si e permita encontrar o caminho certo para a sua felicidade. O Instituto Eneagrama quer ajuda você a compreender melhor quem você é. Explore e desenvolva seu potencial. Contate uma de nossas franquias!

Fonte: Revista Vida Simples – Edição Setembro 2015.

Você tem uma personalidade empreendedora?

Muitos de nós já ouviu histórias de jovens que ao empreenderem pela primeira vez chegaram ao sucesso de forma precoce mais na coragem e no entusiasmo do que propriamente pela estratégia.

Mas a prática também nos sugere que a imensa maioria dos empreendedores não é dotada de tal “sorte”. A grande maioria dos líderes empreendedores é definida a partir de muita aprendizagem, dedicação, persistência, experiências, estratégia, treinamento, além, é claro, da soma de seus talentos inatos individuais, e com isso geram uma mentalidade empresarial necessária para estar à frente de um negócio.

Você é aquilo que sente, aquilo que pensa e aquilo que faz. É a soma de suas crenças e experiências. Pouco adianta saber de todos os números e condições se você não tem habilidades para tomar boas decisões e colocá-las em prática. Pouco adianta ter boas intenções em relação ao negócio se há crenças limitantes sobre si mesmo.

Grande parte da probabilidade de alcançar o sucesso ou fracasso em qualquer atividade está atrelada à habilidade comportamental, ao nível de autoconfiança e à capacidade de utilizar sua inteligência emocional.

A soma desses três temas forma o que muitos chama de personalidade empreendedora, e quem a desenvolveu traz consigo importantes características:

Pró-atividade: tem a vontade de estar um passo à frente, iniciativa e coragem para assumir riscos calculados. Esforça-se para colocar suas ideias em prática.

Paixão: inspiração, perseverança e a crença de que aquilo que se dispõe a fazer tem um significado, um propósito que traz a sensação de autorrealização.

Flexibilidade: aprende com os próprios erros e tem a humildade de reconhecer o momento de pedir ajuda, de admitir quando estiver errado. Reconhece suas limitações, o que permite seu desenvolvimento.

Disposição para liderar: sabe a importância de influenciar as pessoas e criar uma atmosfera positiva junto a equipe. Busca habilidade para formar novos líderes e cria uma mentalidade de sucesso naqueles que estão sob sua liderança.

Empatia: tem a capacidade de ver a realidade aos olhos das outras pessoas. Não necessariamente precisa concordar com essa visão, mas entende como as pessoas se sentem e compreende seus pontos de vista, sabendo como apoiar.

Resistência às frustrações: reage positivamente quando o cenário não é positivo e consegue canalizar essa energia de forma saudável e produtiva, contendo a própria ansiedade e impulsividade.

Foco: suporta a tentação das distrações e se concentra no que precisa ser feito.

Precaução: toma decisões inteligentes e avalia o impacto das consequências de seus atos no curto e no longo prazo.

São algumas boas qualidades, e ainda assim não são as únicas necessárias ao sucesso. Colocaria ainda nessa lista a humildade para aprender sempre, pois a cada passo que avançamos em termos de conhecimento e experiência é provável que se perceba que há muito mais por aprender.

Artigo publicado em 11 de agosto de 2015 no Jornal A Hora.

Como se tornar um empreendedor bem sucedido?

Murilo Riciardi foi um dos palestrantes do Maringá Júnior, com o Workshop “Eneagrama Aplicado ao Dia a Dia – autoconhecimento para alcançar e sustentar uma carreira de sucesso.”

No dia 5 de setembro ocorreu o Maringá Júnior, um evento voltado ao público jovem empreendedor, e o Instituto Eneagrama fez parte desse encontro muito bem pensado, organizado e preparado por toda a comissão organizadora.

Murilo Riciardi, Franqueado e Trainer do Instituto Eneagrama Maringá e Região, realizou o Workshop “Eneagrama Aplicado ao Dia a Dia” e abordou a importância do autoconhecimento para alcançar e sustentar uma carreira de sucesso.

“O resultado foi bastante positivo. Ter a oportunidade de falar a esses jovens sobre a importância em compreender suas emoções, suas atitudes e potencialidades para se alcançar uma carreira bem sucedida foi gratificante. O sucesso depende muito da consciência que cada um tem de si, do quanto esse indivíduo consegue desenvolver suas habilidades e aplicar sua inteligência emocional de forma positiva. Poder abordar esse assunto, com uma turma tão jovem, foi muito interessante, pois esse assunto muitas vezes não é discutido nessa fase da vida profissional e não é visto com a devida relevância que deveria ter. Esses jovens que participaram do workshop já estão com um diferencial diante das pessoas que ainda continuam cegas diante de si mesmas.”

Agradecemos a cada Empresário Júnior que teve a atitude e a iniciativa de estar conosco nesse evento.

Nós olhamos a nossa volta e você, consegue olhar a sua volta?

Eneagrama, equilíbrio emocional e os desafios da personalidade

Conhecer os mecanismos de sua personalidade eleva a capacidade de perceber quais são os pontos negativos, e como eles aparecem e interferem na sua vida.

Rotina intensa, falta de tempo, mercado competitivo, pressões diárias, exigências internas, frustrações pessoais… Essas são algumas causas de dificuldades e desequilíbrios emocionais.

Alguma vez você já se percebeu impulsivo demais com as pessoas? Ou já se pegou dizendo sim, quando na verdade gostaria de ter dito não? Ou já pensou que sempre algo errado acontece com você? Já ficou irritado com o ritmo lento do outro? Alguma vez já se aborreceu coma rotina? Já se percebeu sendo frio com alguém? Ou já perdeu o sono por estar preocupado? Já deixou de dizer o que pensava para não brigar? Já ficou frustrado por não ser reconhecido?

Acredito que você tenha respondido SIM para algumas dessas perguntas. E que, em pelo menos uma delas, esse comportamento já aconteceu repetidas vezes.

Estas e muitas outras atitudes automáticas são disparadas como mecanismos de defesa da nossa PERSONALIDADE, que sofre grande influência de nossas EMOÇÕES.

Muitas reações acontecem por não sabermos lidar com nossas emoções e pela falta de AUTOCONHECIMENTO.

O autoconhecimento permite a tomada de consciência de quem se é de verdade. É perceber seus principais condicionamentos e poder avaliar se são positivos ou negativos. Muitas vezes pagamos um preço muito alto pela falta dessa avaliação, com prejuízos nas relações, na saúde ou na carreira.

Conhecer os mecanismos de sua personalidade eleva a capacidade de perceber quais são os pontos negativos, e como eles aparecem e interferem na sua vida. Assim você pode administrá-los um a um. Da mesma forma, reconhecer seus pontos fortes permite colocar mais foco nas qualidades, aumentando sua autoconfiança, e mostrando ao mundo o que você tem de melhor.

Você pode conhecer melhor como funciona a sua personalidade através de uma ferramenta chamada ENEAGRAMA.

O Eneagrama é um símbolo processual, utilizado em diferentes tipos de estudos, e nas últimas décadas vem se configurando como uma importante ferramenta no campo do autoconhecimento e nas relações interpessoais.

Existem diversas abordagens a respeito do Eneagrama. O Instituto Eneagrama segue a linha baseada nas pesquisas psicológicas com fundamento comportamental iniciadas no Chile por Oscar Ichazo e Claudio Naranjo, e difundidas posteriormente no meio acadêmico pela psicóloga e pesquisadora americana Helen Palmer.

Através de um processo de treinamento, você tem a oportunidade de conhecer os nove perfis de comportamento existentes, entendendo motivações e sentimentos por trás das ações e reações, permitindo que você trabalhe SEUS pontos fortes e fracos.

Dessa forma, o Eneagrama ajuda as pessoas a se autoconhecerem e identificarem seu próprio perfil de personalidade. Através de exercícios de autopercepção, promove que cada um assuma conscientemente o que é, e principalmente, perceba que as emoções bem equilibradas podem trazer habilidades e talentos únicos.

Assim, despido de suas máscaras, o indivíduo percebe que cada pessoa também tem sua personalidade, e afina sua sensibilidade em perceber e entender que o outro “funciona” de forma diferente. Isso permite que as relações sejam mais saudáveis, que diminuam os conflitos e que cada um assuma a responsabilidade, ao invés de ficar procurando culpados para seus infortúnios e frustrações.

O Instituto Eneagrama trabalha com uma metodologia prática baseada na evolução do comportamento humano, acrescentada da teoria das tensões corporais, de Wilherm Reich, psiquiatra contemporâneo de Freud, que baseou-se no fluxo energético das couraças musculares, que sustentam uma determinada forma de pensar, sentir, agir e reagir aos estímulos internos e externos.

Os treinamentos são conduzidos por instrutores altamente preparados através de uma metodologia especialmente desenvolvida e atualizada continuamente. E a linguagem é simples, tornando mais fácil a compreensão de algo tão complexo quanto o comportamento humano.

Essa simplicidade permite sua utilização imediata como ferramenta de desenvolvimento, gestão de pessoas e relacionamentos.

O Eneagrama aplicado no ambiente corporativo:

No mundo corporativo, o Eneagrama pode ser aplicado no trabalho de entrosamento das equipes. Quando as pessoas compreendem que cada indivíduo tem uma estratégia inconsciente que orienta seus comportamentos e verdades, muitos conflitos se resolvem automaticamente, dando espaço a um clima de maior respeito.

A ferramenta ajuda na melhora da qualidade do diálogo, dando maior aceitação ao outro em suas diferenças, pois é possível compreender conscientemente as intenções que existem por trás das ações, diminuindo os mal-entendidos e as falhas na comunicação.

A medida que busca aprofundar o conhecimento de si mesmo, passa a ter maior domínio das suas emoções e assim, mais condições de potencializar suas habilidades de liderança, negociação, resolução de conflitos e gestão de pessoas.

Ter equilíbrio emocional é fundamental. E com o Eneagrama é mais fácil!

Uma pessoa que se conhece e lida bem com suas emoções, estará mais preparada ao tomar decisões importantes, pois terá maior discernimento de suas capacidades, e não se sentirá culpada caso seja uma decisão que não agrade a maioria. Clareza e equilíbrio entre o pensar, sentir e agir, (e menos reagir), trará resultados superiores e, acima de tudo, paz de espírito.

Artigo publicado na edição de agosto de 2015 na Revista Dr. Saúde.

Você já tentou mudar a perspectiva e se observar por outro ângulo?

Mudar valores e compreender a si e aos outros é um gesto de carinho. Autoconhecimento evita a falência das relações humanas e te torna o dono legítimo de sua vida.

Talvez nunca as pessoas tenham alcançado um estado de consciência acerca de si, e do mundo que os cerca, como ultimamente. Globalização, pluralidade cultural, capitalismo, consumo, narcisismo, entre outros, são termos bastante conhecidos por todos nós. Somos uma sociedade consciente de sua finitude, donos de uma angústia com relação ao tempo que sempre nos parece escasso. Consequência: mudam-se valores. É o novo, o efêmero, o individualismo que valem.

Zygmunt Bauman, pensador polonês, diz que a era em que vivemos é a era da liquidez. Segundo Bauman, a vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante.

As relações baseiam-se em prazer imediato, onde experiências dolorosas e tristes são motivos para fuga, tanto nos relacionamentos pessoais quanto profissionais. O que se valoriza e se busca incansavelmente é um estado de prazer eterno.

Caso contrário, as relações se desfazem. Que valores e atitudes são esses que transformam nossos relacionamentos de forma líquida como água?

Quem é você senão a soma do meio em que viveu até hoje? Quais fatores externos mostraram a você a melhor perspectiva de enxergar a sua realidade? Quantas pessoas passaram por sua vida e deixaram ensinamentos justamente por te mostrar outro ângulo de visão?

Todos somos pessoas singulares e a auto-expressão é inata. Porém por ironia, ao mesmo tempo tendemos a achar que todo mundo vê as coisas como nós. Da mesma maneira, queremos distância da diferença, pois consideramos que somente o que é igual é bom para nós. Temos dificuldade em interagir com a diversidade de perspectivas, o que nos torna pessoas que buscam relações que sempre proporcionem vantagens imediatas.

A nossa tendência mais comum é querer sempre modificar o outro. Esquecemos a singularidade de cada um e, de forma egoísta, desejamos que o outro mude para se adequar a nossa realidade e é por isso que hoje encontramos tantas dificuldades nos relacionamentos.

Tatiana Rabello, Trainer do Instituto Eneagrama, afirma que o colorido da vida também está nas diferenças e que o autoconhecimento é a melhor forma de lidar com essa questão.

Rabello afirma que o autoconhecimento evita a falência das relações humanas sociais e familiares. Ele nos liberta da prisão de fazermos as coisas sempre da mesma forma. Proporciona a oportunidade de provar coisas novas.

Portanto, por mais doloroso que seja, devemos sempre voltar o olhar para nós mesmos. O autoconhecimento é um gesto de carinho consigo e com quem o cerca. Perceber a sua forma de encarar a vida é dar condições de entender e aceitar as diferenças que – e de quem – o cerca, e diminui a ansiedade, bem como a angústia causada pela compreensão de nossa finitude, e, acima de tudo, torna sólido o que antes era líquido.

Contribuição no texto de Tatiana Rabello, trainer do Instituto Eneagrama Passo Fundo.

É melhor ser introvertido ou extrovertido?

Susan Cain, autora do livro “Silêncio: O poder dos introvertidos num mundo que não se cala “, nesta TED Conference, fala o mundo dos introvertidos.

Susan,que se considera uma introvertida, combate à ideia socialmente imposta de que ser introvertido é negativo e aborda de uma forma bem divertida questões sociais da vida pessoal e profissional de quem tem uma personalidade mais calma.

Mas, não vamos nos deter na questão apenas da personalidade mais reservada, que aborda a conferencista, mas sim na concepção, que ela mesma nos apresenta, de que cada pessoa tem sua personalidade. Isso pode nos parecer óbvio e deveria ser, mas, quantas vezes você precisou se adaptar ao seu ambiente escolar, de trabalho, no convívio com os amigos para que fosse realmente aceito ou estivesse dentro do que era considerado certo?

Susan levanta questões como: por que os extrovertidos são considerados melhores alunos? Ocupam posições de maior destaque? Por que os introvertidos precisam se adaptar a uma nova maneira de enxergar o mundo “em equipe”? E já que estamos nesse mundo onde o grupo é tão valorizado, como você gere sua equipe? Ou como se comporta ao trabalhar em equipe? E como você trata seus amigos? Sua família? Por que nossa dificuldade em aceitar as diferentes formas dos outros fazerem suas escolhas? Quando nos permitimos ficar sozinhos e aceitar quem realmente somos?

Crescemos em um mundo que nos impõe regras, costumes e até mesmo formas adequadas de agir em várias situações de nossas vidas. Compreender que todos têm razão, ou melhor, dizendo, todos têm a SUA razão, facilitaria a forma como vemos os outros, mas principalmente como nos vemos.

Existe uma dúvida que sempre surge em quase a totalidade das turmas de Eneagrama: Existe algum tipo melhor ou mais apto que o outro? A resposta é simples: Não há nenhum tipo melhor ou pior! Todos têm pontos positivos e negativos.

Susan defende que precisamos de um maior equilíbrio, e complementa dizendo que “precisamos de mais Ying e Yang, entre os dois tipos (introvertidos e extrovertidos)”, ou seja, estar consciente de suas capacidades e reais necessidades o torna mais criativo, mais produtivo, feliz e gera um ingrediente importante para o que chamamos de inteligência emocional – o autoconhecimento e o equilíbrio das emoções.

O vídeo tem apenas 20 minutos, assista! Lembre-se, não existe um melhor ou pior do que outro. Depende de cada um de nós conhecermos e aceitarmos nossos pontos fortes e fracos. São nossas potencialidades e fraquezas que nos fazem seres únicos.

Clique aqui e assista!

Você se conhece?

Se hoje fosse seu último dia o que você gostaria de ter feito mais? Você se conhece tão bem a ponto de compreender o que você realmente fez por você durante toda a sua vida?

Essas são perguntas que provavelmente você nunca deve ter se feito e se em algum momento alguém as fez para você, bem possível que você tenha precisado de uns minutos para pensar.

A autora Bronnie Ware, lançou o livro “Antes de Partir: Uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte”, após trabalhar prestando cuidados paliativos a pacientes terminais, a maioria deles com câncer. Através de suas experiências, ela reuniu lições preciosas de vida, nos ensinando que ser quem somos exige muita coragem, que por diversas vezes o que nos falta é a compreensão e aceitação com relação as nossas escolhas e dos outros, que a vida é construída por nós mesmos e que nós somos os únicos responsáveis pela realidade que vivemos.

Ela ainda elencou os 5 maiores arrependimentos de dezenas de pacientes em seu leito de morte.

Tornar consciente para nós mesmos quem somos, o que nos move, o que queremos de fato para nossas vidas, faz com que possamos compreender o mundo que nos cerca, tomar decisões mais claras e de forma que nos complete como seres humanos.

Podemos deixar a vida nos ensinar ou podemos começar desde agora a busca por todas as nossas respostas. Comece por entender quem você é, o eneagrama pode te ajudar!

Conheça as nove emoções que influenciam a sua vida

O eneagrama é o mapa que descreve essas nove emoções e como cada uma delas está diretamente relacionada a um Padrão de Comportamento.

Dessa forma, cada indivíduo possui uma emoção principal que geram seus mecanismos de defesa, que são inconscientes e assumem a maneira como se percebe a realidade.

Raiva, orgulho, vaidade, inveja, avareza, medo, gula, luxúria e indolência são as 9 emoções que influenciam diretamente em nossas vidas e na forma como a realidade é percebida por cada um de nós.

Para que você compreenda, tomemos como exemplo a Raiva, que é uma das emoções investigadas. Quando ela é um mecanismo de defesa, também chamada de Vício Emocional, para o indivíduo, é justificada com a atitude esforçada e auto-imagem virtuosa – Eu estou fazendo a minha parte. É uma pessoa conhecida por tere um alto nível de exigência, constrói uma vida regida pelo esforço voltado ao que é “certo”, tornando-se crítico, julgador, exigente consigo e com os outros. Assim afasta-se do que quer, reprimindo qualquer sentimento que venha em favor disso, em favor do que se “deve querer”. “Tenho vontade de descansar, mas não é certo, devo me esforçar mais” ou “Se eu faço o outro também deve fazê-lo”. Assume uma máscara de disciplina que apenas justifica sua Raiva inconsciente.

Todos nós temos 9 emoções básicas que influenciam diretamente nossas vidas, cada um tem a sua forma de ver e compreender o mundo que nos cerca, por isso que muitas vezes não conseguimos compreender a forma como as pessoas agem, se manifestam e encaram situações.

Compreender que cada um de nós é motivado por uma emoção e que ela é a responsável por nossas atitudes é o primeiro passo para o autoconhecimento e desenvolvimento humano.